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,26/08/2017 às 08:33

2017/18: Crop Tour indica produtividade menor para a soja nos principais estados nos EUA

O Farm Journal Midwest Crop Tour, renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste dos EUA, chegou ao fim nesta sexta-feira (25) e trouxe os primeiros relatos dos campos para as culturas de soja e milho da temporada 2017/18. As estimativas ficaram bem próximas das reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último boletim de oferta e demanda.

No caso da soja, as projeções ficaram entre 115,5 milhões a 120,24 milhões de toneladas. Em agosto, o departamento indicou a safra norte-americana em 119,23 milhões de toneladas do grão. Os números do Crop Tour indicaram a produtividade média entre 53,97 sacas a 56,12 sacas por hectare. O rendimento estimado pelo órgão é de 56,02 sacas por hectare.

Para o milho, a expectativa é que sejam colhidas entre 350,87 milhões a 357,98 milhões de toneladas. De acordo com o USDA, a produção deverá totalizar 359,52 milhões de toneladas nesta safra. Já a produtividade indicada pela expedição ficou entre 175,05 sacas a 178,65 sacas por hectare, próximo do indicado pelo departamento, de 179,6 sacas por hectare.

Confira as projeções por estado:

Illinois

A expedição estimou o rendimento das lavouras de soja no estado em 62,92 sacas por hectare. O número ficou abaixo do registrado no ano anterior, de 66,9 sacas por hectare. No milho, a produtividade ficou em 191,57 sacas por hectare, frente as 208,5 sacas por hectare estimadas em 2016. O estado é o segundo maior produtor de milho dos EUA.

Indiana

No estado, a perspectiva é que sejam colhidas 61,8 sacas de soja por hectare. Em 2016, o número era de 65,2 sacas por hectare. No milho, o rendimento projetado é de 180,97 sacas por hectare, contra as 183,1 sacas por hectare indicadas no ano passado.

Iowa

A produtividade da soja foi estimada em 60,67 sacas por hectare, frente as 68,6 sacas por hectare observadas em 2016. O rendimento do milho foi projetado em 193,67 sacas por hectare. No ano anterior, o número estava em 214,85 sacas por hectare.

Iowa deve responder por 17,4% da produção de milho americano e 12,7% da produção de soja nesta temporada, conforme dados do USDA.

Minnesota

Na soja, a estimativa é que sejam colhidas 55 sacas do grão por hectare. A projeção está abaixo do registrado em 2016, de 59,52 sacas por hectare. No milho, o rendimento também deverá ser menor, projetado em 194,75 sacas por hectare. No ano passado, o número era de 204,27 sacas por hectare.

O estado é o terceiro maior produtor de soja e quarto maior de milho no país, conforme indica o USDA. Nesta safra, Minnesota deve responder por 9,7% da safra de milho dos EUA e 9,1% da safra de soja, ainda conforme números do departamento americano.

Projeções do Crop Tour para a safra de milho dos Estados Unidos

Nebraska

No estado, o rendimento da soja foi estimado em 64,07 sacas por hectare, frente as 69,17 sacas por hectare registradas no ano anterior. No caso do milho, a produtividade ficou em 191,05 sacas por hectare. No ano passado, o rendimento estava em 188,4 sacas por hectare.

Ohio

No caso de Ohio, a projeção é que sejam colhidas 60,1 sacas de soja por hectare. O número é ligeiramente menor do que o registrado em 2016, de 61,8 sacas por hectare. No milho, o número ficou em 172,52 sacas por hectare, contra as 168,27 sacas por hectare do ano anterior.

Dakota do Sul

Os produtores do estado deverão colher 45,92 sacas de soja por hectare. Em 2016, a produtividade média ficou em 56,12 sacas por hectare. Já no caso do cereal, o rendimento foi de 146,05 sacas por hectare, contra as 170,4 sacas por hectare observadas no ano passado.

Confira a última projeção do USDA para a safra 2017/18:


,15/07/2017 às 08:40

Soja: Mercado de clima nos EUA ainda não terminou e preços seguem voláteis

O mercado da soja - tanto no Brasil, quanto na Bolsa de Chicago - registrou mais uma semana bastante intensa e agitada. Os números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última quarta-feira (12), as condições de clima no Corn Belt, a demanda e a movimentação agressiva dos fundos trouxe ainda volatilidade para as cotações da oleaginosa.

Somente na CBOT, os principais contratos perderam mais de 1% na baixa acumulada da semana entre as posições mais negociadas. O contrato novembro/17 - que além de ser o driver do mercado é também referência para a safra dos Estados Unidos - subiu US$ 1,20 por bushel somente nos 11 primeiros dias de julho e, em dois dias, perdeu 40% do que acumulou em 12 sessões consecutivas. No pregão desta sexta, a posição fechou com US$ 10,10 por bushel.

Soja: Mercado de clima nos EUA ainda não terminou e preços seguem voláteis
Publicado em 14/07/2017 18:54

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O mercado da soja - tanto no Brasil, quanto na Bolsa de Chicago - registrou mais uma semana bastante intensa e agitada. Os números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última quarta-feira (12), as condições de clima no Corn Belt, a demanda e a movimentação agressiva dos fundos trouxe ainda volatilidade para as cotações da oleaginosa.

Somente na CBOT, os principais contratos perderam mais de 1% na baixa acumulada da semana entre as posições mais negociadas. O contrato novembro/17 - que além de ser o driver do mercado é também referência para a safra dos Estados Unidos - subiu US$ 1,20 por bushel somente nos 11 primeiros dias de julho e, em dois dias, perdeu 40% do que acumulou em 12 sessões consecutivas. No pregão desta sexta, a posição fechou com US$ 10,10 por bushel.



Clima nos Estados Unidos

As previsões atualizadas nestes últimos dias trouxeram uma melhora nas chuvas esperadas para a próxima semana no Meio-Oeste americano e motivaram um movimento intenso de venda de posições por parte dos fundos investidores, provocando as baixas mais recentes. Mesmo limitadas e pontuais, os mapas entraram no radar dos traders e pesaram sobre as cotações, mas podem não aliviar como é necessário a situação dos campos, principalmente, da região oeste do Corn Belt.

Para Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro Corretora, o mercado tem apostado muito em um "boato" esperado para a próxima semana. "Eu não poderia e nem gostaria de apostar que já vimos as altas do mercado. Vai depender do clima. É um mercado de clima", disse, em entrevista ao Notícias Agrícolas. E lembra ainda, que as lavouras estão apenas iniciando seu período mais "crítico", já que não somente julho, mas também agosto são os meses determinantes para a conclusão da safra norte-americana.

As adversidades, nesse momento, não são generalizadas e essa irregularidade climática intensifica a volatilidade e a especulação entre as cotações. Os novos mapas do NOAA, o serviço oficial de clima dos Estados Unidos, para os intervalos dos próximos 6 a 10 e 8 4 14 dias, mostram um tempo ligeiramente mais úmido, porém, com temperaturas ainda elevadas, acima da média para essa época, passando dos 37ºC nos próximos dias. As imagens abaixo mostram - à esquerda, as temperaturas, e à direita, as chuvas.

Os traders não estão prontos para deixar o mercado de clima no milho, na soja e no trigo de primavera, a julgar pela leve recuperação observada nesta sexta-feira e diante do tempo ainda quente esperado para a próxima semana, que pode afetar e prejudicar a produção dos EUA", disse o analista de mercado Bob Burgdorfer, do portal internacional Farm Futures.

Dessa forma, o mercado agora se prepara para observar como serão as chuvas deste final de semana no Meio-Oeste americano e, principalmente, como virão as informações do reporte semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (17). Na última semana, o boletim indicou 64% das lavouras em boas ou excelentes condições.

Demanda

O suporte observado nesta sexta-feira veio também um notícia forte do front da demanda. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou uma nova venda de 1,3 milhão de toneladas de soja da safra nova para a China e contribuiu para o avanço das cotações em Chicago.

Operações como esta vinham sendo esperadas, segundo analistas e consultores, depois da queda expressiva de mais de 40 pontos da oleaginosa negociada na Bolsa de Chicago no pregão desta quinta-feira. Depois de subir mais de US$ 1,00 por bushel somente nos primeiros 11 dias de julho, o mercado corrigiu as cotações e os players aproveitaram para vir às compras.

No Brasil, preços acompanharam a queda

As cotações da soja no Brasil acompanharam o movimento negativo em Chicago, que, ao lado do dólar, intensificou o recuo nos portos e no interior do país. Na semana, as baixas chegaram a ficar em até 5,82%, como foi o caso de Sorriso, em Mato Grosso, onde o preço fechou com R$ 51,80 por saca.

A soja disponível, nos portos, terminou a semana com indicativos entre R$ 70,00 e R$ 73,00 por saca e, desestimulou os negócios nestes últimos dias já que, nos melhores momentos da semana as referências chegaram a alcançar os R$ 77,00.

Até quarta-feira, como explica o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, os produtores puderam aproveitar bem o mercado antes dos números do USDA e, na sequência, com as baixas intensas, voltaram a se retrair, esperando pelas novas oportunidades que o mercado climático dos EUA poderá ainda trazer.

Segundo o consultor da Terra Agronegócios, Ênio Fernandes, quando os preços voltarem ao intervalo dos R$ 75,00 aos R$ 77,00 por saca, os negócios devem voltar a rodar. "O produtor está muito maduro, cada vez mais profissional e sabe aproveitar suas oportunidades", diz.

Tags: Soja
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,08/07/2017 às 08:22

Soja sobe até 9% no Brasil, testa os R$ 74 nos portos e encontra suporte no clima dos EUA

Os preços da soja subiram mais de 5% na Bolsa de Chicago nesta semana e o mercado internacional da oleaginosa fechou o pregão desta sexta-feira (7) acima dos US$ 10,00 por bushel em suas duas posições mais longas entre as mais negociadas. O contrato novembro/17, que além de driver do mercado é também a referência para a safra americana, fechou com US$ 10,15 e alta de 6,36%.

O tempo quente e seco que preocupa os produtores do Meio-Oeste norte-americano, principalmente na porção Oeste do Corn Belt, foi o principal combustível para os ganhos observados durante estas última sessões consecutivas na CBOT.

"Uma massa de ar está estacionada sobre o Meio Oeste do país, e um padrão com chuvas mais irregulares e temperaturas acima da média é oferecido para o Cinturão Agrícola até a última semana de julho", explica a consultoria AgResource Brasil. "Chuvas ainda são oferecidas em eventos periódicos, no entanto sem caráter generalizado e com índices pluviométricos abaixo do esperado para a manutenção de um bom desenvolvimento de safra. O produtor rural, principalmente ao oeste do Cinturão se preocupa", completa o boletim da empresa.

Os últimos mapas do NOAA, o serviço oficial de clima do governo norte-americano, confirmam essas condições em suas previsões para os próximos 6 a 10 e 8 a 14 dias, como mostram os mapas na sequência.

Com essas informações, os fundos também se reposicionaram e desmontaram boa parte de suas posições vendidas, que vinham carregando números recordes nos últimos meses. Segundo o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, de Genebra, na Suíça, "a posição anterior, de 118 mil contratos vendidos por parte dos fundos, passou para 50 mil contratos até a última terça-feira (5)", diz.

Ainda segundo Biegai, o mercado internacional da soja já se consolida, portanto, em uma sólida tendência de alta neste momento, deixando para trás a tendência negativa que vinha sendo observada há algumas semanas, quando o contrato novembro chegou a testar os US$ 9,08 por bushel. "Até acredito que, na semana que vem, podemos ver uma queda mais acentuada, para depois voltar a subir, e isso não quer dizer que tenha perdido a tendência", explica o analista.

No Brasil

No acumulado da semana, com essa disparada das cotações na Bolsa de Chicago e, na outra ponta um dólar ainda próximos dos R$ 3,30, os preços da soja no mercado brasileiro chegaram a subir até 9,57%, como foi o caso da praça de Alto Garças, em Mato Grosso, onde a saca terminou com R$ 64,10.

Os ganhos foram generalizados - do interior aos portos do Brasil - e estimularam um ritmo muito mais agressivo da comercialização nestes últimos dias. A oleaginosa disponível, afinal, encerrou a semana com R$ 73,50 por saca em Santos e Rio Grande, com R$ 73,00 em Imbituba, R$ 73,20 em São Francisco do Sul e R$ 74,00 por saca no terminal do Paranaguá, uma alta de R$ 5,50 em relação à sexta-feira da semana anterior.

"A comercialização da soja no Brasil, principalmente no Sul do país, ainda está atrasada em relação a anos anteriores, tam bastante soja para vender ainda", explica Biegai, apesar desses volumes mais agressivos negociados nesta semana.

Nesse quadro, a orientação de Biegai é de que o produtor brasileiro faça parte de suas vendas no físico, aproveite os atuais preços e as oportunidades que o mercado tem trazido e, ao mesmo tempo, compre uma call em Chicago e continue participando das altas futuras.

Tags: Soja
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,01/07/2017 às 08:45

Após semana de espera pelos números do USDA, soja fecha semana com mais de 4% de alta em Chicago

Durante toda a semana o mercado internacional da soja pautou-se pelos esperados relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta sexta-feira (30). E quando os resultados chegaram, o impacto das informações foi imediato.

Somente no pregão desta sexta as altas entre os princpais futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago foram de mais de 2%, levando o vencimento novembro/17 - o mais negociado agora e referência para a safra americana - voltou a superar os US$ 9,50 por bushel. Os futuros do milho e do trigo também subiram de forma bastante expressiva.

O contrato encerrou a sessão com alta de 3,24% e valendo US$ 9,54 por bushel. Na semana, as principais posições acumularam ganhos de mais de 4%, com todas acima dos US$ 9,40.


NOTICIAS AGRICOLAS


,10/06/2017 às 08:38

Soja acumula alta de 2% em Chicago e Brasil negocia mais de 500 mil t na semana

A sexta-feira (9) foi dia de novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o mercado internacional da soja, que vinha ansioso pelos números, parece ter encerrado a semana sem dar muita atenção à poucas novidades reportadas no boletim.

"Avalio o relatório como de neutro a negativo, mas é o tipo 'não evento', o que vai valer mesmo é o clima nos EUA", explicou o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter.

Entre os poucos destaques trazidos para a soja vieram os estoques finais de soja acima do esperado tanto nos números da safra velha, quanto da safra nova para o quadro dos Estados Unidos. Da safra 2016/17, os números foram estimados em 12,25 milhões de toneladas, contra a média esperada pelo mercado de 11,76 milhões. Já da 2017/18, de 13,47 milhões, contra média de 13,55 milhões. Em maio, os números vieram em, respectivamente, 11,84 e 13,06 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, o departamento não corrigiu suas exportações - o que vinha sendo esperado por alguns analistas e consultores - e manteve o total ainda em 55,79 milhões de toneladas.

Por outro lado, aumentou a produção de soja do Brasil para 114 milhões de toneladas, estoques finais nacionais para 25 milhões e as exportações para 62,4 milhões de toneladas. Assim, a safra mundial 2016/17 foi elevada para 351,31 milhões de toneladas.

Leia mais:

>> USDA aumenta estoques de soja dos EUA e safra do Brasil para 114 mi de t

O boletim de junho é, geralmente, um relatório de menos impacto sobre as cotações, já que trata-se de um mês onde ainda há muita incerteza, o plantio está sendo concluídos e as lavouras iniciando seus desenvolvimento nos Estados Unidos.

"Nem o clima é decisivo nessa fase do ano", diz Motter. "Agora, julho, agosto e setembro são mais decisivos. O relatório de hoje apenas desviou momentaneamente as atenções em relação ao clima (no Meio-Oeste americano)", completa o analista.

E foi justamente a especulação sobre o clima no Corn Belt que deu espaço para uma alta acumulado na semana de mais de 2% entre as principais posições da soja negociadas na Bolsa de Chicago. O contrato julho/17 - que ainda é o driver do mercado internacional e fechou com mais de 120 mil contratos negociados - ficou em US$ 9,41 por bushel. A referência para a safra americana - o vencimento novembro/17 - foi a US$ 9,25.


"Os fundos entraram a semana ainda vendidos e foram cobrindo suas posições diante de uma clima mais quente e seco no Meio-Oeste americano", disse o analista de mercado Bob Burgdorfer, do portal internacional Farm Futures. "E para esta próxima semana, já há nas previsões uma onda de calor para os EUA, a qual deve chegar neste domingo e durar, ao menos, até quarta-feira, de acordo como Serviço Nacional de Clima dos EUA", completa.

As informações de demanda também se destacaram nesta semana. Nesta quinta-feira (8), foram divulgadas as informações de que, em maio, a China importou 25% mais soja do que no mesmo mês de 2016, confirmando a força de seu consumo com compras recordes de 9,59 milhões de toneladas. No acumulado da temporada, os chineses já importaram mais de 37 milhões.

E como explica o analista de mercado da OTCex Group, de Genebra na Suíça, além do bom consumo da nação asiática, outros players asiáticos também entram no mercado comprando sojade forma bastante expressiva.

Nesta sexta, o USDA trouxe o anúncio de uma nova venda da safra 2016/17 de 201 mil toneladas de soja em grão, totalizando um volume acumulado de 321 mil somente nesta semana, via anúncios diários. Em seu reporte semanal de vendas para exportação, o total comprometido da oleaginosa pelos EUA já chega a mais de 58,5 milhões de toneladas. Os embarques americanos também caminham bem e passam de 53 milhões.

Mercado no Brasil

No Brasil, a semana também foi muito positivo para a formação dos preços da soja. Segundo levantamento do economista André Bitencourt Lopes, do Notícias Agrícolas, as cotações subiram até R$ 3,20 por saca no interior do país. O produto disponível nos portos fechou a semana com R$ 70,00 por saca e ganhos acumulados de mais de 3%. Nos melhores momentos da semana, as cotações alcançaram até entre R$ 70,50 e R$ 71,00 por saca dependendo do prazo de pagamento e condições de entrega.



"O mercado (no Brasil) andou, relativamente, bem. Foi uma semana de boa movimentação, o produtor aproveitou para vender. Tivemos Chicago em alta a semana inteira, o dólar ajudando em alguns momentos, e isso auxiliou o mercado durante a semana. Na semana, algo entre 100 mil e 200 mil toneladas foram negociadas nos portos do Sul, algo entre 500 mil e 700 mil no acumulado da semana", relata Miguel Biegai.

O dólar, no acumulado da semana, alcançou uma alta de 1,15% e fechou com R$ 3,2921, subindo, somente nesta sexta-feira (9), 0,82%. "O mercado está um pouco mais tranquilo com a perspectiva de que Temer não vai ser cassado. Mas há muitas coisas no cenário", afirmou o analista de câmbio da corretora Fair, José Roberto Carrera à agência de notícias Reuters.


O julgamento sobre a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continuava na noite desta sexta-feira, após quase uma semana de discussões e sessões consecutivas. O resultado sai entre o final do dia e da semana.

Tags: Soja
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,20/05/2017 às 08:48

Governo vai priorizar pavimentação da BR-163 para garantir escoamento de safra

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse hoje (16) que o governo vai priorizar a pavimentação da BR-163, no Pará, considerada fundamental para o escoamento da produção do país. Segundo ele, parte das empresas já estão contratadas e as obras vão iniciar assim que as chuvas na região acabarem.

“Não vamos permitir que aconteça na próxima safra o que aconteceu nessa, por isso o Ministério dos Transportes se preparou do ponto de vista orçamentário para resolver de uma vez por todas o problema de escoamento da produção do Brasil via BR-163”, disse o ministro, em transmissão ao vivo pela rede social Facebook.

A rodovia é a principal ligação entre a maior região produtora de grãos do país, em Mato Grosso, e os portos da Região Norte. Em março, parte da estrada que não é pavimentada ficou interditada por causa da chuva, impedindo a passagem de caminhões com cargas.

O ministro disse também que o trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Estrela D'Oeste (SP) e Porto Nacional (TO) deve estar concluído até o início do ano que vem. Segundo ele, essa é uma das obras prioritárias para o governo. “Ela é a espinha dorsal do Brasil. Carga é o que não falta para que essa ferrovia seja um sucesso e um grande corredor ferroviário logístico no nosso país”, disse, lembrando que outros trechos da rodovia foram incluídos no programa de concessões do governo.

Tags: Agronegócio
Fonte: Agência Brasil


,06/05/2017 às 08:35

Soja: USDA, clima nos EUA e dólar podem mudar movimento das vendas no BR na próxima semana

A semana foi positiva e importante para os preços da soja formados no mercado brasileiro. Entre as praças de comercialização dos principais estados produtores, bem como nos portos, os ganhos variaram de R$ 0,50 a até R$ 3,33 por saca, segundo mostra o levantamento feito pelo economista do Notícias Agrícolas, André Bitencourt Lopes. Apesar disso, as vendas seguem lentas e se desenvolvendo em um ritmo ainda bem aquém do normal para esta época do ano.

No interior, as referências variam de R$ 50,00 a algo próximo de R$ 67,00 por saca. No disponível, os portos de Rio Grande e Paranaguá ficaram com R$ 69,50 por saca. Já as referências para junho/17 em ambos os terminais fecharam a semana com R$ 70,50 e R$ 70,00, respectivamente.

NOTICIAS AGRICOLAS


,12/11/2016 às 08:05

Condições climáticas favorecem e plantio da soja é acelerado em MS

om condições climáticas favoráveis o plantio da nova safra de soja foi acelerado em Mato Grosso do Sul na última semana. Em um intervalo de cinco dias, entre 31 de outubro e 4 de novembro, foram semeados 299,880 mil hectares, totalizando no acumulado do período de plantio, 1,980 milhão de hectares, o equivalente a 78,6% da área total que deverá ser ocupada pelas lavouras da oleaginosa no estado, que é de 2,520 milhões de hectares.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10), pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS). De acordo com a entidade, seis municípios, todos do sul do estado, já concluíram a semeadura desta safra: Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Laguna Carapã, Ponta Porã e Sete Quedas. A região, inclusive, é a que está com maior percentual médio de áreas já plantadas, 85,5%.

Já o norte do estado, que até o levantamento anterior tinha uma porcentagem média de semeadura abaixo das demais regiões, agora apresenta 70% das lavouras plantadas. Devido à falta de chuvas nas primeiras semanas do ciclo, o início do plantio começou mais tarde neste ano que nas outras áreas. Em contrapartida, nos municípios do centro, 64,4% da semeadura foi finalizada.

Com essa evolução, a semeadura da safra 2016/2017 em Mato Grosso do Sul está 2,6% à frente da porcentagem média registrada no mesmo período da temporada anterior.

A Aprosoja/MS mantém até o momento as projeções sobre a safra feitas na abertura oficial do plantio, no dia 17 de setembro, em Ponta Porã. Conforme a entidade, o estado deverá aumentar em 2,44% a área cultivada com a soja, passando de 2,46 milhões de hectares da safra 2015/2016 para 2,52 milhões de hectares no novo ciclo, 2016/2017.

Mato Grosso do Sul, ainda conforme a entidade, deve repetir a produtividade média das lavouras da temporada passada, 3.090 quilos por hectare, o que representa 51,5 sacas por hectare. Dessa forma deverá ampliar a produção no mesmo patamar da área cultivada, ou seja, 2,44%, com o volume passando de 7,60 milhões de toneladas para 7,79 milhões de toneladas.


G1


,10/10/2016 às 07:45

Plantio de soja avança na região sul do Estado

LIANA FEITOSA

O plantio de soja em Mato Grosso do Sul começou oficialmente no dia 16 de setembro, mas só 5,4% da área destinada à cultura foi semeada nos primeiros dias. A previsão é de que a produção estadual na safra 2016/2017 some 7,79 milhões de toneladas do grão.

Os dados são da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja) e foram divulgados nesta semana. A estimativa é de que sejam utilizados 2,520 milhões de hectares nesta safra e a produtividade alcance 51,5 sacas por hectare.

Em relação ao plantio, municípios da região sul estão mais avançadas, com média de 8,3%. Porém, Ponta Porã, Sete Quedas, Laguna Caarapã, Amambai e Aral Moreira apresentam 15% da semeadura concluída.

Na região norte, que apresenta 0,9% da semeadura concluída, apenas os municípios de Chapadão do Sul, Costa Rica e São Gabriel do Oeste começaram a plantar. Com isso, estima-se que, até o momento, foram plantados aproximadamente 124 mil hectares e o levantamento indica que a semeadura poderá se estender até a primeira quinzena de novembro.

SUL NEWS


,07/10/2016 às

Exportação de milho cresce 29%

A balança comercial de Mato Grosso do Sul teve superavit de US$ 1.624 bilhão entre janeiro e setembro de 2016. Na prática, isso significa que o Estado exportou o equivalente a US$ 3.320 bilhões, quase o dobro das importações que somaram US$ 1.696 bilhão.

Os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que apesar do superavit, houve queda de 7,62% nas exportações e de 38,48% nas importações, quando comparado ao mesmo período de 2015. Consequência de queda nas operações de compra e venda de produtos estaduais.

A soja se mantem como o principal produto da balança comercial de MS. Entre janeiro de setembro o produto somou US$ 1.04 bilhão em receita e foi responsável por 31,44% das exportações. Porém, há queda de 14,59% na comercialização comparada ao ano passado.

Em segundo continua a celulose, que corresponde a 22,23% de tudo o que é exportado pelo Estado. O produto apresentou faturamento de US$ 738 milhões em nove meses, e leve alta de 1,50% quando comparado ao ano passado.

Mas, o melhor resultado é do milho que aumentou em 29,05% a exportação quando comparado ao ano passado. O produto teve receita de US$ 279 milhões, o que corresponde a 8,42% do total da balança comercial.

Outro destaque é o setor de carne bovina desossadas que cresceu 59% entre o ano passado e este. As exportações de couro bovino também evoluíram muito no período, o crescimento chega a 138%. Em contra partida, o minério de ferro reduziu em 37% sua participação na balança comercial.

O gás natural continua sendo o produto mais importado por Mato Grosso do Sul, porém o volume teve queda de 47% entre 2016 e 2015. Assim como a importação de cobre refinado, que também caiu mais de 40% no período.


SUL NEWS


,05/10/2016 às 08:00

Milho abaixo do esperado derruba o valor do frete

LIANA FEITOSA

As empresas de Transporte Rodoviário que trabalham no transporte de grãos em Mato Grosso do Sul têm mais um fator a equacionar na hora de fazer as contas. O fim da colheita do milho safrinha 2015/2016, ficou 1/3 do abaixo do esperado pelas projeções da Aprosoja e teve impacto direto no valor do frete, que está 15% abaixo do valor praticado no mês de agosto.

Segundo o presidente do Setlog/MS, Cláudio Cavol, além da colheita ter ficado 33% abaixo do esperado, em torno de três milhões de toneladas a menos, o valor do frete ficou ainda mais baixo do que o praticado no final de safra.

"O valor do frete sempre cai em torno de 10% no final da colheita devido a menor oferta de produto e o maior número de caminhões graneleiros no mercado, mas a baixa no produtividade fez com que o frete caísse em 15%", explica Cavol.

Atualmente, o valor do frete está em R$ 131,25 a tonelada. Para se ter uma ideia, o transporte de um caminhão bi-trem de 37 toneladas de milho de Maracaju para Ponta Grossa, no Paraná, após deduzir todas as despesas com diesel, pedágio, motorista (diária, alimentação),impostos, tem um lucro de apenas R$ 307.

"Nos cálculos do frete, deveríamos também contabilizar o desgaste do veículo, mas muitos empresários do setor estão deixando de lado, por que há muita concorrência. Estamos praticamente pagando para trabalhar", explica.

SUL NEWS


,22/09/2016 às 07:55

Setor produtivo do sul do Estado valida zoneamento agrícola

CRISTIANE CONGRO

O setor produtivo da região sul de Mato Grosso do Sul se reuniu na última na terça-feira, na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, para realizar a validação das informações que farão parte do Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático). Instrumento técnico-científico de política agrícola e de gestão de riscos na agricultura.

As informações coletadas durante a reunião serão analisadas e submetidas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pela publicação da versão final do zoneamento no Diário Oficial. E o trabalho de validação está sendo feito em relação a definição da viabilidade técnica da safra de milho 2017 e da safra de soja 2017/18.

Para o Superintendente Federal do Mapa no Estado, Celso de Souza Martins, essa é uma etapa inédita na metodologia de realização do Zarc e que antecede a publicação no Diário Oficial. "O setor produtivo tem a oportunidade de sugerir alterações e formas de apresentação dos resultados".

A participação de instituições representativas do setor produtivo do Sul do Estado na reunião contribuiu para refinar as informações de modo a melhor adequá-las à realidade climática do campo e caracteriza-se como um momento inédito e um importante passo para melhorias no ZARC da região.

"A passagem da responsabilidade de atualização das informações do ZARC como uma das atribuições da Embrapa significa um avanço muito grande para a região. A Embrapa detém tanto tecnologia como conhecimento de clima e outras características produtivas das principais culturas do Estado. Esse foi um importante momento de aproximação entre a realidade e a potencialidade produtiva das cultivares nas diferentes regiões do Mato Grosso do Sul", disse Celso Martins.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz, comenta que a coordenação desse trabalho nacional está sendo feita pela Embrapa Informática Agropecuária em Campinas (SP). Ela conta com a participação de diversas Unidades da Embrapa e sugestões do grupo irá fazer a avaliação da pertinência ou não das mesmas.

Zarc é uma ferramenta muito útil e dinâmica, segundo Fietz. "O Zarc é uma ferramenta de análise e como tal necessita de atualização constante, inclusive com a inserção de parâmetros de novas cultivares, com ciclos e comportamentos diferentes culturas e variedades. Não é estática e nunca vai ficar pronta, demanda pesquisas e atualizações constantes", explica Fietz.

O pesquisador destaca ainda que leva em consideração, de forma ampla, inúmeros aspectos regionais, tais como: variabilidade climática, solo, características ecofisiológicas da culturas e quantificação do risco de cada época de semeadura para cada região.

SUL NEWS


,20/09/2016 às 07:52

Estado espera plantar mais soja e atingir produção recorde

LIANA FEITOSA

Com expectativa de produção de 7,79 milhões de toneladas em uma área de 2,52 milhões de hectares, Mato Grosso do Sul deve ter safra de soja 2016/17, ou eja, 2,44% maior em relação a anterior, e se esse número se confirmar, o Estado terá produção historicamente recorde, segundo dados divulgados pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS).

Porém, mesmo com aumento de área e de produção, a perspectiva de produtividade média para o próximo ciclo se mantém estável, com 51,5 sacas por hectare. Na safra 2015/16, a área ocupada de soja foi de 2,46 milhões de hectares com uma produção de 7,60 milhões de toneladas.

O que explica a variação nula na produtividade, segundo o presidente da Aprosoja, Christiano Bortolotto, são os desafios que estão à frente da safra verão. “Essa será uma safra difícil. Um dos fatores determinantes para isso são os altos custos de produção, ainda mais altos neste ciclo. Além disso, o cenário é de uma super safra norte-americana e com possíveis preços baixos no momento da colheita no Brasil”.

Bortolotto diz ainda as questões climáticas podem interferir na produtividade da soja. "A incerteza do clima também pode gerar uma realidade que afete a produtividade, além do risco de preços baixos pagos pelos grãos brasileiros e essa safra exige muita atenção do produtor rural", explica.

Após 90 dias de vazio sanitário, produtores de Mato Grosso do Sul ficaram impedidos de plantar entre os dias 15 de junho e 15 de setembro e a partir de sexta-feira foi autorizado a semeadura da soja.

SUL NEWS


,16/09/2016 às 07:56

Preço do milho cai 40% na conclusão da safrinha

ROSANA SIQUEIRA / CORREIO DO ESTADO

Prestes a encerrar a colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul, média do preço pago ao produtor pela saca de 60 quilos do cereal chega a R$ 30, no Estado, valor até 40% inferior ao comercializado no início da safra, três meses atrás, mas ainda dentro de patamares recordes, em relação a anos anteriores.

Apesar da forte alta de preços, que caracterizou o ciclo do milho safrinha neste ano, as perspectivas para a próxima temporada ainda são de incerteza no campo. “O produtor sofreu muito nessa safra e vai entrar na próxima temporada bastante descapitalizado e desmotivado. Muita gente acha que eles aproveitaram esses preços recordes, o que não é verdade. Os produtores já tinham travado grande parte da produção antes das máximas registradas, com valores entre 40% a 50% inferiores.

Quando aconteceu a forte alta de preços, a maioria dos agricultores estava com o milho no campo e, não tinha um grão para vender. "Portanto, ele precisou esperar, colher toda a safra, entregar o que vendeu e então avaliar a sobra para negociar”, explica a analista de grãos da Rural Business Consultoria, Tânia Tozzi.


,12/09/2016 às 07:36

Soja é tema central de evento em Nova Andradina


CRISTIANE CONGRO

Acontece na terça-feira, 13 de setembro, a partir das 8hs, o Seminário de Atualização Tecnológica na Cultura da Soja. O evento que deve reunir cerca de 100 pessoas, entre produtores rurais, pesquisadores, professores, técnicos agrícolas e estudantes será realizado na sede da Fundação Instituto de Tecnologia e Inovação de Nova Andradina (Finova), no Distrito Industrial José Marques, em Nova Andradina.

O objetivo do Seminário, que está sendo realizado pela Finova e a Embrapa Agropecuária Oeste é proporcionar oportunidade de capacitação e atualização tecnológica sobre a cultura da soja, visando a sustentabilidade da produção agropecuária na região de Nova Andradina.

Três palestras, um debate e apresentação do futuro Campus Tecnológico de Integração da Finova serão realizadas durante o evento com encerramento para às 12hs. Após abertura do evento, a palestra ministrada pelo pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz intitulada “Principais limitações da produção de soja na Região Leste do MS”, vai apresentar características agrometeorológicas e algumas limitações do solo da região, que apresenta baixa capacidade de armazenamento de água.

Na sequência, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Cesar Salton, falará sobre “Sistemas integrados de produção em solos arenosos de MS”. Após o intervalo o Secretário de Estado de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Medes Lamas, falará sobre o “Programa Terra Boa”, de recuperação de áreas degradadas do MS. Em seguida será realizada apresentação do Campus, por meio do Presidente da Finova, Renato Pires da Silva Filho.

“O evento é oportunidade de iniciar de forma prática a parceria com a Embrapa, que servirá como um ponto de referência para os agricultores da Região Leste do MS. É ainda uma oportunidade de capacitação dos interessados em favor da safra de soja de 2017”, destaca o Renato.

O evento conta com apoio do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, UEMS, Prefeitura Municipal de Nova Andradina, Grupo Educacional Uniesp, Agraer e Sepaf.

FINOVA

A Finova atua na Região Leste do MS, que reúne as cidades de Nova Andradina, Bataguassu, Anaurilândia, Bataiporã, Taquarussu, Novo Horizonte do Sul, Ivinhema e Angélica. Esses oito municípios serão amplamente beneficiados pelas atividades propostas pela Finova, que pretende estabelecer caminhos para que a ciência, tecnologia e inovação sejam utilizadas em benefício dos setores produtivos regionais.

A iniciativa que levou a criação da Finova partiu da Prefeitura de Nova Andradina, que pretende em parceria com as universidades e os institutos de pesquisa, promover o desenvolvimento sustentável com base na ciência, na tecnologia e na inovação. “A Finova funciona como um centro de referência tecnológica para as empresas e outras organizações públicas e privadas de Nova Andradina e região, desenvolvendo assim, a economia, a sociedade, a infra-estrutura, o meio ambiente e a gestão pública”, explica Renato.

Todas as atividades da Finova estão organizadas por meio do Programa de Desenvolvimento Sustentável de Base Tecnológica e Inovação (Probatec), que, estruturado em quatro subprogramas: Probatec Agronegócio, Probatec Digital, Probatec Ambiental e Probatec Parcerias. A Finova já tem Núcleos definidos de atuação e projeto arquitetônico para construção de seu Parque Tecnológico.

A tomada de decisões da Finova é feita por meio do seu Conselho Curador, da qual a Embrapa Agropecuária Oeste conta com a presença de dois representantes: o Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia, Auro Akio Otsubo e do pesquisador Claudio Lazzarotto.


SUL NEWS


,06/09/2016 às 07:48

PMA de Mundo Novo apreende carga de agrotóxicos

Ontem a Polícia Militar Ambiental (PMA) apreendeu 11,9 mil litros de agrotóxicos ilegais, avaliados em R$ 2 milhões. O produto milionário foi descoberto em uma carga de um caminhão, em Mundo Novo.

A carga ilegal só foi descoberta após o veículo ter rodado mais de 500 quilômetros pela rodovia BR-163, no km 21 da rodovia, em Mundo Novo.

O carregamento saiu de São Gabriel do Oeste com destino a cidade gaúcha de Entre Rios. Conforme informado pela PMA, a empresa responsável pela carga não possuía licença ambiental para transportar o produto.

A empresa responsável foi multada em R$ 106,9 mil e a carga e o caminhão foram apreendidos e levados à Polícia Civil.

Os militares explicaram que a multa também é refente a falta de avisos que os caminhões que transportam produtos perigosos devem conter, em cumprimento as normas técnicas e a legislação ambiental. O motorista e a empresa responderão por crime ambiental.


,31/08/2016 às 09:00

Cidades ligadas ao agronegócio ganham mais habitantes


PRISCILA PERS / CAMPO GRANDE NEWS

Sidrolândia é o município que mais cresceu em termos populacionais no último ano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 1.620 novos habitantes entre 2015 e 2016, que hoje somam 52.975 moradores.

Em percentual, o crescimento chega a 3,15% sobre a quantia de 51.355 habitantes no ano passado. A proximidade com a Capital e o poder do agronegócio são os principais motivos para o crescimento acima da média, segundo o prefeito Ari Basso (PSDB).

Sidrolândia é sede de uma das maiores unidades do frigorífico JBS no Estado, que abate frangos. Além das centenas de empregos gerados diretamente, ainda há os indiretos, por meio dos produtores de frangos e de grãos, que dão origem a ração. "O agronegócio movimenta todo o nosso município, por meio da pecuária, agricultura e tudo o que está ligado a isso", diz.

Para o prefeito, outro fator que contribui para o aumento populacional são os 27 assentamentos que levam pessoas a cidade com frequência. Como qualidade, Sidrolândia ainda tem a proximidade com a Capital e o fato de ainda estar em pleno desenvolvimento.

OUTROS CASOS

Além de Sidrolândia, outras quatro cidades estão no ranking entre as cinco que viram a população crescer mais de 2% em um ano, em Mato Grosso do Sul. Chapadão do Sul é a segunda na lista, com aumento de 664 habitantes entre 2015 e 2016.

A cidade que também tem a economia pautada no agronegócio hoje tem 23.284 habitantes, 2,94% a mais que os 22.620 que tinha em 2015. A terceira do ranking é Nova Alvorada do Sul, que hoje tem 20.217 moradores, com ganho de 561 habitantes em um ano.

Sonora e Maracaju fecham a lista das cinco, com 458 e 964 novos habitantes, respectivamente. A primeira tem a indústria de açúcar como uma das maiores da cidade. E Maracaju nhecida pela grande produção de grãos.

SUL NEWS


,29/08/2016 às 08:15

Simpósio da Soja debate a utilização de drones nas plantações

O 14º Simpósio da Soja, que será realizado na próxima quarta-feira (31), 7h, na Câmara Municipal de Naviraí, contando com uma palestra sobre a utilização de drones como ferramenta de gestão para a produção da soja.

Segundo o pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária de São Carlos (SP), Lúcio André de Castro Jorge, os drones devem ser utilizados principalmente no monitoramento da cultura de soja, visando identificar variações no desenvolvimento da planta, ocasionados por deficiências nutricionais, alguma praga ou doença, ou mesmo por manejo inadequado.

“Os drones podem ter sensores diferentes que vão fazer análises distintas, como o sensor RGB que mostra alterações no manejo da cultura, falhas de plantio, invasoras. Já o sensor NIR permite visualizar a biomassa, vigor da planta, estresses hídricos e mesmo nutricionais. O sensor hiperespectral permite detectar doenças e pragas de forma precoce e o sensor thermal mostra as alterações de temperatura que estão ligadas a estresse hídrico”, explica.

Atualmente existem softwares da Embrapa para o devido processamento das imagens como o SISCOB e o mercado apresenta uma gama muito grande de modelos e preços. O pesquisador ainda alerta que é sempre recomendável informar à Embrapa qual o melhor modelo para sua aplicação.

SIMPÓSIO

O evento já é uma tradição na região e reúne mais de 200 pessoas de diferentes estados, como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, dentre outros.

O evento tem o objetivo de apresentar para técnicos, produtores e estudantes as tendências do mercado, clima e inovações do setor. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Copasul, o www.copasul.coop.br .

SUL NEWS


,27/08/2016 às 08:08

Motorista bêbado atropela e mata pedestre

Uma mulher, que ainda não foi identificada, morreu após ser atropelada por um veículo, na madrugada de hoje, na avenida das Bandeiras com a Rua Ouro Branco, no Bairro Marcos Roberto, em Campo Grande. O motorista, Vinícius Sátilo Oliveira Pereira, 24 anos, é cadeirante, apresentava sinais de embriaguez e tentou fugir após o acidente.

Conforme o boletim de ocorrência, o rapaz seguia na via com um veículo adaptado Fiat Palio, de cor prata, quando atropelou a vítima, que atravessava a via. Após o acidente, Vinícius tentou fugir, mas foi detido por testemunhas até a chegada da Polícia de Trânsito.

O motorista não sofreu ferimentos. Ele não quis fazer o teste do bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez e confirmou à polícia que havia consumido bebida alcoólica. O rapaz foi preso em flagrante. A vítima foi arrastada e parou em cima da calçada. Ela morreu no local e a suspeita é que tivesse grávida. O veículo, que ficou com a parte da frente danificado, foi apreendido e levado à delegacia.

Nas últimas 24 horas, das 8h de ontem às 8h de hoje, foram registrados 22 acidentes com vítimas, de acordo com Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.


,25/08/2016 às 08:18

Produção de soja tem elevação no custo de produção

* ALCEU RICHETTI

Para subsidiar produtores e técnicos na tomada de decisão com relação à safra 2016/17, a Embrapa Agropecuária Oeste realizou estudo com o objetivo de determinar os custos das lavouras de soja cultivada em diferentes sistemas de produção. Nas estimativas de custos, estão incluídas as despesas com os insumos, com as operações agrícolas (serviços de máquinas) e outras mais relacionadas ao processo produtivo.

Nesta safra de 2016/2017, as estimativas dos custos de produção variam de acordo com a tecnologia utilizada e o tipo de semente. O estudo apontou que o custo total da soja convencional, por hectare, é de R$ 2.784,66, enquanto que o da soja transgênica RR1 é de R$ 2.720,59 e o da soja transgênica RR2 é de R$ 2.885,97. O custo de produção para a soja irrigada na região Sul de Mato Grosso do Sul, utilizando-se a soja transgênica RR1 é de R$ 3.391,12, por hectare.

Para estimar esses valores em sacas, foi tomado como base, para a safra 2016/2017, o preço de comercialização do grão no valor de R$ 64,80. Com isso, o custo total médio, por saca produzida, ficou em R$ 55,69 na soja convencional; R$ 54,41 na soja transgênica RR1; R$ 57,72 na soja transgênica RR2 e R$ 39,90 na soja irrigada. Estes valores servem de referência e indicam que para a safra de soja, em 2016/2017, o preço deve estar acima do custo total médio para que o produtor tenha saldo positivo com sua lavoura.

O item que mais está pressionando os custos é o fertilizante, impactando em 17,1% do custo total. Na soja transgênica RR2, além do fertilizante, a semente é outro item que onera o custo, atingindo 13,2% do custo total da lavoura.

O produtor de soja deve dar atenção ao processo produtivo como um todo, mas a semeadura sobressai às demais pelo grande impacto que tem no custo de produção. Ela engloba a semente, tratamento químico e a inoculação da semente, macro e micronutrientes e a operação agrícola. O seu impacto no custo de produção corresponde, em média, a 45,1% do custo total da lavoura. Para minimizar os problemas que podem ocorrer na semeadura, o produtor deve dar atenção à época de semeadura, ao poder germinativo e vigor da semente, à umidade do solo no momento da semeadura, dentre outros tantos motivos.

A lucratividade vai depender, logicamente, da produtividade a ser alcançada e do preço da soja na época da comercialização. No estudo foi considerado o valor médio de comercialização da soja em R$ 64,80 e as produtividades estimadas em 3.000 kg ha-1 (50 sc) para as lavouras de sequeiro e de 5.100 kg ha-1 (85 sc) para a lavoura irrigada. A quantidade de soja a ser produzida para igualar o custo total com a receita, é de 42,90 sc ha-1 na soja convencional; de 41,92 sc ha-1 na soja transgênica RR1; de 44,47 sc ha-1 na soja transgênica RR2 e de 52,26 sc ha-1 na soja transgênica RR1 irrigada.

Em relação à safra 2015/2016, houve aumento do custo na ordem de 12,5% na soja convencional, de 11,0% na soja RR1, de 11,3% na soja RR2 e de 9,1% na soja irrigada, que podem ser explicados pelas variações dos preços de mercado das máquinas agrícolas e dos insumos.

Vale lembrar que é necessário considerar que cada propriedade apresenta particularidades. Em alguns casos, os custos poderão ser maiores e em outros menores. O ponto de equilíbrio varia em função das alterações no custo de produção ou no preço do produto, ocasionando maior ou menor lucratividade.

Sob todos os aspectos, o levantamento dos custos de produção é de grande valia como diagnóstico da eficiência do processo produtivo, ferramenta gerencial e avaliação econômica da atividade. Assim, o controle dos custos não deve ser usado apenas como relato histórico das finanças da empresa, mas também aplicado nas tomadas de decisões.

Para mais detalhes, acesse o Comunicado Técnico completo sobre a Viabilidade econômica da cultura da soja na safra 2016/2017, em Mato Grosso do Sul.

(*) Alceu Richetti é analista da Embrapa Agropecuária Oeste

MSN


,24/08/2016 às 08:15

Colheita do milho entra na reta final e preços caem 13% em Mato Grosso do Sul

Com 75,3% da área plantada de milho colhida até a última semana, o equivalente a 4,81 milhões de toneladas, Mato Grosso do Sul já está com 67% da produção comercializada, mas o produtor do Estado enfrenta queda nos preços do produto, que se tornou ainda mais acentuada nas últimas semanas, em função do comportamento do mercado internacional. Do início da colheita até o momento, o valor da saca do grão recuou em média 13,15% no Estado, saindo de R$ 38 para R$ 33, de acordo com preços repassados pela Granos Consultora. No comparativo com a expectativa inicial de faturamento, de alcançar até R$ 46 o valor da saca, a redução é ainda maior, de 28,26%.

“O mercado cedeu bastante nessas semanas e o valor da saca caminha para a paridade de exportação (cálculo do que vale no porto menos o frete). O mercado está se ajustando”, analisa Carlos Dávalos, operador da Granos. De acordo com o último relatório da corretora, apurado com compradores, trade comercial e consultorias do mercado, a safra deve fechar em 6,4 milhões de toneladas em Mato Grosso do Sul. Desse total, 67% já está comprometido (comercializado) e 75,3% foi colhido até o momento.

CORREIO DO ESTADO


,23/08/2016 às 08:12

Banco do Brasil libera R$ 1 bilhão para safra 2016/2017

EDILSON OLIVEIRA

O Banco do Brasil já liberou mais de R$ 1 bilhão na safra 2016/2017 para os municípios de Mato Grosso do Sul. Destaque para custeio de soja, cuja contratação atingiu R$ 896 milhões,representando um crescimento de 34,99% em relação ao valor disponibilizado no mesmo período da safra anterior.

Desde o dia 1° de julho passou a vigorar um novo teto para os limites de custeio com recursos controlados no valor de até R$ 3 milhões por cliente (CPF). Desse valor, 60% deverá ser contratado até 31 de dezembro, os outros 40% poderão ser acessados a partir de janeiro de 2017.

Essa maior velocidade na contratação da safra é resultado do comprometimento de nossa rede de agências, que realizou treinamento dos funcionários, e da parceria do BB com a Famasul, Aprosoja, Sindicatos Rurais, Sepaf e demais parceiros do agronegócio, para conseguir mobilizar os produtores à utilizarem mais cedo seu crédito. Isso está permitindo melhores condições aos produtores para o planejamento de suas compras e consequentemente menor custo de produção, além de produzir reflexos positivos na cadeia produtiva para as culturas de cana-de-açúcar, milho, soja, laranja, café, arroz, algodão e pecuária" afirmou Evaldo Emiliano de Souza, Superintendente Estadual do Bnco do Brasil no Mato Grosso do Sul.

Com a contratação da safra de verão bastante adiantada, neste mês de agosto o BB MS quer incrementar a contratação de créditos de investimento, tendo sido disponibilizado R$ 127 milhões via FCO para o setor produtivo, sendo que R$ 39,4 milhões já foram desembolsados.

SUL NEWS


,22/08/2016 às 08:23

Soja: Atento ao clima no Meio-Oeste, mercado inicia a semana com leves ganhos em Chicago

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com ligeiras altas. As principais posições da oleaginosa exibiam ganhos entre 2,00 e 3,50 pontos, por volta das 7h59 (horário de Brasília). O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 10,30 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,06 por bushel. O março/17 operava a US$ 10,03 por bushel.

