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10/05/2019 às 08:00

Maria Gadú chora em aldeia de MS e pede que luta indígena seja menos solitária

A cantora brasileira Maria Gadú está em Mato Grosso do Sul. Veio especialmente para 13ª Grande Assembleia Terena, na Aldeia Ipegue, localizada em Aquidauana – a 135 quilômetros de Campo Grande. Nos últimos anos, ela virou militante da causa indígena, na música e nas andanças pelo Brasil.

Depois de passar um bom tempo com os guajajara no Maranhão, os caiapós do alto do Xingu e os guarani de São Paulo, as histórias de Mato Grosso do Sul impressionaram a cantora. “A gente tem visto que cada etnia tem problemas, mas os guarani kaiowá tem todos, é fora do controle com todos esses conflitos, e tenho tentado conhecer isso pessoalmente. Estar nesse tipo de assembleia é muito emocionante. Aqui eles reúnem, discutem os problemas e distribuem as soluções, sinto que isso traz uma força para região muito potente e bonita, dentro de um estado lindo e maravilhoso com o Pantanal”.

Maria Gadú viajou ao Estado a convite da organização do evento que, neste ano, entre dezenas de lideranças, trouxe Sônia Guajajara, líder e ex-candidata a presidência da república. Quietinha, chegou ontem à aldeia sem parecer estrela da MPB, como é conhecida na mídia. Sentou num banco com o público e ficou prestando atenção nas discussões. Ao ouvir o indígena e advogado Luiz Henrique Eloy, conhecido como Eloy Terena, falar sobre a resistência de seu povo, ela não segurou a emoção e chorou.

Na hora do almoço, a cantora também não pediu privilégios. Pegou seu prato e foi comer no chão junto com todos os participantes do evento. No período da tarde, entrou no debate, na plenária feminina debatendo a pauta de mulheres indígenas.
Em entrevista ao Lado B, Maria falou da empatia com a causa indígena e atribuiu essa relação à resistência do avô.

“Minha família inteira é descendente dos povos indígenas do Rio Negro. Meu avô não tinha muita memória de referências sobre o lugar que ele veio, mas tinha alguns conceitos muito enraizados e passou isso pra gente. Manteve o nome da família inteira com nomes indígenas, meu nome é Mayra, meu pai é Moacyr e meu irmão é Cauê. Isso foi um impulso para estudar a nossa verdadeira relação com a história brasileira, aliado a busca de lutar junto com os indígenas pela preservação histórica”, conta.


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