Além da demanda, que continua sendo um dos principais fatores de suporte aos preços, os participantes do mercado ainda seguem atentos ao clima no Meio-Oeste norte-americano. "Existem algumas preocupações de produção para a safra de soja dos EUA, graças ao excesso de chuvas em algumas áreas, mas especialmente na região do Delta", informou o site internacional Agrimoney.

"As condições na região do Delta estão se tornando excessivamente molhadas. E se um período mais seco não evoluir na próxima semana, declínios de qualidade pode tornar-se uma preocupação", disse Tobin Gorey do Commonwealth Bank of Australia.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta novo boletim de acompanhamento de safras, com a atual situação das lavouras de soja. Paralelamente, os investidores também aguardam o relatório de embarques semanais, importante indicador de demanda.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Com impulso da demanda, soja sobe mais de 2% na semana e garante o nível de US$ 10/bu

Apesar das quedas registradas no pregão desta sexta-feira (19), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) acumularam valorizações de mais de 2% na semana, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Bitencourt Lopes. Ainda hoje, as cotações da oleaginosa registraram perdas entre 5,25 e 10 pontos. Contudo, todos os vencimentos da commodity encerraram o pregão acima dos US$ 10,00 por bushel. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 10,27 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,04 por bushel.

Embora a demanda, que segue aquecida, conforme ressaltam os analistas, as cotações cederam diante das boas condições de clima no Meio-Oeste dos EUA. "A soja terminou o dia em queda em meio às previsões climáticas que mostram condições benéficas para a cultura, no cinturão produtor no país, que caminha para a maturação", disse o analista de mercado e editor do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer.

Segundo dados reportados pelo NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país - grande parte do cinturão de produção deverá registrar chuvas acima da média entre os dias 27 de agosto a 2 de setembro. No mesmo intervalo, as temperaturas deverão ficar abaixo da normalidade em grande parte da região.

Na porção leste da região produtora, como os estados de Indiana e Ohio, enfrentam alguns bolsões de seca que inspiram atenção, conforme ainda pondera o analista. "Mas, no geral, o clima segue promovendo as condições para uma safra recorde", disse o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora, Camilo Motter.

Conforme projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os produtores poderão colher uma safra de mais de 110,5 milhões de toneladas na temporada 2016/17. E, em torno de 72% das lavouras ainda permanecem em boas ou excelentes condições.

Entretanto, a demanda continua a ser um fator de extrema importância aos preços da oleaginosa. Ao todo, essa semana foi reportada três vendas de soja. Nesta sexta-feira, o departamento anunciou a venda de 261 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2016/17.

"Os chineses ainda buscam mercadoria e há especulações de que nos próximos três meses deverão ser embarcadas ao país mais de 15,5 milhões de toneladas da oleaginosa", disse o consultor de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Mercado interno

A semana foi positiva aos preços da soja negociados no mercado interno brasileiro. Nas praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, no estado de Mato Grosso, a valorização foi de 17,46%, com a saca a R$ 74,00. Em Avaré (SP), o ganho ficou em 8,29%, com a saca da oleaginosa a R$ 79,13. No Oeste da Bahia, a cotação também subiu, cerca de 7,53%, com a saca do grão a R$ 69,00.

O preço ainda subiu 6,49% na região de Ponta Grossa (PR), com a saca a R$ 82,00. Ainda no estado, nas praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, os ganhos ficaram próximos de 4,44%, com a saca a R$ 70,50. Em São Gabriel do Oeste (MS), o ganho foi de 4,17%, com a saca a R$ 75,00. Na localidade de Jataí (GO), o preço também subiu 2,66%, com a saca a R$ 66,00.

Nos Portos brasileiros a semana também foi positiva. Em Paranaguá, o preço disponível subiu 3,05%, com a saca da oleaginosa a R$ 84,50, o futuro ficou em R$ 80,20, com alta de 2,82%. Em Rio Grande, o valor disponível apresentou ganho de 2,66%, com a saca a R$ 81,10 e o futuro a R$ 79,50 e ganho de 1,92%.

De acordo com os analistas, as cotações acompanharam os ganhos registrados na Bolsa de Chicago e também no dólar. O cenário acabou resultando em uma ligeira melhora no ritmo dos negócios no país, ainda conforme ponderam os especialistas.

Ainda hoje, a moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,2071 na venda, com queda de 0,81%. Porém, na semana, a valorização cambial foi de 0,69%, segundo dados reportados pela agência Reuters.

Tags: Soja
Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas


,17/08/2016 às 08:20

MPF quer fim da propaganda de agrotóxico na região

- Recomendação é direcionada a trez empresas nacionais e internacionais, que já foram notificadas -

HÉLIO DE FREITAS / CAMPO GRANDE NEWS

O Ministério Público Federal quer suspender a propagandas de indústrias de agrotóxicos em 19 municípios da região de Dourados. Em recomendação às treze principais indústrias do setor que atuam no país, o MPF em Mato Grosso do Sul pediu a retirada imediata das peças publicitárias, que estariam em desacordo com as restrições impostas pela legislação brasileira.

Segundo o MPF, a propaganda fere o direito básico do consumidor por não esclarecer os riscos que os agrotóxicos representam à saúde e ao meio ambiente.

Na recomendação, o MPF propõe a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a prevenção de futuros ilícitos e a reparação dos danos já causados aos consumidores da Grande Dourados.

INDÚSTRIAS

Conforme a assessoria do MPF, foram notificadas as empresas Monsanto do Brasil, Bayer, Dow Agrosciences Industrial, Sygenta, Dupont do Brasil, Nortox, Arysta Lifescience, Sipcam Nichino Brasil, FMC Agricultural Solutions, Ihara, Sumitomo Chemical do Brasil, Isagro Brasil Comércio de Produtos Agroquímicos e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

As indústrias têm dez dias para responder se acatam ou não a recomendação. O MPF promete adotar “medidas administrativas e judiciais” se a recomendação não for atendida.

OUTDOOR

De acordo com o MPF, a propaganda de agrotóxicos é frequentemente encontrada em outdoors instalados em vias públicas, especialmente nas estradas, “enfatizando os benefícios dos produtos, sem qualquer alerta sobre sua natureza, composição, segurança e adequação ao uso”.

Além de considerar a divulgação “propaganda enganosa” e avaliar que os anúncios induzem o consumidor ao erro, o Ministério Público Federal considera as peças publicitárias ilegais, já que a Constituição Federal, a Lei 9294/96 e o Decreto 2018/2016 estabelecem limites à divulgação de publicidade de agrotóxicos.

A legislação estabelece que a propaganda deve ser restrita a programas e publicações dirigidas aos agricultores e pecuaristas, acompanhada de “completa explicação sobre a sua aplicação, precauções no emprego, consumo ou utilização”.

Além disso, a propaganda comercial de agrotóxicos em qualquer meio de comunicação deve conter advertência sobre os riscos do produto à saúde dos homens, animais e ao meio ambiente – “o que não acontece nas peças publicitárias veiculadas em Mato Grosso do Sul”.

O MPF encaminhou o documento ao Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) e ao Procon, pedindo adoção de medidas administrativas contra as empresas.

SUL NEWS


,13/08/2016 às 11:08

Segundo Brutus Fest Car


,13/08/2016 às 08:08

USDA: EUA devem colher mais de 110 mi t de soja e 384 mi de t de milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, nesta sexta-feira (12), seu novo reporte mensal de oferta e demanda estimando a nova safra de soja do país em 110,5 milhões de toneladas, contra a estimativa de junho de 105,6 milhões. O volume ficou na máxima das expectativas do mercado, que variavam de 105,19 milhões a 110,33 milhões de toneladas.

A produtividade veio registrando um índice recorde - de 55,45 sacas por hectare - bem acima das 52,95 estimadas no boletim anterior, mas em linha com o topo das projeções, que nesse caso eram de 52,95 a 55,35 sacas por hectare.

Por outro lado, revisões positivas também na demanda. As exportações foram aumentadas de 52,25 milhões para 53,07 milhões de toneladas e o esmagamento interno de 52,39 milhões para 52,8 milhões de toneladas.

Assim, os estoques finais de soja dos EUA, da temporada 2016/17, foram estimados pelo departamento em 8,98 milhões de toneladas, dentro das expectativas do mercado de 7,08 a 10,97 milhões de toneladas.

Soja Mundo

O USDA revisou ainda a produção mundial de soja e passou a estimá-la em 330,41 milhões de toneladas, contra 325,98 milhões da estimativa anterior. Dessa forma, o número dos estoques finais globais passaram para 71,24 milhões de toneladas, acima do intervalo esperado pelo mercado de 64,5 a 69,5 milhões de toneladas.

Ainda no quadro mundial, mantidas as safras do Brasil e da Argentina em 103 milhões e 57 milhões de toneladas. Porém, ambos os estoques foram revisados para cima ficando em, respectivamente, 16,1 milhões e 27,82 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, foram mantidas a produção e importações da China em 12,2 milhões e 87 milhões de toneladas.

Safra 2015/16

Para a safra 2015/16, o USDA reduziu de forma expressiva os estoques finais dos EUA de 9,54 milhões para 6,95 milhões de toneladas, ficando abaixo do esperado pelo mercado de 7,76 milhões a 10,07 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, aumentou sua estimativa para as exportações de 48,85 milhões para 51,17 milhões de toneladas.

A safra mundial de soja desta temporada foi ligeiramente elevada, passando de 312,36 milhões para 312,67 milhões de toneladas. Os estoques globais, assim, passaram de 72,17 milhões para 73 milhões de toneladas, ligeiramente acima das expectativas de 70 a 72,7 milhões.

Milho EUA

O USDA surpreendeu ainda nos números do milho e elevaram a produção de 369,34 milhões para 384,91 milhões de toneladas. A produtividade, por sua vez, subiu para 185,32 sacas por hectare, contra 177,8 do boletim anterior. A expectativa média do mercado para ambos os dados eram de, respectivamente, 375,53 milhões de toneladas e de 180,77 sacas por hectare. Os números, porém, vieram encostados às máximas, como aconteceu com a soja.

O USDA indicou ainda um aumento nas exportações norte-americanas de milho de 52,07 milhões para 55,25 milhões de toneladas, enquanto manteve o uso do cereal para a produção de etanol em 133,99 milhões de toneladas. Os estoques finais do cereal, por sua vez, foram projetados em 61,19 milhões de toneladas, superando muito o número de julho, mas dentro das expectativas de 53,11 milhões a 67,39 milhões de toneladas.

Milho Mundo

A produção mundial 2016/17 subiu e foi a 1.028,4 bilhão de toneladas, levando os estoques finais a serem estimados em 220,81 milhões de toneladas. O mercado, porém, esperava algo entre 201,2 milhões e 228,7 milhões de toneladas. No reporte do mês passado, esses números eram de 1.010,74 bilhão e 208,39 milhões de toneladas.

Para o Brasil, mantidos os indicativos de produção - 80 milhões - e de estoques, de 5,94 milhões de toneladas. As exportações brasileiras são esperadas em 22 milhões de toneladas.

Para a Argentina, porém, a safra foi elevada e passou a ser estimada em 36,5 milhões de toneladas, contra as 34 milhões de julho. Os estoques finais do país subiram de 2,22 milhões para 4,02 milhões de toneladas e as exportações de 23 para 24 milhões.

Safra 2015/16

A safra global de milho 2015/16 foi estimada em 959,73 milhões de toneladas, contra 959,79 milhões de julho, e os estoques finais do mundo subiram de forma expressiva, passando de 206,9 milhões para 209,34 milhões de toneladas. O número veio acima das expectativas dos traders, de 203 milhões a 208 milhões de toneladas.

Já os estoques finais dos EUA tiveram um leve aumento de 43,2 milhões para 43,3 milhões de toneladas, volume que ficou dentro do esperado, enquanto as exportações americanas passaram de 48,26 milhões para 48,9 milhões de toneladas.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,10/08/2016 às 08:55

Produção estadual de milho safrinha tem queda de 26%

LIANA FEITOSA

A produção de milho safrinha em Mato Grosso do Sul terá queda de 26,5% na safra 2015/2016, em relação ao período passado. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirma a tendência de queda na produtividade, principalmente devido as condições climáticas.

Ainda de acordo com a Conab, a produção de milho safrinha caiu para 6.693 toneladas, assim como a produtividade que teve redução de 28,7%, passando de 5.640 para 4.020 kg por hectares.

Enquanto isso, a área plantada com milho safrinha teve alta de 3,1%, subindo para 1.665 mil hectares, na comparação da safra 2015/2016. A estiagem afetou a lavoura, princialmente as que foram cultivadas mais tarde.

É possível notar, segundo levantamento, lavouras com plantas mal desenvolvidas e de menor porte, com espigas menores e mal granadas, indicativos reais das quebras de produtividades relatadas em praticamente todos os municípios levantados.

Além da estiagem, o frio e as geadas também afetaram a lavoura, causando perdas estimadas em 20% com maior intensidade nos municípios da região próxima à divisa com o Paraguai.

Até o momento estima-se que a colheita alcançou 25% das áreas cultivadas. O baixo percentual se deve a alta umidade nos grãos colhidos, em função das baixas temperaturas e da umidade ainda disponível no solo, que faz a planta alongar o ciclo e a espiga perder umidade mais lentamente.

A Conab estima que 45% da produção tenha sido comercializada de forma antecipada. As perdas preocupam os fornecedores, que se sentem preocupados com o possível não cumprimento dos contratos de entrega de produtos fechados no início da safra.

No entanto, são estimados poucos produtores nesta situação, já que o limite de liberação deste tipo de crédito é cercado de cuidados, garantias e parâmetros de limitação por parte das cooperativas e revendas, em estreita relação de confiança, que uma vez quebrada, pode trazer consequências muito negativas aos produtores no tocante ao fornecimento de insumos e serviços.

SUL NEWS


,08/08/2016 às 08:30

Soja tem início de semana forte em Chicago e registra altas de dois dígitos nesta 2ª feira

Nesta segunda-feira (8), a semana começa positiva para o mercado da soja na Bolsa de Chicago e, perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam de 10,25 a 13,25 pontos nos principais vencimentos. Assim, o agosto/16 valia US$ 10,17 e o novembro/16, que é indicativo para a safra dos EUA, valia US$ 9,85 por bushel.

Com as altas de hoje, os futuros da oleaginosa contabilizam a quarta sessão consecutiva de ganhos e registra seu rally mais longo, sem interrupções, desde o meio de abril, de acordo com informações da Reuters Internacional. Segundo analistas ouvidos pela agência, a onda de compras que foi recebida pelo mercado na última semana foi importante para trazer um suporte aos preços.

"Os estoques muito apertados da América do Sul permitiram um aumento da demanda pela soja dos EUA, o que está, agora, ajudando a amenizar os impactos de uma grande safra norte-americana esperada para este ano", diz o diretor de estratégia agrícola do Commmonwealth Bank of Australia, Tobin Gorey.

Para esta semana, porém, além dos boletins semanais tradicionais de embarques e acompanhamento de safras nesta segunda e do de vendas para exportação na quinta (11), o mercado aguarda ainda o novo reporte mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e as especulações são grandes e, como sempre, podem trazer volatilidade aos negócios de Chicago.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja: Dólar despenca frente ao real e mercado brasileiro tem mais uma semana negativa no interior e portos

A volatilidade tomou conta dos negócios com a soja na Bolsa de Chicago e, apesar do fechamento positivo nesta sexta-feira (5), com altas de mais de 14 pontos entre os principais vencimentos, no balanço da semana, as baixas no mercado internacional superaram os 2%. Dessa forma, o mercado brasileiro acumulou mais uma semana de ritmo lento e poucos negócios, segundo relataram analistas e consultores.

"Se o produtor brasileiro fizer, neste momento, suas relação de custo da fazenda, câmbio e Chicago ele não irá encontrar valores que o motivem a fazer novas vendas. E já temos de 22% a 25% da nova safra vendida, o que mostra também que, agora, o produtor não teria a motivação que teve há alguns meses, quando contava com valores melhores", explica Mário Mariano, analista de mercado da Novo Rumo Corretora.

Para o restante de soja da safra 2015/16, a situação é semelhante, porém, com um volume bem menor ainda a ser comercializado. A baixa disponibilidade de oferta frente à força da demanda, que é grande também internamente, tem sido um dos pilares de sustentação das cotações ao lado dos prêmios, que seguem ainda bastante firmes e elevados, se aproximando de US$ 2,00 nos portos e de US$ 3,00 sobre Chicago no interior do país.

Entretanto, um dos maiores entraves para a formação dos preços da soja brasileira, em contrapartida, é a situação do câmbio. Com as notícias que chegam do mercado financeiro global e da cena política nacional, o dólar cedeu mais de 2,2% na semana e fechou com R$ 3,1691, seu menor nível desde 16 de julho de 2015, segundo informou a Reuters.

"O mercado engrenou em um movimento de baixa (do dólar) e não quer soltar. Todas as casas estão vendo muito fluxo e parece que isso não vai passar tão cedo", disse o operador de um banco internacional, sob condição de anonimato em entrevista à agência de notícias.

E foi nesse quadro que os preços da soja no interior do Brasil perderam de 1,27% - em Avaré/SP - a 5,63% em Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra/MT na última semana, de acordo com o levantamento do economista André Bittencourt Lopes, do Notícias Agrícolas. A exceção foram as praças de Assis/SP, com alta de 2,66%, e São Gabriel do Oeste/MS, com ganho de 0,69%.

Dessa forma, as referências das principais praças de comercialização fecharam a semana valendo entre R$ 64,67 e R$ 80,00 por saca. Para o consultor de mercado Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, os preços da soja brasileira poderiam encontrar espaço para uma recuperação nos meses de outubro a dezembro, quando a demanda interna poderia ficar ainda mais aquecida - principalmente em regiões onde o parque industrial é mais forte - e a safra norte-americana já tendo sendo concluída.

NOTICIAS AGRICOLAS


,03/08/2016 às 08:10

Incêndio no canavial gera multa de R$ 600 mil

Usina localizada em Nova Alvorada do Sul foi multada nesta segunda-feira, em R$ 600 mil, pela Polícia Militar Ambiental (PMA).

Os policiais ambientais receberam denúncias de que teria ocorrido incêndio em uma área plantada de cana-de-açúcar e que a empresa proprietária havia ateado o fogo.

Os agentes foram hoje ao local e durante a vistoria perceberam área de queima e que a cana já estava sendo colhida de forma mecanizada.

A área medida com GPS perfez 600 hectares. A empresa proprietária da cana-de-açúcar não possuía autorização do órgão ambiental para realizar o processo de queima.

A queima é proibida por lei em vários municípios de Mato Grosso do sul, por trazer sérias consequências para a saúde pública, para a vida dos cidadãos e para o meio ambiente.

SUL NEWS


,01/08/2016 às 08:35

No primeiro semestre de 2016, Mato Grosso do Sul gerou 3.319 postos de emprego, com crescimento de 0,64% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado estadual é o terceiro melhor do país, perdendo apenas para os vizinhos Goiás e Mato Grosso, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em todo o país, apenas quatro estados tiveram desempenho positivo no semestre, em que a média nacional foi de -1,34%. Além do Centro-Oeste, Roraima é o único estado que gerou empregos entre janeiro e junho.

Não é por acaso que Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás lideram o ranking. Na metade deste ano, com as vendas baixas no comércio e a construção civil tentando superar a crise, a agropecuária salvou o mercado de trabalho dos estados. Só em junho, o segmento gerou 600 empregos em Mato Grosso do Sul.

Apesar das intempéries climáticas que abalaram a produção de grãos, as safras de milho e soja foram essenciais para estimular a economia. Os grãos, junto a celulose, são as principais commodities do Centro-Oeste.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, o resultado mostra um início de recuperação da economia, mas a geração de vagas da agropecuária é sazonal. "Em relação ao país o Estado teve um bom desempenho, mas ainda é muito pouco. As 35 vagas geradas em junho, ficaram abaixo da expectativa do governo", afirma.

m junho, a queda nas vendas do comércio influenciou no mercado de trabalho. (Foto: Fernando Antunes)
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o desempenho semestral de 3.319 vagas em 2016 é maior que no ano passado, com 750 empregos a mais.

Porém, em 2014 por exemplo, foram criados 8.946 vagas de empregos no primeiro semestre. Mais que isso, Entre 2010 e 2012, o montante de novos postos de trabalho passava dos 20 mil em seis meses.

CENÁRIO

Jaime vê a retração da construção civil e do comércio, que fecharam vagas em junho, como preocupante. "Não esperávamos a construção civil com esse resultado. Outro dado é que o resultado mostra que a crise chegou, efetivamente, no comércio varejista".

Segundo ele, apesar da expectativa de confiança no comércio estar aumentando, isso ainda não se reflete no mercado de trabalho. "A maioria das vagas fechadas são de baixa exigência de qualificação profissional, isso é ruim por que muitos dos trabalhadores se enquadram nelas", destaca o secretário.

SUL NEWS


,21/07/2016 às 08:15

Ataques de javalis em lavouras geram perdas de 22%

RENATO HADAD / CAMPO GRANDE NEWS

Os javalis têm causado prejuízos a produtores rurais da região sul do Estado. Em Rio Brilhante, 22% das lavouras de milho safrinha foram danificadas devido ao ataque de animais silvestres, conforme o boletim da Casa Rural da Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul).

Segundo o pesquisador da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da Embrapa Pantanal, Fernando Ibanez Martins, há três anos os ataques de javalis são estudados no Estado e não há um número certo de população, mas só em Rio Brilhante passa de mil de animais.

"Em 2005, os ataques eram notificados em sete municípios e em 2015, foram 46 que relataram prejuízos com javalis, ou javaporcos", afirma o pesquisador sobre a expansão dos animais pelo Estado.

Martins explica que alguns animais são monitorados com coleira de GPS e há armadilhas fotográficas para avaliar o comportamento deles. "Acompanhamos quanto tempo os javalis permanecem nas lavouras, como andam no meio do mato e eles atacam todo o tipo de lavoura, milho, soja e cana-de-açúcar. Nas lavouras de milho, os estragos são maiores porque os pés são mais frágeis se comparado com a soja, então os produtores notam mais os ataques e conseguem contabilizar os prejuízos", explica.

Os monitoramentos começaram há três anos e há uma tendência no aumento da população desses animais. "Nas lavouras localizadas próximas de matas ciliares e rios, foi notado um prejuízo de 30% por causa desses animais em Rio Brilhante".

ATAQUES

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Rio Brilhante, Luiz Otávio Britto Fernandes, há relatos de produtor no município que tem mil hectares de milho plantado e devido aos ataques de javalis, perdeu 50 hectares. "As perdas começam quando o milho é plantado e os animais fuçam a terra para comer a semente. Outra fase do grão que atrai os javalis é quando a planta começa a frutificar".

Com as armadilhas fotográficas, 80% dos animais registrados nas lavouras são javalis e javaporcos. "Não é só aqui que esses ataques acontecem, mas também em outras cidades, como em Ponta Porã, Maracaju, Dourados, Itaporã, entre outras", informa.

Fernandes explica ainda que para este ano, a colheita estimada de milho é de 70 sacas por hectare. "Com os ataques, os produtores perdem de R$ 100 a R$ 200 por hectare, cerca de trê ou quatro sacas por hectare, sem contar com a estiagem que prejudica também a produção do milho".

O cruzamento de javalis com porcos domésticos resultou nos javaporcos, que apresentam elevada capacidade reprodutiva, pois a genética do porco é selecionada para um alto desempenho reprodutivo. (Foto: Embrapa Pantanal)O cruzamento de javalis com porcos domésticos resultou nos javaporcos, que apresentam elevada capacidade reprodutiva, pois a genética do porco é selecionada para um alto desempenho reprodutivo (FOTO _ EMBRAPAPANTANAL)
EXISTÊNCIA E CRUZAMENTO

Conforme o pesquisador, os javalis chegaram em Mato Grosso do Sul em 1990 trazidos do Uruguai, pelos homens e entraram pela região Sul do Estado. As matrizes trazidas para cá, cruzaram com porcos domésticos, gerando os javaporcos. Este cruzamento apresenta elevada capacidade reprodutiva, pois a genética do porco doméstico é selecionada para um alto desempenho reprodutivo.

Segundo Martins, não houve controle populacional destes animais e os prejuízos começaram a ficar críticos a partir de 2005. "Os relatos de produtores do Estado devido aos ataques de javalis vem piorando a cada ano, mas o problema cresceu mesmo de 2005 a 2010".

ABATE

Devido aos problemas econômicos e ambientais causados pelos javalis e javaporcos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) expediu uma instrução normativa em 2013, regulamentando o abate destes animais para controle, em todo território nacional. "É importante mencionar que o abate não foi liberado, mas sim regulamentado, ou seja, existem normas que devem ser seguidas para realizar este procedimento", alega o pesquisador.

Em Rio Brilhante, o método usado para captura é gaiola. Segundo o presidente do Sindicato Rural, a ação é efetiva e menos agressiva. "No verão, capturamos e abatemos 20 javalis e javaporcos. Isso é feito antes da plantação do milho começar a ser feita, para ter um resultado eficaz", informa.


,20/07/2016 às 09:00

Soja: Após início de semana agitado, mercado na CBOT busca equilíbrio nesta 4ª feira

Na sessão desta quarta-feira (20), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com estabilidade durante a manhã. Por volta das 7h35 (horário de Brasília), as cotações cediam levemente, com baixas de 2 a 3,75 pontos e procuram encontrar um equilíbrio após o início de semana agitado que já registraram. O vencimento agosto/16 era negociado a US$ 10,42, enquanto o novembro/16 tinha US$ 10,24 por bushel.

O mercado internacional de grãos conta agora com diversos fatores que estimulam a movimentação de seus futuros, porém, por vezes acabam tirando o direcionamento dos preços. A volatilidade, entretanto, é típica desse momento do ano, que é o início de fases determinantes para a nova safra norte-americana.

No Corn Belt, de acordo com informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as lavouras seguem se desenvolvendo de forma ainda muito satisfatória, com 71% dos campos em condições boas ou excelentes. Ao mesmo, as últimas previsões climáticas alertam para a chegada de uma nova onda de calor muito forte, a qual poderia provocar mais elevação das temperaturas. Ao se confirmar, tais condições, com as chuvas ainda abaixo da média, poderiam trazer algum impacto sobre a produção.

"O índice de condição das lavouras americanas foi muito bom esta semana, mas muito pode mudar com a chegada dessas condições adversas de clima, e espero que o mercado continua focado nas previsões climáticas pelas próximas semanas. E o mercado mundial de grãos precisa de uma safra substancial dos Estados Unidos depois das perdas da América do Sul na temporada anterior", diz Frank Rijkers, agroeconomista no ABN Amro Bank, em entrevista à Reuters Internacional.

Dessa forma, nesta quarta, Rijkers acredita que os preços encontram alguma suporte nas previsões desse clima muito quente dos próximos dias, além da compra de posições por parte dos fundos após a despencada do dia anterior.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Em Chicago, mercado termina o dia perdendo mais de 30 pts com perspectiva de boa safra dos EUA

O mercado da soja fechou o pregão desta terça-feira (19) com perdas de mais de 30 pontos na Bolsa de Chicago. As cotações foram acentuando suas baixas ao longo do dia e levaram o novembro/16, referência para a nova safra dos EUA e o vencimento mais negociado desse momento, recuou para terminar os negócios valendo US$ 10,27 por bushel. O primeiro contrato - agosto/16 - foi a US$ 10,44. Ao lado do grão, recuaram ainda os futuros do farelo e do óleo de soja.

As perspectivas de uma grande safra vinda dos Estados Unidos ainda são o principal fator de pressão neste momento, que é o pico do mercado climático norte-americano. Ao lado disso, a chegada de chuvas em alguns pontos do Corn Belt. No entanto, duas frente desse cenário disputam as atenções dos traders agora: as condições das lavouras norte-americanas e as novas previsões climáticas para o Meio-Oeste.

De acordo com o último reporte semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo (17), 71% das lavouras de soja e 76% das de milho estavam em boas ou excelentes condições. Além disso, o boletim informava ainda que 59% das plantações da oleaginosa já se encontravam em fase de florescimento, contra 51% do mesmo período de 2015, e 56% dos campos de milho estavam em fase de espigamento, também acima dos 47% observado nesta mesma época, no ano passado.

Em contrapartida, as últimas previsões indicam que, na próxima semana, o Meio-Oeste americano deverá receber uma forte onda de calor, com as temperaturas, que já são altas, podendo se aproximar dos 43ºC. A incerteza, no entanto, se dá sobre a expectativa de essas condições serem tão ameaçadoras quanto se teme. Em nota, a consultoria internacionacional Benson Quinn Commodities afirma que "o mercado ainda está nervoso com os modelos climáticos mudando muito, por dias consecutivos, e sem consistência".

Ao se confirmar, esse deverá ser registrado como o verão mais quente de todos os tempos nos EUA, de acordo com a meteorologista sênior do site norte-americano especializado Accuweather, Kristina Pydynowski.

Leia mais:

>> Previsões indicam onda de calor no Corn Belt com temperaturas acima de 40ºC

Dessa forma, como explicam analistas de mercado, até que a nova safra norte-americana esteja concluída, os preços em Chicago também não deverão ter também um caminho bem definido. Afinal, como explica Fernando Muraro, analista da AgRural, agosto deverá ser o mês de maior atenção para o mercado, já que será determinante para as lavouras no Corn Belt.

"Quem manda no mercado agora são os meteorologistas, e por isso teremos aquela volatilidade natural para esta época do ano", diz. "Estamos caminhando para uma safra dentro da normalidade (...) Mas temos que ficar muito atentos com esse mês de agosto, porque as lavouras se encaminharam muito bem desde o início de plantio", completa Muraro.

Mercado Interno

As baixas em Chicago, nesta terça-feira, foram bastante intensas e pesaram, inevitavelmente, sobre a formação dos preços no Brasil. Os limitadores, por outro lado, foram os prêmios ainda fortes nos portos e uma pequena alta do dólar frente ao real. Dessa forma, o recuo foi registrado não só nos portos, mas também no interior do país, afastando, segundo relatam analistas e consultores de mercado, os vendedores para novos negócios.

A soja disponível recuou 2,27% no porto de Paranaguá e 2% em Rio Grande, para terminar o dia com R$ 86,00 e R$ 83,50 por saca, respectivamente. No mercado futuro, baixa de 1,31% no porto paranaense, para R$ 81,50 e de 1,68% no gaúcho, onde fechou o dia valendo R$ 81,80.

Daqui em diante, a comercialização da soja no Brasil deverá inspirar cautela, principalmente nos negócios com a safra 2016/17, ainda de acordo com analistas e consultores. Para Fernando Muraro, agosto, caso algum problema seja confirmado na nova dos EUA, poderia trazer novas oportunidades e bons momentos para os produtores brasileiros.

"Se alguém está pensando em vender agora, eu sugiro que prenda o fôlego e espere um pouco mais, porque o mês de agosto deve trazer ainda mais volatilidade e estamos de frente para uma safra que, até esse momento, é boa nos Estados Unidos", diz o analista da AgRural.

Tags: Soja mercado internacional Bolsa de Chicago
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,18/07/2016 às 08:30

Encontro em MS visa apresentar Projeto Bioma Pantanal aos produtores rurais

Participaram do encontro CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Claudia Rabello; a consultora técnica do Sistema Famasul, Daniele Coelho; a pesquisadora da Embrapa Pantanal – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e coordenadora regional do Projeto Biomas, Cátia Urbanetz e o professor da UEMS – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, membro do comitê gestor regional do projeto, Norton Hayd Remo,

De acordo com Claudia Rabello o projeto "visa apresentar ao produtor rural alternativas para utilização da propriedade com enfoque no plantio de árvores, tanto para fins de preservação e conservação como para fins de comercialização”.

“Queremos mostrar como o produtor pode usar a árvore para atender as regras do Novo Código Florestal ou para atender suas demandas. Além disso, o produtor vai ver o retorno econômico disso”, reforça.

Para a consultora técnica do Sistema Famasul, Daniele Coelho, o papel da instituição nesta nova fase do projeto é fundamental para aproximar a ciência ao setor produtivo de forma direta. “Pretendemos levar toda essa bagagem de pesquisa, tecnologia e estudo de viabilidade para os produtores rurais e assim otimizar tanto a preservação como a produção deste bioma tão particular do nosso Estado. Tratam-se de alternativas tanto de educação ambiental como de exploração sustentável dessa região”.

Mais informações sbore o Projeto Biomas Pantanal podem ser obtidas no site:

http://www.projetobiomas.com.br/bioma/pantanal
Informações Famasul


,13/07/2016 às

Após meses de retração, mercado de máquinas agrícolas começa a reagir

A produção e as vendas de máquinas agrícolas tiveram em junho o melhor resultado de 2016, trazendo um pouco de otimismo ao setor. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicam que foram comercializadas 3.880 unidades em junho, 16,44% superior a maio. Na comparação ao mesmo mês de 2015, houve retração de 8%. Na produção, foram 4,2 mil unidades em junho, crescimento de 10,38% sobre o mês de maio e aumento de 26,8% em relação a junho de 2015.

O presidente Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), Cláudio Bier, destaca que a alta no mês foi influenciada pelo preço das commodities.

— A instabilidade política e econômica fez com que o agricultor segurasse os investimentos no semestre, em anos normais ele já teria comprado — constata Bier.

Apesar da melhora tímida e do segundo semestre ser historicamente melhor do que o primeiro, Bier acredita que os números não alcançarão os registrados no ano passado. Nada que gere pessimismo entre os fabricantes do setor, que comemoram cada pequena elevação, visto que o momento é de retração na economia brasileira.

A expectativa da indústria é que os recursos da principal linha - o Moderfrota - sejam suficientes. Para Bier, se o governo interino cumprir o que vem prometendo, o setor voltará a crescer.

— O governo garantiu que não vai faltar crédito. Vamos confiar nisso para retomar os negócios com mais força — resume Bier.

A percepção de melhora é compartilhada por Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Ele acredita que os números de vendas em 2016 ficarão próximos aos de 2015 — 42.737 unidades, queda de 30% sobre 2014.

— Acredito que haverá uma estabilização no setor e ano que vem os produtores devem voltar a comprar — prevê Bastos.

Na contramão, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, espera queda em relação ao ano passado:

Ele estima queda de 15,5% nas vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias (incluindo retroescavadeiras) e de 16,4% na produção, que deve encerrar 2016 com 46,2 mil unidades fabricadas, contra 55.262 no ano passado.

O setor terá muito trabalho pela frente, visto que até o momento a retração é superior a 30% na comercialização.


Tags: Agronegócio Máquinas Agrícolas Vendas
Fonte: Zero Hora


,08/07/2016 às

Estiagem prejudicou a produção de milho

Estiagem, geadas e chuvas em excesso prejudicaram o plantio de novas áreas do milho safrinha e o desenvolvimento do grão em Mato Grosso do Sul. Devido ao clima, houve perda total de 6.120 hectares de milho 2º safra, conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicado nesta quinta-feira (7).

Segundo o levantamento, houve um crescimento de área de 1,1% em junho na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas. A produção permanece em 15,6 milhões de toneladas em 2016, mesma projeção de maio, sendo que a queda em relação ao ano passado é de 9,4%.

Porém, mesmo com o crescimento de área, há previsão de queda na produção do milho segunda safra em 17,1% se comparado com a safra passada. A redução de 16,6% no rendimento médio foi o principal responsável.

O rendimento médio previsto já registra uma quebra expressiva em relação à estimativa anterior, da ordem de 12,5%, em função da estiagem ocorrida na época de desenvolvimento vegetativo a floração e, posteriormente, das geadas ocorridas em junho.

CRESCIMENTO

Enquanto há perdas na 2º safra do milho, a produção de cana-de-açúcar segue em crescimento no Estado. Conforme o IBGE, houve aumento de área de 33%. A estimativa de produção cresceu 18%, passando de 43.924 milhões de toneladas na safra de 2015, para 52.220 milhões de toneladas para este ano.

Das lavouras de soja que já foram colhidas e o Estado está no período de vazio sanitário, aumento de 1,3% na produção em junho, se comparado com o ano passado. No mesmo período do ano passado, a estimativa de produção do grão era de 7.305 milhões de toneladas e este ano, passou para 7.405 milhões.

CONAB

Conforme o boletim do 10º levantamento da safra de grãos, divulgado nesta quinta-feira (7) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em Mato Grosso do Sul há queda na produtividade e as fases do milho segunda safra variam desde a maturação até o início de colheita.

Apesar do retorno das chuvas durante maio em todas as regiões produtoras, a falta de umidade nos solos e altas temperaturas que ocorreram em abril atingiram as lavouras em fases críticas de desenvolvimento. São observadas em diversas áreas, e de modo frequente, lavouras com plantas mal desenvolvidas e de menor porte, com espigas menores e mal granadas, indicativos reais das quebras de produtividades relatadas em praticamente todos os municípios levantados.

Somando a isso, em meados de junho foram registradas baixas temperaturas em toda região central e Sul do Estado, o que agrava o quadro de perdas já instalado, uma vez que afeta muitas áreas em plena fase de granação.

SUL NEWS


,06/07/2016 às

Soja volta a bater a celulose entre os itens exportados

Nos seis primeiros meses de 2016, a soja foi o produto mais exportado de Mato Grosso do Sul. Foram mais de 2 bilhões de quilos que somaram US$ 845 milhões no semestre, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. A balança comercial acumula saldo de US$ 171 milhões.

O grão representa 36% de tudo o que foi exportado pelo Estado no semestre. Em segundo lugar aparece a celulose, com participação de 21% e rendendo US$ 503 milhões. O milho, em commodity, aumentou em 122% o volume exportado entre o ano passado e este, chegando a 1.221 bilhão de quilos e US$ 201 milhões, na terceira posição do ranking.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior ainda mostram queda de 20% no volume exportado de carne bovina no primeiro semestre de 2016 comparado ao mesmo período de 2015. O segmento representa 6% das exportações estaduais e ocupa o quarto lugar entre os produtos enviados a outros países.

Os açúcares de cana também perderam espaço na balança comercial de MS, com queda de 38% no semestre. Assim como o minério de ferro, que viu as exportações caírem 39% em seis meses, resultado de preços altos e crise no setor.

A China é o país que mais compra produtos de Mato Grosso do Sul. No primeiro semestre, foi responsável pela importação de 42% dos itens estaduais. A Itália aparece em segundo, com 5,3% de participação, seguida pela Holanda que aumentou em 20% a compra de produtos de Mato Grosso do Sul em 2016.

IMPORTAÇÕES

Diferente do ano passado, nos seis primeiros meses de 2016 em nenhum deles houve deficit na balança comercial. As exportações somaram US$ 2.351 bilhões enquanto as importações US$ 1.122 bilhão.

Há anos, o gás natural boliviano é o produto mais importado por Mato Grosso do Sul. O combustível que abastece indústrias e comércios do Estado representa 61% de tudo o que o Estado compra de outros países, porém o volume caiu 42% no semestre comparado ao mesmo período do ano passado. Por esse mesmo motivo, a Bolívia é o principal fornecedor de Mato Grosso do Sul.

SUL NEWS


,05/07/2016 às

Maggi se posiciona contra tributações estaduais sobre exportação de grãos

O ministro da Agricultura Blairo Maggi participou, nesta segunda-feira (4), do primeiro dia do Global Agribusiness Forum, em São Paulo, e começou seu discurso afirmando que está "limpando a pauta e trabalhando para ampliar a participação dos produtores rurais nas decisões do governo". No etanto, foi taxativo ao dizer que o governo provisório do qual faz parte não tem dinheiro para novas medidas e, por isso, vai trabalhar para que as mudanças venham por meio de decisões e atitude política.

Maggi destacou ainda que sua meta é a de ampliar a participação do Brasil no mercado internacional agrícola dos atuais 7% para 10% em cinco anos, antes esperada para ser alcançada em dez anos. Para isso, porém, elencou os desafios do setor no curto, médio e longo prazos.

Crise do Milho

Sobre a crise de abastecimento do milho, a qual levou o cereal a registrar preços recordes no início deste ano, o ministro afirma que as primeiras medidas do governo para a tentativa de reestabelecer o equilíbrio no mercado, incluem um pedido ao Ministério da Fazenda de reajustar o preço mínimo, estimulando um aumento de área na próxima safra de verão e, dessa forma, aumentar a oferta no primeiro semestre do próximo ano. Além disso, Maggi fala ainda sobre a manutenção da isenção da tributaçao sobre o produto importado caso seja necessária para a manutenção do equilíbrio.

Questões Indígenas

O ministro afirmou ainda que está em discussão e segue para votação no Congresso Nacional uma emenda à Constituição que prevê a indenização do estado pelas terras que seriam demarcadas como indígenas. "Dessa forma, acredito que muitos problemas seriam resolvidos, porque os conflitos, eu acredito, se dão por conta da expropriação", diz. "Eu não entendo a briga pela terra", completa. O ministro afirma ainda que apenas 8% do território nacional está nas mãos de produtores rurais, ocupadas por lavouras, e 19% sendo utilizadas pela agropecuária.

Tributações Estaduais

Blairo Maggi disse ainda ser completamente contra as tributações que estão sendo previstas pelos estados sobre suas exportações de grãos, especialmente soja e milho. O ministro já conversou com o governador de Goiás, Marconi Perillo, que afirmou que irá recuar da medida e que o de Mato Grosso, Pedro Taques, não deverá implementá-la. "Os estados estão apertados e querem tirar recursos do agronegócio para colocá-los na máquina pública, que é ineficiente. E se a União pensar em taxar, eu também serei contra até o último segundo porque isso vai dar prejuízo para o Brasil", completa.

Por: Carla Mendes e Aleksander Horta
Fonte: Notícias Agrícolas


,30/06/2016 às

Ivinhema – PMA autua assentado em R$ 6 mil por derrubada de árvores

Durante fiscalização ambiental nas propriedades rurais do município de Ivinhema, policiais militares ambientais de Batayporã autuaram ontem (28), no fim da tarde, um assentado de um lote do assentamento São Luiz por crime ambiental de desmatamento e extração de madeira ilegalmente.

O infrator, de 59 anos, derrubou 20 árvores dentro da propriedade para exploração da madeira sem autorização do órgão ambiental. Os policiais surpreenderam o infrator em flagrante, no momento em que derrubava as árvores com uso de uma máquina pá-carregadeira. Madeira e máquina foram apreendidas.

As atividades foram paralisadas. O infrator, residente no assentamento, responderá por crime ambiental de exploração de madeira ilegalmente. A pena é de seis meses a um ano de detenção. Ele também foi multado administrativamente em R$ 6 mil.

IVIAGORA


,25/06/2016 às

Soja tem semana de baixas com financeiro negativo, mas preços no Brasil devem voltar a subir

A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia anunciada nesta sexta-feira (24) corou a semana negativa do mercado internacional da soja e mercado pela forte influência do mercado financeiro global. Durante os últimos dias, as especulações em torno do assunto foram tão intensas que contribuíram para uma maior aversão ao risco e, consequentemente, uma saída intensa dos fundos de investimento do mercado de commodities, entre eles a oleaginosa.

Segundo explicou o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, durante toda a semana, os fundos trabalharam com a perspectiva forte de que o Reino Unido permaneceria no bloco e alocaram recursos diante desse quadro. Quando a decisão foi contrária, "houve um desmantelamento dessas posições e os fundos tiveram de realocar esses recursos", explica. E assim, buscando rentabilidade e segurança, migraram para ativos mais seguros como moedas - principalmente o dólar -, títulos dos tesouros americano e japonês, além do ouro, este registrando sua maior alta diária desde 2008.

Dessa forma, as baixas registradas no final da sessão desta sexta-feira superaram os 20 pontos entre os principais contratos, ou mais de 2%, com as posições mais distantes encerrando o dia já abaixo dos US$ 11,00 por bushel. No balanço semanal, porém, as perdas oscilam entre 4,87% e 6,07% na Bolsa de Chicago. O novembro/16, que é referência para a safra norte-americana, foi o que mais recuou e fechou a semana cotado a US$ 10,78 por bushel.



O impacto desse momento dessa "financeirização" do mercado internacional da soja, porém, deverá ser limitado, ainda segundo explica Camilo Motter, uma vez que os fundamentos próprios desse mercado são fortes nesse momento e o desenrolar do clima no Meio-Oeste americano e seu impacto sobre a safra 2016/17 do país deverá ser o principal componente de formação dos preços a ser observados daqui em diante, ao lado da ajustada relação de oferta e demanda que ainda permeia os negócios.

Embora as condições de clima no Corn Belt venham permitindo um bom desenvolvimento daa plantações norte-americanas nas últimas semanas - 73% delas estão em boas ou excelentes condições - e, portanto, venha ajudando a pressionar os preços nos pregões mais recentes, as expectativas de situações mais adversas no período dos próximos dois meses, em função do La Niña, podem mudar este quadro no mercado em Chicago. A volatilidade típica desse intervalo, no entanto, será inevitável.

"Neste momento, os preços estarão cada vez mais sensíveis às especulações, previsões e fatos climáticos", afirma Motter. "Não acredito que voltamos tão cedo a patamares tão baixos, será preciso ver a safra confirmada. Por enquanto, existe todo esse risco climático pela frente e os preços mantêm esse risco, mesmo que haja condição de momento boa", completa.

De acordo com as últimas previsões trazidas pelo NOAA - o departamento oficial de clima dos Estados Unidos -, os próximos dias contam ainda com a chegada de algumas chuvas leves, quando, em seguida, chega um clima de temperaturas mais amenas e com tempo seco. Já para o intervalo dos próximos 6 a 10 dias, de 29 de junho a 3 de julho, as precipitações deverão ficar abaixo da média. E para mais a diante, ainda como explica Motter, já são esperados focos de estiagem de no Meio-Oeste americano.

Mercado Brasileiro

A conjunção de fatores negativos atuando sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago também influenciou o mercado brasileiro da oleginosa. Nos portos, as baixas superaram os 5%, no balanço semanal, enquanto as principais praças de comercialização perderam entre 2,28% e 5,93%. Dessa forma, os negócios caminharam em ritmo bastante lento.



"Essa semana foi de trava total, praticamente não houve negócios, a não ser em uma necessidade maior de venda. E o produtor vai continuar acompanhando, porque aposta muito forte na estressafra brasileira. O ritmo de exportações tem força, os volumes vão bater os do ano passado e deve haver uma disputa grande pelos lotes de soja disponíveis internamente", explica Motter.

Apesar do recuo semanal registrado pelos preços internos, os mesmos ainda são remuneradores e criam boas oportunidades para o sojicultor brasileiro. Entretanto, como relatou o analista, a aposta do produtor é maior para os meses seguintes, onde a oferta deverá se ajustar ainda mais, com os preços no interior do Brasil podendo se manter acima da paridade de exportação.

"O produtor está bem capitalizado e com condições de esperar momentos melhores", completa analista. No porto de Rio Grande, a soja disponível terminou a semana cotada a R$ 89,00 por saca, enquanto em Paranaguá foi a R$ 93,00. Já para o produto da nova safra preços de, respectivamente, R$ 86,00 e R$ 86,50 por saca.

Tags: Soja
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,23/06/2016 às 08:28

Fazenda confirma socorro aos produtores de arroz no RS

O coordenador institucional da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Jerônimo Goergen (PP­RS), se reuniu nesta quartafeira (22) com o secretário­adjunto de Política Agrícola e Meio Ambiente da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel. No encontro, foram discutidos os últimos detalhes da proposta de socorro do governo federal aos produtores gaúchos de arroz que perderam suas lavouras por conta das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul.

Na próxima quinta-­feira (30), o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne para deliberar sobre o plano de ajuda, que envolverá a prorrogação dos custeios e investimentos. Segundo Jerônimo, os orizicultores atingidos poderão encaminhar a prorrogação de suas dívidas junto aos bancos até o final de 2016. “A medida vai valer até 30 de dezembro deste ano, prorrogando toda a questão de investimentos e custeios. No caso de investimentos para o último ano da parcela e o custeio por cinco anos”, destacou o parlamentar.

Jerônimo acrescenta que os mais de 40 municípios que decretaram calamidade serão atendidos de maneira uniforme. “Todos os produtores ficam contemplados neste caso. E uma decisão de que o Manual de Crédito Rural atenderá, caso a caso, os demais produtores dos municípios que não decretaram calamidade”, explicou Jerônimo.

PLANETA ARROZ


,21/06/2016 às 08:17

Soja: Após forte baixa, mercado em Chicago testa reação nesta 3ª, mas ainda de olho no clima dos EUA

Na Bolsa de Chicago, o mercado da soja tenta reagir após a perda expressiva registrada na sessão anterior e opera em campo positivo nesta terça-feira (21), porém, com estabilidade. Entre as principais posições, os ganhos variavam entre 1 e 4,25 pontos, por volta das 7h20 (horário de Brasília), com o novembro/16 sendo cotado a US$ 11,33 por bushel.

O clima nos Estados Unidos, que se mostra favorável neste momento, segue como especialmente para a atuação dos especuladores, o que leva os movimentos a serem tão intensos, como vem ocorrendo nas últimas semanas. Entretanto, ontem, o boletim semanal de acompanhamento de safras trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou uma leve redução de apenas um ponto percentual no índice de lavouras de soja em boas/excelentes condições no país para 73%, o que poderia trazer algum leve suporte para as cotações. O plantio, até o último domingo (19), foi concluído em 96% da área.

Leia mais:

>> USDA: Índice de lavouras de soja em boas condições nos EUA cai de 74% para 73%; plantio chega a 96%

Ainda assim, a pressão exercida pela realização de lucros que é resultado dessas especulações sobre o cenário de clima, por ora bom no Corn Belt, ainda pode atuar, segundo explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Para ele, o novo piso para os preços em Chicago estaria estabelecido nos US$ 11,30 por bushel.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Especuladores intensificam atuação no mercado e soja fecha o dia com forte queda em Chicago

Na sessão desta segunda-feira (20), o complexo soja fechou seus negócios com baixas significativas na Bolsa de Chicago, cmo as perdas lideradas pelo grão. Os futuros da oleaginosa recuaram mais de 1% - ou registrando perdas de 14,75 a 16 pontos - nas posições mais negociadas, levando o novembro/16 a US$ 11,32.O movimento foi acompanhado pelos futuros do farelo e, entre os do óleo de soja, as perdas variaram entre 0,87% e 0,90%.

A semana começou com baixas bastante agressivas não só para o mercado internacional, mas chegou também ao mercado brasileiro, principalmente nos portos. O recuo dos preços em Chicago, afinal, foram intensificados por um novo dia de forte queda do dólar frente ao real. A moeda norte-americana chegou a perder mais de 1% ao longo do dia e ia encerrando a sessão ainda abaixo dos R$ 3,40.

Nos portos, a soja fechou a segunda-feira no disponível com R$ 97,00 em Paranaguá e R$ 92,00 em Rio Grande, baixas de 1,52% e 1,08%, respectivamente. Já no mercado futuro, nos negócios com a safra 2016/17, as últimas referências foram de R$ 90,00 e R$ 90,50, com queda de 1,10% e 1,09%.

Esta é a segunda semana em que os preços da soja vêm perdendo força no mercado futuro norte-americano, influenciado pelas especulações climáticas para a nova safra dos Estados Unidos e pela cautela inspirada pelo financeiro. A realização de lucros intensa, portanto, pesa sobre os negócios brasileiros e o colchão para os preços da soja nacional vêm dos prêmios. E com as baixas de Chicago, esses valores têm ainda mais força.

"O movimento de alta nos preços da soja no Brasil, que esteve em ritmo acelerado por cerca de 10 semanas, perdeu força no início da segunda quinzena de junho. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio das recentes chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que beneficiaram as lavouras de soja, levando à expectativa de maior produtividade naquele país", informaram os pesquisadores do Cepea em um informe divulgado nesta segunda-feira. " A queda externa foi compensada em partes pela valorização do dólar na semana passada e também pelos maiores prêmios de exportação da soja brasileira", completa a nota.

Leia mais:

>> Soja: Com escassez, prêmios pagos no interior do Brasil superam valores dos portos

Nesse quadro, muitas praças de comercialização conseguem, portanto, manter alguma estabilidade nos preços da saca de soja, embora estejam em patamares ligeiramente mais baixos do que os registrados nas máximas batidas no início do mês. Esse é o caso, nesta segunda, de Panambi/RS, onde segue o valor de R$ 83,04; Ponta Grossa/PR, com R$ 92,00; São Gabriel do Oeste/MS e Sorriso/MT, com R$ 85,00.

Por outro lado, em Jataí/GO, foi observada uma baixa de 1,27% para R$ 78,00 por saca, de 4,45% em Assis/SP para R$ 84,02 e em Tangará da Serra/MT, para R$ 82,00 por saca. Enquanto isso, em Itapeva/SP, o preço subiu, nesta segunda-feira, 3,41% para R$ 88,90.

Segundo explicam analistas, o mercado brasileiro tem respeitado, neste momento e, principalmente, por conta dessa apertada relação de oferta e demanda, as particularidades de cada região produtora. Como sinaliza o consultor de mercado Ênio Fernandes, no Centro-Oeste, por exemplo a escassez já começa a aparecer e elevar os prêmios pagos pela indústria local.

Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, o momento é de mercado climático, especulação e realização de lucros, segundo sinalizam os analistas internacionais. Desde o meio de março, os futuros da oleaginosa, afinal, já subiram cerca de 20%. Os demais grãos acompanharam o recuo nesta segunda-feira.

"Os futuros dos grãos foram atingidos por essa forte realização de lucros dada as previsões de clima indicando, para as próximas duas semanas, um tempo mais úmido e com temperaturas mais amenas", disse o analista de mercado Bryce Knorr, do portal Farm Futures.

Assim, ainda de acordo com analistas, a tendência é de que os investidores retirem parte dos prêmios de risco climático dos preços, os quais levaram as cotações aos últimos rallies de alta na CBOT. Olhando mais adiante, no entanto, ainda há riscos para a safra norte-americana no médio e longo prazo de seu desenvolvimento, com as chuvas podendo ser reduzidas e com uma nova elevação das temperaturas, segundo o Commodity Weather Group.




Tags: Soja
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,20/06/2016 às 08:16

CUSCUZ DE TAPIOCA

500 g de tapioca
1 litro e 300 ml de água ou leite
2 xícaras de açúcar
1 coco médio ralado
1 lata de leite condensado

MODO DE PREPARO
Coloque a tapioca junto com o açúcar em uma travessa
Ferva a água ou o leite e despeje por cima dessa mistura
Quando começar a formar uma pasta, coloque metade do coco ralado
Tampe e abafe embrulhando em uma pano de prato ou toalha de cozinha
Quando esfriar, espalhe o restante do coco ralado por cima e sirva com leite condensado
INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Eu dou preferência por utilizar água pois o cuscuz fica mais macio. Você pode ralar o coco na mão ou utilizar um processador que rale bem fininho.

TUDO GOSTOSO


,18/06/2016 às 07:56

Começa o vazio sanitário da soja

EDILSON OLIVEIRA

Começou nesta semana o vazio sanitário em Mato Grosso do Sul. A medida é necessária para prevenir e controlar a ferrugem asiáticao. O cultivo da soja está proibido por três meses, desde esta quarta-feira.

Além de não plantar o grão, os produtores devem eliminar todas as plantas voluntárias – conhecidas como guaxas ou tigueras – nas propriedades, seja por meio de processos mecânicos ou químicos e antes de plantar ele deve ficar atento ao prazo de cadastramento das áreas onde será feito o cultivo da soja.

Esse cadastro é obrigatório e os dados recebidos são mantidos no banco de informações da Iagro servindo de base para identificar o total de área plantada, prevenir os agricultores vizinhos quando houver foco da ferrugem por meio de alerta sanitário, além de facilitar as atividades da equipe da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

O descumprimento das normas do vazio, de acordo com a Lei, pode implicar em autuação da Iagro e multa de até R$ 23.630.

SUL NEWS


,17/06/2016 às 08:44

Plantio do trigo gaúcho avança e atinge 35% da área

Os produtores do trigo no Rio Grande do Sul aproveitaram as condições climáticas favoráveis para acelerar o plantio do cereal. O avanço nesta semana foi de 11 pontos percentuais e os trabalhos atingiram 35% da área estimada inicialmente em 766,8 mil hectares para esta safra pela Emater/RS-Ascar, órgão de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho.

No informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira, os técnicos da Emater/RS observam que o plantio atingiu percentuais expressivos em regiões importantes, como Santa Rosa (71%) e Ijuí (65%). ”Com a previsão de tempo seco para os próximos dias a tendência é de se intensificar o plantio, podendo ser concluído brevemente nessas regiões”, dizem eles.

Segundo os técnicos, a disponibilidade de sementes no comércio continua escassa e também persistem problemas de baixa germinação, tanto de sementes próprias como das compradas. O problema é mais acentuado no caso das sementes próprias.

Em relação ao clima, eles comentam que o frio e os dias ensolarados contribuem para o desenvolvimento das lavouras, que em muitos casos apresentam bom perfilhamento. As fortes geadas registradas recentemente causaram a queima de plantas invasoras e de culturas remanescentes.

Leia a notícia na íntegra no site Revista Globo Rural.

Tags: Grãos Trigo
Fonte: Revista Globo Rural


,15/06/2016 às 08:31

Milho: Focado no clima nos EUA e na demanda, mercado inicia 4ª feira com ligeira movimentação em Chi

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta quarta-feira (15) em campo misto. As primeiras posições da commodity exibiam ligeiras altas, entre 0,50 e 0,75 pontos, por volta das 7h34 (horário de Brasília). Já os vencimentos mais longos, registravam leve queda, entre 0,50 e 1,50 pontos. O contrato julho/16 era cotado a US$ 4,37 por bushel e o março/17 a US$ 4,50 por bushel.

Os analistas explicam que, nesse instante, as atenções dos investidores estão voltadas ao comportamento do clima nos Estados Unidos. Por enquanto, as previsões climáticas indicam chuvas irregulares nos próximos 15 dias no Meio-Oeste do país, o que tem gerado especulações sobre o desenvolvimento da safra de milho norte-americana. Na última segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que, cerca de 75% das lavouras do grão apresentam boas ou excelentes condições.

A demanda pelo produto norte-americano também tem sido outro pilar de sustentação aos preços em Chicago. Isso porque, com a quebra na safrinha brasileira, devido ao clima irregular e, a colheita ainda lenta na Argentina, os compradores têm adquirido o milho dos EUA, conforme ponderam os analistas. A cada semana, o USDA tem trazido bons números nos boletins de embarques e vendas para exportação.

Ainda ontem, o departamento divulgou venda de 136 mil toneladas de milho ao Japão. Em torno de 60 mil toneladas serão entregues nesta temporada e, o restante, de 76 mil toneladas na safra 2016/17.

NOTICAS AGRÍCOLAS


,14/06/2016 às 08:03

Preço do feijão aumenta mais de 200% desde janeiro, diz Ibrafe

O preço do feijão no mercado interno tem sofrido forte alta. Desde janeiro, a saca de 60 quilos aumentou 260% e chegou a R$ 550 em São Paulo. O valor é mais alto que o de uma saca de café arábica de boa qualidade, que chega a R$ 525 em locais de importante produção, como a Zona da Mata mineira.

Os dados são do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), entidade que representa a cadeia produtiva do grão. Em algumas regiões do Brasil, o quilo do feijão chega a R$ 20 no varejo, situação que virou até assunto para os populares memes que circulam na internet.

Segundo Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe, o que está sendo repassado ao consumidor final é a soma de vários fatores que deixaram a situação “caótica”. Tudo começou com a menor área plantada na primeira safra de 2016, quando o produtor escolheu plantar soja e milho, que remuneram melhor. A diminuição do preço mínimo por parte do governo federal também influenciou negativamente a cultura.

Lüders avalia que o governo também se ausentou ao não formar estoque preventivo nem adotar estratégias para enfrentar o El Nino intenso. O fenômeno climático causou quebra da safra nas áreas produtoras com excesso de chuva na região Sul, como no Paraná, principal produtor; e no Nordeste, com estiagem severa.

“Mesmo sabendo disso com seis meses de antecedência, o Ministério da Agricultura não adotou nenhuma estratégia para melhorar o estoque e incentivar o produtor a sobreviver aos efeitos do El Niño”, conta.

Enquanto isso, a demanda pelo grão cresce. “Arroz com feijão deixou de ser comida de pobre para ser comida de brasileiro. Ou seja, o Brasil tem consumido cada vez mais feijão per capita. E, mesmo na crise, com o feijão mais caro, o brasileiro faz a conta e percebe que o grão rende mais, nutre mais que um lanche, uma pizza, e outras opções. Ele prefere investir em uma concha de feijão”, diz o executivo.

Para este ano, o governo federal estima o consumo em 3,35 milhões de toneladas, já contabilizando a importação. A produção de 2016 está estimada em 2,8 milhões de toneladas, gerando um déficit de 550 mil toneladas. Os estoques públicos estão em 1.111.489 toneladas, o que, segundo Lüders, não atenderia nem a 15 dias de consumo.

Diante disso, pelo menos até o início de 2017, a situação atual não deve ter mudanças. Os preços devem se manter em níveis elevados com a oferta relativamente baixa e a demanda firme. Segundo Marcelo Lüders, a terceira safra deve ter área reduzida após a intensificação de contratos dos produtores com as sementeiras de milho.

Há também a redução de recursos hídricos em regiões importantes, como Mato Grosso, onde açudes e reservatórios estão secos e podem inviabilizar a irrigação durante os três meses do ciclo da cultura. As sementes de feijão estão mais caras para o produtor, há o ataque de pragas como a mosca branca, que atinge interior de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; e a geada no interior de São Paulo, neste fim de semana, que danificou plantas em desenvolvimento.

“Quem for plantar tem que considerar que está caro, pois também aumentaram os custos de eletricidade, de semente, de produtos para defender a lavoura. A situação até a semana passada era trágica, e agora está gravíssima. Só notícia ruim atrás da outra”, alerta Lüders. “A demanda está muito alta e os estoques continuarão baixos. Quem plantar e colher feijão com certeza terá para quem vender”, diz.

Leia a notícia na íntegra no site Revista Globo Rural.

Tags: Grãos Feijão
Fonte: Revista Globo Rural


,11/06/2016 às 08:19

Soja e Milho: Estoques finais mundiais da próxima safra serão menores do que os atuais

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo reporte mensal de oferta e demanda e, atendendo às expectativas do mercado, reduziu os estoques finais da safra 2016/17 tanto da soja quanto do milho no país. Já os números de área e produção, em ambas as culturas, ficaram inalterados.

Soja EUA - Safra 2016/17

A safra 2016/17 dos EUA segue estimada em 103,42 milhões de toneladas, com produtividade de 52,95 sacas por hectare, área plantada de 33,27 milhões e colhida de 32,94 milhões.

Já os estoques finais caíram de 8,03 milhões para 7,06 milhões de toneladas, enquanto as exportações subiram de 51,3 milhões para 51,71 milhões de toneladas. Enquanto isso, o esmagamento permaneceu em 52,12 milhões de toneladas.

Soja Mundo - Safra 2016/17

No cenário mundial, a produção foi revisada para baixo e ficou em 323,7 milhões de toneladas, contra 324,2 milhões reportadas em maio. Assim, os estoques finais globais passaram de 68,21 milhões para 66,31 milhões de toneladas.

O USDA, por outro lado, manteve suas projeções para a safra do Brasil em 103 milhões de toneladas e da Argentina em 57 milhões. Já as exportações brasileiras caíram para 59,7 milhões de toneladas e as argentinas, mantidas em 10,65 milhões de toneladas.

Sobre as importações da China, manutenção ns 87 milhões de toneladas.

Soja Safra 2015/16

O USDA reduziu ainda suas estimativas para a safra mundial 2015/16 de 315,86 milhões para 313,26 milhões de toneladas, e os estoques finais de 74,25 milhões para 72,29 milhões de toneladas de soja. Essa redução também já vinha sendo esperada pelos traders. O departamento reduziu ainda sua projeção para a safra 2015/16 do Brasil de 99 milhões para 97 milhões de toneladas, enquanto manteve a da Argentina em 56,5 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos da temporada 2015/16 também foram revisados para baixo e ficaram em 10,07 milhões de toneladas, contra 12,11 milhões reportadas no boletim de maio. As exportações, porém, foram corrigidas para cima, passando de 46,4 milhões para 47,9 milhões de toneladas.

Milho EUA - Safra 2016/17

Acompanhando as poucas mudanças apresentadas pelo USDA nesse reporte de junho, os números do milho também não tiveram muitas novidades. Os estoques finais foram os que mais chamaram a atenção, uma vez que foram reduzidos de 54,69 milhões para 51 milhões de toneladas. As exportações, na outra ponta, subiram de 48,26 milhões para 49,53 milhões de toneladas.

A safra norte-americana foi mantida em 366,54 milhões de toneladas, com produtividade média esperada em 177,8 sacas por hectare, área plantada de 37,88 milhões de hectares e colhida de 34,76 milhões.

Milho Mundo - Safra 2016/17

A produção mundial do grão foi levemente revisada para cima e estimada em 1.011,77 bilhão de toneladas. Porém, os estoques finais caíram de 207,04 milhões para 205,12 milhões de toneladas.

Paralelamente, o USDA manteve ainda sua projeção para a safra do Brasil em 82 milhões de toneladas e a da Argentina em 34 milhões, com exportações de 23 milhões de toneladas, de ambos os países.

Milho Safra 2015/16

E o USDA revisou, novamente, a produção global de milho 2015/16, dessa vez de 968,86 milhões para 966,37 milhões de toneladas, com os estoques finais caindo, portanto, de 207,87 milhões para 206,45 milhões de toneladas.

O departamento baixou a safra brasileira 2015/16 de 87 milhões para 77,5 milhões de toneladas, mas manteve os estoques finais em 5,94 milhões de toneladas. Para a Argentina, manutenção da produção em 27 milhões de toneladas e os estoques em 1,61 milhão.

No quadro norte-americano, os estoques finais caíram de 45,8 milhões para 43,38 milhões de toneladas.

Números completos do milho:

USDA Junho - Milho

Tags: USDA
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,08/06/2016 às 08:19

Milho deve ter perda de 30%

HÉLIO DE FREITAS / CAMPO GRANDE NEWS

A segunda safra de milho deste ano na região de Dourados, a maior produtora de Mato Grosso do Sul, foi plantada e será colhida sob os efeitos do excesso de chuva e da seca. Afetada diretamente pelos fatores climáticos, a “safrinha” deve apresentar quebra de até 30%, segundo estimativa de produtores e engenheiros agrônomos que acompanham as lavouras.

O engegheiro agrônomo Gilberto Bernardi, que acompanha lavouras em toda a região e faz parte da diretoria do Sindicato Rural de Dourados, disse hoje ao Campo Grande News que as estimativas apontam uma quebra de 20% a 30%, mas afirma que esses números só ficarão claros quando a colheita começar para valer.

“O milho plantado no fim de janeiro e início de fevereiro já está pronto para a colheita e o agricultor espera uma estiagem para entrar com as máquinas. O milho plantado em março ainda está verde e não sabemos como as condições climáticas ainda podem influenciar nessas lavouras”, afirmou Bernardi.

Segundo ele, o excesso e chuva em janeiro e fevereiro e a seca de vários dias em abril vão influenciar negativamente na segunda safra do milho, sem contar os 15 dias de chuva ininterruptos que ocorrem atualmente, no momento da colheita.

“Menos de 2% das lavouras de milho foram colhidas antes de começar a chover, mas as previsões indicam que estamos no fim desse ciclo de chuva e nos próximos dias a colheita começa para valer. Aí sim teremos informações mais precisas sobre a quebra, mas que haverá perda isso é certo”, disse Gilberto Bernardi.

ESTRADAS

Se não bastassem os prejuízos por causa do clima, os agricultores da região de Dourados ainda perdem o sono por causa das estradas. Em quase todos os municípios as vias para escoamento da produção estão em péssimas condições.

Segundo os produtores, as chuvas recordes que caíram na região nos últimos três meses de 2015 e continuaram intensas na maior parte dos primeiros cinco meses deste ano, agravaram os problemas das estradas, que há anos sofrem com a falta de manutenção adequada.

“Muitas estradas estão em condições precárias e isso vai prejudicar o produtor na hora de retirar a safra de milho. Tanto Estado quanto municípios afirmam que já investiram todo o montante de recursos que tinham para essa finalidade”, afirma Bernardi.

No município de Dourados a situação mais crítica é na região dos distritos de Macaúba e Vila Formosa, onde até estudantes enfrentam dificuldade para chegar às escolas.



,04/06/2016 às 08:33

Feijão brasileiro é o mais caro do mundo com preços de referências para um produto comercial a R$ 42




NOTICIAS AGRICOLOA


,01/06/2016 às 08:29

Milho: Com 72% das lavouras em boas condições nos EUA, preços recuam pelo 2º dia seguido em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram a sessão desta quarta-feira (1) em campo negativo. Perto das 7h59 (horário de Brasília), as principais posições do cereal apresentavam quedas entre 2,50 e 3,25 pontos. O contrato julho/16 era cotado a US$ 4,01 por bushel e o março/17 a US$ 4,12 por bushel. As cotações caminham para consolidar o 2º dia seguido de desvalorização, mas ainda mantêm o patamar dos US$ 4,00 por bushel.

Os participantes do mercado ainda absorvem os números referentes ao acompanhamento da safra nos EUA, reportados no final da tarde desta terça-feira (31) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim como o esperado pelos participantes do mercado, o órgão indicou a semeadura do cereal completa em 94% da área projetada para essa temporada até o último domingo (29). Na semana anterior, o índice estava em 86%.

O órgão ainda informou que em torno de 78% das plantas já emergiram, número acima do observado na última semana, de 60%. Em igual período de 2015, o percentual de lavouras emergidas estava em 81% e a média dos últimos cinco anos é de 75%. Em relação às condições das plantações, o USDA indicou que 72% das lavouras apresentam condições boas ou excelentes, 24% estão em condições medianas e 4% apresentam condições ruins ou muito ruins.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Na CBOT, mercado fecha em queda nesta 3ª feira diante da expectativa de finalização no plantio nos EUA

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta terça-feira (31) do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal ampliaram as perdas e fecharam o dia com desvalorizações entre 4,75 e 8,00 pontos. Ainda assim, os preços se mantiveram acima do patamar de US$ 4,00 por bushel. O vencimento julho/16 era cotado a US$ 4,04 por bushel e dezembro/16 a US$ 4,08 por bushel.

Segundo o consultor de mercado da França Junior Consultoria, Flávio França, o mercado recuou diante das perspectivas de finalização do plantio do milho da safra 2016/17 nos Estados Unidos. No final da tarde de hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz novo boletim de acompanhamento de safras com a atualização sobre o andamento dos trabalhos nos campos e das condições das lavouras.

"A expectativa é que o departamento indique a semeadura do grão próxima do final no país. Já as lavouras americanas em boas ou excelentes condições deverão ficar próximas de 70%. Nos próximos dias, as chuvas deverão ser parciais e o tempo deverá permanecer estável. Um clima favorável para o fechamento do plantio e também para o desenvolvimento das plantações", reforça o consultor de mercado.

Além disso, o recuo nos números dos embarques semanais, divulgados pelo USDA, também ajudaram na composição do cenário. "Tivemos dados decepcionantes depois de uma série de boas semanas", disse Bob Burgdorfer, analista e editor do portal Farm Futures. Até a semana encerrada no dia 26 de maio, os embarques de milho somaram 786,407 mil toneladas. Na semana anterior, o número ficou em 1.076,464 milhão de toneladas.

As expectativas do mercado para esta semana, porém, variavam entre 990 mil e 1,3 milhão de toneladas. O acumulado, assim, subiu a 28.414,420 milhões de toneladas, contra 31.911,906 milhões registrados no mesmo intervalo da safra 2014/15. Do mesmo modo, as informações sobre o mercado financeiro também continuam a influenciar o andamento das commodities agrícolas.

No dólar, as atenções estão voltadas para as recentes valorizações, especialmente após a sinalização de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, deva elevar a taxa de juros no país entre os meses de junho ou julho. As especulações ganharam força na última sexta-feira (27), quando a presidente do banco, Janet Yellen, anunciou a possibilidade da medida.

O comportamento dos preços do petróleo também continua sendo observado pelos participantes do mercado. Na semana anterior, as cotações superaram a barreira psicológica de US$ 50,00 o barril. Os analistas afirmam que com o petróleo mais caro aumenta a demanda pelo etanol derivado de milho nos Estados Unidos.

BM&F Bovespa

Na BM&F Bovespa, as cotações futuras do milho encerraram o pregão desta terça-feira (31) em campo positivo. As principais posições do cereal finalizaram o dia com valorizações entre 0,02% e 1,66%. O contrato julho/16 era cotado a R$ 45,85 a saca, já o setembro/16, referência para a safrinha brasileira, era negociado a R$ 42,90 a saca com alta de 1,18%.

As cotações do cereal testaram uma correção após as quedas registradas no dia anterior, de mais de 2%. E, parte dessa sustentação tem como origem a valorização cambial. Ainda hoje, a moeda norte-americana encerrou o dia com alta de 0,96%, cotada a R$ 3,6123 na venda. Segundo dados da agência Reuters, a movimentação é decorrente das preocupações com o cenário político no Brasil, após a queda de mais um ministro do governo interino de Michel Temer e do indiciamento do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

Contudo, nesse instante, o foco do mercado está no início da colheita da segunda safra do cereal, conforme ressaltam os analistas. No maior estado produtor do grão, o Mato Grosso, a colheita já supera os 1,11% da área cultivada, de acordo com dados levantados pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

Já no Paraná, outro importante estado produtor do grão, a colheita já alcançou 1% até o último dia 1 de maio, segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural). Contudo, em algumas localidades, especialmente no Oeste do estado, os produtores estão atentos às chuvas constantes. Os analistas ponderam que o andamento da colheita da safrinha deverá acomodar os preços em patamares mais baixos.

Enquanto isso não ocorre, as cotações seguem firmes no mercado interno em meio à relação apertada entre oferta e demanda. E Itapetininga (SP), o valor subiu 20,78%, com a saca a R$ 49,82 a saca, já em Cascavel (PR), o preço registrou alta de 1,23% e a saca fechou o dia a R$ 41,00. No Porto de Paranaguá, saca para entrega em setembro/16 permaneceu estável em R$ 37,50. Diante desse quadro, os consumidores têm recorrido às importações do cereal.

Tags: Milho
Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas


,30/05/2016 às 07:52

Estiagem afeta as lavouras de café conilon em RO e safra será menor

Rondônia, que é o quinto maior produtor de café do país, e o segundo maior produtor do café conilon, 80% dos cafeicultores praticam agricultura familiar. É o caso do agricultor Jaime de Jesus Alberti, que toca a lavoura com os filhos Ádani e Wender.

A expectativa na propriedade da família era colher 120 sacas, em seis mil pés de plantação. Em outros anos já se conseguiu bem mais: até 190 sacas. Mas desta vez, faltou chuva. E se não fosse a irrigação, seu Jaime afirma que não teria nem a metade do pouco que conseguiu produzir. "Praticamente, posso dizer que não teve um período de água como a gente costuma ter, não teve. Durante o período de junho do ano passado até agora", lamenta.

Capixaba que migrou para Rondônia há 14 anos, seu Jaime deve vender por cerca de R$ 320 cada saca de café colhido no capricho e seco no terreiro.

Se a cerealista, em Machadinho D'Oeste, tiver que buscar, limpar e secar o café, paga menos: no máximo, R$ 300. Ainda assim, é bem mais do que pagou no ano passado, como confirma o comerciante Julio Baena: “o ano passado estávamos pagando R$ 200, R$ 220, esse ano até R$ 300 R$ 320 a gente paga, no café limpo".

A previsão de safra, em todo o estado, é em torno de um 1,626 milhão de sacas. Uma queda de 5,6% em relação à safra de 2015, de 1.723 milhão.

Com o incentivo da extensão rural, Rondônia vive uma migração do café tradicional - de semente - para o clonal, que é o que reproduz uma matriz de produtividade alta.

Alessandro Pedralli, agrônomo da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (EMATER-RO) explica as vantagens dessa migração: "o clonal, a gente consegue ter uma planta mais produtiva, consegue ter uma maior tolerância a déficit hídrico, que é o período de estiagem, período de seca. E também a gente consegue ter, dentro da mesma lavoura, um café precoce, um café intermediário e um café tardio, podendo aí buscar melhores preços também".

Leia a notícia na íntegra no site G1 - Globo Rural.

Tags: Café Conilon
Fonte: G1 - Globo Rural


,27/05/2016 às 07:52

Clima pode atrasar a colheita do milho safrinha

A colheita do milho safrinha em Mato Grosso do Sul começa a partir da segunda quinzena de junho. Como o grão depende do clima para seu desenvolvimento adequado e cerca de 40% da produção foi plantada fora do tempo indicado, a colheita poderá se alongar significativamente.

As informações são do presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja - MS) Christiano Bortolotto. "O milho é bem diferente da soja e depende do clima para definir o final do ciclo. Acreditamos que a partir do dia 15 de junho, ele já começa a ser colhido e as chuvas são boas para a cultura, pois ajudam a encher o grão", afirma.

A janela indicada do plantio era até 10 de março, mas com o atraso da colheita da soja devido as chuvas constantes na época e estradas vicinais prejudicadas, atrasou o plantio do milho safrinha. "Quando se planta fora do tempo indicado, os produtores correm mais risco da safrinha sofrer com geadas. Até o momento, tivemos geadas leves, principalmente na região Sul de Mato Grosso do Sul, mas nada que prejudique a produção", explica.

Conforme Bortolotto, apenas 60% do milho no Estado foi plantado dentro do tempo indicado. "Os outros 40% podem ser prejudicados se tiver geada e com isso com certeza a produção será afetada, pois mesmo que o milho já esteja pronto para colher, quando as folhas congelam tem muito dano, porque a planta não faz fotossíntese e não aproveita os nutrientes".

Só será possível saber se houve quebra de safra, quando os produtores terminarem a colheita. "A partir de agora, sabemos que as chuvas diminuem e a preocupação dos produtores são com com o frio e possíveis geadas", alega.

Para este ano, segundo a Aprosoja, 59 mil hectares de milho safrinha não foram plantados. São 1,740 milhão hectares de área plantada, o que resultou em acréscimo de apenas 0,6% na área total. A produtividade prevista é de 82 sacas por hectare.

Apesar dessa ampliação na área plantada, a projeção é que, no comparativo com o ciclo anterior, haja redução de 7,13% na produtividade, o que leva a uma queda de 6,6% na produção total de milho nesta 2ª safra em Mato Grosso do Sul.

SUL NEWS


,23/05/2016 às 07:56

Plantação de oliveiras cresce e produtores querem cooperativa no ES

A plantação de oliveiras começou a ganhar espaço nas regiões frias do Espírito Santo. A expectativa é colocar o estado no cenário do azeite brasileiro. Em Santa Teresa, a cultura já preenche 30 hectares e o objetivo é que, até 2017, sejam plantados 150 hectares no município para viabilizar uma indústria coletiva.

“Nossa produção de azeite no Brasil é de apenas 2%. Nós importamos 98% do azeite. Então, tem mercado para muita gente. Aqui em Santa Teresa, quanto mais adeptos, melhor para a cooperativa e para a indústria que a cooperativa irá montar”, disse o produtor rural Neumiro Broseghini.

Por causa desse mercado com expectativa de crescimento, Neumiro aceitou o desafio de plantar oliveiras em Santa Teresa. O clima e a altitude acima de 800 metros tornam a região de montanhas do Espírito Santo propícia ao cultivo de azeitonas.

Em uma propriedade do município fica a unidade de observação das oliveiras, onde foram plantadas 40 mudas, que já estão com três anos de vida. Apesar de terem sido plantadas no meio do cafezal, já comprovaram o potencial do cultivo na região.

“A região Serrana do estado é vocacionada para o cultivo de oliveira, já que possui solos e climas semelhantes a de outras regiões produtoras do Brasil, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul”, falou o engenheiro agrônomo do Incaper Carlos Sangali.

Na propriedade, também são cultivados pés de pêssego, de maçã e de uva, culturas que precisam das mesmas condições de solo e de clima do pé de azeitona.

“A gente tem que evitar os solos encharcados e áreas onde tem neblina e névoa. Quanto ao clima, ela desenvolve bem em clima de aproximadamente 19 ºC. Para frutificar, ela precisa de 150 a 200 horas de frio por ano, que se consegue no outono, quando as temperaturas abaixam de 12 ºC. Seria toda a região Serrana do Espírito Santo, que é apta ao desenvolvimento dessa atividade”, explicou o engenheiro.

Em 2015, 18 produtores plantaram oliveiras em Santa Teresa, o que totaliza 30 hectares cultivados no município. A expectativa é que, até 2017, sejam plantados 150 hectares para viabilizar uma indústria coletiva.

“O objetivo é ter uma cooperativa com a participação dos governos estadual, municipal e federal, em que vamos gerar renda, emprego e, mais do que isso, colocar o Espírito Santo no cenário do azeite brasileiro. Nós temos condições de produzir um azeite extra virgem de qualidade superior”, destacou Sangali.

A rentabilidade é o principal atrativo para os produtores, com custo inicial de R$ 10 mil por hectare. A oliveira começa a produzir a partir do quarto ano e estabiliza a partir do sexto ano, com produção de 10 toneladas de azeitonas por hectare.

Leia a notícia na íntegra no site G1 - ES.

Tags: Agronegócio
Fonte: G1 - ES


,21/05/2016 às 08:25

Com demanda forte e vendas travadas, preços da soja sobem e se aproximam de R$ 90 no disponível do B

O destaque para o mercado da soja na última semana foi, mais uma vez, os negócios e preços praticados no Brasil. As cotações tanto para o produto da temporada atual como da próxima estão elevadas - e inclusive vêm se aproximando - e geraram boas oportunidades para o sojicultores brasileiros.

Nesta sexta-feira, por exemplo, a oleaginosa disponível fechou o dia cotada a R$ 89,00 por saca no porto de Paranaguá, com alta de 1,14%, enquanto a safra nova - grão com embarque para março/17 - terminou com R$ 90,00 por saca. Já no terminal de Rio Grande, valores de, respectivamente R$ 87,00 e R$ 90,00 por saca.

No interior do país, quadro semelhante. Os preços pagos pela soja no mercado interno também se valorirazaram e foram destaque nos últimos dis, como explica o consultor em agronegócios Ênio Fernandes. "Isso é uma sinalização de que teremos problemas de abastecimento no segundo semestre", diz. "Em Chicago, não tivemos muitas mudanças, mas tivemos uma grande variação dos prêmios e dos valores em reais", completa.


O atual quadro é resultado da intensa demanda pela soja do Brasil. As exportações nacionais têm acontecido em ritmo recorde neste ano de 2016 e vêm, portanto, limitando cada vez mais a oferta para o consumo interno por parte, principalmente, das indústrias esmagadoras.

Termômetro disso são os prêmios. Se considerada a posição de entrega junho/16, de 1º de março ao último dia 18, o valor pago sobre o preço praticado na Bolsa de Chicago passou de 30 cents para 75 cents de dólar, uma alta de 150%. Nas posições mais distantes, durante a semana, esses valores chegaram a passar de US$ 1,00. "E assim vai ser. Se Chicago cair, os prêmios vão continuar subindo", explica Fernandes.

Somente nas duas primeiras semanas de maio, o Brasil já embarcou 5,2 milhões de toneladas da oleaginosa. Em abril, foram 10,1 milhões, ou seja, 20% a mais do que em março e 50% a mais do que no mesmo mês de 2014. Dessa forma, o país se consolida, nesta temporada 2015/16, como o maior exportador mundial da commodity.

Agora, portanto, as vends do atual ano comercial estão travadas. O volume de soja já comercializada da safra 2015/16, afinal, chega a quase 80 milhões de toneladas.

"Já estamos dentro da entressafra. O mercado está muito comprador (...) e os produtores que têm soja hoje são poucos, e os que têm, estão capitalizados e estão usando essa soja como um ativo financeiro, como um investimento", explica Vlamir Brandalizze.

Os sojicultores vêm evitando novos negócios e buscando voltar às vendas somente no segundo semestre, quando a demanda para exportação deverá disputar a oferta com a interna, trazendo preços ainda mais elevados, como explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

Leia mais e conheça os números das exportações de soja e todo o potencial que o mercado nacional ainda tem:

>> Brasil mantém competitividade e lidera exportações globais de soja

O câmbio completou o cenário, porém, a semana foi volátil para o moeda norte-americana, com um movimento de alta que se acentuou após a divulgação da ata do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) sinalizando a possibilidade de um aumento da taxa de juros no país.

Na semana, a divisa terminou com uma leve baixa de 0,15% frente ao real e cotada a R$ 3,5182.

Leia mais:

>> Dólar cai quase 1,5% e se aproxima de R$ 3,50 com exterior e BC

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, a movimentação dos futuros da oleaginosa foi pautada pela forte influência do mercado financeiro. E apesar da pressão severa exercida pela alta do dólar em alguns dias, os fundamentos falaram mais alto e, no balanço semanal, as posições mais negociadas fecharam em alta, com ganhos de 0,07% a 0,87%. Essa foi a sexta semana consecutiva de avanço dos preços na CBOT, que levaram o julho/16 a US$ 10,74 por bushel.

A exceção ficou por conta dos vencimentos novembro/16, referência para a safra brasileira, que encerrou com queda de 0,47% para US$ 10,49 e pro março/17, que foi a US$ 10,27, perdendo US$ 10,30.

Durante a semana, baixas intensas foram registradas em Chicago frente à forte alta do dólar - que pressionou todas as demais commodities - e os fundos, mais avessos aos risco, liquidaram algumas posições. No entanto, no final da semana, os fundos voltaram à ponta compradora do mercado e encontraram estímulo ainda em um fator novo, além dos já conhecidos e positivos fundamentos, que foi a demanda por farelo de soja dos Estados Unidos.

A demanda pelo derivado norte-americano no curto prazo é bastante forte - essencialmente pelas margens positivas de esmagamento tanto nos EUA como na China - e, especialmente nesta quinta (19) e sexta-feira (20) motivaram boas altas de seus futuros negociados na Bolsa de Chicago, puxando também os futuros da soja em grão, como explica o analista de mercado João Schaffer, da Agrinvest Commodities.

"A quebra na Argentina, segundo algumas casas de consultoria, poderia ser ainda maior e o país é o maior fornecedor mundial de farelo. Então, com essa quebra, o fluxo de soja não chegando nas esmagadoras argentinas e sem esse produto no mercado internacional, a demanda se volta para os Estados Unidos, e até mesmo pelo Brasil", diz o executivo. "Trata-se de uma demanda bem pontual, bem curta", completa.

Tags: Soja
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,19/05/2016 às 08:37

Colheita de café do Brasil avança para 10% do total, diz Safras

SÃO PAULO (Reuters) - A colheita da safra brasileira de café 2016/17 atingiu até 18 de maio 10 por cento do total esperado, ante 7 por cento na semana anterior, informou nesta quinta-feira a consultoria Safras & Mercado.

A Safra projeta a colheita total do Brasil nesta temporada em 56,4 milhões de sacas, portanto 5,63 milhões de sacas já estariam entrando no mercado.

A colheita de café arábica nas regiões mais baixas da Zona da Mata, do sul de Minas Gerais e em São Paulo avançou bem, disse a Safras em nota, enquanto nas regiões mais altas, boa parte dos produtores ainda não começou a colher.

"Isso traz um ritmo errático aos trabalhos", disse em nota o analista Gil Barabach.

Segundo ele, a qualidade dos primeiros lotes colhidos é boa, com grãos de maiores dimensões que os verificados no ano passado.

(Por Gustavo Bonato)

Fonte: Reuters


,17/05/2016 às 08:13

Chuva atrasa colheita da cana no Paraná e no Mato Grosso do Sul

A produção de etanol nas usinas da região Centro-Sul aumentou 30,87% na segunda quinzena de abril sobre o mesmo período do ano passado, totalizando 1,492 milhão de toneladas, informou nesta segunda-feira (16) a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica). O órgão informou que a produção de açúcar foi 71% superior, com o processamento de 1,806 milhão de toneladas.

A Unica esclareceu que, em algumas localidades, houve atraso na colheita por causa do excesso de chuvas. Nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, além das regiões paulistas próximo à divisa com estes estados ( Araçatuba e Assis), as chuvas prejudicaram a colheita, consequentemente afetaram as unidades produtoras voltadas para o etanol. Segundo a Unica, não fosse isso teria ocorrido um aumento de dois pontos percentuais.

Segundo a entidade, o volume de etanol hidratado destinado ao mercado interno nos últimos 15 dias de abril caiu 1,85% na comparação com a oferta da primeira quinzena. “Esse movimento se deve ao menor número de dias úteis na segunda quinzena de abril”, conforme o comunicado da Unica.

O balanço das atividades indicou que, proporcionalmente ao total moído (36,08 milhões de toneladas), houve queda na taxa destinada para produção do álcool em comparação a igual período de 2015, passando de 20,99% para 16,04%.

Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo


,14/05/2016 às 08:16

Café: CNC busca suspensão da importação do grão verde do Peru

IMPORTAÇÃO DE CAFÉ DO PERU — Nesta semana, conforme já anunciamos em comunicado extraordinário do presidente executivo do CNC (veja em http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=12105), como um de seus últimos atos no Governo, a então gestão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 1 da Secretaria de Defesa Agropecuária, a qual revoga a Resolução nº 3, de 20 de maio de 2015, que suspendia a importação de grãos verdes de café provenientes do Peru até que a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) daquele país apresentasse plano de trabalho ao Departamento de Sanidade Vegetal (DSV).

A esse respeito, além das medidas que já anunciamos no comunicado, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café, Silas Brasileiro, protocolou, na Câmara dos Deputados, um Projeto de Decreto Legislativo (PDC) que sugere a sustação da Instrução Normativa n.º 6, de 29 de abril de 2015, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publicada no Diário Oficial da União de 30 de abril de 2015, que aprovou os requisitos fitossanitários para importação de grãos (categoria 3, classe 9) de café (Coffea Arábica L.), produzidos no Peru.

Os argumentos fitossanitários que fundamentam a sugestão para sustar o normativo que autoriza a importação de café do referido país da América do Sul são inúmeros, não obstante urge destacar o estudo elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que demonstra que o café peruano pode ser o principal veículo para a disseminação do fungoMoniliophthora roreri, causador da monilíase do cacaueiro. Segundo a pesquisa, esta doença, existente na maioria das regiões produtoras de café do país andino, ataca, principalmente, as culturas do cacau e cupuaçu.

O PDC também aponta, de acordo com o Plano de Contingência deMoniliophthora roreri, instituído pelo Mapa por meio da Instrução Normativa nº 13/2012, que a disseminação do fungo de uma área infectada para uma não infectada ocorre principalmente pelo transporte de frutos contaminados, material vegetativo e embalagens contendo esporos do fungo, como a sacaria de café, por exemplo. A disseminação natural dos esporos ocorre pelo vento, cursos de água, insetos, animais silvestres, dentre outros fatores. Portanto, trazer o café peruano para o Brasil significaria importar a Moniliophthora rorerie devastar culturas centenárias de nosso país.

O presidente do CNC destaca, também no Projeto de Decreto, que o Brasil ainda permanece como área livre de Moniliophthora roreri, mas esse status pode ser perdido caso seja autorizada a importação de café verde do Peru, colocando em risco a produção nacional de cacau, um setor que já enfrenta muitas dificuldades, especialmente, devido à avassaladora “vassoura de bruxa” que assolou muitas propriedades.

Além de protocolar o PDC sugerindo sustar a IN 6, o presidente do CNC obteve o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária, após ter explanado a situação ao colegiado, na terça-feira, 10 de maio. O presidente da FPA, deputado Marcos Montes, informou que se reunirá com o novo ministro da Agricultura no governo de Michel Temer, o senador Blairo Maggi, para solicitar, de imediato, a revogação da Resolução nº 1 da DAS, e, posteriormente, a aprovação do PDL, de forma que a importação de grãos verdes de café provenientes do Peru não seja permitida.

MERCADO — Os futuros do café arábica acumularam ganhos por sete sessões consecutivas. Essa tendência foi influenciada por indicadores técnicos e pelo enfraquecimento da moeda norte-americana. Além disso, mereceu atenção a redução do fluxo exportador brasileiro, no mês passado, e as previsões de chuvas, nos próximos dias, sobre importantes regiões produtoras do País, que estão em fase de colheita.

Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,4727, com queda de -0,8% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Contribuíram para esse comportamento o cenário político doméstico e as intervenções do Banco Central do Brasil no mercado de câmbio, por meio do swap reverso.

Nesta semana, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) divulgou que exportações de café (verde e industrializado) apresentaram, em abril, retração de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 2,406 milhões de sacas.

Na ICE Futures US, o vencimento julho do Contrato C foi cotado, na terça-feira, a US$ 1,3005 por libra-peso, com alta de 555 pontos em relação ao fechamento da semana anterior. O vencimento julho do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 1.678 por tonelada, com valorização de US$ 29 ante a sexta-feira anterior.

No mercado físico nacional, os preços da saca de café registraram evolução positiva. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 469,06/saca e a R$ 390,20/saca, respectivamente, com variação de 1,9% e 1,7% frente ao fechamento da semana antecedente.

Segundo levantamento realizado pela instituição, a colheita capixaba de café robusta, iniciada em abril, avançou apenas 10%. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 30%. As perspectivas são de que a operação se encerre mais cedo neste ano devido à quebra de safra. Até agora, o rendimento dos cafés tem sido até 25% menor em relação a um ano produtivo normal.

FONTE:CNC


,11/05/2016 às 08:13

MT: prazo para colheita de soja encerra dia 20 de maio

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta os produtores de soja do estado que o prazo de colheita será excepcionalmente até o dia 20 de maio. “Até essa data toda lavoura de soja deve estar colhida”, destacou a analista de agricultura da Famato Karine Gomes Machado, conforme consta na Portaria Conjunta n° 050/2015 da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), publicada no Diário Oficial do Estado dia 23 de dezembro de 2015.

Karine explica que a medida levou em consideração a instabilidade climática ocorrida desde o inicio da semeadura, por influência do fenômeno El Niño, que provocou a falta de chuva em algumas regiões de Mato Grosso. “Excepcionalmente na safra 2015/2016 a colheita de áreas cultivadas com soja podem ocorrer até o dia 20 de maio, o que significa 15 dias a mais para o período”, destacou a analista.

A prorrogação também considerou a importância econômica da atividade, uma vez que o agronegócio, liderado pela produção da oleaginosa, representa mais de 50% do PIB do estado.

A Famato alerta ainda que o início do vazio sanitário será no dia 15 de junho com encerramento no dia 30 de setembro deste ano.



Fonte: Famato


,04/05/2016 às 08:40

Milho: Na CBOT, mercado dá continuidade ao movimento de realização de lucros e recua pelo 2º dia con

Os preços futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado negativo da tabela na manhã desta quarta-feira (4). As principais posições do cereal exibiam perdas entre 2,25 e 5,00 pontos, por volta das 7h56 (horário de Brasília). O vencimento maio/16 era cotado a US$ 3,73 por bushel e o dezembro/16 a US$ 3,84 por bushel.

As cotações da commodity dão continuidade ao movimento negativo e caminham para consolidar o 2º dia consecutivo de quedas. O mercado passa por um ajuste técnico frente às recentes valorizações. Apesar da queda, os analistas ponderam que os fundamentos do mercado permanecem inalterados. Com isso, a safrinha brasileira ainda continua no radar dos investidores.

Além disso, a quebra na safra do Brasil deve levar os compradores ao produto norte-americano. Esse fator também segue no foco dos participantes do mercado e, é fato que nas últimas semanas, os números dos embarques e exportações semanais, divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) cresceram.

Em relação à safra americana, o plantio já está completo em 45% da área, conforme dados do departamento. E os investidores seguem de olho nas previsões climáticas nos EUA.

Confira como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Diante da alta do dólar e das preocupações com a safrinha, preços têm nova alta na BM&F nesta 3ª feira

O pregão desta terça-feira (3) foi positivo aos preços do milho praticados na BM&F Bovespa. As principais posições da commodity encerraram o dia com valorizações entre 0,98% e 2,36%. O vencimento maio/16 encerrou a sessão a R$ 50,78 a saca, com alta de 1,91%, já a referência para a safrinha, o setembro/16, terminou o dia com ganhos, negociado a R$ 41,35 a saca.

Já no Porto de Paranaguá, a saca para entrega setembro/16 permaneceu estável em R$ 35,00 a saca. No Oeste da Bahia, a alta foi de 7,14%, com a saca cotada a R$ 45,00, em Ponta Grossa, a valorização foi menor, de 2,04% e a saca fechou o dia a R$ 50,00. Em Não-me-toque (RS), a cotação subiu 1,20%, com a saca do cereal a R$ 42,00. Por outro lado, em Itapetininga (SP), o recuo foi de 2,18%, com a saca a R$ 43,96 a saca. Nas demais praças pesquisadas pela equipe do Notícias Agrícolas o dia foi de estabilidade.

Na visão do analista de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro, as cotações do cereal têm encontrado suporte nos estoques internos, que estão mais baixos, e nas especulações e preocupações com a segunda safra. "Temos um cenário preocupante e de cautela em termos de oferta de milho. Não sabemos como será a produção na safrinha, temos muitas instituições que já reduziram a suas projeções em termos de produtividade em importantes estados produtores, como Mato Grosso e Goiás", explica.

Diante da seca e das altas temperaturas registradas ao longo do mês de abril, o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) revisou para baixo a projeção da 2ª safra de milho em 5%, equivalente a 15 sacas. Em Tapurah (MT), a perspectiva é de uma queda de 20% na produção nesta temporada, conforme destaca o presidente do Sindicato Rural do município, Silvésio de Oliveira. Nos últimos anos, o rendimento médio das plantações ficou próximo de 100 sacas do grão por hectare e nesta safra deverá ficar abaixo de 80 sacas por hectare.

Para a Céleres, os produtores brasileiros deverão colher uma safra próxima de 52,8 milhões de toneladas, uma queda de 10% em comparação com o último levantamento realizado pela consultoria. Ainda hoje, a Agroconsult reportou que a safrinha de milho deverá somar 52,5 milhões de toneladas, um recuo de 4% em comparação com a última estimativa. No boletim de março, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projetou a safrinha brasileira em 57,13 milhões de toneladas.

"Diante desse cenário, a perspectiva é que os preços do milho continuem firmes no mercado interno e não estão descartadas novas altas no curto prazo. Em Campinas (SP), a saca do cereal é cotada a R$ 49,00, uma alta de 72% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com o início da colheita da safrinha, entre final de maio e começo de junho, poderemos ter uma pressão nas cotações, porém, a queda deverá ser comedida. Claro que o dólar e o cenário econômico também podem interferir no mercado", destaca Ribeiro.

Em relação às importações de milho, o analista sinaliza que o fator também força para pressionar as cotações, apenas alivia a pressão altista até a chegada da safrinha. Recentemente, o governo brasileiro isentou a tarifa de importação de 1 milhão de toneladas do grão fora do Mercosul.

Além disso, outro componente muito importante de formação de preços é o dólar. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana subiu mais de 2,33%, cotada a R$ 3,5712 na venda, maior alta desde 15 de março, quando o câmbio subiu 3,03%. Segundo dados da agência Reuters, o dólar acompanhou o cenário externo e uma maior aversão ao risco sobretudo nos mercados emergentes, depois dos dados ruins da China. A atuação do Banco Central no mercado também contribuiu para o cenário.

Bolsa de Chicago

Em contrapartida, as cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta terça-feira (3) com forte queda. Ao longo do dia, as principais posições da commodity ampliaram as perdas e fecharam o dia com desvalorizações entre 9,50 e 12 pontos, uma perda de mais de 2,5%. O vencimento maio/16 era cotado a US$ 3,78 por bushel e o dezembro/16 a US$ 3,87 por bushel.

"Os fundos de investimento venderam suas posições em meio a uma ampla venda que também levou os preços do petróleo e das ações. A queda resultando dos preços do petróleo puxou para baixo as ações de empresas de petróleo no mercado de ações", explicou o analista e editor do site internacional Farm Futures, Bob Burgdorfer. Ao todo, os fundos venderam mais de 23 mil contratos no pregão desta terça-feira.

Os analistas ainda ponderam que não há modificações no quadro fundamental. Consequentemente, os participantes do mercado permanecem olhando o desenrolar da safrinha brasileira. Diante do clima seco e das altas temperaturas observadas durante o mês de abril, muitas instituições já revisaram para baixo as suas projeções para a produção do país.

Com isso, os investidores acreditam que os compradores irão adquirir mais produto norte-americano. Com a escassez do grão no mercado brasileiro, o governo autorizou recentemente a isenção da taxa de importação de milho fora do Mercosul.

No caso da safra americana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta segunda-feira que cerca de 45% da área já foi cultivada com o grão até o último domingo (1). O percentual ficou abaixo das estimativas do mercado, de 47% a 49%. Ainda assim, o número está em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e acima da média dos últimos cinco anos, de 30%. O órgão ainda divulgou que em torno de 13% das plantações já emergiram, contra 5% da semana anterior, 7% do ano passado e 8% na média.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas


,03/05/2016 às 07:55

Soja: Mato Grosso colheu 1,12 milhão de toneladas a menos em 2016, afirma Imea

Mato Grosso possui novos dados de safra de soja. Na última semana o Imea revisou a produtividade das safras 14/15 e 15/16, constatando que o Estado colheu cerca de 1,12 milhão de toneladas a menos em 2016.

Para a validação das novas estimativas de safras o Imea contou, além dos dados tradicionais de produtividade ponderada da safra, também com dados levantados em abril com 547 produtores de soja em Mato Grosso, com esta amostra possuindo estatisticamente um erro amostral de 4,1% e intervalo de confiança de 95%.

Com as áreas inalteradas em ambas as estimativas, os ajustes em torno da produtividade garantiram à safra 14/15 a consolidação da maior produção de soja já realizada por Mato Grosso, de 28,61 milhões de toneladas. Em contrapartida, após as adversidades climáticas ocorridas em 2016, a produção da safra 15/16 foi recuada para 27,49 milhões de toneladas, mas, mesmo assim, firma-se como a segunda maior produção da soja de Mato Grosso em virtude da área recorde cultivada em 2016.

Leia o boletim na íntegra no site do Imea.

Fonte: Imea


,29/04/2016 às 08:06

Paraná tem o maior saldo de empregos na agropecuária dos últimos 11 anos

A força do agronegócio no Paraná promete avançar de forma expressiva em 2016. Prova disso é que logo nos dois primeiros meses do ano, a agropecuária foi responsável pela criação de 616 novos postos de trabalho - o maior saldo de empregos no setor, dos últimos 11 anos. Os dados resultam de um levantamento realizado pelo Observatório do Trabalho, da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, que comparou o primeiro bimestre de cada ano na série histórica a partir de 2005.

Segundo o estudo, o saldo mais próximo desse resultado foi em 2007, quando o Paraná gerou 572 novas vagas de emprego, considerando que, naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná chegou a 6,72%.

O superintendente estadual do Trabalho, Jorge Leonel de Souza, lembra que o desenvolvimento do setor agropecuário responde às flutuações econômicas internacionais. “No Paraná, o desempenho se deve, também, ao forte apoio do Governo do Estado aos setores produtivos, e, principalmente, às cooperativas, por meio da agência paranaense do BRDE”, afirmou Souza.

A agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul financiou às cooperativas o volume recorde de R$ 2,46 bilhões no período de 2011 até o fim de 2015. Somente no ano passado, o Banco contratou R$ 890,9 milhões - montante 205% superior ao volume de 2014 (R$ 291,5 milhões).

“O apoio ao setor do agronegócio tem consolidado a vocação para a agricultura do estado. A cada ano, temos avançado nesse mercado que, impulsionado pela agroindústria, tornou-se peça fundamental na geração de empregos com carteira assinada”, destacou o superintendente.

A influência econômica internacional também é evidente. Um exemplo é o saldo negativo de empregos no ano de 2008 e a expressiva eliminação de postos de trabalho formais no setor em 2009, resultados dos efeitos da crise mundial iniciada nos Estados Unidos. O estudo identificou ainda que, dentro da série histórica de 2008 a 2014, o Paraná não registrou a criação de empregos no setor no primeiro bimestre de cada ano. “O estado só veio de fato a retomar a geração de empregos no início de cada ano a partir de 2015, ano em que também se evidenciou um crescimento expressivo no setor da agroindústria paranaense, principalmente nos frigoríficos”, explicou Souza.

Exportações

No início de 2016, o desenvolvimento econômico do Paraná no setor agropecuário foi impulsionado pelas exportações. Um dos fatores que mais contribuíram para os bons resultados foi o crescimento nas exportações de grãos, especialmente do milho e da soja - que atualmente é o produto mais importante na pauta exportadora do estado.

Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo


,25/04/2016 às 07:55

Último ano de safrinha de soja no Paraná e produtores já buscam alternativa de renda

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná proibiu o plantio de soja sobre lavouras do grão recém colhidos. O novo calendário prevê um só período de semeadura, entre 16 de setembro e 31 de dezembro. A nova medida vale a partir de 2017 e tem o objetivo de acabar com a ferrugem asiática.

"A ferrugem se não tiver onde se instalar em um período de 60 dias, ela morre. Outra questão importante que vai ser tomada é que aqueles agricultores que tem uma lavoura com controle baixo de ferrugem que inviabilize economicamente a lavoura, ela pode ser interditada e destruída porque não pode gerar foco de transmissão para outros que estão tentando controlar a ferrugem", diz o fiscal de defesa agropecuária, Omar Heiden Araújo.

Neste ano, muitos agricultores paranaenses apostaram na safrinha de soja. A área plantada cresceu 23% em relação ao ano passado, somando 173 mil hectares. A produção também aumentou, a previsão é colher 364 mil toneladas, uma alta de 19%. Jonas Friski semeou 150 hectares e estima colher 40 sacas por hectare. "Pra mim é uma alternativa pra terra não ficar parada e gira lucro pra gente", fala o produtor.

Mas para quem conta com a renda extra da safrinha de soja é hora de mudar osplanos. Depois de mais de dez anos apostando neste ciclo, Renato Martini já sabe o que fazer. "Economicamente é claro que a gente vai ter que investir em outras culturas. O espaço que a gente destinava à cultura da soja provavelmente via passar pra milho porque não dá pra tirar a soja e deixar o solo descoberto por três meses", comenta.

Leia a notícia na íntegra no site Jornal Floripa.

Fonte: Jornal Floripa


,19/04/2016 às 08:04

PMA autua assentado em R$ 11 mil por incêndio em 11 hectares de área de pastagem

Em fiscalização nas propriedades rurais do município de Eldorado, Policiais Militares Ambientais de Mundo Novo autuaram ontem (18), um assentado rural, que colocava fogo em uma área de pastagem em seu lote, localizado no Assentamento Floresta Branca, sem autorização ambiental.


A PMA chegou ao local, no momento em que o incêndio ocorria, auxiliou o infrator na extinção do fogo, que já havia atingido 11 hectares. O autuado, residente em no local, afirmou que estava incendiando a pastagem para facilitar a colheita da mandioca.

As atividades foram interditadas e os policiais efetuaram um auto de infração administrativo e multaram o infrator em R$ 11.000,00.

CESAR GALEANO


,15/04/2016 às 07:06

Quase metade das aplicações de agroquímicos é desperdiçada por erros de manejo, aponta pesquisada da

Um estudo feito pelo Instituto Emater mostra que 46% das aplicações de defensivos agrícolas utilizados no campo são desperdiçadas por erros cometidos pelo próprio agricultor. Esse índice aponta que o produto utilizado pode ser mais eficiente se aplicado corretamente.

A aplicação incorreta resulta em prejuízos aos agricultores, além de fazer com que o tratamento não seja eficiente. O problema resulta em novas aplicações de defensivos agrícolas. Segundo a pesquisa, em muitos casos, o produto que deveria proteger as lavouras, acaba nos terrenos dos vizinhos, ou ainda mais grave, poluindo nascentes de água.

Para o professor e doutor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Marco Antônio Gandolfo, essas situações, de atingir lavouras vizinhas e outras ambientes, são raras, pois os produtos químicos degradam facilmente, mas servem de alerta para o agricultor buscar melhorar o método de aplicação.

"Se o produto foi para um ambiente diferente, que não a lavoura, mostra que o defensivo não ficou aonde deveria ficar, e o tratamento foi ineficiente. Há uma questão ambiental muito séria por trás dos agrotóxicos, mas o produto pode não contaminar, uma vez que ele degrada antes de chegar em um rio. Além disso, dependendo do produto, o defensivo pode ser recomendado para áreas próximas de água, pois a contaminação é muito pequena", explica o professor.

Cada cultura tem uma média de aplicações de defensivos agrícolas. A lavoura de soja recebe oito aplicações; o milho, cinco; o algodão, 18; a cana-de-açúcar, três; e a uva aproximadamente 60 aplicações.

Para evitar o desperdício, pesquisadores de universidades se juntaram a empresas privadas do ramo para treinar produtores rurais e agrônomos sobre a necessidade de uma aplicação correta de defensivos, seja eles fungicidas, herbicidas ou inseticidas.

O grupo defende o uso adequado de tecnologias de aplicação para evitar a deriva, ou o desperdício, e assim garantir a eficácia do produto e a segurança ambiental.

“Muitas vezes, a maior reclamação do agricultor é a falha no controle de pragas e doenças, mas aí se verifica que o equipamento utilizado foi mal regulado, o bico utilizado não foi o recomendado, foram utilizadas doses inadequadas, além da mistura de produtos de forma errada”, explica o professor e doutor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Robinson Osipe.

No treinamento, ministrado por Osipe, os alunos aprendem sobre o manejo correto de defensivos, desde a utilização de equipamentos de segurança até a mistura de produtos, regulagem correta do pulverizador e ainda avaliação das condições climáticas, aprendendo o melhor horário para fazer a pulverização.

Em outra frente, o instituto Emater também capacita os produtores por meio do projeto “Mais”, que faz parte do programa Acerte o Alvo, que é apoiado pela iniciativa privada.

O coordenador regional da Emater, Gervásio Vieira, diz que os agrônomos têm grande responsabilidade na conscientização dos produtores sobre essa questão. Os profissionais precisam estar no campo orientando cada vez mais os agricultores para a aplicação correta.

“Esse olhar profissional ainda é insuficiente. O produtor precisa procurar a assistência técnica e se capacitar. O agricultor muitas vezes acha que está fazendo o certo, mas está errando. E o erro só é descoberto quando briga com o vizinho ou recebe uma multa por ter poluído uma mina de água”, detalha o coordenador do Emater.

Leia a notícia na íntegra no site G1 - PR.

Fonte: G1 - PR


,12/04/2016 às 08:35

Onda de calor e ausência de chuva preocupam produtores rurais de MS

As condições climáticas das lavouras não andam nada favoráveis em 2016, ora pelo excesso de chuva, ora pela estiagem. Outono era para ser um mês mais ameno, mais a onda de calor que afeta Mato Grosso do Sul tem prejudicado quem depende do campo. Agricultores que plantaram há pouco o milho safrinha sofrem agora com a falta de chuvas e umidade no solo.

Dados das estações meteorológicas da Embrapa Agropecuária Oeste indicam que a média dos 11 dias deste mês de abril é de 28,2ºC na grande Dourados. "Estamos bem acima da média de temperatura para o mês de abril, que é de 23,1ºC para a região. Mas ainda faltam 19 dias para fechar o mês", disse o pesquisador Carlos Ricardo Fietz.

Na última safra da soja, 2015/16, a estiagem em outubro atrasou o plantio do grão e a chuva no período de desenvolvimento e da colheita foi em excesso. Consequentemente, houve atraso no plantio do milho de outono-inverno. Associado ao calor faz 16 dias que não chove na região - de 26 de março a 11 de abril.

“Danificou demais a safra de soja por causa da chuva, ficamos com pouco maquinário bom para colheita, agora o tempo está atrasando o plantio do milho. Está faltando água, o milho está murchando, a folha do milho enrolando”, afirma a presidente do Sindicato Rural de Tacuru, Maria Neide Casagrande Munaretto. O município que decretou situação de emergência por causa da chuva, agora sofre com a estiagem.

De acordo com a Embrapa, no período de desenvolvimento do milho, da emergência à floração, o grão precisa de temperaturas entre 24 ºC e 30ºC. Temperaturas elevadas, como têm sido registradas no Estado, especialmente nas áreas produtoras do cereal, diminuem o ciclo da planta e prejudicam a produção dos grãos.

“Até choveu aqui em Naviraí, mas foi pontual, não foi geral. A maior parte da lavoura de milho não recebeu essa chuva. O maior problema agora é a alta temperatura, que prejudica bastante a lavoura. Se continuar desse jeito, esse calorão, vamos ter perda na lavoura, seja no enchimento dos grãos, seja na formação de espiga”, destaca presidente do Sindicato Rural de Naviraí, Yoshihiro Hacamada.

Onda de calor
No Estado, pelo menos, 23 municípios registram onda de calor: Água Clara, Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Bela Vista, Campo Grande, Cassilândia, Costa Rica, Dourados, Itaquiraí, Ivinhema, Juti, Miranda, Nhumirim, Paranaíba, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, São Gabriel do oeste, Sete Quedas, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Até o momento, Três Lagoas é o município com o registro de temperatura mais alta: 38,3ºC, no dia 10 de abril. No sábado, a Capital registrou temperatura de 34,8º C.


,11/04/2016 às 10:13

Milho: Maior demanda e baixa oferta mantêm preço interno firme

A relação entre maior demanda e baixa oferta tem mantido altos os preços do milho. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas-SP) se mantém na casa dos R$ 49,00/saca de 60 kg – na parcial de abril, acumula ligeira baixa de 0,56%, a R$ 49,40/sc de 60 kg na sexta-feira, 8.

Estimativas divulgadas pela Conab na última quinta-feira, 7, confirmam a menor oferta de milho no primeiro semestre, dado o ajuste para baixo da safra verão. A produção é, agora, prevista em 25,7 milhões de toneladas, 8,5% inferior à da temporada passada.

Para o milho segunda safra, a Conab projeta 57,13 milhões de toneladas – quase o dobro frente à de verão e um novo recorde –, aumento de 4,7% em relação à temporada passada.

Fonte: Cepea


,08/04/2016 às 08:05

Paraná pode se tornar polo dos cafés especiais no Brasil

Paraná já foi o maior produtor de café do Brasil, com uma produção superior a 20 milhões de sacas, mas hoje o Estado não produz mais que dois milhões. No entanto, muito mais do que volume, o setor está investindo para se tornar referência no quesito qualidade. E aos poucos os produtores estão alcançando esse objetivo. A produção de cafés especiais cresceu entre 10% a 15% em relação ao volume colhido nos últimos 10 anos.

Conforme o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o estado está buscando agregar valor a sua produção e produzir café de qualidade. “Se não produzimos em volume, vamos nos tornar polo de qualidade através do esforço dos produtores e do investimento em tecnologia”, afirma.

Leia a notícia no site Gazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo


,05/04/2016 às 08:12

Soja e Milho: Mercados em Chicago têm leves altas e já se posicionam para nova safra dos EUA

Na sessão desta terça-feira (5), o mercado internacional da soja opera com estabilidade e pequenas variações entre as principais posições na Bolsa de Chicago. Os traders buscam definir seu caminho, principalmente diante do início da nova safra dos Estados Unidos e, dessa forma, optam pela pouca movimentação.

Por volta das 7h40 (horário de Brasília), o contrato maio/16 era negociado a US$ 9,14 por bushel, subindo 0,50 ponto, enquanto o julho vinha sendo negociado a US$ 9,21. O setembro/16 tinha US$ 9,25, após bater, ontem, nos US$ 9,31.

O mercado futuro norte-americano, na sessão anterior, fechou o dia em queda, realizando lucros e pressionado pelos baixos embarques semanais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

No entanto, para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, os preços teriam força para buscar os US$ 9,50 daqui em diante para estimular as vendas nos EUA e garantir a renda ao produtor norte-americano na temporada 2016/17.

Milho

Ainda nesta terça-feira, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago também vinham operando com pequenos ganhos, mas dando continuidade à estabilidade registrada no início da semana. Perto de 7h40 (Brasília), as cotações subiam de 0,50 a 1,25 ponto, levando o maio/16 a ser negociado a US$ 3,55 por bushel.

Embora a pressão sobre as cotações do cereal seja mais clara no mercado internacional, principalmente em função do aumento de área previsto para acontecer nos Estados Unidos, os bons embarques semanais trazidos ontem pelo USDA, com números acima das expectativas, deram suporte aos preços.

USDA

Nesta terça, chega o primeiro relatório de acompanhamento de safras do ano 2016/17, às 17h (Brasília), e esses números, que são divulgados semanalmente - às segundas-feiras -, deverão começar a impactar ainda mais o andamento dos negócios em Chicago.

O plantio do milho já foi iniciado em algumas partes do Meio-Oeste.

Veja como fechou o mercado da soja nesta segunda-feira:

Soja: Com ganho de mais de 1% do dólar e prêmios, preços fecham em alta no mercado brasileiro

Nesta segunda-feira (4), os preços da soja subiram no mercado brasileiro e fecharam o dia com ganhos de até mais de 2% entre as principais praças de comercialização. Já nos portos, as oscilações foram mais tímidas e, em Paranaguá, os valores chegaram até a recuar, mesmo diante de uma boa alta do dólar.

Os negócios, entretanto, mais uma vez começaram a semana sem muito ritmo, já que os últimos valores seguem pouco atrativos para os produtores nacionais, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Os negócios saem com os preços próximos dos R$ 77,00 e acima disso, abaixo, não acontecem, os produtores já saem do mercado", diz.

No terminal de Rio Grande, nesta segunda, alta de 0,27% para R$ 75,20 no disponível e de 0,66% para R$ 76,50 no mercado futuro, soja com embarque em junho. No porto de Paranaguá, em ambas as referências as baixas foram de 0,665 para R$ 75,50.

Já no interior do Brasil, nas praças do Paraná, Ponta Grossa fechou os negócios com R$ 72,00 por saca e alta de 2,86%; já em Londrina, ganho de 0,81% para R$ 62,50. Em Sorriso, Mato Grosso, o valor foi a R$ 59,00 com alta de 1,72%, enquanto São Gabriel do Oeste/MS subiu 0,83% para R$ 61,00 e Jataí/GO, 0,17%, para R$ 59,60 por saca.

Apesar da alta do dólar registrada nesta segunda-feira - a moeda fechou com alta de 1,43% e valendo R$ 3,6138 - o indicador ainda se mostra mais baixo do que o registrado há alguns meses, quando os valores da soja atraíam mais os vendedores, o que, portanto, ainda é insuficiente para motivar uma volta dos vendedores ao mercado, ainda como explica Brandalizze.

Por outro lado, o mercado nacional vem contando com uma vantagem pelos prêmios pagos nos portos nacionais, que, em alguns casos, chega a superar os 50 centavos de dólar sobre os preços praticados em Chicago.

Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja recuaram nesta segunda-feira. A oleaginosa perdeu entre 4 e 4,75 pontos nos principais vencimentos, com o maio/16 fechando com US$ 9,13 por bushel ee o agosto/16 com US$ 9,24.

Ainda como explica Vlamir Brandalizze, a pressão veio do dólar mais elevado - que chegou a motivar, mesmo que pontualmentem, alguns negócios no Brasil - e também do baixo volume dos embarques semanais reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O país embarcou, na semana encerrada em 31 de março, 206,974 mil toneladas de soja, contra 567,846 mil da semana anterior e frente às projeções que oscilavam entre 300 mil e 490 mil toneladas. No acumulado da presente temporada, o total dos embarques é de 41.624,221 milhões de toneladas, contra 44.892,343 milhões do mesmo período do ano safra 2014/15.

Outro fator de pressão sobre as cotações foi a nova baixa do petróleo. A commodity intensificou suas perdas em Nova York, terminou o dia perdendo mais de 3% e pressionando as agrícolas de uma forma geral. O barril encerrou os negócios da segunda-feira na bolsa norte-americano na casa dos US$ 35,00.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,02/04/2016 às 08:40

Café: Exportação mundial de café subiu 1,7% em fevereiro, aponta OIC

As exportações globais de café subiram 1,7% em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado e alcançaram 9,21 milhões de sacas de 60 kg. A informação foi divulgada em relatório pela OIC (Organização Internacional do Café) nesta quinta-feira (31). Desse total, o Brasil foi responsável por 2,78 milhões de sacas.

Do total embarcado no mês, 6,12 milhões de sacas são de café arábica e 3,09 milhões de sacas correspondem a variedade robusta. Em comparação com 2015, as exportações de arábica no mês passado foram 8,1% mais altas e as de robusta subiram 8,9%.

O volume acumulado das exportações mundiais no ano agrícola 2015/16 soma 45,20 milhões de sacas, uma alta de 2% em relação ao mesmo período de 2014/15, quando totalizaram 44,31 milhões de sacas.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas


,31/03/2016 às 08:18

Em Nova Andradina (MS), JBS estende férias coletivas de funcionários por mais 10 dias

Prevista para terminar nesta segunda-feira (28), as férias dos mais de 500 funcionários do frigorífico JBS de Nova Andradina, 297 quilômetros distante da Capital, foram estendidas por mais 10 dias. Desde o dia 7 de março trabalhadores foram submetidos ao descanso coletivo. A previsão é de que os serviços sejam retomados no dia 7 de abril.

Inicialmente as férias seriam por 20 dias. Segundo o Nova News, apenas pequena parcela dos trabalhadores, cerca de 40 pessoas, voltou ao trabalho nesta segunda-feira, possivelmente para preparar a planta frigorífica com a finalidade de que os abates de bovinos e o beneficiamento da carne voltem a ocorrer na unidade.

No início das férias coletivas, por meio de nota o setor de comunicação e marketing do Grupo JBS informou que os motivos para a paralisação seriam a baixa disponibilidade de matéria-prima na região e a dificuldade de acesso às fazendas por conta da temporada de chuvas intensas. Ainda de acordo com o comunicado, após o período, as atividades na planta frigorífica seriam retomadas normalmente.

O JBS, que assumiu a planta frigorífica deixada pelo extinto Frigorífico Independência, localizada às margens da MS-276, na saída para a cidade de Ivinhema, atua em Nova Andradina desde 2012. Em julho de 2015 a empresa já havia dado férias coletivas aos trabalhadores, sendo que as atividades foram retomadas no dia 10 de agosto de 2015.

Leia a notícia na íntegra no site Correio do Estado.

Fonte: Correio do Estado


,26/03/2016 às 08:20

Soja se consolida nos US$ 9 em Chicago com junção de fatores e fundos de volta às compras


O mercado internacional da soja parece estar se consolidando em um novo cenário de preços. Os especialistas, no entanto, ainda sugerem que os fatores que levaram às cotações ao patamar dos US$ 9,00 por bushel na Bolsa de Chicago sejam acompanhados de perto e confirmada sua influência.

Nos primeiros 23 dias de março, os contratos maio/16, referência para a safra brasileira, e agosto/16 subiram, respectivamente, 5,51% e 5,57%, para US$ 9,05 e US$ 9,14 por bushel. Os ganhos expressivos, segundo explicam analistas, reflete uma volta dos fundos de investimento ao mercado da soja após meses atuando nas margens à espera de novidades. Uma junção de fatores passou a atuar sobre os preços e renovou seus ânimos.

Nova safra dos Estados Unidos

A nova safra de grãos dos Estados Unidos começa nas próximas semanas e se intensifica, portanto, a influência do chamado "weather market" (ou mercado climático) sobre os negócios em Chicago a partir desse momento. Na medida em que os trabalhos preparativos de campo ganham mais ritmo, os preços se consolidam em um novo quadro. Afinal, uma nova fase se inicia, com perspectivas e dados novos.

E as projeção para este novo ano safra indicam, primariamente, uma redução da área de soja e um aumento da de milho no país. No último dia 18, a consultoria Informa Economics reduziu, em relação aos números de janeiro, a área esperada para o cultivo com a oleaginosa - de 34,49 milhões para 33,9 milhões de hectares - enquanto aumento sua projeção para o milho - de 35,96 milhões para 36,22 milhões de hectares.

Os preços mais baixos das commodities dificultaram as decisões dos produtores norte-americanos. Porém, as movimentações recentes dos produtores para o início da nova safra também reforçam a indicação desta possibilidade de uma área menor de soja, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

"Temos um movimento de compra de insumos nos últimos dias, com a movimentação para milho, aparentemente maior, ou seja, o produtor está buscando um volume de sementes maior do que ele plantou no ano passado. O USDA vai confirmar os primeiros números no final do mês. Já na casa da soja, há uma retenção do produtor, ou seja, busca menos insumos com dois indicativos: tende a reduzir a tecnologia empregada, ao mesmo tempo que dá sinais de uma área menor", diz. "Quando os produtos estão baixos, onde a margem quase não existe, o produtor prefere o milho, que tem um potencial produtivo maior nos EUA", completa.

Sobre o clima, os analistas afirmam que ainda é cedo para saber quais condições que a nova safra norte-americana deve enfrentar. No entanto, a maior dúvida que se tem neste momento é se o El Niño, que foi um dos mais fortes da história, vai se desenvolver para um La Niña ou se o clima volta a atuar com neutralidade.

Neste momento, a cultura que mais sente esse fundamento é o trigo. Uma nova e forte fria chegou aos Estados Unidos nesta semana e uma redução drástica das temperaturas ameaça severamente o potencial da safra de inverno do país. A notícia entrou no radar dos investidores, puxou os preços do cereal e, consequentemente, deu suporte ao milho e, na sequência, à soja. Os futuros do trigo, em Chicago, já subiram, só em março, mais de 4%.

América do Sul

Na América do Sul, a safra 2015/16 está em sua fase de conclusão. No Brasil, após problemas pontuais originados por condições adversas de clima e perdas expressivas em regiões como o Matopiba, a colheita passa de 60% no país, e a previsão é de que a safra nacional chegue aos 100 milhões de toneladas.

Entretanto, os negócios internos estão travados, após os produtores já terem comercializado mais de 60% de sua produção e agora contarem com referências de preços mais baixas, principalmente em função de uma queda recente do dólar frente ao real.

Na Argentina, segundo as últimas informações da Bolsa de Cereales, a colheita chega a apenas 1% da área e mostra atraso de 2,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. O país, de acordo com projeções internacionais, deverá colher cerca de 60 milhões de toneladas.

Na nação vizinha ao Brasil, entretanto, a mudança política e as novas medidas tomadas pelo presidente Maurício Macri são o que mais chamam a atenção e ganham os olhos dos investidores no mercado internacional. Macri reduziu a taxação sobre as vendas externas da oleaginosa, com um objetivo ainda maior no programa de exportações do farelo de soja.

Nesta semana, inclusive, um navio com 25 mil toneladas de farelo de soja argentino foi direcionado aos Estados Unidos e, "apesar do pequeno volume, isso confirma a falta de competitividade do produto norte-americano", ainda de acordo com analistas da Agrinvest. E "os baixos custos de frete marítimos, graças aos itens energéticos também, mais baratos, fez do farelo argentino uma boa opção para a costa leste americana", explica Ted Seifried, estrategista chefe da internacional Zaner Ag Hedge Group.

Óleo de Palma

Outra safra que vem chamando a atenção do mercado internacional da soja é a de Palma no principal produtor global, a Malásia, e a preocupação se estende para também para a Indonésia. Sentindo os efeitos do El Niño, a safra de ambos os países caíram por duas temporadas consecutivas e reduziram a oferta do óleo de palma, elevando os preços nos mercados internacionais, puxando, portanto, as cotações ainda do óleo de soja.

Nos últimos dias, os futuros do óleo de palma chegaram a registrar, na Malásia, suas máximas em 24 meses e, somente em 2016, têm uma alta acumulada de 8%, segundo relataram analistas de mercado da Agrinvest Commodities. Entretanto, a commodity, no final desta semana, passou por um ligeiro movimento de realização de lucros, apesar de fundamentos ainda altistas.

Demanda da China

Sobre a China, as incertezas ainda permeiam as projeções das importações deste ano comercial. Os temores sobre uma possível redução da atividade econômica ainda existem e seguem atraindo as atenções dos investidores, no entanto, segundo a maior parte dos analistas nacionais e internacionais, acredita que esse quadro, caso se confirme, não deverá afetar a demanda por alimentos, reduzindo as compras da nação asiática, principalmente, da oleaginosa.

E para a temporada 2016/17, a projeção do adido USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em Pequim é de um novo recorde para as importações chinesas de soja, as quais poderiam chegar a 84,5 milhões de toneladas. "As importações de soja deverão seguir nessa forte tendência ascendente, com uma demanda ainda forte por parte dos exportadores, cujas margens de lucros melhoraram, ligeiramente, após nove meses consecutivos de declínio", informou a nota do adido.

O acompanhamento, no etanto, também é necessário nesta frente. Nesta semana, a China fez o movimento chamado de "washout", ou uma troca de destino, com alguns carregamentos de soja do Brasil e movimentou o mercado internacional. "Não existe um cancelamento (...) Seriam embarques que a China não teria interesse em fazer e teria recomprado", explica a analista de mercado Andrea Cordeiro, da Labhoro Corretora.

A movimentação, entretanto, é comum no mercado internacional. Afinal, ainda de acordo com analistas, esses volumes poderiam ser recomprados mais adiante e talvez até de outras origens, como os Estados Unidos, por exemplo. No entanto, caso isso continue a acontecer e ganhe mais força, deve tomar a atenção dos traders e poderia pesar sobre os preços em Chicago.

Taxa de Câmbio

A movimentação do dólar - no Brasil frente ao real e no cenário exterior frente a uma cesta de principais moedas - também foi um fator determinante para um avanço das cotações em Chicago nas últimas sessões. Com a moeda norte-americana se desvalorizando frente à brasileira, o produto nacional perdeu sua competitividade e levou os compradores a encontrarem melhores oportunidades de compra no mercado norte-americano.

Do dia 1º ao dia 23 de março, somente, o dólar comercial recuou de R$ 3,9411 para R$ 3,6768, uma baixa acumulada de 6,71%, que elevou a demanda internacional pela soja dos EUA. Assim, os produtores locais voltaram a participar do mercado com novas vendas, porém, ainda de forma comedida. Por outro lado, o movimento afastou ainda mais os vendedores brasileiros.

Internamente, a cena política - que continua sendo nitroglicerina pura - está no foco dos negócios, porém, ainda permitindo inúmeras leituras não só dos especialistas, mas do mercado em si e dos seus investidores. A tendência, portanto, ainda é de extrema volatilidade para o dólar frente ao real.

Petróleo

O mercado internacional do petróleo também mostrou intensa volatilidade nesta semana e influenciou, diretamente, nas cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago. Nos últimos dias, as variações na Bolsa de Nova York variavam entre 3% e 4%, para altas ou baixas, e na CBOT, a oleaginosa respondia imediatamente.

Em fevereiro, a commodity chegou a operar, em Nova York, com preços de US$ 26,00 por barril. Na sequência, porém, testou uma recuperação ao voltar para a casa dos US$ 40,00 por barril. A boa notícia, portanto, segundo Daniel Brusstar, diretor de Combustíveis no CME Group (Chicago Mercantile Exchange) ao Infomoney, é que aqueles US$ 26 são passado e a tendência do petróleo é continuar em alta.

"Esperamos que a queda do petróleo tenha chegado ao fundo [em fevereiro] e que agora a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) chegue a um acordo", afirma.

Leia mais:

>> No Infomoney: Nem a Arábia Saudita sobrevive com o petróleo tão barato, diz diretor da bolsa de Chicago

Zika vírus no Brasil

Sim, até a extrema preocupação de todo o Brasil com o Zika vírus chegou ao mercado internacional da soja. Rumores dos últimos dias mostraram que os tais "washouts" realizados pela China com carregamentos de soja brasileira poderiam ter sido feitos, em função também do Zika. Os importadores estariam bastante preocupados com os atrasos dos embarques nos portos brasileiros e temendo a contaminação dos navios.

Segundo noticiou o portal internacional Agrimoney, "os rumores sinalizam ainda uma imposição por parte da China de uma restrição fitossanitária para evitar a importação do vírus, que é endêmica no Brasil, mas não em países concorrentes na exportação de soja, como os Estados Unidos, por exemplo".

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,23/03/2016 às 08:30

Chuva causa prejuízo de R$ 403 milhões a produtores de soja do sul de MS

Com a colheita da soja chegando ao fim, já é possível mensurar as perdas na região sul do Estado decorrentes do excesso de chuva neste ano. Conforme o analista de grãos da Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul), Leonardo Carlotto, a quebra de produção provoca prejuízo estimado em R$ 403 milhões, considerando os preços atuais da oleaginosa. Apesar da situação nos municípios do sul, o volume total de soja colhido em Mato Grosso do Sul, que pode alcançar 7,5 milhões de toneladas, continua recorde. Isso ocorre em razão do aumento de 8,1% da área de plantio.

Em seu cálculo, Carlotto considerou uma redução de produtividade média de 52 para 48 sacas por hectare na região sul. Com isso, a produção de soja, antes estimada em 5,4 milhões de toneladas nos municípios da região – onde estão grandes produtores, como Maracaju, Dourados e Ponta Porã –, deve recuar para 5 milhões de toneladas.

Leia a notícia na íntegra no site Correio do Estado.

Fonte: Correio do Estado


,21/03/2016 às 07:52

Naviraí, Maracaju e Terenos representam a força da agricultura familiar de MS

O conhecimento popular diz que a união faz a força. Já em clima de Jogos Olímpicos, Rio 2016, esse lema de fraternidade nos faz acreditar que os laços podem se tornar ainda mais fortes com o credo olímpico: Citius (Mais rápido), Altius (Mais alto) e Fortius (Mais forte), expressão em latim que encoraja o atleta a dar o seu melhor nos torneios e a torcida a se unir por um bem comum. Então, o que pensar da participação pública de 45 agricultores familiares nas praças de alimentação “Brasil Saudável e Sustentável”, durante os dez dias de jogos, 5 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro?

É com base nessa oportuna lógica de mostrar a força da agricultura familiar, que o governo do Estado por intermédio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) reforça a importância de Mato Grosso do Sul ser representado por três pequenos produtores das cidades de Maracaju, Naviraí e Terenos, na agenda de um evento da magnitude das Olimpíadas.

“A agricultura familiar é hoje responsável por cerca de 70% dos alimentos que abastecem a dispensa de nossos lares. Ter nesse evento, produtores sul-mato-grossenses que utilizam os serviços públicos de Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural], da Agraer, é sinônimo de orgulho para o Estado e a chance de mostrar a importância e a força do campo a pessoas de diferentes continentes”, avalia o diretor-presidente da Agência, Enelvo Felini.

Montadas em quatro pontos diferentes da capital fluminense, Rio de Janeiro, as praças de alimentação “Brasil – saudável e sustentável”, servirão de pontos de amostra e comercialização de produtos da agricultura familiar. Uma iniciativa do governo Federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A ideia é que cada local tenha de dez a 12 cooperativas familiares.

Vestindo a camiseta de Mato Grosso do Sul estarão três agricultores familiares, das seguintes localidades: Colônia Negra Quilombola de São Miguel (Maracaju), na comercialização de pamonhas; Assentamento Juncal (Naviraí), com a produção de frango caipira e da agroindústria familiar “Apis Dourada” (Terenos), com a mostra de produtos a base de mel. Na cartela dessa última, o destaque fica para o molho de mel com pimenta e o “hidromel”, considerado a bebida alcoólica mais antiga da humanidade que se tem conhecimento até hoje.

O objetivo é que as praças de alimentação fortaleçam a identidade da agricultura familiar na produção sustentável, agroecológica. “Receber a notícia de fazer parte do evento foi muito emocionante, porque a comunidade começa a ser vista não apenas pela produção de pamonha, mas considerada de uma forma geral.

É o reconhecimento dos anos de trabalhos de todos nós e isso também motiva as pessoas da própria comunidade a se esforçarem mais nas atividades”, afirma Ada Mirian Cabral, moradora escolhida para representar a comunidade São Miguel, de Maracaju.
Antes da confirmação de escolha, o trabalho de cada agricultor familiar passou pela avaliação de um comitê conforme edital lançado em fevereiro deste ano.

“Acredito que essa escolha vai nos possibilitar não só a visibilidade como o aumento de mercado aos nossos produtos. Hoje, confeccionamos queijo, doce de leite, legumes em compotas, hortaliças, entre outros produtos. Ainda este ano vamos começar a fornecer pamonha para a merenda escolar pelo Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar]. Essa escolha para as Olimpíadas será um momento da gente conhecer produtores de outras regiões. Vai ser bom para a troca de conhecimento”, reforça a jovem.

No time daqueles que prestam atendimento no campo, a engenheira agrônoma Eneida Vasconcelos já comemora o resultado dos agricultores. “Aqui, em Maracaju, há mais de 10 anos que nós, da Agraer, auxiliamos a comunidade São Miguel. Como eu vi a matéria no site da Agraer, então, resolvi inscrever a comunidade por conhecer a qualidade do seu trabalho. Vi, no edital, que o grupo preenchia todos os requisitos e quis tentar”.

Aposta feita que já tem destino certo, a Cidade Maravilhosa. Tudo graças a qualidade dos serviços de Ater e ao trabalho e as certificações adquiridas por parte dos pequenos produtores selecionados .

É que para integrar as praças, os empreendimentos tiveram que se enquadrar em alguns critérios como ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) jurídica, estar de acordo com a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Rurais, possuir o Selo da Agricultura Familiar (Sipaf) e trabalhar com produtos agroecológicos e da sociobiodiversividade.

“As Olimpíadas traz esse espírito de união e aqui, em Maracaju, a repercussão foi similar, pois trouxe uma parceria entre a prefeitura, governo do Estado através da Agraer e a associação da comunidade quilombola. Tudo para que o nome do Mato Grosso do Sul possa ser levado ao evento”, explica a agrônoma da Agraer, Eneida.

Qualidade e economia

E do que depender do Executivo Estadual, a participação de Mato Grosso do Sul nos jogos olímpicos não se limitará a agricultura familiar. O Estado será um dos grandes fornecedores de carne para os atletas do mundo todo que estarão no Rio de Janeiro.

A informação foi repassada pelo governador Reinaldo Azambuja durante a abertura da 11ª Dinâmica Agropecuária (Dinapec), no dia 9 de março.

O fornecimento é um reconhecimento pela qualidade e sanidade da produção sul-mato-grossense, conforme declaração dada, no evento, pelo próprio governador.

MS REGIONAL


,18/03/2016 às 08:18

Arroz: Mercado mantém trajetória de queda no preço referencial

Se considerarmos a referência oficial de preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, há uma queda acumulada superior a 3% nos primeiros 17 dias do mês de março. Mas, levando em conta o mercado livre, os preços vêm andando de lado, entre R$ 36,00 e R$ 38,00 a saca, dependendo da região, com oferta crescente, mas ainda pequena diante da expectativa do pico de colheita iniciar bem no finalzinho do mês.

O indicador de preços da saca de 50 quilos do arroz em casca (58x10) no Rio Grande do Sul, colocado na indústria e à vista, bateu na casa dos R$ 40,20 nesta quinta­feira, dia 17, um centavo acima do preço da quarta­feira e 21 acima da terça­feira, 15, quando ficou abaixo dos R$ 40,00, remontando preços de outubro do ano passado. Pelo câmbio da quinta­feira, a saca equivaleria a US$ 11,03. Ao longo da semana, já alcançou US$ 11,23.

Ainda com a pressão psicológica do início da safra, os preços do arroz velho caíram para a faixa de R$ 41,00 a R$ 42,00 – acima de 60% de inteiros. As variedades nobres são valorizadas em até R$ 44,00, mas a indústria mantém pouco interesse. A demora da entrada da colheita, que segundo a Emater/RS chega a 18% e segundo o Irga recém está passando os 15%, mantém a expectativa em alta, mas já começa a incomodar as pequenas empresas com estoques mais limitados. E são essas que têm ainda movimentado um pouco do arroz “velho”, ainda estocado por produtores mais capitalizados.

Em geral, o arroz da safra nova vem sendo comercializado na Fronteira­Oeste e na Campanha entre R$ 36,00 e R$ 38,00. A indústria segura as compras aguardando maior pressão de oferta.

Leia a notícia na íntegra no site Planeta Arroz

Fonte: Planeta Arroz


,16/03/2016 às 07:50

Soja: Mercado volta a recuar em Chicago nesta 4ª feira; pressão do dólar ainda pesa

Os preços da soja operam em queda na Bolsa de Chicago na manhã desta quarta-feira (16). Os principais contratos negociados no mercado futuro americano recuava, por volta das 7h40 (horário de Brasília), 4 pontos. Assim, o contrato maio/16 era negociado a US$ 8,88 por bushel, enquanto o agosto/16 valia US$ 8,96.

"Certamente, os futuros dos grãos e da soja perderam sua volatilidade observada mais cedo nesta semana, quando a oleaginosa, por exemplo, completou nove sessões consecutivas de altas", explicaram analistas internacionais do portal Agrimoney nesta quarta.

Mais uma vez, a aversão ao risco é bastante clara entre os negócios, com todas as commodities recuando, mais uma vez, de forma generalizada na manhã de hoje, com exceção do petróleo, que busca uma recuperação. Em Nova York, seus futuros subiam mais de 1% e a referência voltava aos US$ 37,00 por barril.

O dólar em alta frente a uma cesta de principais moedas pressionou os futuros da soja e dos grãos em Chicago na sessão anterior e, até que se mantenha elevado, ainda deve continuar exercendo pressão sobre as cotações, ainda de acordo com analistas.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja sobe mais de 2% nos portos do Brasil após disparada do dólar motivada pela crise política

O mercado internacional da soja, nesta terça-feira (15), intensificou suas baixas e fechou o dia perdendo, nos principais contratos, com baixas de 3,5 a 4,2 pontos. O vencimento maio/16, referência para a safra brasileira e o mais negociado neste momento, terminou o pregão com US$ 8,91 por bushel, enquanto o agosto foi a US$ 8,96, perdendo, mais uma vez, a referência dos US$ 9,00/bushel.

A alta do dólar frente ao real e uma série de outras moedas internacionais pesou de forma significativa sobre os preços, pressionando não só os futuros da soja no quadro global, como as commodities de uma forma generalizada. Os demais grãos negociados na CBOT também recuaram, bem como os futuros do farelo de soja, além das soft commodities e do petróleo em Nova York, que fechou o dia com queda de mais de 2% e abaixo dos US$ 37,00 por barril.

Como explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest, essa mudança de direção na taxa cambial torna o produto brasileiro mais competitivo e acaba redirecionando a demanda, que estava mais focada nos Estados Unidos, de volta à América do Sul. No entanto, "mesmo após esse leitura, nos últimos dias, quando o real se fortaleceu bastante, não se viu uma demanda muito forte nos EUA", completa.

O recuo do mercado em Chicago veio ainda mesmo diante de bons números reportados pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA), que ficaram acima das expectativas do mercado. Em fevereiro, foram esmagadas 3,98 milhões de toneladas de soja, contra 3,81 esperado pelos traders. Em janeiro, o processamento foi de 4,01 milhões e, em fevereiro de 2015, de 4 milhões.

"O esmagamento veio acima do esperado, isso seria bom. Porém, do lado da indústria, há mais farelo e óleo para vender junto com seus concorrentes. E hoje, nos EUA, a realidade é de baixa demanda pelo farelo, o farelo americano continua bem caro - comparado com Brasil e Argentina, seus principais concorrentes - e isso tem gerado pressão de venda no farelo, que foi exatamente o que vimos nesta terça, com baixas de mais de 1% em seus futuros", relata Vanin.

Paralelamente, o analista afirma ainda que o mercado norte-americano da soja segue pressionado ainda pelos bons estoques dos EUA, o que deverá ser confirmado no relatório dos estoques trimestrais que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no próximo dia 31 de março. "O fundamento que vemos agora é de estoques folgados para os últimos seis meses da temporada, mantendo Chicago não muito acima dos patamares que estamos observando agora", explica.

Mercado Nacional

A possibilidade cada vez mais forte de ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro, provavelmente da Secretaria Geral da Presidência, fez o dólar disparar no início da tarde desta terça-feira (15) frente ao real. Durante a tarde, a divisa chegou a subir mais de 3%. A Bovespa despencou.

Embora o cenário traga ainda mais incerteza para o agronegócio brasileiro e mantenha os vendedores ainda mais retraídos, o reflexo do avanço da moeda americana é imediato na formação dos preços da soja no Brasil. Nos portos, os ganhos passaram de 2%.

Em Rio Grande, a soja disponível fechou o dia com alta de 2,68% para R$ 76,50 por saca, enquanto em Paranaguá foi a R$ 76,00, registrando um ganho de 2,70%. Já o produto com embarques entre maio e junho subiram, respectivamente, 2,65% e 2,70%, para terminarem os negócios com R$ 77,50 e R$ 76,00 por saca.

E Eduardo Vanin alerta ainda para a necessidade de o produtor não acompanhar somente o dólar spot - ou o comercial, à vista - mas também as curvas da moeda no mercado futuro, já que esse será o fator determinante para as compras e vendas que ele fará daqui em diante.

"É de se ver, com o dólar e os prêmios no Brasil, um produtor voltando, pouco a pouco, ao mercado, mas ainda questionando muito a questão da política no Brasil, já que isso acaba gerando ainda muita dúvida e uma discrepância muito grande em relação á previsão de câmbio. Então, se tivermos um impeachment, podemos ver um dólar a R$ 3,50, se não tivermos nada, um dólar perto de R$ 4,00. Assim, tudo gera muita cautela", diz o analista da Agrinvest.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas



,14/03/2016 às 08:15

Mandioca: Oferta aumenta, mas preços seguem em elevação

O clima favoreceu a colheita da raiz de mandioca em boa parte da última semana, com chuvas apenas na segunda metade do período. Assim, as atividades avançaram na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Apesar de a oferta ter aumentado, ainda esteve abaixo do esperado pelos agentes das indústrias, o que ainda manteve a ociosidade industrial elevada e os preços, em alta.

Com maior liquidez nos mercados de farinha e fécula e com indústrias precisando repor estoques, a demanda industrial continuou firme. Como resultado, passou a haver maior disputa pela matéria-prima, levando parte dos produtores a entregar o produto em empresas diferentes daquelas inicialmente acordadas.

Fonte: Cepea


,11/03/2016 às 08:15

Agricultores do PR dizem que índios cobram 'propina' para permitir colheita

Produtores rurais expulsos de suas casas na comunidade Boa Vista do Passo Liso, em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, reclamam que, agora, têm sido obrigados a pagar 'propina' aos indígenas para poder colher as plantações.

O produtor rural Geronimo Kuskoski guardou durante anos uma economia para caso um dia um imprevisto acontecesse. Em dezembro, precisou da poupança: era preciso sair de casa e procurar outro lugar. Os índios haviam ocupado a propriedade dele.

"Ficou bastante coisa perdida lá ainda, uma parte da mudança a gente não venceu tirar. Ficou milho, arroz, feijão e amendoim plantado. Ficou tanta coisa perdida lá", conta. A família do seu Geronimo e outras 12 foram pegas de surpresa e estão sem o sustento desde que os índios ocuparam suas propriedades.

Depois de 20 anos ou mais morando no campo, as famílias foram expulsas da região no início de dezembro e se mudaram para a cidade. Para algumas pessoas, pode significar melhora de vida, mas, pra elas, é um retrocesso. É deixar a casa própria para pagar aluguel.

Angustiadas, as famílias ainda esperam uma definição. "Eu queria que a justiça dissesse a verdade, não fosse mentirosa. Se a terra é nossa ou não é. Se é nossa, que seja nossa, se for do índio, que seja do índio", diz.

Geronimo ainda consegue pagar o aluguel, mas a situação de outros agricultores não é a mesma. O produtor rural Nelci Zanesco, por exemplo, precisa da ajuda dos familiares e dos amigos. Ele vendeu as cabeças de gado e deixou os sete alqueires de soja, financiados, ainda plantados.

Entretanto, ele não consegue colher a plantação. "A soja não consegui fazer tratamento, teve uma perda muito grande, em torno de 70%. Estamos esperando para colher o mínimo que deu, não é? E ainda querem cobrar propina. E quem não paga e entra com a máquina, eles queimam. Eles metem fogo na máquina", relata.

As propriedades na comunidade Boa Vista do Passo Liso somam sete mil hectares e estão em uma disputa judicial. Há uma liminar que determina a retirada dos índios do local, mas a reintegração de posse não foi cumprida peola Polícia Federal (PF).

Um cacique foi preso recentemente suspeito de cometer vários crimes. Mas, para os agricultores, a prisão não mudou em nada a situação. "Ficou muita coisa para trás. Deixei minha casa, todos os meus pertences, a minha dignidade e minha honra", afirma Geronimo.

O que as autoridades dizem
A Jusitça Federal em Guarapuava, na região central do Paraná, informou que, em todas as ações, reconheceu os agricultores como donos das terras e que já determinou a reintegração de posse.

Leia a notícia na íntegra no site G1 - PR.

Fonte: G1 - PR


,09/03/2016 às 08:30

Soja opera com estabilidade nesta 4ª feira na Bolsa de Chicago à espera do novo boletim do USDA

Os preços da soja voltaram a recuar, nesta quarta-feira (9), na Bolsa de Chicago, e, por volta das 7h40 (horário de Brasília), perdiam entre 0,75 ponto. O mercado internacional segue buscando ainda manter sua estabilidade, principalmente hoje, quando será divulgado, no início da tarde, o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

E as expectativas do mercado têm um sentimento comum que é o de um aumento dos estoques finais tanto norte-americanos quanto mundiais da oleaginosa, o que poderia vir a impactar de forma negativa as cotações.

Uma pesquisa feita pelo portal internacional DTN - The Progressive Farmer - mostra que os estoques finais de soja poderiam ficar em média com 12,44 milhões de toneladas - e as expectativas operando em um intervalo de 11,97 milhões e 13,09 milhões de toneladas. Em fevereiro, o USDA estimou 12,25 milhões.

Os estoques finais mundiais também deverão vir maiores. Para a soja se espera algo entre 80 milhões e 82,4 milhões de toneladas, com a média das projeções em 81 milhões acima do número do mês passado, de 80,4 milhões de toneladas.

E apesar de alguns problemas severos que a safra brasileira de soja ainda sofre, a média esperada pelos traders ainda é ligeiramente maior do que a registrada há um mês, de 100 milhões de toneladas, e é projetada em 100,2 milhões. As expectativas oscilam, porém, de 98,6 milhões a 100,2 milhões de toneladas.

Para a produção da Argentina, as expectativas vão de 58,5 milhões a 61 milhões de toneladas, com a média, portanto, em 59 milhões. Em fevereiro, esse número veio em 58,5 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Mercado em Chicago fecha em alta nesta 3ª feira com ajustes antes do novo boletim do USDA

O dólar voltou a recuar nesta terça-feira (8) e mais uma vez pesou sobre as cotações da soja brasileira, principalmente, aquelas praticadas nos principais portos do país. No porto de Paranaguá, o produto disponível terminou o dia valendo R$ 75,00 por saca, estável, enquanto o com entrega prevista para maio perdeu 0,66% e foi a R$ 75,00 também. Já em Rio Grande, as quedas foram mais acentuadas sendo de, respectivamente, 2,61% e 2,33%, para R$ 74,50 e R$ 75,50 por saca.

As baixas vêm sendo registradas nos preços da oleaginosa mesmo diante de alguns fatores que ainda servem como suporte para os mesmos - como a demanda forte e os prêmios ainda positivos nos terminais de exportação - dada sua relação cada vez mais estreita com o câmbio e pela falta de reação expressiva das cotações em Chicago. E essa busca ainda intensa pelo grão do Brasil pode ser claramente observado nos últimos números das exportações brasileiras. Somente na primeira semana deste mês de março, foram embarcadas 1.121,1 milhão de toneladas da oleaginosa.

Os negócios, no entanto, seguem travados. Não só a menor competitividade trazida por uma baixa do dólar nos últimos dias tira os vendedores do mercado, mas as incertezas que ele enfrente no quadro político e econômico do país também favorecem esse comportamento, segundo explicam analistas de mercado.

"Houve essa coincidência de queda dos preços, com a queda no câmbio como o fator mais significativo, e o produtor, uma vez tendo participado do mercado de forma adequada, acabou recuando. E eu acredito que esse é um comportamento sensato", acredita Camilo Motter, analista de mercada e economista da Granoeste Corretora de Cereais.

Dólar

O dólar fechou a sessão com queda de 1,44%, nesta terça-feira, cotado a R$ 3,7389 e bateu em seu menor patamar desde o dia 9 de dezembro, segundo informou a Reuters. De acordo com especialistas ouvidos pela agência, o recuo se deu por conta de "expectativas com a cena política brasileira e pela atuação mais contundente do Banco Central".

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, o mercado fechou o pregão desta terça-feira em alta. Os contratos mais negociados no mercado futuro norte-americano começaram o dia testando o campo negativo, porém, voltaram a subir e fecharam os negócios com ganhos de 2,75 pontos e o maio/16, referência para a safra brasileira, com US$ 8,84 por bushel.

A tentativa de uma realização de lucros e depois o ajuste veio, segundo explicam analistas, com os investidores buscando garantir um bom posicionamento antes da chegada do novo relatório mensal de oferta e demanda, nesta quarta-feira (9), a ser trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"Houve uma pequena coberta de posições com compras por parte dos fundos neste final da sessão do mercado de grãos antes do relatório desta quarta. Além dissso, o dólar internacional mais fraco também contribui para o mercado no curto prazo. Porém, esse boletim terá que trazer uma redução significativa nos estoques finais de grãos para que os preços dêem continuidade a esse rally", explica Jason Roose, analista da U.S. Commodities.

Uma pesquisa feita pelo portal internacional DTN - The Progressive Farmer - mostra que os estoques finais de soja poderiam ficar em média com 12,44 milhões de toneladas - e as expectativas operando em um intervalo de 11,97 milhões e 13,09 milhões de toneladas. Em fevereiro, o USDA estimou 12,25 milhões.

Os estoques finais mundiais também deverão vir maiores. Para a soja se espera algo entre 80 milhões e 82,4 milhões de toneladas, com a média das projeções em 81 milhões acima do número do mês passado, de 80,4 milhões de toneladas.

E apesar de alguns problemas severos que a safra brasileira de soja ainda sofre, a média esperada pelos traders ainda é ligeiramente maior do que a registrada há um mês, de 100 milhões de toneladas, e é projetada em 100,2 milhões. As expectativas oscilam, porém, de 98,6 milhões a 100,2 milhões de toneladas.

Para a produção da Argentina, as expectativas vão de 58,5 milhões a 61 milhões de toneladas, com a média, portanto, em 59 milhões. Em fevereiro, esse número veio em 58,5 milhões de toneladas.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,08/03/2016 às 08:25

Agricultores querem mais tempo para plantar milho no Paraná

A recente alta no preço do milho estimulou produtores a investirem no plantio do cereal na segunda safra, que vai de janeiro a março. Só no Paraná, a área de plantio registrou um aumento de 7% e deve fechar a safra 2015/16 em 2,06 milhões de hectares, bem acima dos 1,93 milhão semeados na temporada passada.

No entanto, as chuvas no início do ano preocupam os produtores, especialmente no Norte e Noroeste do estado. Mesmo com o plantio adiantado em comparação à safra passada, a preocupação dos produtores destas regiões fez com que a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) solicitassem ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) uma extensão na janela de plantio. “Ainda faltam cerca de 30% de área a ser plantada, com atrasos no Noroeste e Norte. Como o prazo no Oeste já encerrou no dia 28 e nos outros municípios termina no dia 20 de março, precisamos prolongar a janela para conseguir garantir aos produtores os benefícios do seguro e do crédito rural”, explica o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

A Ocepar pediu uma prorrogação de 10 dias para todo o Paraná, mas o Mapa já garantiu que isso está fora de cogitação e que, no máximo, vai ampliar o calendário para as cidades em que o prazo ainda não se encerrou. “Se os produtor já comprou sementes, ele vai acabar plantando mesmo fora da janela e correndo os riscos de clima adverso. Em um mercado de escassez de milho e preços altos, precisamos ter mais área para regular a oferta e demanda”, diz Turra.



Fonte: Gazeta do Povo


,05/03/2016 às 07:59

Milho: No mercado interno, oferta restrita ainda garante suporte aos preços na semana

Em uma sexta-feira (4) histórica para o Brasil, os preços do milho nos portos e no mercado interno se mantiveram estáveis. No Porto de Paranaguá, a saca do milho para entrega em setembro/16 permaneceu em R$ 34,00, enquanto que no terminal de Rio Grande, não houve referência para as cotações. O cenário é decorrente da forte instabilidade registrada no dólar ao longo do dia, após a divulgação da nova fase da operação Lava Jato que inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de mandado de condução coercitiva.

Ainda hoje, a Polícia Federal cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva. Além de São Paulo, a operação ocorre nos estados do Rio de Janeiro e Bahia e visa endereços e pessoas ligadas ao ex-presidente, inclusive a ex-primeira-dama Marisa Letícia e filhos. Com isso, a moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,7607 na venda, com queda de 1,09%. Na semana, o dólar acumulou baixa de 5,93%, maior queda semanal desde outubro de 2008.

Ao longo do dia, o câmbio tocou o nível de R$ 3,6550, com desvalorização de 3,87%, menor patamar intradia desde 1º de setembro de 2015, quando chegou a R$ 3,6192. Ainda assim, o analista financeiro, Miguel Daoud, disse que a queda é um otimismo exagerado do mercado. "O câmbio deve permanecer no ponto de equilíbrio entre R$ 3,80 e R$ 3,90. E o produtor rural deve encarar o momento como uma oportunidade para comprar algum produto que esteja relacionado ao dólar", pondera o analista financeiro.

Já na semana, as cotações registraram pouca movimentação. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Bitencourt Lopes, a cotação caiu apenas no Porto de Paranaguá, cerca de 4,23%. Em Cascavel (PR), o valor subiu 3,08%, com a saca a R$ 33,50. Nas praças paranaenses, Londrina e Ubiratã, os preços subiram 2,13% e a saca encerrou a semana a R$ 33,50. Em São Gabriel do Oeste (MS), a saca do milho subiu para R$ 39,00, uma alta de 8,33%. Em Jataí (GO), o ganho foi de 1,59% e a saca cotada a R$ 32,00. Nas demais praças pesquisadas a semana foi de estabilidade.

Os analistas ainda ponderam que as cotações continuam sendo sustentadas pela oferta restrita. O cenário é decorrente da colheita da safra de verão, que ainda permanece lenta em algumas regiões em função das chuvas constantes. Nos principais estados produtores do cereal na 1ª safra, Rio Grande do Sul e Paraná, a colheita já está completa em 50% da área semeada e 42%, respectivamente. Paralelamente, a demanda continua firme, tanto a interna quando a externa.

Conforme dados reportados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), as exportações do milho fecharam o mês de fevereiro em mais de 5,37 milhões de toneladas. O volume reportado ficou bem acima do registrado em igual período do ano anterior, de 1,1 milhão de toneladas do grão.

No entanto, a perspectiva é que a partir de agora, os embarques da soja sejam mais fortes. Inclusive, os line-ups já mostram uma redução de navios para o carregamento do cereal no Porto de Santos e volumes menores no terminal de Paranaguá, segundo explicou o pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), Lucílio Alves, em recente entrevista ao Notícias Agrícolas.

BM&F Bovespa

Com influência do dólar, as cotações do milho praticadas na BM&F Bovespa fecharam o pregão desta sexta-feira (4) do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal encerraram o dia com desvalorizações entre 0,68% e 2,36%. O vencimento março/16 era cotado a R$ 45,09 a saca, enquanto o setembro/16 referência para a safrinha brasileira era negociado a R$ 35,64 a saca.

Bolsa de Chicago

Enquanto isso, na Bolsa de Chicago (CBOT) as cotações do milho encerraram o pregão desta sexta-feira (4) em campo positivo. As principais posições do cereal exibiram altas entre 0,75 e 2,50 pontos. O vencimento março/16 era cotado a US$ 3,54 por bushel, já o maio/16 era negociado a US$ 3,58 por bushel. Na semana, os contratos da commodity acumularam leves perdas entre 0,14% e 0,35%.



Apesar da alta pelo segundo dia consecutivo, as cotações do cereal continuam operando de maneira técnica, respeitando o intervalo de US$ 3,50 a US$ 3,80 por bushel. Os analistas ainda reforçam que o mercado permanece atrelado às influências do mercado financeiro, especialmente a economia da China.

Ainda ontem, as cotações do cereal acumularam ligeiras altas, com o suporte das vendas para exportação, anunciadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Na semana encerrada no dia 25 de fevereiro, as vendas do milho totalizaram 1.097 milhão de toneladas, uma alta de 18% em relação à semana anterior.




Por: Fernanda Custódio // André Lopes
Fonte: Notícias Agrícolas


,04/03/2016 às 08:06

Soja tem nova sessão de alta nesta 6ª feira em Chicago e conta com apoio do dólar em queda


O mercado da soja voltou a subir nesta sexta-feira (4) na Bolsa de Chicago. Os vencimentos mais negociados subiam entre 5,75 e 6 pontos, por volta das 8h30 (horário de Brasília), e assim, os contratos julho e agsoto/16 já trabalhavam acima dos US$ 8,75 por bushel, buscando os US$ 8,80.

Segundo explicam analistas, essas altas pela terceira sessão consecutiva, se dá pela baixa do dólar frente ao real, tornando o produto mais atrativo para os investidores internacionais.

E a pressão sobre a moeda norte-americana pode se intensificar nesta sexta-feira em função do agravamento da crise política no Brasil. Foi deflagrada hoje a 24ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Aleteia, ou "Busca da Verdade". O alvo principal é o ex-presiente Lula, já levado pela Polícia Federal, que contava com um mandado de condução coercitiva, para a prestação de depoimento.

Segundo explicou a economista Miriam Leitão, na manhã desta sexta em entrevista à rádio CBN, esse é um reflexo imediato das possibilidades de mudança que o país pode passar, principalmente depois da delação do senador Delcício Amaral, que liga não só Lula ao esquema do Petrolão, como também a presidente Dilma Rousseff.

"A convicção do mercado, dos analistas e investidores, é de que esse governo só encaminhou mais problemas e não trouxe nenhuma solução", diz.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Dólar despenca com política no Brasil e preços nos portos tem novo dia de baixas fortes

Enquanto os preços da soja seguem buscando uma direção no mercado internacional, e nesta quinta-feira (3) não foi diferente, os negócios no Brasil continuam caminhando a passos lentos e já sentindo, com maior intensidade, as baixas registradas pelo dólar frente ao real. "Não é momento de negociação", diz Vlamir Brandalizze.

Nos portos, os preços cederam mais de 1% nesta quinta. Em Paranaguá, tanto a quanto a soja disponível quanto a que tem entrega futura foi a R$ 74,50, com baixa de 1,32%, enquanto em Rio Grande as baixas foram de, respectivamente, 1,31% e 1,29%, para encerrar o dia com R$ 75,50 e R$ 76,50 por saca. No interior, algumas praças como Jataí, em Goiás, perderam mais de 4% e fecharam com R$ 62,37 por saca, ou Ponta Grossa, no Paraná, com queda de 2,78% para R$ 70,00.

Os valores praticados no Brasil, mais uma vez, refletiram a despencada do dólar frente ao real. A moeda norte-americana perdeu mais de 2% com o foco dos negócios voltado de forma ainda mais intensa sobre a crise política do Brasil, agravada com a chegada das informações da delação do senador Delcídio Amaral nas investigações da Operação Lava Jato.

"Com extraordinária riqueza de detalhes, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a presidente usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato", informou a revista IstoÉ com exclusividade.

O depoimento caiu como uma bomba entre os líderes do governo e refletiu imeadiatamente no mercado financeiro. Assim, a divisa fechou o dia com baixa de 2,19% e valendo R$ 3,8022, o menor nível em quase três meses. "Está crescendo no mercado a aposta de que Dilma não vai terminar seu mandato", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta à agência de notícias Reuters, ressaltando, porém, que o quadro é bastante incerto e um eventual impeachment pode dificultar o reequilíbrio da economia brasileira. Por outro lado, um operador de um grande banco internacional afirma que "se a Lava Jato chegar no Lula, é praticamente certo que o PT não volte ao governo nem em 2018 e isso significa que aumenta a chance de mudança no governo".

Segundo explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, os portos brasileiros estão abarrotados nesse momento com a chegada da nova safra, o que pode ser confirmado pelos elevados volumes de soja exportados pelo país em fevereiro e mais as perspectivas de números ainda expressivos em março, e os compradores focam agora o cumprimento dos contratos já firmados.

"Tudo isso se refere a volumes já comercializados. Há quase 60% da safra nacional já vendida e é normal que, nesse momento, as cotações não reajam. Afinal, aqueles que já compraram a soja antecipada vão dar preferência ao recebimento de seus contratos e, em novos negócios vão pagar menos. Mas esse é um movimento normal para esse período agora de março a abril", explica Brandalizze.

Dessa forma, a orientação do consultor é de que o produtor brasileiro que ainda com volumes da safra 2015/16 para serem negociados que faça um escalonamento e que aguarde melhores oportunidades, as quais poderiam vir em dois meses, coincidindo com o período em que os preços em Chicago poderiam vir a reagir com algum problema climático na safra nova dos Estados Unidos. As especulações começam a ganhar força, porém, as confirmações sobre condições adversas de clima ainda não chegaram.

"O produtor que não necessita de caixa, se puder segurar de um a dois meses vai conseguir preços melhores (...) as cotações sairiam do fundo do poço e para patamares melhores e os produtores poderiam ver os preços melhores, com níveis nos portos de novo acima dos R$ 80,00 até a R$ 85,00 a R$ 87,00 e não na casa dos R$ 75,00 a R$ 77,00 que temos visto hoje", diz.

Bolsa de Chicago

Em Chicago, os principais vencimentos terminaram o pregão desta quinta-feira com pequenas altas de pouco mais de 2 pontos entre os principais vencimentos. Assim, o contrato maio/16 fechou o dia com US$ 8,63 e o julho/16 cotado a US$8,70 por bushel. Ao longo do dia, porém, os futuros da oleaginosa testaram os dois lados da tabela e chegaram a perder até 3 pontos.

Essas baixas que foram registradas mais cedo já vinham sendo sinalizadas pelos analistas de mercado, uma vez que os investidores ainda não contam com estímulos suficientes do mercado financeiro ou de novidades fortes entre os fundamentos, que já são conhecidos. Nem mesmo a baixa do dólar frente ao real, qur passa de 1% de novo hoje, foi suficiente para dar suporte às cotações. O comportamento do mercado internacional, portanto, continua técnico, passou por uma realização de lucros, porém, ainda se mostra sem direção, mas atuando com oscilações ainda muito tímidas.

E o novo boletim semanal de vendas para exportação trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apresentou uma alta expressiva das operações em relação à semana anterior, porém, com números ainda dentro das expectativas, também insuficientes para promover um movimento mais forte das cotações.

As vendas de soja norte-americanas, na semana encerrada em 25 de fevereiro, somaram 442,2 mil toneladas, enquanto as projeções dos traders variavam entre 200 mil e 600 mil toneladas. Foram 440,1 mil toneladas da safra 2015/16, 70% a mais do que na semana anterior - com a China como principal destino ao adquirir 281,4 mil toneladas - e da safra nova, mais 2,1 mil. No acumulado do ano comercial 2015/16, as vendas totais são 11% menores do que as da temporada anterior.

Derivados - OS EUA venderam ainda 132,3 mil toneladas de farelo de soja, volume que também ficou dentro do intervalo de 100 mil 1 250 mil toneladas esperado pelo mercado. Do total, foram 132,1 mil toneladas da safra atual e mais 200 toneladas da safra nova. Os maiores compradores foram, respectivamente, as Filipinas e o Canadá.

E as vendas semanais de óleo de soja, apesar de fracas, também ficaram dentro das expectativas - que iam de 0 a 10 mil toneladas, ao somarem 900 toneladas. O volume é 72% menor do que o registrado há uma semana. O Canadá foi o maior comprador do produto norte-americano.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas


,29/02/2016 às 08:20

Zoneamento para soja e milho abange 15 municípios de Roraima

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aprovou o primeiro zoneamento de risco climático para o cultivo da soja e do milho em Roraima. A medida abrange 15 municípios do estado e foi publicada nesta sexta-feira (26) no Diário Oficial da União.

O zoneamento, realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), compreende os municípios de Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, São João da Baliza, São Luiz, Uiramutã.

Segundo o coordenador-geral de Zoneamento Agrícola do Mapa, Hugo Rodrigues, os zoneamentos agrícolas de soja e milho foram feitos respeitando as áreas sem florestas, áreas de cerrado e desmatamento até 2008. Com base no Projeto Prodes – monitoramento por satélite do desmatamento na Amazônia Legal –, a Embrapa verificou as áreas passíveis de plantio, para evitar a indicação em áreas florestais e seguir as normas do Código Florestal brasileiro.

A medida permite que, caso haja perdas na lavoura, o produtor tenha acesso ao seguro agrícola e ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária).

Com os estudos dos municípios aptos ao plantio dos grãos e a melhor época de semeadura, a ministra Kátia Abreu destacou, durante reunião com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), na última quarta-feira (24), que os produtores de Roraima serão capazes de planejar suas safras. Além disso, poderão negociar taxas de juros menores ao contratar crédito e seguro rural.

O zoneamento busca reduzir os riscos relacionados aos fenômenos climáticos e permite a cada município identificar a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

De acordo com dados da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), Roraima produziu 64 mil toneladas de soja na safra 2014/2015. O plantio da leguminosa se estendeu em 23,8 mil hectares.

No ciclo 2014/2015, o estado colheu 15,4 mil toneladas de milho, em 6,2 mil hectares.

Fonte: Mapa


,26/02/2016 às 08:37

Chuva está atrasando a colheita de soja no Mato Grosso do Sul


Em Mato Grosso do Sul, 42% da lavoura de soja já foi colhida, de acordo com o último levantamento realizado pelo Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio). Há uma semana, o monitoramento apontava que 26,2% da área havia sido colhida.

O trabalho avança mais rapidamente nas regiões sudeste e sudoeste do Estado, com porcentagem média de área colhida de 48,3%. O município mais avançado é Aral Moreira, cuja colheita alcança 75% da área. Na região centro-norte, 20,9% dos grãos já foram colhidos.

Números

A estimativa de área plantada em Mato Grosso do Sul, para a safra 2015/2016, apresenta acréscimo de 4,1% na comparação ao ciclo anterior. O número se refere à área de 2,4 milhões de hectares plantados. Isso significa que a produção está estimada em 7,4 milhões de toneladas, 6% a mais em relação à temporada 2014/2015. Isso leva a produtividade atingir média de 51 sc/ha.

Levantamento

Esses números fazem parte do mais recente levantamento realizado pelo Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) com produtores e sindicatos rurais dos principais municípios produtores de soja do Estado. os dados foram colhidos entre os dias 15 e 18 de fevereiro e apontam indicadores do desenvolvimento das lavouras, da evolução da colheita da soja e do plantio do milho.

Em todas as regiões a colheita está atrasada, no comparativo com as três safras passadas. O atraso se deve às condições climáticas desfavoráveis que afetaram todas as fases do ciclo do grão, de forma direta ou não.

Motivos

A estiagem ocorrida no mês de outubro atrasou o início do plantio em algumas regiões, forçando muitos produtores a aguardarem mais umidade. Depois, o excesso de chuvas gerou muitas áreas alagadas, com possíveis perdas, favorecendo, também o desenvolvimento de doenças nas lavouras. Esse aspecto foi amplamente identificado pelos técnicos e relatado pelos produtores visitados.

Fonte: Aprosoja MS


,25/02/2016 às 07:45

JBS espera reabrir quatro frigoríficos na Argentina


A JBS comemora o fim da tarifa cobrada pela Argentina nas exportações de carne bovina. Com isso a empresa espera elevar a capacidade de abate no país bem como reabrir plantas que, atualmente, encontram-se fechados.

Apenas a planta de Rosário, na Província de Santa Fé, continua em operação.

Com o fim da tarifa, executivos da JBS esperam que o frigorífico de Rosário aumente em até 70%¨o nível de abates diários, saltando de 1,3 mil bovinos para 2,2 mil.

Segundo Gustavo Kahl, responsável pelas operações da JBS na Argentina, a recuperação da produção de carne do país se dará em duas etapas.

Segundo ele, no curto prazo os pecuaristas argentinos precisam aumentar o peso médio dos bovinos abatidos. Na avaliação de Kahl, esse processo não é complexo e deverá ser solucionado até 2017, lastreando o expansão da JBS no país.

A segunda etapa, de mais longo prazo, envolve a recomposição do rebanho. Na avaliação do executivo, esse processo deverá, ao todo, levar quatro anos.

Com informações Site da Carne

NOTICIAS DA PECUARIA


,24/02/2016 às 07:23

Mato Grosso espera colher quase 20 milhões de toneladas de milho

A expectativa é de que na safra 2015/2016 sejam colhidas 19,97 milhões de toneladas de milho.

De acordo com informações do Instituto Mato-Grossense de economia Agropecuária (IMEA), a área do plantio também teve aumento.

"Para este ano avançou 2,6% em relação ao último dado e 4,9% em relação à área da safra 14/15, ficando avaliada agora em 3,47 milhões de hectares".

O aumento da área deve-se ao bom ritmo de semeadura assim como os bons preços atuais do cereal.

Confira o informativo do IMEA na íntegra no site abaixo:

http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/R403_2016_02_19_BSMilho.pdf
Com informações IMEA


NOTICIAS DA PECUARIA


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,22/02/2016 às 08:15

Entrega de fertilizantes no Brasil tem crescimento de 4% em janeiro

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) divulgou um relatório mensal que aponta que a entrega de fertilizantes para produtores rurais brasileiros teve incremento de 4% em janeiro de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a entidade, foram entregues 2,07 milhões de toneladas do produto no primeiro mês do ano. Além disso, a importações de fertilizantes intermediários pelo Brasil também registrou alta.

Com crescimento de 1,7% em janeiro ante o mesmo mês de 2015. Assim, o país importou 1,5 milhões de toneladas no período. Por conta desse bom momento no setor, há de se esperar que as lavouras brasileiras tenham melhor resultado.

Com informações da Anda

NOTICIAS DA PECUARIA


,19/02/2016 às 08:27

Proprietário de carvoaria ilegal de MS é multado pela PMA



A Polícia Militar Ambiental de Batayporã (MS) realizou no dia 21 de dezembro do ano passado uma fiscalização no município de Nova Andradina (MS), na ocasião, a PMA localizou uma carvoaria que funcionava ilegalmente com 15 fornos, produzindo carvão de madeira de eucalipto.

Ao ser confrontado pelos policiais militares ambientais, o gerente da carvoaria afirmou que havia licença ambienta, porém, a mesma não estaria no local. Assim, a equipe responsável pelo flagrante notificou o proprietário a apresentar os documentos no quartel da PMA em Batayporã.

No final da tarde da última quarta-feira (17), o infrator foi até o quartel da PMA e apresentou uma licença datada de 27 de dezembro, ou seja, ele havia providenciado a mesma depois da vistoria (21 de dezembro), comprovando assim que à época, a atividade era desenvolvida de maneira ilegal.

Por conta disso, o carvoeiro foi multado em R$ 7.500,00 por funcionar atividade potencialmente poluidora sem autorização ambiental. Ele ainda responderá por crime ambiental e caso seja condenado poderá pegar pena de seis meses a um ano de detenção.

Com informações da PMA

NOTICIAS DA PECUARIA


,17/02/2016 às 06:33

Colheita de soja avança e atinge 25,6% da área no MT

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um levantamento que aponta que a semana do Carnaval trouxe bons avanços à colheita de soja no Estado. De acordo com a entidade, pela primeira vez na colheita o progresso semanal foi superior a dois dígitos, com isso, a colheita atingiu 25,6% da área.

Apesar do bom momento, as regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso seguem atrasadas em relação ao observado em 2015, por conta de dias ainda com chuvas, alguns municípios destas regiões têm lavouras com poucas condições aptas para colher em larga escala.

Já a colheita desta semana veio com os dados de produtividade ponderada, que apresentaram avanço considerável, de 0,9 sacas por hectare, encerrando a semana com média estadual de 52,6 sacas por hectare.

As menores produtividades seguem nas regiões nordeste e médio-norte, mesmo assim, a média estadual vem registrando produtividade ponderada acima da safra passada. Neste momento, a expectativa é que a produtividade final possa ficar acima à da safra 14/15 em algumas regiões de MT.
Com informações do Imea


NOTICIAS DA PECUÁRIA


,16/02/2016 às 08:45

Empresário é multado por retirar aterro em margem de rodovia em MS

A Polícia Militar Ambiental de Batayporã (MS) flagrou durante fiscalização realizada na zona rural do município de Ivinhema (MS) durante o último sábado, em uma área de acostamento da rodovia MS-276, na altura do KM 132, uma área degradada para retirada de aterro, que era executada sem autorização ambiental.

No momento em que a PMA chegou ao local, o aterro estava sendo retirado com uso de uma máquina pá-carregadeira e transportado por um caminhão caçamba. Ao confrontar os homens que estavam realizando a operação, os dois disseram que não possuíam autorização para retirada do aterro e que utilizariam o material para aterrar o pátio de uma empresa em Ivinhema.

Os veículos foram apreendidos e as atividades interditadas. O empresário acabou multado em R$ 3.000,00 e ainda responderá por crime ambiental de funcionar atividade potencialmente poluidora sem autorização ambiental. Caso seja condenado, poderá pegar pena de três a seis meses de detenção.

O infrator ainda foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRADE) junto ao órgão ambiental estadual.

Com informações da PMA

NOTICIAS DA PECUARIA


,15/02/2016 às 07:21

Rússia suspende importações de soja e milho dos Estados Unidos

A Rosselkhoznadzor, autoridade sanitária russa, decretou restrição temporária às importações de soja e milho provenientes dos Estados Unidos. A entidade russa alega razões fitossanitárias (risco quarentenário e, no caso da soja, de entrada de organismos geneticamente modificados não autorizados) para adotar as medidas.

O ministro da Agricultura da Rússia, Aleksander Tkatchev, afirmou à imprensa russa que pretende substituir as importações de soja e milho dos Estados Unidos pelas de países da América Latina, entre eles o Brasil, segundo maior produtor e exportador de soja.

As restrições começam a vigorar a partir da próxima segunda-feira (15/02).

Com informações do Mapa

NOTICIAS DA PECUARIA


,11/02/2016 às 07:00

Brasil exporta 4,46 milhões de toneladas de milho em janeiro

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou um levantamento que aponta que o Brasil exportou 4,46 milhões de toneladas de milho no mês de janeiro deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 46,5%.

Ainda em relação ao volume exportado em janeiro, o relatório do MDIC aponta que a média diária foi de 222,92 mil toneladas embarcadas, queda de 21,8% em relação ao recorde registrado em dezembro de 2015, quando foram exportadas 284,89 mil toneladas diárias.

Já para janeiro, a quantidade exportada foi recorde. Já que na média dos últimos cinco anos (2011 a 2015), o Brasil exportou 2,31 milhões de toneladas de milho no primeiro mês do ano. A expectativa é que os embarques de milho continuem firmes até fevereiro, momento em que as exportações de soja devem ganhar força.

Com relação aos preços do milho, o recuo nos embarques em janeiro tirou, em parte, a sustentação do mercado interno, com ligeiras quedas nas cotações em algumas praças. Além disso, os leilões de estoques públicos pelo governo e o avanço da colheita da primeira safra diminuíram a pressão de alta.
Com informações da Scot Consultoria

NOTICIAS DA PECUARIA


,08/02/2016 às 07:43

Moagem de cana deve superar 600 milhões de ton em 2016/2017

A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA) divulgou um relatório que aponta que até o dia 16 de janeiro deste ano, a região Centro-Sul do Brasil processou 596,00 milhões de toneladas de cana. Sendo que o grande destaque foi a alta de 4,9% na produção do etanol, contabilizando 27,26 bilhões de litros.

Essa alta foi puxada pelo etanol hidratado, que passou de 15,12 bilhões de litros em 2014/2015 para os atuais 16,74 bilhões de litros, crescimento de 10,7%. Já a produção de açúcar apresentou queda de 4,3%, atingindo 30,59 milhões de toneladas em 2015/2016, enquanto no ciclo anterior foram produzidas 31,96 milhões de toneladas.

Já para a safra 2016/2017, as primeiras projeções do mercado estimam que a moagem deve ser recorde, podendo ultrapassar 600 milhões de toneladas. Além disso, é esperado que a produção de açúcar tenha crescimento, visto os preços mais remuneradores no mercado internacional.

De qualquer forma, o endividamento do setor, a dificuldade de acesso ao crédito, as condições climáticas e o cenário político-econômico brasileiro devem manter o mercado em alerta esse ano.

Com informações da Scot Consultoria

NOTICIAS DA PECUARIA


,06/02/2016 às 08:30

Chuvas interrompem colheita de soja em MS mais uma vez

Depois de duas semanas de estiagem, a região de Dourados voltou a sofrer com fortes chuvas no início do mês de fevereiro. Com isso, a colheita de soja voltou a ser suspensa na última segunda-feira (1º) e provavelmente só deve ser retomada após o Carnaval, já que a previsão do tempo indica que mais chuva vem por aí.

Segundo a estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, a chuva acumulada nesta semana foi de 60 milímetros. Esse grande volume de chuvas faz com que o solo fique encharcado, impedindo assim a entrada das máquinas nas lavouras e aumentando a umidade dos grãos, o que acaba influenciando no preço na hora da comercialização do grão.

Outro problema agravado pelas chuvas são as condições das estradas por conta do volume de chuva. Já que além da dificuldade em chegar com as máquinas às lavouras, as estradas em más condições também afetam o escoamento de outros produtos, como suínos, ovos, leite, frango e complica a chega de rações e outros insumos.

Com informações do Campo Grande News

NOTICIAS DA PECUARIA


,05/02/2016 às 07:33

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul atinge 10% da área total


A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) divulgou um levantamento que aponta que até o momento, a colheita de soja no Estado já atingiu 10% da área total, o que representa 240 mil hectares de uma safra estimada em 7,2 milhões de toneladas.

Os dados até aqui mostram que a atividade da safra de soja 2015/2016 está adiantada em 2 pontos percentuais em comparação ao ciclo anterior. Neste panorama, a expectativa inicial de produtividade para a safra é de 50 sacas por hectare, podendo alcançar 52 sacas da oleaginosa.

Para o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, a projeção de produtividade pode ser ainda maior, caso o clima ajude. Ele ainda revelou que o atraso do início da colheita foi recuperado na estiagem dos últimos dias, ocasião em que a colheita avançou em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

Os municípios de Amambai, Caarapó, Rio Brilhante e Vicentina estão com as colheitas um pouco mais adiantadas, tendo registrado 15% da área colhida. Já a região Norte de Mato Grosso do Sul está um pouco atrasada, com apenas 6% da área colhida até o momento.

Com informações da Aprosoja/MS

NOTICIAS DA PECUARIA


,04/02/2016 às 07:35

Paranaenses pedem intervenção ao Mapa em relação à ferrugem asiática


Por conta do surto crescente de ferrugem asiática nas lavouras de soja do Paraná, a Federação da Agricultura do Estado (Faep) pediu ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) uma intervenção para que a entidade institua medidas que acabem com o avanço da doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

Entre as medidas sugeridas pela Faep ao Mapa aparecem a instituição do vazio sanitário e o limite da data de plantio de soja no país. O presidente da entidade, Ágide Meneguette, ainda acredita que o Mapa precisa agir para que as mesmas medidas sejam adotadas pelos países vizinhos com plantio de soja.

Nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, por exemplo, a data limite para plantio de soja foi estipulada para o dia 31 de dezembro. Já no Paraná, está proibido o plantio da safrinha, que era realizada entre janeiro e fevereiro.

Por conta do surto da doença no Paraná, a Embrapa, o Consórcio Antiferrugem e a indústrias produtoras de defensivos agrícolas acreditam que a possibilidade de não haver fungicida eficiente para o controle da ferrugem no curto prazo é grande.

Com informações do Agrolink

NOTICIAS DA PECUARIA


,02/02/2016 às 10:30

Entrega de fertilizantes no Brasil cai 6,2% em 2015

SÃO PAULO (Reuters) - A entrega de fertilizantes aos produtores rurais brasileiros recuou 6,2 por cento em 2015, informou nesta segunda-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em um relatório mensal.

Com entregas em dezembro de 2,02 milhões de toneladas, o volume entregue ao longo do ano atingiu 30,2 milhões de toneladas, ante 32,21 milhões em 2014.

(Por Gustavo Bonato)

Fonte: Reuters

NOTICIAS AGRÍCOLAS


,01/02/2016 às 08:06

Mercado do boi gordo segue firme em São Paulo

A exemplo do que acontece em boa parte do Brasil, o mercado do boi gordo segue mostrando firmeza no mercado paulista. De acordo com a Scot Consultoria, as duas praças paulistas pesquisadas pela entidade registraram alta nos preços de referência na última semana.

Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), o boi gordo ficou cotado em R$ 150,00 por arroba e R$ 151,50 por arroba, à vista, respectivamente, na última quinta-feira (28). Essas cotações mostram que mesmo diante do lento escoamento da carne em janeiro, os preços seguem sustentados.

No mercado paulista, as grandes indústrias possuem bois a termo, o que colabora com escalas um pouco menos apertadas. Já as indústrias de menor porte, acabam por fazer ofertas acima do preço de referência.

Com informações da Scot Consultoria

NOTICIAS DA PECUARIA


,01/02/2016 às 08:06

Tecnoeste 2016 acontece no mês de fevereiro em Santa Catarina

O município de Concórdia, em Santa Catarina, recebe de 17 a 19 de fevereiro o Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense – Tecnoeste 2016.

Segundo a organização do evento, são esperados mais de 11 mil produtores da região do Alto Uruguai Catarinense. O Show Tecnológico acontece na Escola Agrotécnica Federal de Concórdia.

A programação do evento inclui demonstrações de tecnologias voltadas para agricultura, palestras e exposição de máquinas e equipamentos agrícolas.

Ao todo, oitenta empresas e instituições ligadas ao setor agropecuário confirmaram sua participação no evento. Dentre elas está a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa.

O Tecnoeste 2016 é promovida pela Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia - Copérdia Ltda e Escola Agrotécnica Federal de Concórdia - EAFC em parceria com diversas entidades.
Com informações do site Agrolink

NOTICIAS DA PECUARIA


,30/01/2016 às 07:30

Colheita da soja chega a 7%, chuva volta a atrapalhar



A colheita de soja na região norte de Mato Grosso do Sul está em 3%. Em todo o Estado, de 2,3 milhões de hectares plantados, 7% já foram colhidos e a chuva que começou a cair em São Gabriel do Oeste, fez com que os trabalhadores e máquinas parassem por um dia.

A Expedição Safra esteve ontem (27), em São Gabriel do Oeste e de acordo com a analista de mercado da Expedição, Luana Gomes, as primeiras lavouras de soja precoce estão sendo colhidas. "Nós chegamos no município com sol e saímos com chuva e a colheita está apenas começando, mas vimos produtores bem animados", alega.

Conforme a analista, a produtividade da soja na região, deve ser uma das melhores, já que São Gabriel do Oeste não foi tão afetado pelas chuvas. "Nós tínhamos preocupação com as lavouras tardias, porque havia parado de chover, mas como a chuva voltou, isso não deve ser mais problema", avalia.

Para o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, Júlio César Bortolini, a situação está propícia para os produtores do município. "As colheitas começaram em pontos isolados, mas tivemos uma safra normal, sem problema de clima e os produtores estão animados, porque sabem que a nossa soja vai ser bem mais produtiva em relação a outros locais do Estado", informa.

Em Rio Verde de Mato Grosso, como a bacia geográfica da região é mais alta, os produtores plantam depois e a colheita deve iniciar no dia 20 de fevereiro, segundo o tesoureiro do Sindicato Rural do município, Severino José da Fonseca.

DOURADOS E NAVIRAÍ
A equipe do Rally da Safra esteve em Dourados e Naviraí nos dois últimos dias e a avaliação dos pesquisadores sobre a soja na região Sul de Mato Grosso do Sul, são animadoras. "Em Dourados e Naviraí, vimos lavouras boa, produtores animados e colheita acelerada", alega um dos coordenadores do Rally, Marcos Rubim.

Sobre a pressão de pragas e doenças que seria um dos entraves devido ao excesso de chuvas, ficaram para trás e não há este tipo de problema. "A seca que durava alguns dias acabou e ontem estava chovendo em Dourados, o que fez com que os produtores recolhessem as máquinas e dessem um tempo na colheita", comenta.
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Fonte: Sulnews


,28/01/2016 às 08:03

Siga/MS aumenta monitoramento de áreas agrícolas e amplia precisão

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, Christiano Bortolotto, revelou que um projeto piloto será implantado no Estado acabará complementando o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio na safra 2015/2016. A ferramenta de monitoramento de áreas agrícolas irá disponibilizar dados de perdas e danos, além de informações agroclimáticas de Mato Grosso do Sul.

Ainda segundo o presidente da entidade, o atual monitoramento de áreas agrícolas cobre 60% dos municípios que cultivam soja no Estado, número este que será ampliado, fazendo com que a área de cobertura passe a ser de 90%. Assim, o acompanhamento da safra na região Sul de MS, região que mais sofre com problemas climáticos, deve ser intensificado.

Com a ampliação da área de cobertura, a Aprosoja/MS pretende passar a visitar 280 propriedades por semana, o que mais que triplica o atual acompanhamento, que são de 80 visitas semanais. Com isso, a entidade irá aumentar o número de profissionais e redistribuirá as equipes, para que o alcance seja maior e as amostras coletadas sejam cada vez mais confiáveis.

Com informações da Aprosoja/MS

NOTICIAS DA PECUARIA


,27/01/2016 às 08:20

Siga/MS aumenta monitoramento de áreas agrícolas e amplia precisão


O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, Christiano Bortolotto, revelou que um projeto piloto será implantado no Estado acabará complementando o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio na safra 2015/2016. A ferramenta de monitoramento de áreas agrícolas irá disponibilizar dados de perdas e danos, além de informações agroclimáticas de Mato Grosso do Sul.

Ainda segundo o presidente da entidade, o atual monitoramento de áreas agrícolas cobre 60% dos municípios que cultivam soja no Estado, número este que será ampliado, fazendo com que a área de cobertura passe a ser de 90%. Assim, o acompanhamento da safra na região Sul de MS, região que mais sofre com problemas climáticos, deve ser intensificado.

Com a ampliação da área de cobertura, a Aprosoja/MS pretende passar a visitar 280 propriedades por semana, o que mais que triplica o atual acompanhamento, que são de 80 visitas semanais. Com isso, a entidade irá aumentar o número de profissionais e redistribuirá as equipes, para que o alcance seja maior e as amostras coletadas sejam cada vez mais confiáveis.

Com informações da Aprosoja/MS

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,26/01/2016 às 07:27

Ferrugem asiática: Cidade de MS é a 3ª no país em número de casos

O Consórcio Antiferrugem, parceria público-privada que atua no combate à ferrugem asiática da soja, divulgou um relatório que aponta que o município de Chapadão do Sul (MS) é o terceiro no Brasil, com 7 focos da doença confirmados até o dia 18 de janeiro deste ano.

Além destes sete casos, outros 24 focos da doença já foram confirmados em Mato Grosso do Sul, são eles: Aral Moreira (4), Dourados (4), Maracaju (4), Ponta Porã (4), Laguna Carapã (2), Naviraí (2), Sidrolândia (2), Amambai (1) e Costa Rica (1), totalizando assim 31 casos, número este que já é 63,15% maior do que o registrado em todo o ciclo anterior, ocasião em que foram registrados 19 casos de ferrugem asiática.

No ranking fornecido pelo Consórcio Antiferrugem, ao lado de Chapadão do Sul aparecem as cidades de Castro (PR), Ibirubá (RS) e Piraí do Sul (PR) com sete casos da doença. Atrás apenas de Cruz Alta (RS) com 8 casos e da líder do ranking, Tibagi (PR) com 12 casos já confirmados.

Com informações do Agrodebate

NOTICIAS DA PECUARIA


,25/01/2016 às 07:27

Vacinação contra brucelose no Tocantins atinge 92,63% do rebanho

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) divulgou o resultado da campanha de vacinação contra a brucelose realizada no segundo semestre do ano passado. De acordo com a entidade, o Tocantins vacinou 344.455 bezerras bovídeas (bovinas e bubalinas) com idade entre 3 e 8 meses, sendo que desse total, 449 são bubalinas.

Com esse nível de vacinação, o Estado está em nível alto de controle da doença. Para o presidente da Adapec, Humberto Camelo, esse bom índice de vacinação reflete o empenho da agência e dos produtores rurais em manter o controle da zoonose.

Já os produtores rurais que deixaram de vacinar as bezerras com a vacina Cepa B19 estão sendo autuados pela Adapec com multa no valor de R$ 5,32 por fêmea não vacinada e a ficha cadastral está bloqueada para trânsito de animal. É importante destacar que o produtor que perdeu o prazo deverá vacinar os animais com a vacina RB 51.

Para isso, deve solicitar no escritório da Adapec do seu município, uma autorização para a compra da vacina RB 51, e posteriormente comprovar a vacinação na Agência por meio da nota fiscal e o atestado de vacinação. A vacina contra brucelose (Cepa B19 e Cepa RB51) só pode ser aplicada por médicos veterinários e seus auxiliares cadastrados na Adapec.

Com informações da Adapec

NOTICIAS DA PECUARIA


,25/01/2016 às 07:25

Goiás dá início à colheita da safra de soja 2015/2016

A colheita de soja em Goiás teve início nesta semana, mesmo que de forma pontual. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), a colheita começou em áreas irrigadas que foram plantadas no início de outubro (Cristalina) e em parte do Sudoeste goiano, nos municípios de Jataí e Rio Verde.

A entidade em conjunto com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) estima que a safra 2015/2016 de soja tenha uma produção recorde 9,8 milhões de toneladas, crescimento de 13,6% em relação à última safra.

Vale a pena lembrar que a abertura oficial da colheita de soja em Goiás será realizada nos dias 28 e 29 de janeiro, na Fazenda Capão Grande em Cristalina (GO). O evento contará com um Dia de Campo, com palestras para atualização dos produtores rurais e profissionais do agronegócio com o ato simbólico de início da colheita, com máquinas em campo e a presença de autoridades.

Com informações da Aprosoja/GO


NOTICIAS DA PECUARIAS


,22/01/2016 às 08:50

A Embrapa Pecuária Sudeste realizará no dia 27 de fevereiro, das 08h30 às 13h, em sua sede em São Ca

A Embrapa Pecuária Sudeste realizará no dia 27 de fevereiro, das 08h30 às 13h, em sua sede em São Carlos (SP), um dia de campo sobre sistemas de integração-lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF). As inscrições para participar do evento já estão abertas e podem ser feitas até o dia 19 de fevereiro, pelo e-mail pecuária-sudeste.eventos@embrapa.br.

Entre os modelos de integração que serão apresentados durante o Dia de Campo, estão o consórcio de milho com braquiária e de cultura anual com pastagem e espécies arbóreas nativas. Além disso, temas como desempenho animal e vegetal, fertilidade do solo e avaliação econômica de sistemas de ILPF também serão abordados.

Vale a pena lembrar que os sistemas de integração, ILP e ILPF, reúnem na mesma área diversas culturas, como produção de grãos, carne, leite, energia e madeira, em plantios rotacionados, consorciados ou de sucessão.

Para mais informações sobre o Dia de Campo sobre sistema ILPF basta ligar no telefone: (16) 3411-5689

NOTICIAS DA PECUARIA


,18/01/2016 às 07:53

Iagro afirma que MS não está sob risco da Helicoverpa armigera

O gerente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro/MS), Félix Castro, afumou que o estado “não está sob risco” da Helicoverpa armigera. A declaração se deve ao fato de que a proliferação da praga nesta safra foi controlada, o que causa alívio nos produtores que sofreram grandes prejuízos em anos anteriores.

O gerente da entidade explicou que esse controle é fruto do trabalho constante de monitoramento no campo e do contato próximo entre as principais instituições de vigilância de pragas em Mato Grosso do Sul, como a Fundação MS, a Fundação Chapadão e a Embrapa.

No entanto, a atual preocupação dos produtores de Mato Grosso do Sul é a ferrugem asiática, que por conta do clima úmido pode acabar se proliferando e já registrou alerta de focos da doença nas lavouras de soja do Estado.

Também existe a preocupação com o percevejo e a lagarta da falsa medideira.

Com informações do Iagro


,15/01/2016 às 07:12

Como a agricultura familiar pretende manter seu espaço


Voltada às demandas do produtor familiar, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)foi às urnas para escolher a nova diretoria. Natural de Cachoeira do Sul e atual presidente, Carlos Joel da Silva, 49 anos, disputou sua primeira eleição para o cargo – na votação anterior, era vice e assumiu com a saída de Elton Weber, que conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa. A chapa única obteve mais de 80% dos votos dos 871 delegados estão aptos a votar pelo sim ou pelo não. Abaixo, confira trechos da entrevista de Joel publicada nesta quinta-feira pela coluna.

CENÁRIO ATUAL

Vínhamos em uma crescente na agricultura familiar, e do ano passado para cá, as conquistas começaram a encolher. No Estado, estamos encolhendo programas. Reduziu de cem para 30 o número máximo de animais para obter a dose gratuita da vacina contra a aftosa. O de forrageiras teve redução nos recursos. Tem o troca-troca de sementes. Não há garantia da continuidade. Na esfera federal, crédito fundiário e habitação rural estão parados. Os governos falam da agricultura familiar, mas falta a prática. Produzimos 70% dos alimentos dos brasileiros¿.

CRÉDITO FUNDIÁRIO

As novas regras (do decreto de agosto de 2015) não saíram. E não só a questão do crédito fundiário, mas de acesso à terra como um todo. A reforma agrária parou. Queremos uma que beneficie os agricultores que produzem. Dar acesso à terra é a primeira lição para manter jovens no campo. A demanda represada é grande. Com as novas regras, mais de 10 mil produtores poderiam ter acesso¿.

CADASTRO AMBIENTAL

Discutiremos isso amanhã, mas temos posicionamento de que precisaremos pedir prorrogação para o Bioma Pampa. Não se sabe quantos dias vai levar para saber qual regra vale. Há liminar, mas o governo estadual deve pedir a cassação¿.

PERDAS NA PRODUÇÃO

Há perdas consolidadas, mas em muitos lugares não se sabe o que vai acontecer. No fumo, se fala em 16%, mas achamos que vai passar disso. No arroz, tem 33 mil hectares perdidos, mas outros 40 mil ainda estão debaixo d¿água. Temos prejuízos grandes na fruticultura. A tendência é de elevação de custos. O seguro rural tem de ser discutido¿.

DESAFIOS

Acesso à terra, garantia de renda ao produtor e manutenção dos programas sociais e de habitação rural são as três grandes linhas de atuação¿.


,14/01/2016 às 06:52

Aprosoja hoje lança a colheita da soja

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja - MS) realizará o lançamento oficial da colheita da soja e do plantio de milho safrinha, simultaneamente, nesta quinta-feira (14), às 8 horas, na Casa Rural, localizada na rua Marcino dos Santos, 401, em Campo Grande.

A previsão é de que sejam colhidas em Mato Grosso do Sul 7,4 milhões de toneladas de soja, um aumento de 6% com relação a safra anterior, volume recorde para o Estado.

Para o milho safrinha, a estimativa inicial é de 9 milhões de toneladas, mantendo o número registrado na última temporada.

Durante a abertura, serão divulgados dados de produtividade, volume de produção, comercialização e perda, com base no levantamento realizado pelo Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga), ferramenta criada e mantida pela Aprosoja/MS, que monitora as lavouras do Estado desde 2009.

Os dados divulgados no lançamento da colheita são apurados pela Aprosoja/MS, em parceria com produtores de diferentes regiões do estado, sindicatos rurais e equipe técnica da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

SERVIÇO
Pauta: Lançamento oficial da colheita de soja
Data: quinta-feira (14), às 8h
Local: Rua Marcino dos Santos, 401, Bairro Chácara Cachoeira, Campo Grande.
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Fonte: Sulnews


,13/01/2016 às 06:43

São Gabriel do Oeste (MS) recebe curso de análise e classificação de grãos

Acontece entre os dias 14 e 16 de janeiro, na sede da Cooperativa de Agronegócios de São Gabriel do Oeste (Cooperoeste), o curso de análise e classificação de grãos (milho e soja). A qualificação é oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) em parceria com o sindicato rural de São Gabriel do Oeste.

O curso tem como objetivo classificar o milho e a soja, seguindo os padrões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e abordará temas como: procedimentos para classificação vegetal, importância da classificação dos grãos, apresentação de legislações e aprenderão na prática como classificar o milho e a soja conforme as normas do Mapa.

A qualificação tem carga horária de 24 horas e as inscrições podem ser feitas pelo site: www.senarms.org.br.

NOTICIAS DA PECUARIA


,12/01/2016 às 07:00

Agricultura cresce no Brasil, mesmo com mudanças climáticas


A produção e a produtividade agrícola brasileira crescem a cada safra, apesar das mudanças climáticas registradas nas últimas décadas em todo o mundo. A avaliação foi feita pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao comentar estudo da revista científica Nature.

A pesquisa, publicada na última quarta-feira (06/01), leva em conta 2,8 mil eventos meteorológicos extremos ocorridos em 177 país, entre 1964 e 2007. Segundo o estudo, a ameaça é tão grande que pode comprometer o abastecimento mundial de alimentos. Ainda de acordo com o levantamento, períodos de seca e ondas de calor causaram perdas de 10% na produção de grãos global.

Mesmo neste cenário, a produção agrícola mundial não sofreu impactos negativos mais acentuados. “As regiões de menor risco estão tendo enorme capacidade para suprir as áreas mais afetadas pelos fenômenos da natureza”, salienta Nassar.

O secretário reconhece, entretanto, que as mudanças têm reflexos na agricultura. “O risco de produzir alimentos está crescendo devido às altas temperaturas e às estiagens prolongadas, mas não a ponto de transformar o abastecimento em um problema.” O Brasil e os demais países da América do Sul, acrescenta, são áreas de maior aptidão agrícola e de baixo risco climático em relação às zonas rurais do restante do planeta.

Sistemas agrícolas

Nassar constata também que os sistemas agrícolas mundiais estão passando por uma ameaça, embora não haja comprometimento da oferta de grãos. Tanto é verdade, assinala, que os preços dos produtos agrícolas ao agricultor sofreram um processo de aumento, mas há três anos estão estabilizando ou caindo. “Ou seja, o mercado agrícola mostrou capacidade de produzir mais e aquela subida de preço já foi interrompida e está caindo, num sinal de que a produção vem sendo retomada”.

No Brasil, enfatiza Nassar, há regiões que sofrem mais com as secas e chuvas intensas, como o semiárido e o Sul. Em contrapartida, há áreas de menor vulnerabilidade aos fenômenos naturais, como o Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Com relação à estimativa de perda de 1 milhão de toneladas de soja por causa da seca que atingiu a região produtora de Mato Grosso, o secretário diz que é um problema pontual, que não acontecia desde 2005.

Para ele, a tecnologia e a pesquisa agrícola estão neutralizando parte do efeito das mudanças climáticas no mundo. “Isso permite que a produção continue crescendo de acordo com o aumento da demanda por alimentos.”


,11/01/2016 às 06:03

Fenamilho 2016; Organizadores divulgam duas atrações para este ano


Será realizado no dia 20 de fevereiro o lançamento oficial da Festa Nacional do Milho - Fenamilho 2016, tradicional evento de Patos de Minas (MG).

Para divulgar a programação completa e também a grade de shows, o Sindicato Rural do município anunciou a apresentação da dupla sertaneja Israel & Rodolfo.

Porém alguns nomes já foram confirmados para edição 2016. São eles: Eduardo Costa e o padre Alessandro Campos que se apresentará no domingo 22 de maio em show beneficente.

A partir do dia 1º de fevereiro interessados em participar da Festa já poderão adquirir sua entrada. Neste primeiro lote os camarotes estarão a venda por R$ 120.

A edição da Fenamilho 2015 contou com uma expressiva apresentação musical. Os principais cantores sertanejos da atualidade subiram ao palco e atraíram um grande público ao evento. Entre eles estavam o canto Luan Santana, Gusttavo Lima, Lucas Lucco, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, entre outros.

NOTICIAS DA PECUARIA


,09/01/2016 às 07:55

Exportações brasileiras de milho registram recorde em dezembro


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou um relatório que aponta que no mês de dezembro do ano passado, o Brasil exportou 6,27 milhões de toneladas de milho, incremento de 84,1% em relação ao que foi embarcado no mesmo período de 2014.

O resultado expressivo registrou recorde, sendo o maior volume mensal já embarcado. Para fins de comparação, a média de toneladas exportadas por mês em 2015 foi de 2,40 milhões de toneladas.

No acumulado de janeiro a dezembro de 2015, o país exportou 28,90 milhões de toneladas, 40,0%, ou 8,26 milhões de toneladas a mais que em 2014. O volume anual também foi recorde, superando as 26,70 milhões de toneladas exportadas em 2013. A expectativa é de que as vendas continuem aquecidas nestes primeiros meses de 2016.
Isso se deve ao fato do dólar seguir valorizado em relação à moeda brasileira, o que deve continuar influenciando positivamente as exportações. Além disso, a disponibilidade de milho no mercado interno brasileiro é boa. Com relação aos preços, a expectativa é de mercado firme e não estão descartadas altas no mercado interno em curto prazo.
Com informações da Scot Consultoria

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,08/01/2016 às 09:02

MS inicia colheita de soja e plantio do milho safra no dia 14 de janeiro

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) realiza no dia 14 de janeiro, o lançamento oficial da colheita de soja e também do início do plantio do milho safra no estado. O evento acontecerá na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), a partir das 8h.

Durante o evento que contará com a presença do presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, serão apresentadas estimativas de produção e produtividade, área plantada, clima e outros fatores imprescindíveis para que Mato Grosso do Sul obtenha resultados satisfatórios tanto na colheita de soja, quanto no plantio do milho safra.

Vale a pena lembrar que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou uma estimativa que aponta que a safra 2015/2016 de soja deverá ser recorde, com crescimento da área cultiva de 3,4% em relação à safra anterior, totalizando assim 33,18 milhões de hectares. Além disso, A produção está estimada deve registrar novo recorde com 102,46 milhões de toneladas. O volume está 6,5% maior frente as 96,24 milhões de toneladas colhidas anteriormente.

Com informações da Aprosoja/MS

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,07/01/2016 às 08:27

Exportações de soja devem subir para 57 milhões de ton em 2016

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou na última terça-feira (5) uma projeção em que as exportações de soja do Brasil em 2016 devem atingir um novo recorde, 57 milhões de toneladas, depois de ter atingido a marca história de 53,06 milhões de toneladas no ano passado.

A entidade acredita que o aumento nas exportações deve acontecer nos portos da região norte do Brasil, por conta da saturação dos portos tradicionais do sul e também pelas condições climáticas decorrentes da influência do El Niño.

A estimativa da Anec ainda aponta que os preços da soja no mercado brasileiro não devem apresentar grandes variações durante o pico da safra, que acontecerá entre março e junho de 2016.
Com informações da Reuters

NOTICIAS DA PECUARIA


,06/01/2016 às 06:23

Adama apresenta soluções para a cultura da soja e do milho em MS


Acontece entre os dias 12 e 14 de janeiro, das 8h às 17h (horário local) na Unigran em Dourados (MS), a primeira edição do Campo de Treinamento da Amada no ano de 2016. O evento que tem como objetivo analisar na prática as soluções da Adama para a soja e milho espera reunir 200 participantes, entre técnicos de campo e produtores.

Os participantes do evento ainda poderão conhecer os produtos da Adama que auxiliam no combate as plantas daninhas, doenças e pragas, entre eles o pacote de tratamento de sementes XSeed, o bioestimulante ExpertGrow, o herbicida Poquer®, os fungicidas Horos® e Azimut® e também os resultados do manejo de pragas com os inseticidas Galil® e o novo lançamento da empresa, Voraz®.

Uma grande novidade que o público que comparecer ao evento poderá ter acesso e a estação meteorológica da empresa, a “Adama Clima”, equipamento que fornece diretamente para o celular ou computador do usuário a previsão climática específica de sua propriedade e faz o armazenamento de dados históricos de precipitação e temperatura.

NOTICIAS DA PECUARIA


,05/01/2016 às 07:00

Senar Goiás recruta técnicos para o Projeto ABC Cerrado

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar/GO) está com inscrições abertas para o processo seletivo que irá definir os próximos 30 técnicos que irão atuar na assistência técnica do Projeto ABC Cerrado no Estado. Os interessados em participar poderão se inscrever entre os dias 4 e 15 de janeiro no site da entidade.

O objetivo desta seleção é aumentar a abrangência da orientação repassada aos produtores que optaram pela produção sustentável no bioma cerrado. A avaliação dos candidatos será por meio de análise de currículo, titulações e experiências profissionais.

Aqueles que forem aprovados no processo seletivo irão receber uma capacitação pela Embrapa, em Brasília, onde serão avaliados sobre seus conhecimentos, experiências adquiridas e desempenho com a assistência técnica.

O Projeto ABC Cerrado tem como objetivo disseminar práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e, além disso, fazer com que produtores rurais se sensibilizem e passem a investir em sua propriedade de forma a ter retorno econômico, mas sempre pensando na preservação ambiental.

Participam do projeto, sete estados brasileiros, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Tocantins, além do Distrito Federal. Porém, apenas Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso receberão a assistência técnica pelo período de um ano e meio.

A execução do projeto se estenderá até julho de 2017, quando se encerrará o recurso de US$ 10,62 milhões do Banco Mundial, após a data o Senar poderá definir e optar por dar continuidade ao projeto. No mesmo ano, relatórios contendo número de produtores atendidos, melhorias na produção e na redução na emissão de gases de efeito estufa, além dos índices alcançados, deverão ser apresentados ao Banco Mundial como espécie de contrapartida.

Confira abaixo o edital de recrutamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás referente ao Projeto ABC Cerrado:

http://sistemafaeg.com.br/images/PDFs/Edital_recrutamento_ABC.pdf
Com informações do Senar Goiás

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,04/01/2016 às 07:07

Agricultores podem continuar a aplicar pesticidas

O ministro da Agricultura anunciou este sábado que os 260 mil agricultores que estavam impossibilitados de utilizar pesticidas nas suas explorações por falta de certificação vão poder continuar a fazê-lo desde que façam formação até 31 de maio. O ministro Capoulas Santos visitou hoje algumas explorações hortícolas em Canaviais, uma freguesia do concelho de Évora, para perceber como este problema está a ser avaliado pelos agricultores e ouvir as suas opiniões. Em declarações à agência Lusa, à margem das visitas, o ministro da Agricultura explicou que, desde 26 de novembro - dia em que o atual Governo tomou posse -, os agricultores e cidadãos estão impedidos de aplicar ou adquirir pesticidas se não tiverem certificação.


FONTE: CMJORNAL


,31/12/2015 às 07:46

Surge a primeira soja brasileira geneticamente modificada


CAROLINE MALDONADO
A primeira soja geneticamente modificada totalmente desenvolvida no Brasil estará à venda em 2016. A tecnologia Cultivance foi criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Basf, uma empresa alemã, que é líder mundial na área química.

O cultivar será lançado na Showtec, feira que será realizada entre os dias 20 e 22 de janeiro, em Maracaju. O evento será na sede da Fundação para Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias (Fundação MS).

Segundo a Embrapa, o sistema de produção do Cultivance combina cultivares de soja geneticamente modificadas competitivas e adaptadas a regiões diferentes. Isso possibilita o auxilio no manejo de plantas daninhas de difícil controle e vai auxiliar os agricultores a obter rentabilidade maior de forma sustentável.

O equilíbrio entre rotação de culturas, alternância de tecnologias e uso de defensivos agrícolas com mecanismo de ação diferenciado, diminui a pressão de seleção de plantas daninhas, reduzindo, assim, os problemas de resistência.

FEIRA
A Showtec é uma feira anual onde são apresentados produtos e serviços a partir de lançamentos de inovações tecnológicas e sistemas de produção. O evento tem palestras técnicas e resultados de pesquisas que contribuem para a sustentabilidade do agronegócio.

Na edição de 2015 o Showtec superou seu recorde de público totalizando 15,6 mil visitantes e mais de 120 empresas expositoras.
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Fonte: Sulnews


,30/12/2015 às 07:25

12 casos de ferrugem asiática são registrados na safra 2015/16 em MS


O Consórcio Antiferrugem, parceira público-privada no combate à ferrugem asiática, divulgou um levantamento que aponta que já foram registrados 12 casos de ferrugem asiática na safra 2015/2016 em Mato Grosso do Sul. Destes casos, três foram registrados em novembro e nove observados no mês de dezembro.

Com casos da doença em Aral Moreira, Dourados, Maracaju, Ponta Porã, Naviraí e Amambai, Mato Grosso do Sul agora é o terceiro estado com mais casos de ferrugem asiática registrados, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul e do líder do ranking, Paraná.

Até o dia 28 de dezembro, já foram registrados 167 casos da doença no Brasil, sendo 82 no Paraná, 49 no Rio Grande do Sul, 12 em Mato Grosso do Sul, 11 em São Paulo, cinco em Santa Catarina e em Mato Grosso, dois em Minas Gerais e um no Tocantins.

Vale a pena lembrar que na safra 2014/2015 foram registrados 19 casos de ferrugem asiática em Mato Grosso do Sul. O produtor que consegue evitar a entrada do fungo em suas lavouras garante maior produtividade, menor custo com o manejo e por consequência, mais lucro com o grão.

Com informações do Campo Grande News

NOTICIAS DA PECUARIA


,29/12/2015 às 06:01

Chuva intensa ditará resultado da agricultura


No primeiro semestre de 2016, o campo deve continuar sentindo os efeitos do fenômeno climático El Niño, que provoca chuvas acima da média na região Sul do país. Os prognósticos indicam que o atual El Niño _ causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico _ pode ser tão forte quanto o de 1997/1998, um dos mais intensos já registrados. Seca no Nordeste e enchentes no Sul foram as consequências no Brasil, naquela época e se repetem hoje.

De acordo com o meteorologista Flávio Varone, da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a tendência é que fenômeno enfraqueça ao longo dos próximos meses, pois atingiu seu pico na primavera. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul pode seguir registrando precipitações com volumes elevados. Conforme Varone, os eventos serão mais curtos _ o que significa menos dias consecutivos de chuva. A situação deve perdurar ao longo do primeiro semestre de 2016. Para o segundo, as projeções indicam, principalmente no inverno, período de neutralidade no Estado, o que pode finalmente colaborar com a safra de trigo, após perdas consecutivas nos últimos anos.

Apesar de ter provocado dificuldades na implantação das lavouras, o El Niño não é motivo de preocupação para as culturas de sequeiro, como milho e soja. Segundo o agrônomo da Emater Alencar Paulo Rugeri, no Rio Grande do Sul, tradicionalmente, é a falta _ e não o excesso de chuva _ que faz acender a luz amarela. Ele diz lembrar de apenas uma safra, a de 1983/1984, em que houve quebra na produção devido às intensas precipitações. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a safra gaúcha de grãos atingirá 30,2 milhões de toneladas, um recuo de 4,4% em relação ao ciclo anterior. A expectativa é de que esses números sejam revisados para cima nos próximos levantamentos.

_ Nosso principal gargalo costuma ser a falta de água. Então, soja e milho devem ser beneficiados com as chuvas, que podem aumentar a produtividade dos grãos, mas isso também exigirá alguns cuidados extras com relação à presença de pragas e doenças _ alerta o agrônomo, que orienta os produtores rurais a acompanharem a lavoura diariamente para evitar surpresas.

Influência do El Niño, o excesso de chuva durante a primavera irá provocar prejuízo na produção do arroz.

A redução na colheita do Rio Grande do Sul, principal Estado produtor, é estimada em 5,7%, de acordo com dados da Conab, e é atribuída ao grande atraso no plantio. Esse percentual, contudo, ainda pode aumentar. A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado, calcula recuo de 15%, uma colheita de 7,3 milhões de toneladas do grão.

Falta de radiação solar afeta produtividade do arroz

Conforme Silvio Steinmetz, agrometeorologista da Embrapa Clima Temperado, o arroz é uma cultura das mais sensíveis aos reflexos do fenômeno climático. A principal preocupação, segundo Steinmetz, é quanto ao nível de radiação solar. Devido à previsão de um maior número de dias com chuva, o tempo encoberto pode afetar a produtividade e a qualidade do grão. As fases mais críticas do arroz _ a reprodutiva e a de maturação _ ocorrem entre os meses de dezembro e fevereiro.

_ Além do déficit de radiação, outra preocupação é com as doenças fúngicas, como a brusone, em função da grande umidade _ acrescenta o agrometeorologista da Embrapa.  

Dicas

Consultar assistência técnica e serviços de previsão de clima para o planejamento, plantio, manejo e colheita.

Seguir o zoneamento agrícola e observar a indicação de cultivares, solos e épocas de semeadura.

Escalonar o plantio e utilizar cultivares de ciclos diferentes e densidade de plantas indicada para a cultura.

Dar preferência ao plantio direto na palha ou, não sendo possível, mobilizar o solo o mínimo necessário.

Descompactar o solo quando necessário e rotacionar culturas. Implantar as lavouras sob condições adequadas de umidade e temperatura do solo.

Fonte: Copaaergs¶

Prognóstico para o RS

Dezembro de 2015 a fevereiro de 2016

Devido ao El Niño, a previsão para o trimestre indica a permanência da chuva acima do padrão climatológico, especialmente na parte oeste do Rio Grande do Sul. Alerta para grandes volumes, especialmente na bacia do rio Uruguai.

Com o aumento da nebulosidade, também é esperada redução na amplitude térmica neste trimestre.

O prognóstico para as temperaturas mínimas indica para o mês de dezembro valores médios pouco acima do padrão no Norte e Nordeste e dentro do padrão nas demais regiões do Rio Grande do Sul. Para janeiro, a tendência é de temperaturas pouco abaixo no Sul e Oeste e dentro do padrão nas demais áreas. Em fevereiro, as temperaturas ficarão dentro do padrão climatológico em todo o Estado.

No trimestre, as temperaturas máximas deverão ficar um pouco abaixo do padrão climatológico, especialmente no Centro e Oeste do Estado.

ZERO HORA


,28/12/2015 às 06:33

Agricultura digital promete ser a nova revolução no campo



Se você ainda não ouviu falar de agricultura digital, guarde essa expressão. A inovação, que promete ser a próxima revolução no campo, tem atraído investimentos de gigantes do agronegócio em busca de aumento da produtividade nas lavouras. Com 30 milhões de hectares já integrados à nova plataforma nos EUA, a Monsanto começou a testar a tecnologia no Brasil, incluindo o Rio Grande do Sul. Por meio de aplicativo, informações da agricultura de precisão são transformadas em recomendações técnicas aos agricultores. Presidente da companhia no Brasil, Rodrigo Santos explica que a multinacional ainda não tem data para o lançamento comercial do serviço no país, mas já está buscando parcerias de empresas do setor de tecnologia da informação. Confira a entrevista com Rodrigo Santos concedida à ZH.

O que é a agricultura digital?
É o futuro, a grande inovação na agricultura. É um sistema que utiliza a tecnologia da informação, dados analíticos e cria algoritmos através desses indicadores para gerar recomendações precisas aos produtores. O sistema irá contribuir para que o agricultor aumente sua produtividade com menos recursos. Hoje já acontece isso. Um produtor colhe um talhão com média de quatro toneladas de soja, mas em alguns pedaços desse talhão deve ter colhido cinco e em alguns outros três. Como a agricultura digitar pode auxiliar? Com mapeamento preciso para elevar a produtividade média do talhão com recomendações específicas à realidade de cada metro quadrado.

Como o sistema conversa com a agricultura de precisão?
A agricultura digital é mais ampla do que os equipamentos da agricultura de precisão. A plataforma digital transforma as informações de plantio e de colheita geradas pelo agricultor em recomendações precisas e detalhadas.

Onde a plataforma já opera?
Nos Estados Unidos, são mais de 30 milhões de hectares onde os produtores têm acesso à plataforma. No Brasil, estamos fazendo testes em oito Estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Os agricultores estão testando modelos, avaliando as informações e criando a plataforma de forma conjunta para que possamos desenvolver uma tecnologia adaptada à agricultura tropical.

No Brasil, existem deficiências de conexão de internet, especialmente no meio rural, e também em relação a estações meteorológicas. Vocês estão contando com essas dificuldades?
Sabemos que no Brasil temos alguns desafios para disseminar o sistema. Dificuldade na conexão de dados é algo que o país tem e que precisará ser superado. Há uma quantidade de estações meteorológicas muito inferior ao que se tem nos Estados Unidos. Mapas de solo e fertilidade também são desafios que teremos de trabalhar. O Brasil tem algumas peculiaridades e por isso estamos desenvolvendo essa plataforma com o apoio de outras empresas. A Monsanto irá precisar desenvolver parcerias com diversos setores da cadeia para conseguir chegar a essa nova realidade.

Já há negociações com possíveis parceiros?
A Monsanto já estabeleceu parcerias importantes com empresas de equipamentos, como plantadeiras e colhedeiras para gerar informações.

O produtor terá custos para usar a tecnologia?
No modelo americano, o agricultor opta por utilizar a plataforma em diferentes versões. No modelo mais avançado, o produtor paga um valor específico por hectare onde o sistema foi utilizado. No Brasil, ainda teremos de desenvolver esse modelo para definir como irá funcionar.

Em quantos anos a tecnologia será lançada comercialmente ao Brasil?
É difícil responder com precisão. Acredito que ainda serão necessários alguns anos para que se tenha uma plataforma comercial no Brasil. É fato que se tratando de tecnologia da informação sempre nos surpreendemos com a velocidade das mudanças. O que eventualmente hoje é um desafio se encontra uma solução mais rápido do que se imaginava. Espero que a tecnologia da informação e a ciência da computação continue a nos desafiar e a trazer mais velocidade. Mas acredito que ainda iremos precisar de alguns anos para ter uma plataforma comercial no país.

O que justifica os investimentos da Monsanto neste segmento?
Acreditamos que a plataforma agrega uma série de tecnologias. O centro de tudo é a agricultura, onde nossa empresa está 100% focada. Para alcançarmos o sucesso, o agricultor também tem que ter sucesso. Com o produtor no centro do processo, a tecnologia digital pode ajudá-lo a tomar as melhores decisões. Desde qual semente irá utilizar, população de plantas, qual o espaçamento, com soluções integradas para que o agricultor produza muito mais e com mais qualidade e conserve recursos naturais.

Quanto a Monsanto investiu em agricultura digital?
A Monsanto investe no mundo, em todas as pesquisas (melhoramento genético, novas variedades de soja, híbridos de milho, biotecnologia, biológicos e com agricultura digital), em torno de US$ 1,5 bilhão por ano. Não há como dizer quanto do total é destinado para agricultura digital, pois são todos desenvolvimentos integrados em centros de tecnologia. Mas, sem dúvida, é um volume bem significativo pelo potencial que a gente vê nessa plataforma futura.

Quais os desafios no Brasil, onde está a maior agricultura tropical do mundo?
A agricultura tropical traz desafios no manejo de pragas e doenças que a agricultura temperada, em razão do inverno rigoroso, não tem. A durabilidade das tecnologias por meio de práticas como o refúgio é extremamente relevante para a agricultura tropical. Conscientizar os agricultores, formá-los, prover a tecnologia para que eles possam fazer a adoção do refúgio de forma adequada para soja, milho e algodão é fundamental para a durabilidade da tecnologia.

* A repórter viajou a convite da Monsanto do Brasil.

ZERO HORA


,22/12/2015 às 07:36

Mesmo com previsão de clima desfavorável, preço da soja segue firme



Em um momento em que o Brasil se encontra na reta final do cultivo da safra de soja 2015/2016, o clima ainda preocupa os produtores rurais. Sendo que os próximos dias serão decisivos para a produtividade da temporada no Paraná e Mato Grosso, primeiros estados a cultivarem o grão.

Já no Nordeste do Brasil, é o baixo volume das chuvas que tem deixado o produtor em alerta. No entanto, mesmo com a preocupação por conta do clima desfavorável, a valorização do dólar frente ao real tem feito com que os preços no mercado interno brasileiro sigam firmes.

Na semana entre 11 e 18 de dezembro, o Indicador da oleaginosa Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega) registrou valorização de 0,64%, com a saca de 60 quilos sendo comercializada a R$ 80,79 na última sexta-feira (18).

Neste panorama, a média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, avançou 1,1% em sete dias e fechou a R$ 77,19/sc na sexta, 18.

Com informações do Cepea

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,21/12/2015 às 06:50

Safra de grãos deve crescer 1,5%, diz ministra da Agricultura


Em entrevista concedida nesta terça-feira (15), a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que o Brasil deve aumentar sua produção na safra 201/2016 em 1,5% quando comparado ao ciclo anterior, alcançando 211 milhões de toneladas. Ainda segundo a ministra, o País deve ter acréscimo de 1,1% na área plantada para 58,6 milhões de hectares.

A previsão é que o PIB agropecuário fique entre 1,5% e 2% no ano que vem. Em 2015, ele deve fechar o ano em 2%.

"Nós não temos riscos de insegurança alimentar. Para que, então, manter grandes estoques de alimentos no Brasil? Por que não vender na ocasião em que o mercado estiver bom?", questionou a ministra acerca da venda dos estoques governamentais de café e milho para uso no seguro agrícola.

Ao todo, os estoques valem cerca de R$ 800 milhões. A ideia da ministra, que já possui aval dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, é destinar R$ 150 milhões para complementar o programa de subvenção ao prêmio do seguro agrícola em 2016, o que elevaria o orçamento da área para R$ 1 bilhão.

Com informações da Famasul

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,19/12/2015 às 08:45

Produção de cana deve atingir 658,7 mi de toneladas, estima Conab



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na última quinta-feira (17), o terceiro levantamento de safra de cana de 2015. De acordo com o relatório, a produção de cana-de-açúcar brasileira na safra 2015/2016 é estimada em 658,7 milhões de toneladas, ou seja, aumento de 3,8% em relação à safra passada, quando foram colhidas 634,8 milhões de toneladas.

De acordo com a entidade, o aumento na produção e na produtividade (3,9%) pode ser explicado pela participação dos canaviais da região Centro-Sul que não sofreram os efeitos da falta de chuvas na safra anterior.

O estudo ainda aponta que 57,9% da cana colhida será destinada à fabricação de etanol, que deve ter um aumento de 1,9% na produção, passando de 28,66 bilhões de litros para 29,21 bilhões de litros.

Na contramão do etanol, a Conab estima que a produção de açúcar sofra redução de 2,7%, que deve passar de 35,56 milhões de toneladas para 34,61 milhões de toneladas, ou seja, 947,5 mil toneladas a menos.

Com informações da Conab

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,17/12/2015 às 08:43

Algodão: Enquanto exportações seguem em alta, liquidez interna cai



Enquanto as exportações de algodão em pluma seguem firmes no mês de dezembro, os negócios no mercado interno brasileiro continuam lentos. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), por conta da paridade entre a alta nas exportações e a demanda doméstica ter caído, o cenário da realização de contratos para embarques ainda neste ano e em 2016 foi favorecido.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos nove primeiros dias úteis de dezembro, a média diária de exportação foi de 7,9 mil toneladas, o que resulta em uma expressiva alta de 49,73% em relação aos embarques diários registrando em novembro deste ano e de 57,9% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Caso essa média se mantenha, nos 22 dias úteis de dezembro, 174 mil toneladas podem ser embarcadas, bastante acima do volume de nov/15 (105,4 mil toneladas). No Brasil, no acumulado parcial deste mês, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento 8 dias, referente à pluma 41-4, posta em São Paulo, teve ligeira queda de 0,43%, fechando a R$ 2,2414/lp nessa terça-feira, 15.

Com informações do Cepea


,16/12/2015 às 09:50

Fazenda Arrossensal realiza leilão virtual nesta quarta-feira (16)


Será realizado às 21h (horário de Brasília) nesta quarta-feira (16), o Leilão Virtual Liquidação Genética Camargo – Fazenda Arossensal. O remate que irá ofertar 46 lotes de animais da raça Nelore contará com transmissão ao vivo do Canal Rural e é realizado pela leiloeira Programa Leilões.

Confira alguns dos lotes que serão ofertados no remate de logo mais:

Lote 01 – Haranagar FIV da FC
Filha de Basco da SM X Trattoria TE Carnnel

Lote 06 – Lumina da Pau D’Arco
Filha de Bitelo da SS X Marani JS da BJ TE

Lote 08 – Kapila FIV Faz. Serra
Filha de Jeru FIV do Brumado X Goothi TE Ipê Ouro

Lote 13 – Grendha FIV EAO
Filha de Missoni Guadalupe X Zacha TE QG Arataú

Lote 17 – Musa 7 FIV da FC
Filha de Big Ben da SN X Musa XLV TE 7 Estrelas

Para fazer o download do catálogo completo do Leilão Virtual Liquidação Genética Camargo – Fazenda Arrossensal basta acessar o site abaixo:

http://programaleiloes.com/agenda/leilao/93-catleilao-virtual-liquidacao-genetica-camargo-fazenda-arrossensal

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,14/12/2015 às 08:35

Resultado concurso 1769 da Mega-Sena; Prêmio acumula em R$ 175 mi



Foi realizado na noite do último sábado (12), o sorteio do concurso 1769 da Mega-Sena. Como nenhum apostador acertou as seis dezenas sorteadas, o prêmio acumulou para R$ 175 milhões.


Confira as dezenas sorteadas:

32 – 37 – 44 – 47 – 54 – 60

Apesar de nenhuma pessoa ter ganhado o prêmio principal, 105 apostadores acertaram a Quina e por isso levaram para casa um prêmio de R$ 54.460,29 cada um.

Já outras 7782 apostas acertaram quatro dezenas sorteadas e com isso garantiram um prêmio de R$ 1.049,73 cada uma.

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quarta-feira (16) e tem prêmio estimado em R$ 175 milhões.


,11/12/2015 às 08:26

Produtor de MS ganha um mês para registrar área com soja

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro/MS) publicou na última terça-feira, no Diário Oficial da União do Estado, a prorrogação de um mês no prazo para que o produtor que está cultivando a soja na safra 2015/2016 cadastre as informações sobre o plantio.

Com isso, o prazo que se encerraria nesta quinta-feira (10 de dezembro) foi prorrogado para o dia 10 de janeiro. A Iagro aponta que um dos controles que o cadastro do plantio de soja possibilita é a verificação de que o vazio sanitário da cultura está sendo cumprido.

Segundo a Iagro, para cada propriedade deverá ser feito um cadastro e que o produtor que perder o prazo do cadastramento está sujeito ao pagamento de multas.

Com informações do Agrodebate

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,10/12/2015 às 08:33

Exportações de soja continuam com bom ritmo



Mesmo em um cenário em que os produtores se retraíram para novos negócios nos últimos dias por conta dos baixos estoques da safra 2014/2015 e também pela preocupação com as lavouras da temporada 2015/2016, as exportações de soja brasileiras continuam em ótimo ritmo, registrando volumes atípicos para este período.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), além do momento para os embarques da oleaginosa, os preços também estão em alta, o que impulsiona ainda mais a procura dos produtores por estarem comercializando seu produto no exterior.

No acumulado de 2015, os embarques já são recordes e ainda há registros de navios nomeados para carregar o grão até a terceira semana de dezembro.


Com informações do Cepea

NOTICIAS DA PECUARIA


,09/12/2015 às 07:30

Embrapa e Copasul realizam Dia de Campo nesta quarta-feira (9)



A Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Gado de Corte e a Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense (Copasul) realizam nesta quarta-feira (9), das 07h30 às 12h, na Fazenda Copasul II, o Dia de Campo “Sistemas integrados de produção agropecuária (Integração Lavoura-Pecuária e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)”.

O evento que é gratuito tem como público alvo produtores rurais, profissionais da assistência técnica e extensão rural e demais interessados no assunto. Durante o Dia de Campo serão mostrados, em quatro estações, os sistemas Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), apresentando como opções viáveis e uma das alternativas para desenvolver a agropecuária na região sul do Estado - principalmente nas áreas de solos arenosos, que são pobres em nutrientes.

Durante o evento, representantes da Embrapa Agropecuária Oeste, da Embrapa Gado de Corte e da Copasul estarão acompanhando os participantes e irão ministrar pequenas palestras sobre temas relacionados ao cultivo de determinadas culturas nos sistemas que serão apresentados, recuperação de pastagens e também farão uma análise econômica dos sistemas integrados.

Confira a programação completa do Dia de Campo:

Sistemas Integrados de produção agropecuária

(Integração Lavoura-Pecuária e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)

07h30 às 08h00 – Inscrições
08h30 às 11h00 – Estações no Campo

Soja no sistema ILP e ILPF
Apresentado por Júlio Cesar Salton/Embrapa Agropecuária Oeste e Rodrigo Arroyo Garcia/Embrapa Agropecuária Oeste

Análise econômica de sistemas integrados
Thiago Bertoncelo/Copasul e Alceu Richetti/ Embrapa Agropecuária Oeste

Recuperação de pastagens degradadas
Ademir Hugo Zimmer/Embrapa Gado de Corte e Alexandre Romeiro de Araújo/Embrapa Gado de Corte

Eucalipto em SILP e qualidade do solo em SILP/SILPF
André Dominghetti Ferreira/Embrapa Gado de Corte e Michely Tomazi/Embrapa Agropecuária Oeste

11h00 às 11h30 – Projeto Integração Lavoura-Pecuária/Rede de Fomento em ILPF

12h00 – Encerramento/almoço

Para mais informações sobre o evento basta ligar em um dos telefones:
(67) 3409-1243 – Copasul
(67) 3416-9701 – Embrapa Agropecuária Oeste

Com informações da Embrapa Agropecuária Oeste


,08/12/2015 às 08:30

Vendas de máquinas agrícolas tem o pior resultado do ano em novembro


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou um levantamento que aponta que o mês de novembro registrou o pior desempenho do ano nas vendas de máquinas agrícolas nacionais e importadas. No período foram comercializados 2.131 veículos, sendo 2.114 máquinas nacionais e 17 importadas.

Quando comparado aos outros meses do ano, a venda de máquina agrícolas registradas em novembro foi a pior do ano, ficando atrás inclusive do mês de janeiro, quando foram comercializados 3.345 veículos. Já em relação a outubro, a comercialização dos produtos teve queda de 43,41%. No acumulado do ano, já foram vendidas 42,7 mil máquinas agrícolas, retração de 18,82% na comparação as 52,6 mil unidades comercializadas no ano passado.

A produção acumulada até o fim de setembro aponta declínio de 18,6% na comparação entre as 54,3 mil unidades de 2015 com as 64,4 mil no ano passado. Só no mês de novembro deixaram as fábricas 3,88 mil unidades – o que significa queda em relação a outubro – e a maior queda desde o inicio deste ano.

Com informações da Anfavea

NOTICIAS DA PECUARIA


,07/12/2015 às 09:05

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) lançou na última sexta-feira (

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) lançou na última sexta-feira (4), o programa Radar Ambiental, que tem como objetivo tirar as dúvidas dos produtores rurais do Estado sobre o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural e sobre o novo código florestal brasileiro.

Entre as atividades do programa estão palestras direcionadas aos sindicatos rurais, treinamentos regionais, elaboração de uma cartilha com dúvidas sobre os temas e divulgação de vídeos educacionais. Alguns dos materiais do programa Radar Ambiental, como a cartilha “Perguntas e Respostas sobre o Novo Código Florestal e o CAR”, já estão disponíveis no site da Famasul (www.famasul.com.br).

O lançamento do programa vem de encontro com as últimas informações do Ministério do Meio Ambiente, que aponta que até o mês de outubro, apenas 27% das propriedades rurais de Mato Grosso do Sul preencheram o Cadastro Ambiental Rural. Vale a pena lembrar que o prazo final para os produtores rurais se inscreverem no CAR vai até o dia 5 de maio de 2016.

A Famasul ainda orienta os proprietários rurais do Estado que não deixem para fazer o preenchimento do CAR muito próximo ao prazo final e que sempre consultem um profissional habilitado.

Com informações da Famasul

NOTICIAS DA PECUARIA


,05/12/2015 às 09:22

Cultivo de soja em MS é dificultado pelo excesso de chuvas



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) aponta que há pouco mais de um mês para o início da colheita da safra 2015/2016 de soja de MS, os produtores rurais da região sul do estado vem tendo problemas na atividade agrícola por conta do excesso de chuva nos últimos dias.

Além de atrapalhar a colheita da oleaginosa, a incidência de chuvas faz com que o solo e o ar fiquem extremamente úmidos, o que favorece o surgimento de fungos nas lavouras, como é o caso da ferrugem asiática. De acordo com os dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga) até o momento, apenas duas ocorrências da praga foram registradas no Estado.

Por conta disso, os municípios mais afetados pelas chuvas como Ponta Porã, Juti, Tacuru, Amambai, Sete Quedas e Paranhos devem ficar mais atentos para não terem surpresas quanto à sanidade de suas lavouras.

Já o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, levanta outro ponto que as chuvas podem trazer problemas à produção de soja de Mato Grosso do Sul: a logística.

Segundo ele, por conta das chuvas, a entidade recebeu vários relatos sobre pontes que caíram, trechos de asfalto e estradas de chão inacessíveis, todos esses fatores podem acabar atrapalhando na hora de escoar e armazenar os grãos ou até mesmo na hora de realizar o manejo nas lavouras.

NOTICIAS DA PECUARIA


,03/12/2015 às

Você sabia que a agricultura pode estar em harmonia com a natureza e a sociedade?



Um dos maiores desafios da agricultura hoje é conseguir aumento da produção de alimentos sem causar impactos sociais e ambientais. Pouca gente duvida da importância de garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva, preservando o meio ambiente, promovendo qualidade de vida e gerando renda. Mas como dar conta desse desafio? Adotar boas práticas dentro e fora da lavoura, aliando conservação do meio ambiente e respeito aos trabalhadores rurais, é fundamental para garantir que a agricultura alimente as próximas gerações. Segundo Ricardo Shirota, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) especializado em economia dos recursos naturais, entre as práticas agronômicas mais utilizadas estão o plantio direto, integração lavoura e pecuária, adubação verde, rotação de culturas, controle da erosão e manejo integrado de pragas. “Essas ações minimizam os impactos da atividade, pois permitem o uso mais eficiente de defensivos e adubos químicos, além de manter a saúde do solo e dos mananciais”, diz. Além dos benefícios ambientais, essas práticas agronômicas têm a vantagem de reduzir os custos de produção, se tornando ainda mais atraentes para os agricultores. “É importante que as ações sociais e ambientais gerem também retorno financeiro ao produtor”, afirma Shirota. Certificações Agrícolas A adoção de outras medidas, como o uso da agricultura orgânica e a obtenção de certificações, também pode agregar valor a produtos agrícolas e abrir novos mercados (na Europa e na Ásia, por exemplo). Segundo o professor Shirota, quanto mais rico é um país e quanto mais informada é a sua população, maior é a preocupação com os produtos consumidos dos pontos de vista ambiental e social. “Essas pessoas estão dispostas a pagar mais. E essa dinâmica se torna interessante para o agricultor que optar por focar nesses nichos de mercado.” Produzir em harmonia com o ambiente e a sociedade requer algumas exigências legais. O gestor ambiental Rafael Jó Girão ressalta, entre elas, o respeito às leis trabalhistas e de segurança no trabalho, ao cadastro ambiental rural (CAR), às áreas de preservação permanentes (APP) e reserva legal (RL). O produtor que quer adotar boas práticas – mas não sabe como – pode procurar órgãos públicos de assistência rural, universidades e ONGs que desenvolvam projetos de apoio. “Outra alternativa é escolher a melhor opção de certificação agrícola de sustentabilidade e adotar as normas da certificadora”, orienta Girão. Muitas fazendas brasileiras de café, que exportam a maior parte de seus grãos, têm ao longo dos anos elevado a adoção de boas práticas e de certificações de processos e de produção. A empresa AC Café possui duas propriedades em Araxá (MG) com a certificação socioambiental Rainforest Alliance, que atesta a melhoria contínua da gestão, o aumento da eficiência e de produtividade, o cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, a conservação dos recursos naturais e a garantia de direitos e bem-estar aos trabalhadores rurais. “Entre as ações adotadas estão a recirculação da água, o reaproveitamento da palha do café, a utilização de placas solares e a coleta seletiva”, afirma Andrea Lorena, coordenadora da empresa. A AC Café mantém também um trabalho de rastreabilidade da fauna nativa da região – com mais de 500 registros de 161 espécies em uma área total de preservação de 2 767 hectares – e projetos de educação ambiental e incentivo à leitura nas escolas públicas locais. “A empresa elabora questionários anuais e visitas bimestrais nas comunidades do entorno, que colaboram no desenvolvimento dessas atividades.” Manual de boas práticas Em 2014, a Monsanto lançou seu Manual de Boas Práticas Socioambientais. Elaborado em parceria com especialistas do setor, o material reúne dados sobre a sustentabilidade na agricultura brasileira. “O manual traz informações sobre boas práticas trabalhistas e ambientais para auxiliar o agricultor na tomada de decisão e na gestão da sua propriedade”, afirma Brunno Dias, analista de responsabilidade social corporativa da Monsanto. Ele ressalta ainda que a legislação ambiental e trabalhista brasileira está entre as mais protetivas do planeta. Disponível gratuitamente na internet, o manual ganhou em 2015 uma versão na forma de um aplicativo para dispositivos móveis, que inclui uma fazenda virtual com ícones que explicam as exigências legais de maneira breve e interativa. A publicação também é distribuída nos Dias de Campo de Sustentabilidade, promovidos pela Monsanto e por empresas parceiras. Nesses eventos, técnicos apresentam práticas ambientalmente corretas e mostram quais as dificuldades, oportunidades e vantagens que o produtor tem ao adotá-las. “Ainda há muita coisa a ser feita, mas os produtores brasileiros são um exemplo para o mundo”, afirma Brunno. “Se o país é um dos líderes na produção de alimentos e, ao mesmo tempo, preserva 65% de sua vegetação natural, o agricultor é um dos principais responsáveis.” Muita gente não sabe, mas um dos mais eficientes programas de respeito ao meio ambiente vem do setor de defensivos agrícolas – ou agrotóxicos, como são popularmente conhecidos. Trata-se do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias), formado por agricultores, fabricantes e canais de distribuição. Desde sua implantação, em 2002, a iniciativa já encaminhou para o destino ambientalmente correto mais de 260 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos em todo o Brasil. Cerca de 94% das embalagens plásticas de defensivos comercializados no país têm destino certo – a maior parte é reciclada e as demais são incineradas em locais autorizados. Esse índice transforma o Brasil em líder e referência mundial no assunto, seguido pela França, com 77%, e pelo Canadá, com 73% (os Estados Unidos ocupam o 9º lugar do ranking, com 33%).

FONTE: projetodraft.com


,01/12/2015 às 07:15

SEBRAE sedia Oficina sobre o Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC/MS)



O coordenador do Grupo Gestor Estadual do Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC/MS), Celso de Souza Martins (Superintendente da SFA/MS), convoca os membros do comitê gestor para participarem da oficina que elaborará, de forma participativa, o escopo do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono do Mato Grosso do Sul.
A abertura do evento está programada para esta terça-feira (01) às 08h00. O Secretário de Estado da Produção e Agricultura Familiar (SEPAF/MS), Fernando Mendes Lamas, já confirmou presença na abertura dos trabalhos. A oficina acontecerá no SEBRAE/MS, na Avenida Mato Grosso, 1661, Centro, Campo Grande/MS, no período de 01 a 03 de dezembro de 2015.
Plano ABC/MAPA – Na COP-15 (2009), realizada pela Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o governo brasileiro assumiu o compromisso voluntário de redução das emissões de gases até 2020. Independentemente do cenário atual e futuro sobre aquecimento global e mudanças climáticas se confirmarem, as tecnologias previstas no Plano ABC são excelentes para agropecuária brasileira, pois são sustentáveis, conservam os recursos naturais e elevam a renda do produtor rural.
O Decreto Federal n 7.390/10 no Art. 1º, institui o Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura – Plano ABC Nacional. Esse plano prevê algumas medidas que deverão ser implementadas pelos Ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Agrário, visando alcançar as metas propostas pelo governo brasileiro.
O Plano ABC prevê as seguintes ações: recuperação de pastagens degradadas, ampliação do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILP/ILPF), expansão da prática do plantio direto na palha, expansão da fixação biológica de nitrogênio (adubação verde), expansão do plantio de florestas e ampliação do uso de tecnologias para tratamento de dejetos de animais.
A agricultura brasileira tem enfrentado enormes desafios, entre eles estão: o crescimento demográfico mundial, a necessidade de aumentar as exportações agrícolas, o padrão de consumo versus o padrão de produção, recuperação de áreas de produção degradadas, eliminação do desmatamento ilegal e uso racional e eficiente dos recursos hídricos.
Informações adicionais sobre o Plano ABC

Abertura da Oficina – 08h30 ás 09h00
Secretário de Estado da Produção e Agricultura Familiar (SEPAF/MS), Fernando Mendes Lamas
Superintendente Federal de Agricultura (SFA/MS/MAPA), Celso de Souza Martins.
Instalação da Oficina: Neusa Zimermann (moderadora)
Apresentação do Plano Setorial – 09h00 ás 10h00
Dr. Édson Leite – Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP/MAPA).
Apresentação da Análise da Situação Atual da agropecuária e emissão de GEE – 10h15 ás 12h00.
Dr. Édson Leite – Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP/MAPA)

AGORA MS


,30/11/2015 às 07:35

Mercado do milho perde sustentação nas últimas semanas



Por conta da queda no ritmo das exportações brasileiras nas últimas semanas e também devido a fraca movimentação no mercado interno, o mercado do milho tem perdido sustentação nas últimas semanas. Com isso, a pressão de alta sobre as cotações do produto no mercado brasileiro acabou diminuindo.

De acordo com um levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas, a saca de 60 quilos do cereal está cotada em R$ 31,50, sem incluir o preço do frete. Essa valor representa queda de 0,2% em relação ao preço médio registrado em outubro deste ano, já em relação a novembro do ano passado, o comprador está pagando 18,6% mais pelo alimento.

A expectativa é de uma menor movimentação neste final de ano no mercado de milho, o que deve manter o mercado sem muitas alterações.
Com informações da Scot Consultoria

NOTICIAS DA PECUARIA


,27/11/2015 às 08:08

Semeadura de soja tem maior atraso dos últimos sete anos no Brasil



A consultoria AgRural divulgou um levantamento que aponta que até o momento, o plantio da safra brasileira de soja 2015/2016 atingiu cerca de 70% da área estimada. De acordo com esses dados, é possível afirmar que a semeadura da oleaginosa está 11% abaixo da média dos últimos cinco anos.

No mesmo período do ano passado, por exemplo, o plantio de soja está 6% menor. Esses atrasos podem ser explicados pela irregularidade das chuvas no mês de novembro. Com isso, a previsão é que as chuvas devem voltar, porém não na quantidade necessária para ajudar as lavouras.

O maior estado produtor, Mato Grosso, já ostenta quase 90% da área semeada, enquanto o Mato Grosso do Sul bate nos 98% e o Paraná no 90%. O problema principal está no Rio Grande do Sul, onde a chuva tem castigado a região e atrapalhado os trabalhos de campo, que estão em 49% da área plantada (contra 60% na safra passada).

Com informações do Agrolink


NOTICIASDAPECUARIA


,25/11/2015 às 08:25

Mês de outubro registra recorde nas exportações brasileiras de milho

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou um levantamento que em outubro, o Brasil exportou 5,55 milhões de toneladas de milho em grão, registrando assim o recorde de maior volume mensal já exportado pelo país. Antes, o recorde era de 3,55 milhões de toneladas embarcadas em outubro de 2013.

No acumulado de janeiro a outubro de 2015, já foram exportadas 17,88 milhões de toneladas do cereal, alta de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) espera que o Brasil exporte 27,44 milhões de toneladas de milho na temporada atual.

O bom momento para as exportações brasileiras é o principal fator que tem sustentado as cotações do milho no mercado interno. A expectativa de redução da área plantada na safra de verão também colabora com este cenário.

Com informações da Scot Consultoria

NOTICIAS DA PECUARIA


,23/11/2015 às 07:40

Safra de soja já tem 38% dos grãos comercializados

Na reta final do plantio de soja, juntos os produtores de Mato Grosso do Sul já negociaram 38% do total de grãos previstos para esta safra, segundo a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja - MS). O volume vendido se deve as vantagens dos agricultores que negociam a produção agrícola em dólar.

As constantes altas da moeda americana impulsionaram as negociações. Na primeira semana de novembro, apenas 18% dos grãos estavam comercializados. As vendas avançaram 20%, alcançando 38% ainda no início do mês.

Apesar dos ganhos, os produtores devem estar preparados para desvalorização do preço pago ao produtor daqui para frente, na opinião do analista financeiro da consultora Ag Rural, Fernando Muraro Junior.

“Pela linha histórica de mercado, em 2016 presenciaremos o fim de um ciclo e algumas mudanças devem acontecer. Uma delas é a desvalorização do preço pago ao produtor e outra tem relação direta com a tecnologia, que facilita o fechamento de negócio e o trabalho dos investidores, momento propício para antecipar vendas”, explicou.

O especialista falou sobre o assunto durante a penúltima etapa do Circuito Aprosoja, nesta quinta-feira (19), em São Gabriel do Oeste, a 140 quilômetros de Campo Grande.

Circuito - O evento realizado pela Aprosoja contou com a parceria do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, nesta etapa. O espaço é oportunidade para produtores rurais receberem informações técnicas e econômicas relacionadas ao cultivo de grãos, custos de manejo, tecnologias e mercado futuro, entre outros.

Cerca de 900 produtores rurais, técnicos e estudantes estiveram envolvidos no circuito que já percorreu os municípios de Dourados, Chapadão do Sul, Maracaju, Coxim, Rio Brilhante, Sidrolândia, Amambai, Sidrolândia e Naviraí.

A última etapa do evento será no dia 27 de novembro, em Campo Grande, durante o MS Agro, seminário a ser sediado na Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS).
TAGS: soja comercialização

Fonte: Sulnews


,20/11/2015 às 08:23

Economia de MS cresceu 6,6% e atingiu R$ 69,1 bilhões

Bruto Interno Brasileiro (PIB) cresceu 3%, Mato Grosso do Sul teve desempenho acima da média nacional e avançou 6,6% no total de bens e serviços produzidos, apresentando o segundo melhor resultado entre as 18 unidades da Federação que também registraram alta do indicador no País e atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 8,2%.
Segundo o estudo Contas Regionais do Brasil 2010-2013, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Estado passou de R$ 66,03 bilhões em 2012, para R$ 69,11 bilhões em 2013, resultado que foi bastante influenciado pelo desempenho na agricultura (inclusive apoio à atividade e à pós-colheita), na produção florestal, pesca e aquicultura e nas indústrias de transformação. O PIB nacional ficou em R$ 5,31 trilhões, contra R$ 4,95 trilhões em 2012.
A pesquisa também aponta que, entre 2010 e 2013, Mato Grosso do Sul teve o quarto maior crescimento acumulado do PIB, por unidade da Federação (17%), ficando atrás somente de Mato Grosso (21,9%), Amapá (18,3%), e Amazonas (17,3%). No mesmo período, 18 unidades da Federação cresceram mais que o Brasil (9,1%), aí incluídos todos os estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. O Rio de Janeiro registrou o pior resultado (5,7%).

CORREIO DO ESTADO


,19/11/2015 às 08:00

Oferta maior que a demanda derruba os preços do algodão no Brasil

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou nesta quarta-feira (18) um levantamento sobre a atual situação do mercado de algodão no Brasil. De acordo com a entidade, a intenção de venda do produto segue maior que a de compra, mantendo a pressão sobre as cotações do algodão em pluma no mercado interno.

No período entre os dias 10 e 17 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento de 8 dias, referente à pluma 41-4, posta em São Paulo, caiu 0,74%, fechando a R$ 2,2976/lp na última segunda-feira (17). Já na parcial do mês de novembro, o Indicador acumula queda de 1,41%.

Ainda de acordo com o Cepea, os produtores e comerciantes de algodão estão ofertando lotes especiais para compradores domésticos por conta da necessidade de “fazer caixa”. No entanto, a procura por lotes para entrega imediata ou no início de dezembro, está baixa.

As compras ocorrem apenas quando indústrias precisam de mais pluma para cumprir pedidos já firmados. Assim, no geral, compradores permanecem recuados, queixando-se do fraco desempenho do mercado de derivados e da dificuldade em repassar os custos aos produtos finais.

Com informações do Cepea

NOTICIAS DA PECUARIA


,17/11/2015 às 08:20

Cultivo de soja chega a 76% da área em Mato Grosso do Sul

O último boletim do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga) da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), divulgado na última sexta-feira (13), aponta que o plantio de soja já atinge 76% da área referente à safra 2015/2016 em Mato Grosso do Sul, número que corresponde a 1,82 milhão de hectares de um total de 2,4 milhões de hectares.

As regiões sudoeste e sudeste do Estado seguem em ritmo mais acelerado, com o percentual de áreas plantadas atingindo 86,9% do total previsto, sendo que Aral Moreira já concluiu a semeadura e os municípios de Amambai, Caarapó, Dourados, Laguna Caarapã e Naviraí já apresentam área semeada acima dos 90%.

Já as regiões do centro e do norte de MS, a média registrada de plantio é menor do que a média geral do Estado, com 51,4% do total semeado. Porém, as cidades de Camapuã, Costa Rica, Coxim e Pedro Gomes registram uma área plantada menor do que a média observada pelo Siga.

O Siga atribui o atraso no plantio no norte e centro do estado estiagem das últimas semanas nestas regiões, o que reduziu a umidade do solo. No entanto, após as chuvas na última semana a expectativa é que os trabalhos evoluam rapidamente nos próximos dias.

Com informações da Aprosoja/MS


,16/11/2015 às 07:40

Área de soja deve crescer de 2,1% e 3,8% na safra 2015/2016

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na última terça-feira (10), o segundo levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos 2015/2016. No relatório a entidade aponta que existe uma expectativa de crescimento da área plantada de soja entre 2,1% e 3,8% para a safra 2015/2016.

A oleaginosa deverá ter uma área plantada entre 32,76 milhões e 33,31 milhões de hectares na temporada atual. Por conta dos aumentos dos cursos de produção e ao preço da soja, o crescimento deverá ser menor que nas últimas safras.

Já em relação a produção, são esperadas entre 101,16 milhões e 102,82 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento entre 5,1% e 6,8% em relação as 96,24 milhões de toneladas colhidas na última safra.

Com informações da Scot Consultoria


,14/11/2015 às 07:53

Área de soja deve crescer de 2,1% e 3,8% na safra 2015/2016

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na última terça-feira (10), o segundo levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos 2015/2016. No relatório a entidade aponta que existe uma expectativa de crescimento da área plantada de soja entre 2,1% e 3,8% para a safra 2015/2016.

A oleaginosa deverá ter uma área plantada entre 32,76 milhões e 33,31 milhões de hectares na temporada atual. Por conta dos aumentos dos cursos de produção e ao preço da soja, o crescimento deverá ser menor que nas últimas safras.

Já em relação a produção, são esperadas entre 101,16 milhões e 102,82 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento entre 5,1% e 6,8% em relação as 96,24 milhões de toneladas colhidas na última safra.

Com informações da Scot Consultoria

NOTICIAS DA PECUARIA


,13/11/2015 às 07:57

Manejo de doenças na cultura da soja é tema de palestra em MS

Acontece na noite desta quinta-feira (12), na sala de treinamento da Fundação MS em Maracaju, uma palestra sobre manejo de doenças na cultura da soja. O evento é destinado a produtores rurais e consultores, que trabalham diariamente com a recomendação de materiais para uso cotidiano nas lavouras.

A palestra será ministrada pelo professor da Universidade de Passo Fundo e engenheiro agrônomo, Dr. Carlos Alberto Forcelini. O palestrante tem experiência na área da Agronomia, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos temas: controle, epidemiologia, tecnologia de aplicação e doenças em cereais de inverno e soja.

Para o pesquisador de Fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Jurca Grigolli, o evento desta quinta-feira será interessante por conta da experiência que o palestrante trará da região sul do país, o que poderá ajudar a enriquecer o trabalho desenvolvido em Mato Grosso do Sul.

Serviço:

Palestra “Manejo de doenças na cultura da soja”

Data: 12/11/2015 – quinta-feira

Horário: 19h

Local: Fundação MS – Estrada da Usina Velha, Km 02

Com informações da Sato Comunicação

NOTICIAS DA PECUARIA


,11/11/2015 às 08:17

Vendas de máquinas agrícolas têm queda de 31% neste ano

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou na última sexta-feira (6) um levantamento que aponta que as vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias em outubro, alcançaram 3,8 mil unidades, queda de 43,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o total de máquinas negociadas é de 40,6 mil unidades, retração de 31,4% em relação ao mesmo período de 2014, ocasião em que foram vendidas 59,2 mil unidades.

O relatório da Anfavea ainda aponta que a produção desse maquinário em 2015 (50,5 mil unidades) também está em queda de 30,2% em relação ao ano passado, quando foram 72,4 mil unidades foram fabricadas.

No acumulado do ano, os dados das exportações também são negativos. Os embarques somaram 8,5 mil unidades, queda de 28,1% em relação as 11,9 mil unidades exportadas nos dez primeiros meses do ano passado.

Com informações da Anfavea

NOTICIAS DA PECUARIA


,10/11/2015 às 07:52

PMA multa fazendeiro por armazenamento irregular de agrotóxicos

A Polícia Militar Ambiental de Dourados flagrou no último domingo (8), durante fiscalização em uma fazenda localizada às margens da rodovia MS-156, agrotóxicos armazenados de maneira inadequada, com riscos de contaminação ambiental e humana.

Ao chegar ao local, os policiais militares ambientais envolvidos na autuação observaram que os agrotóxicos estavam em um barracão junto a sementes de soja e outros produtos, sem isolamento, nem contenção para um possível vazamento dos produtos.

Além disso, notou-se também que todos os trabalhadores da propriedade rural tinha contato com os agrotóxicos, principalmente quando manuseavam as sementes no barracão. A PMA ainda verificou que o local não apresentava rótulos de riscos, nem placas de advertência, contrariando as normas técnicas e a legislação ambiental, bem como a bula dos produtos.

O dono da fazenda acabou multado em R$ 24.200,00 e responderá pelo crime ambiental, previsto pelo artigo 56 da Lei 9.605/1998 de: produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos. Se condenado, poderá pegar pena de um a quatro anos de reclusão.

Com informações da PMA

NOTICIAS DA PECUARIA


,07/11/2015 às 07:58

PMA autua chacareiro por cometer dois crimes ambientais em MS

Polícia Militar Ambiental de Aquidauana (MS) flagraram durante fiscalização realizada nas propriedades rurais do Distrito de Piraputanga última quinta-feira (5), uma degradação de matas ciliares do rio Aquidauana, que é área de preservação permanente (APP) protegida por lei em uma chácara da região.

O dono da propriedade rural onde a infração foi observada havia construído, com uma máquina retroescavadeira, tanques de piscicultura, medindo 0,5 hectares sem licença ambiental. Além disso, o infrator ainda construía uma varanda em alvenaria dentro da área protegida e armazenava e usava na obra madeira da espécie aroeira, que é protegida por lei, sem a comprovação de origem.

As atividades foram interditadas pelos policias militares ambientais, que também apreenderam a retroescavadeira e a madeira ilegal que era utilizada na obra irregular. O dono da chácara, residente em Campo Grande (MS), foi multado em R$ 25.400,00 e responderá por dois crimes ambientais.

O de degradação da área de preservação permanente (APP), cuja pena é de um a três anos de detenção e o de armazenar madeira protegida ilegalmente, que a pena prevista é de um a dois anos de reclusão.

O infrator foi notificado a apresentar junto ao órgão ambiental Estadual um plano de recuperação da área degradada (PRADE).

Com informações da PMA


,05/11/2015 às 09:33

Porto Murtinho recebe curso de implantação e manejo básico de horta

Acontece entre os dias 9 e 11 de novembro, na Associação de Moradores do Jockei Clube em Porto Murtinho (MS), o curso de implantação e manejo básico de horta. A qualificação é oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) em parceria com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri).

No curso os participantes receberão instruções de como implantar e como cuidar da horta, sendo abordados os seguintes pontos:

- definição da área para implantação da horta;

- calagem, adubação e incorporação dos canteiros e covas;

- considerações sobre colheita e aproveitamento do excedente;

- tecnologias utilizadas no cultivo das hortaliças;

E outros pontos importantes para fazer a implantação e o manejo básico de horta. A qualificação tem carga horária de 24 horas.

O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo site: www.senarms.org.br.

NOTICIAS DA PECUARIA


,04/11/2015 às 08:11

Fazendeiro é multado por degradar área de preservação de nascentes

A Polícia Militar Ambiental de Dourados (MS) flagrou na última quinta-feira (29) em uma propriedade rural do Distrito de Itahum, a construção de valetas em áreas de nascentes (olhos d’água) sem autorização ambiental.

A degradação que acontecia dentro de uma fazenda na região atingia quase 500 m². O proprietário do imóvel acabou multado em R$ 5.000,00 e as atividades foram paralisadas. O pecuarista também irá responder por crime ambiental de destruir área de preservação permanente e caso seja condenado poderá pegar pena de um a três anos de reclusão.

Além disso, o infrator foi notificado a apresentar plano de recuperação da área degradada (PRADE), junto ao órgão ambiental competente.

Com informações da PMA

NOTICIAS DA PECUARIA


,02/11/2015 às 08:05

Plantio de soja atinge 53% da área em Mato Grosso do Sul

EDILSON OLIVEIRA
O plantio de soja atingiu 53% da área plantada na safra 2015/2016, segundo relatório do acompanhamento da safra divulgado na terça-feira, pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga). A região norte do Estado registra o plantio mais atrasado devido a falta de chuva nas propriedades.

De acordo com as informações da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), na região sudoeste/sudeste a porcentagem de plantio atingiu 64,1% e na região centro/norte a estimativa é de 23,9%.

O relatório ainda cita a falta de chuva na região norte do Estado como um dos motivos pelo qual o plantio está atrasado na região. No centro do Estado, os produtores estão aproveitando o bom momento dos preços obtidos pela soja para realizarem a venda antecipada do grão.

Aral Moreira, Amambaí e Laguna Caarapã são os municípios onde há o maior plantio do grão, com cerca de 90% da área já coberta. Coxim e Camapuã têm a menor área plantada, menos de 10%.

Os dados foram obtidos em entrevistas a 52 proprietários dos principais municípios produtores de soja do Estado entre os dias 19 e 22 de outubro.
TAGS: soja plantio

Fonte: Sulnews


,30/10/2015 às 07:55

Saca de soja acumula alta de 32,7% no período de um ano em MS

O Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) divulgou um levantamento que aponta que no período de um ano, entre outubro de 2014 e outubro de 2015, a saca de soja apresentou valorização de 32,7%, indo de R$ 55,08 para R$ 73,00 de média em Mato Grosso do Sul.

O relatório ainda aponta que no acumulado do mês de outubro, entre os dias 1º e 16, o preço médio da saca da oleaginosa apresentou leve recuo de 0,84%, caindo de R$ 74,25 para R$ 73,63. Em MS, Dourados foi a cidade que registrou a maior cotação na primeira quinzena de outubro (R$ 76,00 de média), já São Gabriel do Oeste foi o município em que foi observado o menor valor, R$ 72,00.

Conforme o Siga, até o dia 16 de outubro, 28,7% dos cerca de 2,3 milhões de hectares que deverão ser cultivados com a oleaginosa neste ciclo já haviam sido semeados. As projeções da própria Aprosoja/MS e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o estado deve colher neste ciclo entre 6,8 e 7 milhões de toneladas de soja.

Com informações da Aprosoja/MS

NOTICIAS DA PECUARIA


,28/10/2015 às 08:00

Área semeada de soja chega a 28,7% em Mato Grosso do Sul

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), por meio do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), divulgou mais um boletim com o andamento do plantio de soja da safra 2015/2016. De acordo com o relatório, até o dia 16 de outubro, 28,7% dos cerca de 2,3 milhões de hectares que deverão ser cultivados com a oleaginosa neste ciclo já haviam sido semeados.

Ainda de acordo com o relatório do Siga, as regiões sudoeste e sudeste do Estado aparecem em ritmo mais acelerado, com a média de áreas semeadas atingindo a marca de 34,4% do total previsto. O município mais adiantado dessas regiões é Aral Moreira, que já semeou 80% da área prevista.

Já as regiões Centro e Norte de Mato Grosso do Sul seguem atrás da média do Estado, com apenas 11,4% das áreas semeadas até o dia 16. Entre os municípios mais atrasados no cultivo da soja, com menos de 5% das áreas semeadas, aparecem Camapuã, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Paraíso das Águas e Pedro Gomes.

As projeções da própria Aprosoja/MS e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o estado deve colher neste ciclo entre 6,8 e 7 milhões de toneladas de soja.

Com informações da Aprosoja/MS

NOTICIAS DA PECUARIA


,27/10/2015 às 07:48

São Gabriel do Oeste recebe curso de armazenagem de soja e milho

Acontece entre os dias 27 e 30 de outubro, na sede do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste (MS), o curso de armazenagem de grãos (soja e milho). A qualificação é oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) em parceria com o sindicato rural do município.

O curso tem como objetivo desenvolver o gerenciamento de unidades armazenadoras, mostrar o fluxograma do processo com ênfase na recepção, secagem, beneficiamento, armazenagem e expedição de cereais e como realizar a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos e segurança aos operadores.

A qualificação tem carga horária de 32 horas e as inscrições podem ser feitas pelo site: www.senarms.org.br.


NOTICIAS DA PECUÁRIA


,24/10/2015 às 07:56

Comissão nacional monitora agricultura de baixa emissão de carbono

Uma comissão nacional permanente, de caráter técnico-consultivo, vai acompanhar, avaliar e revisar os planos federal e estaduais de apoio à agricultura de baixa emissão de carbono, segundo portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23).

A Comissão Executiva Nacional do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Cenabc) será responsável pela promoção e articulação dos órgãos e entidades públicas e privadas na implementação de ações focadas na redução dessas emissões.

Também compete à comissão monitorar o Plano Nacional Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) e iniciativas semelhantes nos estados.

Editor Armando Cardoso

EBC


,22/10/2015 às 08:03

Brasil exporta volume recorde 50,7 milhões de toneladas de soja

A Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgou na última terça-feira (13) um balanço sobre as exportações de soja entre os meses de janeiro e outubro de 2015. O relatório aponta que os embarques da oleaginosa do Brasil para o exterior, atingiram o recorde 50,7 milhões de toneladas, superando o volume também histórico de 45,6 milhões de toneladas em 2014.

Até a segunda semana de outubro (onze dias úteis) as exportações de soja em grão totalizaram 1.195 milhões de toneladas, com uma média diária de 170,7 mil t. Esse valor corresponde a um crescimento de 430% no volume embarcado em relação ao mesmo período do ano passado.

Mesmo com a queda nos preços da oleaginosa, a receita obtida com as exportações ficou 315% acima do valor registrado em 2014, principalmente por conta do maior volume embarcado e da alta do dólar. O faturamento do período foi de US$ 460,3 milhões, o equivalente a US$ 65,7 milhões/dia, apresentando uma queda de 3,4% na comparação com o mês passado.

No início deste mês a projeção do adido agrícola dos Estados Unidos no Brasil, Nicolas Rubio, apontou um aumento nos embarques brasileiros da safra 2014/15. Segundo ele esse reajuste positivo se deu porque o ritmo de embarques pode ser maior neste fim de ano em resposta a vendas mais lentas no início da temporada, atrasos no escoamento provocado pela greve de caminhoneiros no primeiro semestre, e uma forte demanda da China.

A exemplo disso, o Brasil registrou em setembro o maior volume exportado de soja para o mês de sua história, com as vendas da oleaginosa mantendo-se maiores que as de milho (3,71 milhões de toneladas, contra 3,46 milhões de t, respectivamente).

Conforme as estatísticas, as exportações totais do complexo soja (incluindo farelo e óleo) somaram 369,5 mil de toneladas no acumulado de outubro. As exportações do farelo de soja neste mês caíram 3,9% em volume (para 345,3 mil de toneladas) e recuaram 21,7% em receita (para US$ 126,9 milhões) na comparação com 2014. No caso do óleo de soja o volume exportado caiu 17,9% para 24,2 mil toneladas e a receita recuaram 31,2% para US$ 15,1 milhões.

Com informações do Notícias Agrícolas

NOTICIAS DA PECUARIA


,21/10/2015 às 08:15

Projeto Soja Brasil passará por quatro municípios de Mato Grosso do Sul


Quatro municípios de Mato Grosso do Sul irão receber a caravana do Projeto Soja Brasil, maior expedição de lavouras do país. A visita do programa a Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Dourados e Amambai deve levar palestras que incluem temas relacionados às técnicas eficientes de nutrição do solo, economia no controle de pragas, refúgio sanitário, seguro rural e gestão da propriedade rural.

A caravana do Projeto Soja Brasil irá percorrer mais de 25 mil quilômetros entre os meses de outubro/2015 e março de 2016, parando nos principais estados produtores da oleaginosa do Brasil em busca de informações que vão desde o plantio do grão à colheita.

O projeto é uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e do Canal Rural e conta com a coordenação técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Confira quando a caravana do Projeto Soja Brasil passará por Mato Grosso do Sul:

Chapadão do Sul – 3 de novembro

São Gabriel do Oeste – 4 de novembro

Dourados – 6 de novembro

Amambai – 7 de novembro

Com informações da Aprosoja/MS

NOTOCIAS DA PECUARIA


,20/10/2015 às 07:55

Iagro afirma que helicoverpa armigera está sob controle em MS


No período atual e como fruto do resultado das vistorias em nível de campo e das coletas de informações com fundações, empresas privadas, cooperativas e produtores, a Iagro, por meio de sua Divisão de Defesa Vegetal, concluí em recente relatório que a temida praga Helicoverpa armigera, apesar de se encontrar distribuída no Estado de Mato Grosso do Sul, está devidamente monitorada e controlada.

Também, de acordo com o relatório da Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), a praga da soja está mais presente nos municípios localizados ao norte do Estado, tais como Chapadão do Sul, Água Clara e Paraíso das Águas.

Conforme explicação do engenheiro-agrônomo e chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Agência, Filipe Portocarrero Petelinkar, no cenário apresentado, não houve por parte da Iagro a necessidade de fazer cumprir o que dispõe o Decreto Mapa nº 8.133, de 28 de outubro de 2013, e a Portaria Mapa nº 1.177, de 22 de dezembro de 2014, quanto à emissão de autorização de uso emergencial de produtos para a contenção da referida praga.

Anunciou, também, o representante da Iagro que já existem os recursos para as atividades de vistoria e monitoramento da praga após a implantação das lavouras da safra 2015/2016, especificamente entre os meses de outubro de 2015 e janeiro de 2016. Esses recursos estão previstos no convênio firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Iagro.

Iagro

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,17/10/2015 às 07:55

Maracaju (MS) recebe curso de armazenagem de soja e milho

Acontece entre os dias 19 e 22 de outubro, no Sindicato Rural de Maracaju (MS), o curso de armazenagem de grãos (soja e milho). A qualificação é oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) em parceria com o sindicato rural do município.

O curso tem como objetivo desenvolver o gerenciamento de unidades armazenadoras, mostrar o fluxograma do processo com ênfase na recepção, secagem, beneficiamento, armazenagem e expedição de cereais e como realizar a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos e segurança aos operadores.

A qualificação tem carga horária de 32 horas e as inscrições podem ser feitas pelo site: www.senarms.org.br.

NOTICIAS DA PECUARIA


,16/10/2015 às 07:55

Mato Grosso do Sul já tem 15% da área de soja plantada

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) divulgou um levantamento que apresenta os dados atualizados do cultivo de soja na safra 2015/2016 até o dia 8 de outubro. No relatório, a entidade revela que Mato Grosso do Sul já tem 15% da área que será cultivada já semeada.

Ainda segundo a circular do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), a projeção é que o estado cultive cerca de 2,3 milhões de hectares com soja. As regiões sudeste e sudoeste do estado são as mais aceleradas, com cerca de 20,1% das áreas já semeadas. Já as regiões centro e norte do estado são as mais atrasadas até o momento.

As projeções da própria Aprosoja/MS e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o estado deve colher neste ciclo entre 6,8 e 7 milhões de toneladas de soja.


Com informações do G1 - MS

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,13/10/2015 às 07:54

Fazendeiro de MS é autuado por armazenamento de madeira ilegal

A Polícia Militar Ambiental de Bonito autuou na última quinta-feira (8) um fazendeiro por armazenamento de madeira ilegal. O mesmo produtor rural já havia sido multado no dia 1º de outubro, após uma equipe da PMA ter apreendido um caminhão com uma carga ilegal de madeira da espécie aroeira na área urbana de Bonito, naquela oportunidade o veículo transportava o produto sem o Documento de Origem Florestal (DOF), que é o documento para o transporte e armazenamento de qualquer produto vegetal.

Naquela oportunidade, a PMA constatou que a carga havia saído de uma fazenda em Corumbá e teria como destino outra propriedade rural em Porto Murtinho (MS). Por conta dessa informação, a equipe da PMA se deslocou até a fazenda em Corumbá, de onde havia saído a madeira ilegal e no local flagraram o mesmo caminhão carregando mais madeira ilegal.

Foram apreendidos 30 palanques de 3,30m de comprimento e três firmes de 2,20m de comprimento, todos da essência de aroeira, que se trata de madeira protegida por lei. Além da madeira, o veículo também foi apreendido e encaminhado à delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

O proprietário da madeira, residente em Bonito, foi multado em R$ 9.900,00 e irá responder por crime ambiental. Caso seja condenado, o infrator poderá pegar pena de um a dois anos de reclusão.

A portaria 83N de 1991 do IBAMA proíbe o corte da “aroeira” e algumas outras espécies de madeiras nobres, sem plano de manejo, que precisa ser aprovado pelos órgãos ambientais. Inclusive, em desmatamentos autorizados, essas espécies não podem ser cortadas.

Com informações da PMA

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,10/10/2015 às 08:25

Iagro afirma que helicoverpa armigera está sob controle em MS

No período atual e como fruto do resultado das vistorias em nível de campo e das coletas de informações com fundações, empresas privadas, cooperativas e produtores, a Iagro, por meio de sua Divisão de Defesa Vegetal, concluí em recente relatório que a temida praga Helicoverpa armigera, apesar de se encontrar distribuída no Estado de Mato Grosso do Sul, está devidamente monitorada e controlada.

Também, de acordo com o relatório da Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), a praga da soja está mais presente nos municípios localizados ao norte do Estado, tais como Chapadão do Sul, Água Clara e Paraíso das Águas.

Conforme explicação do engenheiro-agrônomo e chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Agência, Filipe Portocarrero Petelinkar, no cenário apresentado, não houve por parte da Iagro a necessidade de fazer cumprir o que dispõe o Decreto Mapa nº 8.133, de 28 de outubro de 2013, e a Portaria Mapa nº 1.177, de 22 de dezembro de 2014, quanto à emissão de autorização de uso emergencial de produtos para a contenção da referida praga.

Anunciou, também, o representante da Iagro que já existem os recursos para as atividades de vistoria e monitoramento da praga após a implantação das lavouras da safra 2015/2016, especificamente entre os meses de outubro de 2015 e janeiro de 2016. Esses recursos estão previstos no convênio firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Iagro.
Iagro


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,08/10/2015 às 08:23

Produção de máquinas agrícolas cai 30% em setembro



A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou na última terça-feira (6), um levantamento sobre a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias durante o mês de setembro. No relatório, a entidade aponta que foram fabricadas 5.040 unidades no último mês, alta de 0,1% em comparação a agosto deste ano e queda de 30% em relação a setembro do ano passado.

Com isso, a produção de máquinas acumula retração de 29,1% em 2015 até setembro em relação a igual período de 2014, ao totalizar 45.661 unidades. E não é apenas na fabricação que o setor vem tendo um desempenho ruim, já que nas vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no atacado somaram 3.948 unidades, queda de 6,8% em relação a agosto deste ano e recuo de 40,5% quando comparado ao mesmo período de 2014.

Já as exportações de máquinas agrícolas no mês de setembro totalizaram US$ 152,578 milhões, alta de 11% em relação a agosto, porém recuo de 25,1% ante ao mesmo mês do ano passado. Devido a este cenário, as vendas externas acumulam queda de 39,1% nos primeiros nove meses de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014, ao somar US$ 1,318 bilhão.

Com informações do Estadão Conteúdo

NOTICIAS DA PECUARIA


,06/10/2015 às 09:04

Alta nos preços do milho chegou quase a 20% em setembro

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou um relatório que aponta para uma expressiva alta nos preços do milho, fato este muito comemorado pelos produtores do grão. Essa valorização é explicada pela restrição das ofertas dos vendedores ao mercado spot para priorizar as exportações, em alta por conta da valorização cambial.

Ainda de acordo com os dados do Cepea, o aumento em média foi de 16% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor) e de 18,3% no de lotes (negociações entre empresas). Até o momento, a valorização do preço do milho no ano chega a 14,6% no balcão e a 16,6% nos lotes.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de milho atingiram 3,45 milhões de toneladas. Número este que consolida o Brasil como um dos principais exportadores mundiais do produto.

Com informações do Cepea

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,03/10/2015 às 08:32

Aprosoja alerta para uso de fungicidas de diferentes modos de ação

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) alerta aos produtores rurais do Estado que seja feito durante o plantio da safra de soja 2015/2016 o uso de fungicidas de diferentes modos de ação. Também conhecido como rotação de fungicidas, a prática é fundamental para o controle de doenças durante este período.

Como explica o departamento técnico da entidade, é a partir da rotação que a eficácia dos fungicidas pode ser melhorada. “Em razão natural da pressão de seleção, qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo. No caso da ferrugem da soja, a preocupação é ainda maior pelo número limitado de modos de ação dos fungicidas disponíveis, associado às populações de esporos menos sensíveis, e à baixa eficiência destes ativos isoladamente”, explica Eduardo Vaz, analista de Defesa Agrícola da Aprosoja.

Também devido ao uso de fungicidas com diferentes modos de ação, a vida útil dos produtos utilizados tende a ser ampliada. “Por meio da rotação, a vida útil pode ser prolongada com a adoção de boas práticas culturais de manejo, como respeitar o tempo ideal de aplicação, a dose e os intervalos recomendados no receituário agronômico”, diz Vaz.

Controle eficaz – Apesar de alertar para o uso de fungicidas de diferentes modos de ação, a Aprosoja recomenda que todo produtor consulte, sempre que possível, profissionais da área, que poderão fazer diagnósticos específicos, com base na realidade de cada local.

Os diagnósticos precisos também são fundamentais para que outras possibilidades de controle sejam apontadas. “Demais métodos de controle poderão ser utilizados, como resistência genética, controle cultural, biológico, fungicidas protetores, dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID), quando disponíveis e apropriados. Além disso, em função de condições sazonais, genética de planta e pressão da doença, é necessário sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para recomendações específicas e melhor controle da doença”, afirma Eduardo Vaz.

Aprosoja/MT

NOTICIAS DA PECUARIA


,02/10/2015 às 08:32

Transporte ilegal de aroeira resulta em multa de R$ 14 mil

Uma carga ilegal de madeira da espécie aroeira foi encontrada transitando na área urbana de Bonito, na tarde desta quinta-feira (1º). O motorista do caminhão não tinha o Documento de Origem Florestal (DOF), que é obrigatório por lei para se transportar e armazenar qualquer produto vegetal.

A carga saiu de Corumbá e tinha destino a uma propriedade rural em Porto Murtinho, que fica a 376 quilômetros de Campo Grande. Os 40 palanques, nove firmes de madeira e o veículo foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental e encaminhados à Polícia Civil de Bonito.

O dono da carga, um homem de 45 anos, residente em Bonito, foi multado em R$ 14.700,00 e responderá por crime ambiental, com pena prevista de um a dois anos de reclusão.

De acordo nota da PMA, a portaria 83N, de 1991 do IBAMA, proíbe o corte da “aroeira” e algumas outras espécies de madeiras nobres, sem plano de manejo, que precisa ser aprovado pelos órgãos ambientais. Inclusive, em desmatamentos autorizados, essas espécies não podem ser cortadas.


Fonte: Correio do Estado


,01/10/2015 às 08:28

Como a eficiência dos americanos amplia os lucros na agricultura

Na principal região produtora de grãos nos Estados Unidos, conhecida como Corn Belt (em português, cinturão do milho), não há espaço para perda — seja de natureza climática, operacional ou de gestão.

Com apenas uma safra por ano, devido ao frio rigoroso que cobre as lavouras de neve no meio oeste durante o inverno, os agricultores priorizam a eficiência, substituindo a mão de obra escassa pela mecanização.

Leia mais notícias do Campo e Lavoura

Confira reportagem especial que apresenta como os americanos são eficientes e têm altos lucros.


ZERO HORA


,30/09/2015 às 06:36

Encontro da melancia aconteces nesta quarta-feira

Nersta quarta-feira, o governo do Estado, via Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf) promove o Encontro de Produção e Comercialização da Melancia, entre 9 e 11h, no Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Extensão Rural (Sinterpa), na avenida Rodoviária, 1.014, Jardim Imperial, Campo Grande.

O evento, que tem como objetivo reduzir a importação da fruta, também conta com o apoio da gerência da Central de Abastecimento de Alimentos de Mato Grosso do Sul (Ceasa). Hoje, 85% dos alimentos que chegam à mesa do sul-mato-grossense são frutos da importação de produtos cultivados em outros Estados do País.

De acordo com boletins da Ceasa, apenas 27% da melancia que é descarregada na Ceasa é produzida pela agricultura do Estado. No ranking de Estados que mais abastecem Mato Grosso do Sul, a grande fatia de mercado consumidor da fruta fica com São Paulo (27%), Goiás (18%), Tocantins (18%) e Rio Grande do Sul (10%). “Só esses quatro ficam com mais de 60% da praça de fregueses em potencial. Queremos reverter essa realidade, mas para isso é preciso falar com quem já produz uma quantia considerável e, também, com aqueles que tem algum interesse em iniciar nesse segmento produtivo”, afirma Enelvo.

O I Encontro de Produção e Comercialização da Melancia, realizado na Ceasa, abordará desde o cultivo até a conquista de uma clientela fixa: rede de supermercados, restaurantes, entre outros.

Os balanços da Central sobre importação e exportação de alimentos no Estado deverão ser apresentados aos participantes. “Vamos falar, basicamente, da demanda regional. Hoje, a melancia representa uma opção de ganho econômico e oferta, principalmente, de agosto a novembro, quando o produto fica escasso pela alta no consumo. Nesse período, o preço obtido pode cobrir os custos de produção e, inclusive, com a irrigação”, explica o diretor-presidente.

As geadas na região Sul no decorrer da estação mais fria do ano, a transição climática do inverno para a primavera e, por fim, a chegada do verão, com o início das férias e o aumento no consumo de alimentos tropicais, são alguns dos fatores que ocasionam a maior comercialização da melancia e, consequentemente, a valorização de preço do fruto durante os cinco últimos meses do calendário.

Em 2014, por exemplo, Mato Grosso do Sul importou quase 3,5 mil toneladas de melancia nos 12 meses. A ideia, agora, segundo Enelvo, é mudar esse valor gradativamente. “De agosto a novembro temos a fase de entressafra, quanto a demanda é maior que a oferta. Isso porque em algumas regiões passam por um inverno mais rigoroso, como é a o caso do Sul do País. A palestra vem para expandir a visão do agricultor para que ele saiba aproveitar esses espaços”, conclui.
TAGS: produção melancia comercialização Campo Grande

Fonte: Sulnews


,29/09/2015 às 08:05

Frigorífico da JBS ativa setor de desossa e gera 250 novos empregos

Desde a última quarta-feira (26), a unidade frigorífica da JBS de Anastácio (MS) ativou a atividade de desossa em sua planta, o que fez com que fossem necessárias a contratações de mais 250 trabalhadores. Com isso, o frigorífico agora emprega diretamente 520 pessoas.

De acordo com o Jornal Correio do Estado, o frigorífico da JBS de Anastácio foi reaberto há um ano e quatro meses e antes de abrir essa nova frente de trabalho, apenas realizava o trabalho de abater até 700 cabeças por dia. Já que as carcaças eram enviadas para outras plantas para serem desossadas e embaladas.

Essa abertura do setor de desossa tem como objetivo fazer com que a indústria comece a exportar diretamente para Israel, o que pode possibilitar a abertura de mais frentes de trabalho, por conta da capacidade que a indústria de Anastácio tem de desossar três vezes mais do que abate.

A reportagem completa sobre a abertura do setor de desossa no frigorífico JBS de você pode encontrar na edição desta segunda-feira (28) do Jornal Correio do Estado.

Com informações do Correio do Estado

NOTICIAS DA PECUARIA


,28/09/2015 às 07:54

A água do planeta e seu uso na agricultura – entenda essa relação

Para produzir tudo o que é consumido gasta-se uma quantidade enorme de água. Uma xícara de café, por exemplo, requer 140 litros. Para um quilo de tomate, são necessários 185 litros – e, para um quilo de carne, lá se vão 15 000 litros de água, segundo a organização holandesa The Water Footprint Network. Essa é uma das formas de se medir o consumo do produto final (há outras metodologias, que podem indicar valores diferentes). Não à toa, a busca pelo desenvolvimento sustentável representa um dos maiores desafios da humanidade. A expectativa é que a população mundial passe dos atuais 7 bilhões de pessoas para 9 bilhões até 2050. Esse crescimento – e o consequente aumento da demanda por água, energia e alimentos – vem fazendo com que toda a cadeia produtiva procure soluções que permitam o uso mais racional dos recursos hídricos. No Brasil, a agricultura é responsável por 70% do consumo de água, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. Embora pareça muito, esse gasto precisa ser relativizado e não pode ser equiparado ao consumo industrial, que representa 20% do montante, ou mesmo ao consumo humano, de 10%. Isso por uma razão simples: boa parte da água usada no campo retorna à natureza. “O que não é consumido pela planta permanece no ciclo hidrológico, seja por meio da evaporação ou da penetração no solo, que devolve essa água para o lençol freático”, diz o pesquisador Alexandre Nepomuceno, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O especialista ressalta ainda que a maior parte da irrigação de plantações é feita com água das chuvas. “É justamente esse retorno da água para a natureza que completa o ciclo e faz com que chova”, diz. O plantio direto — nome dado à técnica de manter a terra sempre coberta com a palha decomposta de safras anteriores — também é usado para evitar a rápida evaporação da água e a erosão do solo, uma vez que a infiltração se torna mais lenta. “O Brasil é líder mundial no uso desse sistema, que já ocupa cerca de 60% da área plantada”, afirma Nepomuceno. Os ganhos socioambientais da biotecnologia Um estudo feito pela Céleres, consultoria focada na análise do agronegócio, sobre o impacto dos transgênicos nas lavouras destaca os principais benefícios da biotecnologia. Os resultados se baseiam em pesquisas de campo e entrevistas com mais de 360 produtores de soja, milho e algodão — as três culturas geneticamente modificadas atualmente comercializadas no país — e apontam que o primeiro ganho é financeiro. Segundo esse estudo, os transgênicos geram um retorno adicional de até R$ 3,49 para cada R$ 1 investido na semente. O segundo ganho é ambiental. Depois de analisar os resultados acumulados entre 2007 e 2011, a Céleres projeta que a redução do uso da água decorrente da menor necessidade de aplicações de defensivos e da introdução de variedades mais resistentes a pragas pode poupar, no Brasil, 149 bilhões de litros de água ao longo de 10 anos. O volume é capaz de abastecer 3,4 milhões de pessoas nesse mesmo período. “Essa economia vem, principalmente, da redução do número de pulverizações”, diz Anderson Galvão, sócio-diretor da Céleres. “Graças ao milho transgênico, que teve seu primeiro plantio em 2008, os agricultores economizaram o equivalente a 2,7 mil toneladas de ingredientes ativos de defensivos agrícolas na safra 2009/2010”. Nesse contexto, a projeção mostra que a soja deve liderar a participação nos benefícios ambientais (70%), principalmente pela maior área ocupada. O milho, por sua vez, responderá por 27% do benefício e o algodão, por 3%. “Quando reduzimos a frequência das aplicações de defensivos, ocorre uma queda não só no uso da água, como também do óleo diesel que move as máquinas agrícolas, o que por sua vez impacta em uma menor emissão de gás carbônico, o gás que mais contribui para o aquecimento global”, afirma Galvão. Plantas mais resistentes à seca O desenvolvimento de plantas adaptadas às mudanças climáticas também é, na opinião dos especialistas, uma forma de estender a área de plantio a regiões mais áridas, minimizando o risco de perdas em períodos de estiagem. “Nos Estados Unidos, já foram plantados mais de 10 milhões de hectares de milho geneticamente modificados com esse intuito”, diz Nepomuceno. A Austrália é outro exemplo de nação que conseguiu driblar um período de dez anos de seca com técnicas como o uso de plantas geneticamente modificadas, o controle de irrigação e o aperfeiçoamento do sistema de recolhimento de água das chuvas. “O Brasil precisa modernizar a agricultura e investir em tecnologia para continuar alimentando cada vez mais pessoas sem que, para isso, tenha que aumentar a área produtiva”, diz Galvão. “O setor é totalmente dependente da água e tem ciência da necessidade de usá-la de uma forma racional. Nesse sentido, a biotecnologia pode contribuir muito para que se consiga aumentar a produção agrícola e ao mesmo tempo reduzir os prejuízos ambientais”. Com agricultores hábeis e recursos tecnológicos, defende o sócio-diretor da Céleres, o agronegócio continuará alimentando o mundo de forma cada vez mais sustentável.

PROJETO DRAFT


,24/09/2015 às 08:05

Agricultura sustentável para a região do Vale do Ivaí é uma aposta de curso do IFPR

Educação ambiental não se restringe somente à preservação da natureza, mas também às relações produtivas. Seguindo essa visão, alunos do curso técnico de agroecologia do campus de Ivaiporã do Instituto Federal do Paraná (IFPR) aprendem a desenvolver uma agricultura sustentável conciliando crescimento e preservação da natureza. O curso é uma aposta para o Vale do Ivaí.

A professora Ellen Rúbia Diniz, coordenadora do curso explica que o aprendizado que tem duração de dois anos é dentro do sistema de produção agrícola com uma visão sistêmica onde o foco não é só o produto agrícola. “Leva em consideração também a questão da família, do meio ambiente, a valorização dos recursos naturais e da terra. Eles também apreendem o sistema de comercialização, a organização da produção e dos agricultores, que hoje sem o cooperativismo a gente sabe que não funciona muito bem”, comenta Ellen.

Na região, a maioria dos estudantes são filhos de agricultores familiares e a proposta é que após a formação continuem na terra trabalhando com a agricultura. “Com condições de melhorarem o sistema de produção na agricultura familiar. Hoje nós temos vários técnicos formados aqui que trabalham também dando assistência técnica em cooperativas e associações, que é um potencial mercado de trabalho que nos últimos anos vem abrindo as portas para os técnicos em agroecologia”, assinala Ellen.

O campus do IFPR de Ivaiporã possui o Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do Território Vale do Ivaí, que tem vários estudantes bolsistas que trabalham junto com os professores no desenvolvimento de várias ações, tais como, homeopatia, sementes crioulas, bem estar animal, manejo de solo, hortas comunitárias, dentre outros. Wesley Rojo é formado no campus de Ivaiporã e atualmente ele recebe bolsa para desenvolver trabalho no projeto na Horta Mandala e na área de sementes crioulas. Para Rojo, o curso de agroecologia agregou a vontade de fazer a diferença em favor da natureza.

“Plantar no método tradicional que só prejudicando o meio ambiente e degradando a natureza é fácil. Agora fazer de um jeito diferente e obtendo ótimos resultados como a gente está fazendo, esse é o desafio e o ponto chave da agroecologia”, pondera Rojo. Os alunos também desenvolvem trabalho para resgatar sementes crioulas da região.

“É uma semente sem marca, que foi selecionada pelo agricultor ao longo do tempo. É uma semente mais local que tem a identidade do agricultor. Hoje a gente já tem um banco de sementes de feijão, milho, de espécies de hortaliças que não são vistas com frequência. Eu mesmo antes de entrar no IFPR não sabia da existência dessas sementes. O objetivo é multiplicar e distribuir essas sementes para outros agricultores multiplicarem”, relata o estudante Everton Silva.

O estudante Henrique Aristides Beltrame Ribeiro diz que o curso de agroecologia abriu novos horizontes. “Hoje percebo que tenho muito mais possibilidade de sobreviver bem na agricultura”, completa Beltrame.


,22/09/2015 às 07:47

Mercado chinês é o principal importador da soja brasileira

Carro-chefe do agronegócio brasileiro, a soja se destacou mais uma vez na produção nacional, com 96,2 milhões de toneladas, em uma área de 32 milhões de hectares na safra 2014/2015. A produtividade alcançou 3 mil quilos por hectares.
As vendas externas da soja em grão atingiram, de janeiro a agosto deste ano, US$ 17,73 bilhões, o equivalente a 45,85 milhões de toneladas. O principal importador foi o mercado chinês.
O preço mínimo de garantia da soja em vigor no território nacional é de R$ 26,38 a saca de 60 quilos.
Os números constam do Sumário Executivo de Produtos Agropecuários, publicado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Além de dados estatísticos, o sumário publica cotações de preços e números do mercado agrícola, calendário de plantio e colheita e informações de apoio do governo à comercialização.
No Sumário Executivo de Produtos Agropecuários também podem ser encontrados subsídios para outros produtos, como arroz, algodão, café, complexo carne, milho, trigo, feijão, leite e laranja.
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

NOTICIAS DA PECUARIA


,19/09/2015 às 08:03

Início do novo ciclo de soja deve acontecer a partir do dia 25 em MS



Após o fim do vazio sanitário, os produtores de soja agora esperam um clima propício para iniciar o novo ciclo da oleaginosa, o que deve acontecer a partir do dia 25 deste mês. A expectativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) é que a safra 2015/2016 de soja deva superar 7 milhões de toneladas, o que representará um crescimento de 3% em relação ao último ciclo.

Na fase de pré-plantio do grão, a equipe técnica da Aprosoja/MS composta por oito técnicos divididos em regiões estratégicas do mapa, já deu início às visitas nas propriedades, que seguem até março de 2016. As amostras coletadas em todas as fases de desenvolvimento do vegetal são divulgadas através do Siga MS – Sistema de Informação Geográfica e Agronegócio. A ferramenta de monitoramento permite que o produtor e outros interessados acompanhem o andamento das lavouras do Estado.

O clima deve ser favorável para que a expectativa de produção seja atingida, já que o fenômeno climático El Niño deve trazer chuvas de verão, o que é ideal na fase desenvolvimento das lavouras. Outro ponto importante que o sojicultor deve se atentar é com o controle biológico de pragas, para combater insetos predadores e inimigos no desenvolvimento das lavouras.

Com informações da Aprosoja/MS


,17/09/2015 às 07:40

São Gabriel do Oeste recebe curso de análise e classificação de grãos

Acontece entre os dias 17 e 19 de junho, no Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste (MS), o curso de análise e classificação de grãos (milho e soja). A qualificação é oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) em parceria com o sindicato rural do município.

O curso tem como objetivo classificar o milho e a soja, seguindo os padrões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e abordará temas como: procedimentos para classificação vegetal, importância da classificação dos grãos, apresentação de legislações e aprenderão na prática como classificar o milho e a soja conforme as normas do Mapa.

A qualificação tem carga horária de 24 horas e as inscrições podem ser feitas pelo site: www.senarms.org.br.

NOTICIAS DA PECUÁRIA


,11/09/2015 às 06:39

Safra 15/16 de soja deve contar com 32,2 mi de hectares para cultivo

A Consultoria Céleres divulgou na última quarta-feira (9) uma estimativa para a área destinada no Brasil para o cultivo de soja na safra 2015/2016. De acordo com a entidade, mesmo com a queda nos preços da oleaginosa, 32,2 milhões de hectares devem ser reservados para o plantio.

Essa área representa um crescimento de 2,3% em relação à última safra, baseado nisso, a produção nacional de soja deve chegar a 97,08 milhões de toneladas, o que significa um avanço de 1,2% na produção da última temporada. Com isso, a consultoria aponta que o Brasil terá uma produtividade projetada em 3,02 toneladas por hectare.

A firmeza da demanda mundial pela soja deve fazer com que o consumo da oleaginosa cresça em 3,5% em relação à temporada passada, devendo chegar a 166,6 milhões de toneladas em 2015/2016.

Com informações do Agrolink

NOTICIAS DA PECUÁRIA


,09/09/2015 às 07:45

Recorde de produção marca a colheita do milho



Há cerca de 30 anos, os produtores passaram a cultivar uma segunda safra de milho, durante o inverno, e recebeu este nome pois se tratava de áreas de pequenas proporções. Com a adoção de tecnologias e devido ao clima propício, Mato Grosso do Sul atingiu na safra 2014/15 o recorde de produção, de 9 milhões de toneladas, e produtividade de 88 sacas por hectares, garantindo ao Estado uma Super Safra.

Os dados foram apresentados no último levantamento do Siga/MS – Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio, ferramenta de monitoramento da Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, na sexta-feira.

Na primeira quinzena de março, início da semeadura do safrinha no Estado, a entidade estimava produzir 8,3 milhões de toneladas do grão, número que foi superado em 8,4%. Durante a colheita da cultura, técnicos da Aprosoja/MS percorreram mais de 1,5 mil hectares, área que corresponde a 92% do total destinado ao milho safrinha, que nesta safra cresceu 5% e marca 1,7 mil hectares. Cerca de 30% do grão foi plantado depois do dia 10 de março, ou seja, fora da janela ideal para que as lavouras não sintam os efeitos das geadas no Estado.

A produtividade, se comparada com o ciclo anterior, quando foram registradas 85 sacas por hectare, o crescimento foi de 3,5%. Entre os municípios com maior média ponderada, cálculo que considera o plantio feito fora e dentro do período de Zoneamento Agroclimático, em primeiro lugar aparece São Gabriel do Oeste (103,7 sacas por hectare), seguido de Costa Rica (100,6 sacas), Alcinópolis (100,5 sacas) e Amambai (95,1 sacas).

“Trabalhávamos com a permanência da produção de grãos da safra anterior com possibilidade de alcançar 8,5 milhões de toneladas, mas acreditávamos no potencial para o ciclo e o clima ficou do nosso lado, ajudando tanto no plantio, com chuvas regradas, quanto na colheita, com a estiagem”, lembrou o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto.

Além do clima outro fator pode ter contribuído para a Super Safra, é o Sistema de Plantio Direto. O método consiste em manter na superfície a palha e os demais restos vegetais de outras culturas, o que garante cobertura e proteção do solo. Cerca de 85% das lavouras visitadas utilizam este tipo de manejo. A técnica aumenta a retenção de água no solo, enriquece a terra com material orgânico, que são características que influenciam diretamente no desenvolvimento do vegetal, além de diminuir custos de produção.

Este foi o último levantamento oficial para o milho safrinha em Mato Grosso do Sul, na próxima semana dará início o acompanhamento da safra de soja 2015/2016. “O Siga se aperfeiçoa e consolida a cada safra, como fonte de pesquisa de dados e informações empíricas, servindo de base para estudos realizados por instituições diversas, confirmando a qualidade do projeto, respaldando a sua renovação em cada safra”, complementa Bortolotto.
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Fonte: Sulnews


,08/09/2015 às 07:14

Venda antecipada da safra de soja já chega a 27,3% no Estado



O plantio da próxima safra de soja só se inicia em duas semanas, mas os negócios estão adiantados. Os sojicultores sul-mato-grossenses já venderam, antecipadamente, 27,3% da oleaginosa, que só será colhida a partir de fevereiro de 2016. A média histórica de vendas antecipadas para esta época é de 10%. Também a comercialização do milho segue em ritmo acelerado. Do milho safrinha, que será plantado a partir de março do próximo ano, já está comprometidos 12%, fato inédito para o Estado. Os números, informados pela corretora Granos Commodities Agrícolas, são impulsionados, entre outros fatores, pela disparada cambial.
“Está muito adiantada”, observou o consultor da Granos, Carlos Ronaldo Dávalos, em referência à comercialização dos grãos. “Isso se relaciona, sem dúvida, com o cenário cambial”, acrescenta. O dólar, que atinge patamares recordes, passando da casa dos R$ 3,70, torna as vendas interessantes, mesmo com o valor da commodity em queda.
Ainda conforme números da Granos, as vendas no mercado spot (grãos disponíveis) correspondem a 82,75% da soja produzida em Mato Grosso do Sul. Isso representa 5,85 milhões de toneladas de uma safra que somou 7,08 milhões de toneladas. Mesmo sem vender a totalidade da safra atual, os sojicultores já negociam, em percentual relativamente elevado, a soja que começará a ser plantada em 15 dias e que será colhida a partir de fevereiro de 2016. Os 27,30% são quase o triplo da média histórica para o período. “Nesta época do ano, a comercialização antecipada varia de 8% a 12%”, informou Dávalos.

CORREIO DO ESTADO


,07/09/2015 às 09:07

Piscicultura é tema de curso em Ribas do Rio Pardo



Acontecerá de 08 a 11 de setembro, no Assentamento Avaré em Ribas do Rio Pardo, o curso de Implantação e Manejo Básico de Piscicultura. Os participantes irão aprender noções básicas sobre o tema, como as medidas de segurança no trabalho, biologia dos peixes e manejo sanitário.

O curso é resultado de uma parceria entre o Serviço de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) e o Sindicato Rural de Ribas do Rio Pardo.

Interessados podem enviar email para o endereço eletrônico: sindicatorural.rrp@bol.com.br ou entrar em contato pelo telefone: Telefone: (67) 3238-1395.

NOTICIAS DA PECUARIA


,05/09/2015 às 07:42

Colheita do milho safrinha em MS bate recordes de produção e produtividade

O último levantamento da colheita do milho safrinha em MS feito pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), ferramenta de monitoramento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), divulgado nesta sexta-feira (4), apontou novos recorde de produção e produtividade, garantindo ao Estado uma Super Safra.

De acordo com o relatório, a safra 2014/2015 do milho safrinha em MS atingiu 9 milhões de toneladas e teve produtividade de 88 sacas por hectares. O ótimo desempenho do grão pode ser explicado por conta da adoção de tecnologias na hora do plantio e da colheita e também devido ao clima propício durante a semeadura e a colheita.

O resultado inclusive superou as estimativas da Aprosoja/MS que eram de produzir 8,3 milhões de toneladas do grão, com produtividade de 85 sacas por hectare, número que acabou sendo superado em 8,4% e 3,5% respectivamente. Ao todo, a área de cultivo destinada ao milho safrinha, que cresceu 5% nesta temporada, é de 1,7 mil hectares.

Os municípios que registraram maior média ponderada, cálculo que considera o plantio feito fora e dentro do período de Zoneamento Agroclimático, foram: em primeiro lugar, São Gabriel do Oeste (103,7 sacas por hectare), seguido por Costa Rica (100,6 sacas), Alcinópolis (100,5 sacas) e Amambai (95,1 sacas).

Com informações da Aprosoja/MS


NOTICIAS DA PECUARIA


,04/09/2015 às 07:43

Homem é multado por transportar madeira ilegal em MS



A Polícia Militar Ambiental de Cassilândia (MS) autuou na última terça-feira (1º de setembro), um homem que transportava um caminhão com carga de 12 m³ de madeira em lenha sem documentação ambiental, na rodovia MS-240, no município de Inocência (MS).

O motorista do caminhão não possuía o Documento de Origem Florestal (DOF), que é o documento ambiental necessário para transportar e armazenar qualquer produtor florestal. O homem foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil de Inocência, juntamente com a carga de madeira irregular que foi apreendida.

O infrator foi multado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em R$ 6.900,00 e também irá responder por crime ambiental e caso seja condenado poderá receber pena de detenção de seis meses a um ano.

Com informações da PMA

NOTICIAS DA PECUARIA


,02/09/2015 às 08:13

Entenda o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

Com mais de 2,6 milhões de famílias beneficiadas, o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) transformou a vida dos brasileiros residentes no campo e, hoje, é exemplo mundial de política pública de sucesso. Nesses 20 anos, 5.379 munícipios foram contemplados com cerca de R$ 156 bilhões em projetos cujo financiamento partiu de contratos assinados no âmbito do Pronaf.

O caminho para conseguir usufruir do programa é muito simples. O primeiro passo é o agricultor familiar com renda de até R$ 360 mil definir qual projeto pretende desenvolver. Obrigatoriamente, a ideia deve ter como finalidade a geração de renda para agricultores familiares ou assentados da reforma agrária. Entretanto, os recursos podem ser utilizados desde o custeio da safra até investimentos em máquinas, equipamentos e infraestrutura.

Projeto esboçado, é a hora da família procurar o sindicato rural ou a Emater para conseguir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Em seguida, com o documento em mãos, o agricultor deve procurar a Assistência Técnica e Extensão Rural do município para elaboração do Projeto Técnico de Financiamento.

Ideia posta no papel, é preciso encaminhá-la ao agente financeiro responsável pela análise e aprovação de crédito. As linhas de créditos oferecidas pela Pronaf podem sem consultadas aqui.

Podem participar do programa agricultores familiares cuja renda familiar bruta alcançou, nos 12 meses que antecedem a solicitação do Pronaf, até R$ 360 mil. O agricultor deve estar com o CPF regularizado e livre de dívidas. Não pode participar quem tiver contratado operação de investimento sob a égide do Programa de Crédito Especial para a Reforma Agrária (Procera) ou contratado o limite de operações ou de valor de crédito de investimento para estruturação no âmbito do Pronaf.

Para os beneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário, o interessado deve procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE).

Consulte aqui as condições das linhas de crédito para a safra 2014/2015.

PORTAL BRASIL


,31/08/2015 às 06:30

Colheita do milho safrinha em MS atinge 82,1% da área plantada



A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) divulgou nesta semana dados sobre a colheita do milho safrinha da safra 2014/2015. As informações obtidas pelo Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga) mostram que até o dia 20 de agosto, 82,1% da área cultivada com o grão já havia sido colhida.

A expectativa dos agricultores do Estado para esta safra é boa, já que as condições climáticas tem sido favoráveis. Com isso as lavouras apresentaram bom desenvolvimento e a previsão da Aprosoja/MS é que sejam colhidas 8,3 milhões de toneladas do milho safrinha neste ciclo.

Em Mato Grosso do Sul, o ritmo da colheita é mais acelerado nas regiões centro e norte do Estado, onde a porcentagem média das áreas colhidas é de 83,5%, aumento de 9,7% em relação ao último levantamento. Existem casos de agricultores de Camapuã, Chapadão do Sul e Coxim que já concluíram a colheita.

Já nas regiões sudeste e sudoeste, a média das áreas colhidas é de aproximadamente 80,9%, crescimento de 15,5% em relação à última semana. Destas regiões, os municípios que mais estão com a colheita avançada são Amabai, Caarapó, Dourados, Itaporã, Juti e Rio Brilhante, com 90% da área já colhida.

Com informações da Aprosoja/MS

NOTICIAS DA PECUARIA


,28/08/2015 às 06:28

Caarapó, Juti e Amambai avançam na colheita do milho safrinha



Caarapó avançou na colheita do milho safrinha 2014/2015 e alcançou na semana passada 90% de área colhida. Segundo o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga) da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja/MS), Caarapó está entre seis municípios das regiões sudeste e sudoeste que apresentaram maior evolução na colheita do milho.

O Siga informou que em relação à semana anterior a pesquisa, os municípios evoluíram de maneira significativa, Caarapó, por exemplo, pulou de 60% para 90% na colheita. E desta forma verifica-se que as regiões sudeste e sudoeste apresentam porcentagem média de área colhida em torno de 80,9%, um aumento de 15,5%. Os municípios mais avançados são Amambai, Caarapó, Dourados, Itaporã, Juti e Rio Brilhante, todos com 90% de área colhida.

Nas regiões centro e norte apresentam porcentagem média de área colhida em torno de 83,5%, um aumento de 9,7% em relação anterior a pesquisa. Tendo Costa Rica e Paraíso das águas como os municípios mais avançados, ambos com 95%, além dos municípios que já finalizaram a colheita que são Coxim, Chapadão do Sul e Camapuã.

E informou que as regiões centro/norte, estão mais avançadas quanto à porcentagem de área colhida no Estado em comparação às regiões sudeste/sudoeste. A evolução da colheita na última semana, no estado, foi de apenas 12,8% saindo de 69,3% em 14/08 para 82,1% em 21/08.

Segundo o Siga a estimativa é de 8,3 milhões de toneladas do grão colhidas no Mato Grosso do Sul. E com o clima seco e sem chuvas os trabalhos de colheita avançam em todas as regiões.
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Fonte: Sulnews


,25/08/2015 às 06:18

Mapa irá priorizar combate às pragas que mais prejudicam as lavouras


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento catalogou oito pragas de maior potencial para provocar prejuízos às lavouras, e todas estarão entre as prioridades de controle da pasta. As pragas são a ferrugem da soja, o mofo branco, a helicoverpa armigera (lagarta), a mosca branca, os nematoides, a broca do café, as ervas daninhas resistentes e o bicudo do algodoeiro.

A portaria com a relação das pragas foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (24). Segundo o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do ministério, Luís Rangel, a dinâmica da agricultura e a pressão das pragas determinam que o governo revise suas prioridades, a fim de disponibilizar produtos mais adequados às reais necessidades do agricultor.

De acordo com Rangel, o próximo passo será a definição, pelo ministério, do procedimento de levantamentos fitossanitários integrados com o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária para identificar as prioridades ano a ano.

Agência Brasil

FONTE:NOTICIAS DA PECUARIA


,25/08/2015 às 08:50

MINISTRA DA AGRICULTURA DISCUTIRÁ COM BANCOS FINANCIAMENTO DA SAFRA


O objetivo é identificar os gargalos no acesso ao crédito apontado pelos produtores e alternativas para superar problemas como o aumento das exigências de garantias pelos bancos para liberar os recursos. A principal preocupação é com os bancos privados, onde o crédito sofreu maior retração no primeiro semestre.

"Vamos fazer essa reunião, ver quais são as dificuldades, e ver o que a gente pode fazer", afirmou a ministra. "Não é possível que não encontremos mecanismos que possam superar esse desempenho."

A Folha de S.Paulo mostrou nesta segunda-feira (24) que os produtores de soja estão se queixando de dificuldades para obter empréstimos para custear sua produção a menos de um mês do início do plantio da nova safra.

Segundo Kátia Abreu, o governo começou a receber reclamações dos produtores sobre dificuldades de acesso a crédito há cerca de 20 dias.

"Quando os produtores reclamam de várias partes do país, pode ter certeza que é verdade, que alguma coisa tem. A luz amarela já tinha acendido", afirmou.

Nos primeiros sete meses do ano, o financiamento do custeio e comercialização da safra caiu 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando R$ 47 bilhões, segundo números do Banco Central compilados pelo Ministério da Agricultura.

A queda foi mais concentrada no crédito oferecido pelos bancos privados, que despencou 24%, para R$ 13,4 bilhões. Nos bancos públicos, que respondem pela maior fatia do financiamento, o recuo foi de 2%, para R$ 28,9 bilhões.

A ministra ponderou que o fato de a Caixa Econômica Federal ter apenas recentemente aumentado sua participação no crédito agrícola justifica uma maior cautela do banco nas concessões.

"O que a gente pode e vai fazer em relação à Caixa é ela poder compreender melhor o setor, tomar algumas medidas que flexibilizem essa questão", disse a ministra.

Ela acrescentou que os bancos privados também têm menor experiência com o crédito agrícola e se retraíram no primeiro semestre do ano por causa da crise econômica e política.

A avaliação é que esse cenário já começou a se distender a partir de julho, depois de o governo ter anunciado o Plano Safra 2015/2016, com um aumento de 20% de recursos em relação ao ano anterior. No mês, o crédito avançou 32% em relação ao mesmo período do ano passado (alta de 62% nos bancos públicos e 6% nos privados).

"A gente pode ficar despreocupado? Não, mas um pouco aliviado", diz Kátia Abreu.

Participarão da reunião em Brasília a CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a CNA (Confederação Nacional da Agricultura), além de entidades setoriais de produtores e cooperativas.

Do lado do governo, está prevista ainda a participação do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy.


Fonte: O TEMPO


,22/08/2015 às 07:55

Brasileira receberá o principal título de agricultura orgânica do mundo


A engenheira agrônoma austríaca naturalizada brasileira, Ana Primavesi de 92 anos, será a primeira representante do Brasil a receber o One World Award, principal título da agricultura orgânica mundial, que honra ativistas que impactaram positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos, com seus trabalhos.

A premiação conferida pela International Federation of Organic Agricultura Movements (Ifoam), é um reconhecimento ao pioneirismo de Ana na agricultura orgânica não só no Brasil, mas também na América Latina, onde contribuiu para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.

Um dos principais ensinamentos de Primavesi foi mostrar que é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e de suas necessidades. Já o seu livro “Manejo Ecológico do Solo” é considerado uma das bíblias da produção orgânica e é leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do Brasil.

Outro trabalho que mostra os ensinamentos da engenheira agrônoma é o documentário “O Veneno Está na Mesa”, que conta com falas de Eduardo Galeano, e você pode conferir no vídeo abaixo:

NOTICIAS DA PECUARIA


,21/08/2015 às 08:53

Especialistas defendem mudança profunda na agricultura moçambicana

Economistas moçambicanos defendem a redifinição das políticas agrárias do país, por forma a que a agricultura seja verdadeiramente a base da economia nacional.

O sector é, na essência, predominantemente de subsistência e caracteriza-se por baixos níveis de produção e de produtividade. O ministro da Agricultura, José Pacheco, deu conta das prioridades e desafios das políticas agrícolas do país.

"Temos como prioridade prestar serviços com eficiência e eficácia, tendo em vista a segurança alimentar e nutricional e a exportação de produtos agrários. Fizemos um alinhamento de um conjunto de constragimentos principais nas esferas tecnológica, produtiva, mercados, sistema financeiro rural e infra-estruturas", disse Jos Pacheco.

Para o economista João Ferreira o Estado tem estado a fazer o papel que caberia ao sector privado e pergunta "por quê o sector privado não investe na produção de mandioca, por exemplo".

Porseu vez, o também economista Firmino Mucavele diz que o país deve tirar proveito do trabalho de investigação agrícola que já foi feito no país.

"Se nós formos ao Instituto de Investigação Agrária encontraremos muita coisa feita, quanto é onde disso que foi feito estamos a aproveitar, o que estamos a retirar de lá?Por outro lado estão a entrar outras variedades, será que as conhecemos ou a controlá-las?", pergunta Mucavele.

A agricultura é tida como uma actividade de risco, mas para ultrapassar este e outros problemas a opção é a economia de escala, segundo defendeu Rangendra de Sousa.

" É economia de escala que pode ser a solução, nós não vamos dar um passo enquanto não tivermos economia de escala", diz Regendra de Sousa, lembrando que passados 40 anos nós fomos incapazes de repor a rede comercial que é o elemento que liga o produtor, o industrial e o consumidor".

Estas reflexões foram feitas num encontro promovido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que reuniu entidades que directa ou indirectamente realizam actividades ligadas a agricultura.

VOZ DA AMÉRICA


,19/08/2015 às 07:53

Polícia Federal indicia cinco por fraude no Ministério da Agricultura



A Polícia Federal (PF) encaminhou relatório parcial com conclusões do inquérito da Operação Semilla à Justiça Federal. A ofensiva investigou a atuação de um grupo criminoso que agia no âmbito da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande do Sul.

Foram indiciadas cinco pessoas, sendo dois servidores públicos e uma ex-servidora, por corrupção passiva e corrupção ativa, advocacia administrativa e associação criminosa. Entre os indiciados, está o ex-superintendente do Mapa no Estado Francisco Signor, que havia sido afastado do cargo no início das investigações.

Superintendente do Ministério da Agricultura coordenava organização criminosa, diz PF
Fraude envolvendo Ministério da Agricultura duraria pelo menos 20 anos

O inquérito policial da Operação Semilla identificou um prejuízo de R$ 20,5 milhões aos cofres do ministério no Estado. Conforme a PF, o recurso teria sido desviado de pagamentos referente a eventos fictícios da empresa Ícone Eventos e Viagens Ltda, contratada para prestação de serviços ao ministério.

A PF chegou até este montante através de dados da investigação, conduzida pela Unidade de Repressão ao Desvio de Recursos Públicos (UDRP), e de documentos colhidos em 13 de maio.

* Zero Hora


,18/08/2015 às 07:26

Maracujá é opção lucrativa em Naviraí



- A fruticultura ganhar espaço entre os produtores de Naviraí. Após a experiência com o abacaxi, o maracujá é a nova opção lucrativa -

EDILSON OLIVEIRA
Floração do maracujá despontando em julho, um mês tradicionalmente frio (época em que a planta entra em repouso) acabou encantando o engenheiro agrônomo da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Jorge Falcão Petroni. Com a ajuda da estiagem atípica e da irrigação, a visão que o maravilhou aconteceu no sítio do produtor Jorge Cestari.

Na margem da rodovia MS-141, na ligação Naviraí - Ivinhema, nas proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Jorge Cestari, em cerca de meio hectare está fixando a cultura da variedade FB 200, adquirida de uma produtora de sementes de Araguari (MG).

Em Naviraí a variedade já havia sido plantada com a constatação da resistência às doenças que atacam a espécie que tem ciclo de quatro anos, entre a implantação da cultura e a primeira colheita.

PRODUZINDO
Em um lote do assentamento Juncal, o pequeno produtor rural assentado, Paulo Afonso Pereira (Paulão) está produzindo bem com apenas 70 pés. Ele disse que ainda não havia parado para fazer as contas de sua arrecadação e de seus gastos, por isto não poderia dizer ainda qual foi a lucratividade.

Paulão disse que após dois anos de trabalho, conseguiu vender uma produção de 1,5 tonelada para mercados, lanchonetes e frutarias com a entrega por R$ 3,50 o quilo, ou seja, R$ 5,25 mil.

Paulão produz maracujá e abacaxi, e agora plantou goiaba. A meta dele é vender mais dentro dos programas governamentais de aquisição de produção da agricultura familiar par a merenda escolar, que chega a pagar até R$ 8 por quilo de maracujá, além de outras culturas Neste pensamento ele incluiu as hortaliças em seu programa de diversificação da produção.

SUL NEWS


,17/08/2015 às 07:51

Produção de cana de MS deve ter crescimento de 28,4% em 2015


Com 713,7 mil hectares de cana-de-açúcar plantados, Mato Grosso do Sul destaca-se como a quarta maior área plantada da cultura no Brasil e deverá colher cerca de 55,1 milhões de toneladas nesta safra.

É o que mostra o segundo levantamento do ano sobre a produção de cana, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume colhido em MS deverá superar em 28,4% a colheita do ano passado.

No Brasil, a produção de cana-de-açúcar levantada para safra 2015/2016 indica que o país pode colher 655,2 milhões de toneladas, com um índice 3,2% superior aos 634,8 milhões de toneladas da safra anterior.

A reportagem completa sobre este assunto pode ser encontrada na página 7 do Jornal Correio do Estado desta sexta-feira (14).

Jornal Correio do Estado

NOTICIAS DA PECUARIA


,15/08/2015 às 08:02

Agricultura na era digital


Valmor Raul de Farias se dedica à plantação de bananas há 30 anos, em Corupá, no Norte catarinense, sempre preocupado com o preço pago ao produtor, o valor dos insumos e do diesel e as condições climáticas. Mas neste mês, o sorriso sempre estampado no rosto de Valmor e a euforia do dia a dia têm outro motivo, bem distante dos bananais.

As frutas produzidas por ele e pelas 27 famílias associadas à Cooper Rio Novo ganharam um QR Code, código que permite rastrear a localização e o produtor responsável por cada cacho da fruta.
No início, o comprador achou que era mais uma invenção boba, com custos extras. Contudo, pouco tempo depois, ele teve outra impressão, pois os Estados passaram a exigir a rastreabilidade dos produtos agrícolas.

Antes do QR Code, a cooperativa já havia recebido um logotipo, embalagens personalizadas com a marca e até caixas de papelão estilizadas para o transporte das bananas do tipo premium.

O trabalho realizado pelo Núcleo de Gestão de Design (NGD) da UFSC com a Cooper Rio Novo e outros 50 empreendimentos rurais busca valorizar a produção e dar uma imagem mais profissional ao produto da agricultura familiar, a começar pelo registro das marcas.

— Faltava uma identidade para aquelas pessoas, que são tão unidas para produzir e buscam o mesmo objetivo. O que fizemos foi mostrar o potencial do projeto, mas esse é um processo gradativo — explica o professor Eugênio Merino, que é coordenador do NGD e responsável pelos 15 pesquisadores envolvidos no projeto.

A pesquisa explora agora a ergonomia dos trabalhadores da bananicultura. Recentemente, foram implantados sensores nos braços e nas mãos dos agricultores para acompanhar todo o trajeto do plantio até a fase de embalagem.

As informações coletadas alertam para os problemas de saúde mais comuns da profissão, principalmente a artrose reumatoide causada pelo esforço repetitivo.

A equipe de pesquisadores já desenvolveu ferramentas adaptadas para minimizar os danos e, em dois meses, elas chegarão à cooperativa para os primeiros testes.

Enquanto isso, na Cooper Rio Novo, os agricultores lavam, classificam e embalam – o que garante um preço 30% maior por caixa do que o valor pago pelas frutas sem beneficiamento – e estudam uma forma de reduzir os 2% ou 3% de perdas registradas na produção.

As frutas menores, que hoje são descartadas, são vendidas em embalagens voltadas para as crianças; as bananas que se desprendem do buquê podem ser oferecidas em bandejas com cinco unidades, por exemplo.

União gerou frutos inesperados

Com o objetivo de manter os jovens no campo e incentivar o empreendedorismo deste segmento, o Programa SC Rural, do governo do Estado, já destinou mais de R$ 3 milhões para 135 projetos. E foi com R$ 142 mil deste programa que a Cooper Rio Novo, de Corupá, conseguiu comprar tratores e uma esteira para agilizar o beneficiamento da banana, além de um computador para o serviço administrativo.

Depois, outros recursos vieram por meio de emendas de parlamentares e garantiram a compra de um gerador de energia e uma câmara frigorífica para climatizar a banana.

— Quando estamos separados, ninguém enxerga o produtor, mas quando nos juntamos, conseguimos até o que a gente nem esperava alcançar – diz, emocionado, Valmor Raul de Farias, presidente da cooperativa.

Depois de experiências de cooperativismo malsucedidas e que deixaram rastros de dívidas de mais de R$ 1 milhão, não foi fácil para os produtores no Norte de SC acreditarem que dessa vez ia dar certo.

Eles só aceitaram se reunir porque se tratava de uma associação e, em 1994, surgiu a Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco). Desde então, o objetivo maior do grupo, que hoje reúne 418 associados, é a compra coletiva de fertilizantes e defensivos agrícolas, reduzindo os custos para os agricultores.

O frio ajuda e também atrapalha

Os cinco mil produtores catarinenses colocaram o Estado como o terceiro maior produtor nacional ao colher 689 mil toneladas de banana em 2012. São quase 30 mil hectares dedicados ao cultivo das variedades prata e nanica.

A produtividade é de 23,3 toneladas por hectare, volume muito abaixo das 27,7 toneladas colhidas pelo Rio Grande do Norte e das 37 toneladas da Índia, país que é o maior produtor da fruta no mundo.

A geografia responde por muito desta diferença, já que a banana é natural de clima tropical. Líder na América Latina, o Equador tem ciclos de seis meses para o amadurecimento da fruta, enquanto o Sul do Brasil precisa de 10 a 13 meses.

Mas se o frio reduz a velocidade de maturação, ele também espanta grande parte dos parasitas, que exigem a pulverização de agrotóxicos 40 vezes ao ano por lá. Em SC, são apenas seis.

Corupá sedia congresso

Os métodos de prevenção de doenças como o TR4, fungo encontrado em plantações de banana na Ásia e na África, serão assunto no Congresso Latino-americano e do Caribe de Bananas e Plátanos, que ocorre entre os dias 18 e 20 de agosto, em Corupá, no Norte de SC.

O evento acontece pela primeira vez no Brasil e terá a presença de 500 participantes, sendo 50 pesquisadores de 16 países.

Além das pragas, o congresso aborda ainda a produção não convencional, a falta de água e os reflexos na irrigação e as mudanças climáticas. Após as discussões técnicas, Corupá sedia ainda a festa catarinense da banana, que se estende até dia 23, com exposições e cursos de alimentos à base de banana, concurso e desfile.



Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Código permite rastrear a localização e o produtor responsável por cada cacho da fruta

FONTE: A NOTICIA


,13/08/2015 às 07:55

Estratégias de crédito devem fortalecer agricultura familiar do Estado



O governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), reiterou o compromisso em fortalecer a agricultura familiar do Estado junto ao Banco do Brasil. E para que os produtores rurais comecem o quanto antes a perceber as melhorias no setor, é que as duas entidades se reuniram, no final da tarde desta segunda-feira (10), para tratar sobre novas estratégias de gestão que tragam benefícios de acesso as linhas de crédito do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).
Na sede estadual da instituição financeira, o diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini e o diretor-executivo da Agência, José Alexandre Trannin foram recepcionados pelo superintendente do Banco do Brasil de MS, Evaldo Souza, o gerente regional de varejo, Fábio Alexandre Pereira e a gerente de Negócios de Desenvolvimento Sustentável, Giljane Dourado.
No encontro, um dos primeiros assuntos debatidos foi a questão das nove cidades sul-mato-grossenses que ainda não contam com uma agência bancária própria. Caracol, Corguinho, Coronel Sapucaia, Japorã, Jaraguari, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Rochedo e Taquarussu são os municípios que compõem a lista.
A relação dos nomes foi repassada em mãos ao superintendente do Banco do Brasil. “Ter uma agência bancária em cada cidade permite uma comodidade maior para o trabalhador rural que tem interesse nos recursos disponibilizados pelo Plano Safra da Agricultura Familiar”, afirmou Felini.
O apoio na promoção da I Feira da Agricultura Familiar de Sidrolândia também foi outra questão abordada durante o tempo em que as autoridades estiveram reunidas. Todas as demandas repassadas serão avaliadas pelo Banco do Brasil, segundo a declaração de Evaldo Souza. “Aquilo que estiver ao alcance da superintendência vamos resolver e o que for de competência de Brasília vamos encaminhar para que seja dado a melhor solução”, garantiu o superintendente.
Também foram temas de análises as cidades referência em boa gerência de recursos do Plano Safra. Cassilândia, por exemplo, conseguiu movimentar até julho um total de R$ 8,5 milhões em recursos através de projetos aprovados no Pronaf. Já Figueirão foi considerada a primeira do País no ranking de liberação de linhas de crédito, entre os municípios que possuem a agência do Banco do Brasil de nível 6. A média nacional em localidades com postos de atendimento desse porte fica abaixo de R$ 1 milhão.
Para o gerente regional de varejo, Fábio Alexandre Pereira, uma boa alternativa para aquecer o desenvolvimento da agricultura familiar nos 79 municípios é criar um Conselho Estadual do Pronaf. “Acredito que a implementação vá melhorar essa articulação no Estado com o envolvimento das principais entidades que trabalham com o Plano Safra: Incra, Conab, Agraer, MDA e o próprio banco, é claro”, disse.
Ao final do encontro, cada entidade se comprometeu em avaliar os apontamentos levantados para que medidas sejam acertadas em conjunto pelas duas entidades.

CORREIO DO ESTADO


,11/08/2015 às 07:40

Forte ritmo das exportações de milho sustenta mercado interno


O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou um levantamento sobre a atual situação das cotações de milho no mercado interno brasileiro. De acordo com a entidade, mesmo com a colheita de milho safrinha avançando no Paraná e no Centro-Oeste, os preços estão em alta na maioria das regiões.

Essas altas podem ser explicadas por conta do forte ritmo das exportações do cereal nas últimas semanas. Prova disso foi que em julho a quantidade embarcada foi 9 vezes superior à de junho deste ano e o dobro do mesmo período do ano passado.

Outro fator que contribui nesse resultado é a alta do dólar, já que isso acaba atraindo mais vendedores para negócios de exportação, tornando o grão brasileiro mais competitivo. No mês de julho foram embarcadas 1,28 milhões de toneladas de milho, pelo preço médio de US$ 170,00 a tonelada.

Com informações do Cepea


,10/08/2015 às

Governo do Estado e MDA apresentam Plano Safra aos agricultores familiares



Representando o secretário de Estado da Produção e Agricultura Familiar, Fernando Lamas, Aristóteles Ferreira Junior, membro da secretaria executiva do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedrs), participou junto da equipe da Delegacia Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (DFDA), nesta quinta-feira, da reunião técnica para apresentação do Plano Safra 2015/16 da Agricultura Familiar no município de Mundo Novo.
O objetivo, segundo Aristóteles, é levar informações sobre os critérios e formas de acesso ao crédito rural, bem como as normas e etapas para enquadramento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), possibilitando aos agricultores familiares o bom entendimento sobre as questões relativas às novas medidas e diretrizes gerais voltadas à agricultura familiar. “Nas reuniões são esclarecidas as duvidas e são oferecidas as orientações necessárias para que os agricultores familiares se habilitem e possam usufruir de tudo que o plano oferece, da melhor forma”. Completou.
Conforme a programação, que teve início na terça-feira (4) com a apresentação em Dourados, e prosseguiu na quarta-feira (5) com a apresentação em Amambai, nesta quinta-feira (6) o município visitado é Mundo Novo e na sexta-feira (7) Ivinhema.
Os trabalhos são retomados na segunda-feira (10) com reunião em Inocência, terça (12) em Rio Verde, quarta (13) em Jardim, encerrando na quinta-feira (14) em Campo Grande.
A partir desta campanha, esclarece Aristóteles, a expectativa é ampliar consideravelmente o número de famílias beneficiadas com operações de crédito rural em Mato Grosso do Sul, principalmente por que esses trabalhadores são prioridade dentro das diretrizes de trabalho do Governo do Estado.
Pronaf
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destinado a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários – desenvolvidos em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas – ao completar 20 anos, tem investimentos anunciados para esta safra, de R$ 28,9 bilhões, o maior valor já destinado a esse programa.
O plano terá taxas de juros de 0,5% (microcrédito) a 5,5% para o agricultor familiar. No caso dos produtores que vivem na região do semiárido, em áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento da Região Nordeste (Sudene), os juros serão de 0,5% (microcrédito) a 4,5%. O governo também ampliou a cobertura do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), que oferece cobertura de 80% da receita bruta esperada com bonificação para quem sofrer as menores perdas e limite de cobertura para quem tem renda líquida de até R$ 20 mil.
O plano terá, ainda, R$ 1,6 bilhão para dois programas de aquisição de produtos da agricultura familiar pelo governo: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Para as ações de assistência técnica e extensão rural, estão previstos R$ 236 milhões para atender 230 mil famílias.
Acesse aqui a íntegra do Plano Safra da

Agricultura Familiar: http://www.mda.gov.br/plano_safra

FONTE:AGORA MS


,07/08/2015 às 07:27

Agricultores da Georgia fazem frente às cebolas de Bill Gates

As cebolas Vidalia são de origem e denominação protegida. Apenas podem ser produzidas na região com o mesmo nome, situada no Estado norte-americano da Georgia. Vários agricultores queixaram-se que uma quinta detida por interesses ligados a Gates estaria a vender cebolas comuns como se fossem Vidalia. Afinal não era assim, mas havia arestas para limar. E, enquanto isso, Gates perdeu mais de 100.000 dólares em cebolas que apodreceram durante a investigação estadual.
Em Outubro do ano passado, soube-se que algumas empresas ligadas à Cascade Investment – detida por um dos homens mais ricos do mundo, Bill Gates – tinham comprado centenas de hectares de terrenos no Estado norte-americano da Georgia, mais precisamente as Stanley Farms, que eram propriedade da família encabeçada por R.T. Stanley Jr.

Essas quintas incluíam as propriedades de Viladia Valley, Manning Farms e Vidalia Onion Farms, conforme noticiou na altura a publicação online The Packer.

Até aqui, nada de estranho. Uma vez que o fundador da Microsoft gere com a sua mulher a Fundação Bill & Melinda Gates, que visa erradicar doenças e mitigar a fome no mundo, os agricultores locais mostraram-se agradados com a "vizinhança".

No entanto, em Abril deste ano, tudo mudou. Alguns agricultores começaram a aperceber-se que as "cebolas de Gates" chegavam ao mercado mais depressa do que as cebolas dos seus concorrentes, com muito mais anos de experiência. E estranharam. Começaram a rondar as quintas e um dia viram chegar a uma delas um camião com cebolas de fora do território de Vidalia. Essas cebolas provinham da Florida, onde a Cascade Investment também tinha comprado terrenos para o cultivo desta planta.

Os agricultores fotografaram e fizeram queixa. As autoridades estaduais mandaram parar o processamento e embalagem das cebolas enquanto procediam a averiguações, o que provocou um enorme prejuízo: 100.000 dólares em cebolas apodrecidas.

As conclusões foram entretanto divulgadas esta semana. O Departamento de Agricultura do Estado da Georgia comunicou que não estavam a ser vendidas cebolas normais como sendo Vidalia. No entanto, essas cebolas da Florida encontravam-se nas mesmas instalações que as cebolas Vidalia e isso é que não pode ser. Por isso, a empresa não pagou multa mas levou uma advertência e estará "à prova" durante um ano.

Para Gary Black, comissário da Agricultura na Georgia, o desperdício das cebolas que apodreceram durante a investigação já foi advertência suficiente. Até porque a empresa que gere as operações naquelas quintas ficou avisada que um novo erro poderá levá-la a perder a licença de produzir cebolas Vidalia.


Os investigadores estaduais concluíram, então, que havia cebolas não-Vidalia nas mesmas instalações que as Vidalia, quando a lei diz que têm de estar devidamente separadas. "Há duas coisas que não se podem fazer. Não se pode colocar uma cebola comum numa embalagem de cebolas Vidalia e não se pode ter cebolas não-Vidalia no mesmo espaço de embalamento das Vidalia", disse Black, citado pela edição online da Growing Georgia.

Com efeito, nos termos da "Lei da Cebola Vidalia, de 1986", as cebolas Vidalia têm de estar num armazém selado por um representante estadual, não podendo ali entrar outro tipo de cebolas.

Importa esclarecer, conforme sublinhava a Bloomberg, que as cebolas Vidalia são o equivalente às uvas da região vinícola francesa de Bordéus. Não há iguais em qualquer outra região. Com efeito, uma conjugação de factores torna estas cebolas – que só podem ser produzidas em 13 condados de Vidalia e em sete sub-regiões desses condados – únicas no mundo.

A cebola Vidalia poderá, à primeira vista, parecer uma comum cebola de bolbos secos. Mas não é. As suas poucas variedades são produzidas, desde inícios da década de 1930, numa região determinada pela legislação da Georgia e pelo código dos regulamentos federais dos EUA, e são habitualmente mais doces do que a restante família, devido à baixa quantidade de enxofre no solo onde são cultivadas.

Parafraseando o chef de cozinha norte-americano Bobby Flay, "as cebolas Vidalia não são apenas as cebolas mais famosas do mundo; penso que devem ser as únicas cebolas famosas no mundo".

jornaldenegocios


,05/08/2015 às 07:37

MundoGEO e Embrapa promovem palestra online sobre Drones na Agricultura

Na próxima quarta-feira (5), Alexandre Scussel, Editor da MundoGEO e Lucio Andre de Castro Jorge, Pesquisador da Embrapa Instrumentação, vão estar ministrando uma aula online sobre o uso de Drones na Agricultura. O seminário online é gratuito e promovido pela MundoGEO e Embrapa Instrumentação.

Os especialistas vão falar sobre Drones para usos específicos na Agricultura de Precisão. O pesquisador Lucio Andrade tem realizado nos últimos anos, junto à Embrapa, projetos e pesquisas na área e deve compartilhar alguns resultados interessantes.

A chegada dos Drones no mercado tem proporcionado uma revolução na Agricultura pois ele permite ver o que acorre na lavoura, auxiliando o produtor rural nas operações de monitoramento e inspeção no campo.

Serviço:
O seminário será online na quarta-feira (5) a partir das 14h30. Faça já sua inscrição neste link: http://app.webinarjam.net/register/17520/b80afd5860

Quando você se inscrever, não se esqueça de preencher o seu nome completo.

CAPITAL NEWS


,31/07/2015 às 07:50

Moçambique e Vietname consolidam cooperação na agricultura

Os governos de Moçambique e do Vietname acordaram em Maputo o estreitamente das relações económicas e comerciais, apontando o domínio da agricultura, energia e transportes e comunicações como prioridades na cooperação bilateral.


Maputo e Hanoi avaliaram as possibilidades de alargamento da colaboração entre os dois países, durante um encontro entre o primeiro-ministro moçambicano, Agostinho do Rosário, e o primeiro-vice-ministro vietnamita, Hoang Trung Hai, no âmbito de uma visita de quatro dias que o governante vietnamita realiza a Moçambique.

"Há muita coisa que fazer, Moçambique e Vietname podem juntar esforços para proporcionar o bem-estar da população, quer do Vietname quer de Moçambique, e pensamos que a agricultura é uma das áreas que pode merecer prioridade, além de transportes e comunicações", afirmou o primeiro-ministro moçambicano.

O setor dos recursos minerais e a formação de técnicos moçambicanos em instituições de ensino do Vietname são outras das áreas em que os dois países podem intensificar a cooperação, assinalou Agostinho do Rosário.

Por seu turno, o vice-primeiro-ministro do Vietname realçou o potencial agrícola do seu país, principalmente na cultura de arroz, como uma área de grandes oportunidades para a cooperação económica com Moçambique.

"Temos alcançado bons resultados na produção de arroz, desenvolvemos 200 tipos de sementes de arroz e essa experiência pode ser uma oportunidade para Moçambique aproveitar", frisou Hoang Trung Hai.

Salientando que os dois países mantêm relações históricas, estabelecidas desde a independência de Moçambique há 40 anos, o vice-primeiro-ministro vietnamita referiu que a cooperação pode igualmente avançar nos domínios dos transportes e comunicações, formação de quadros, infraestruturas e saúde.

"Também estamos de acordo que podemos cooperar no domínio dos recursos energéticos e mudanças climáticas", acrescentou Hoang Trung Hang.

MUNDO AO MINUTO


,29/07/2015 às 07:44

Marcha das Margaridas quer fortalecimento da agricultura familiar

Hoje é dia de declarar nosso amor e gratidão pela terra e, ao mesmo tempo, às pessoas que sabem cultivá-la com o suor de seu trabalho.


As mulheres da terra que estão prestes a antecipar nossa primavera para o mês de agosto na Marcha das Margaridas.

Pessoas que conhecem os segredos e os ciclos da vida: hora de plantar, tempo de colher, tudo isso, com mão paciente que presta atenção à intensidade do sol, da chuva, e das estações do ano. Tudo para que não falte o alimento na nossa mesa.

EBC


,27/07/2015 às 10:40

Agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos por brasileiro


Pequeno agricultor celebra Dia da Agricultura Familiar e consolida papel na produção para o mercado interno; crédito para Pronaf em 2015 terá investimento recorde de R$ 28,9 bilhões

Principal responsável pela comida que chega às mesas das famílias brasileiras, a agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos consumidos em todo o País. O Dia Internacional da Agricultura Familiar é comemorado neste 25 de julho com a consolidação dos avanços promovidos pelas políticas públicas integradas de fortalecimento do setor, intensificadas na última década.

O pequeno agricultor ocupa hoje papel decisivo na cadeia produtiva que abastece o mercado brasileiro: mandioca (87%), feijão (70%), carne suína (59%), leite (58%), carne de aves (50%) e milho (46%) são alguns grupos de alimentos com forte presença da agricultura familiar na produção.

Com melhores condições de crédito e a ampliação de mercado por meio de programas como o de aquisição de alimentos, a agricultura familiar segue estruturada e com investimentos crescentes. Anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em junho, o Plano Safra 2015/2016 da agricultura familiar terá investimento recorde de R$ 28,9 bilhões pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os recursos representam um aumento de 20% em relação à safra anterior. Na safra 2002/2003, o crédito disponível foi da ordem de R$ 2,3 bilhões.

Na safra 2015/2016, o governo manteve baixas as taxas de juros, que variam entre 2% e 5,5%. Para a região do Semiárido, os juros ficaram ainda menores, entre 2% e 4,5%. O plano prevê ainda que a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) irá atender a 230 mil novas famílias de agricultores familiares, com foco na produção de base agroecológica.

“[O Plano Safra 2015/2016] demonstra o compromisso da presidenta Dilma com aqueles que mais precisam e que mais trabalham para produzir o alimento das famílias brasileiras”, ressaltou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra.

Juventude rural

Segundo o ministro, para continuar avançando em áreas-chave, o governo investiu no fortalecimento da agroindústria familiar, no cooperativismo, na produção agroecológica, na assistência técnica e extensão rural, na ampliação do mercado institucional para a agricultura familiar, na equidade de gênero e no apoio à juventude rural, “o presente e o futuro da agricultura familiar”.

Para fortalecer o apoio aos cerca de 8 milhões de jovens que hoje vivem no campo e têm participação ativa na produção agrícola, o governo trabalha no aperfeiçoamento do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural. De acordo com Ananias, o plano está em “processo de contrução de forma participativa e democrática”.

O Plano Nacional de Desenvolvimento Rural e Sustentável observa que o grande desafio do governo é tornar o campo um lugar atraente para os jovens, capaz de fazê-lo permanecer no meio rural. “Para isso, é preciso transformar a concepção da relação campo-cidade, ofertando qualidade de vida digna, trabalho e renda nas áreas rurais”, aponta o plano do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Uma ação importante no âmbito da política setorial é a ATER para a Juventude. O programa irá atender a 22,8 mil jovens rurais neste Plano Safra. Além disso, o Banco de Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, R$ 5 milhões para a produção de empreendimentos econômicos da juventude rural.

Ex-diarista abastece Programa de Aquisição de Alimentos

Ex-diarista, a agricultora familiar Lindaci Maria dos Santos, de 51 anos, aderiu ao Pronaf há pouco mais de cinco anos no Distrito Federal e hoje abastece o Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “Lutamos com muita garra mas temos um futuro. É uma coisa maravilhosa você colocar um produto [orgânico] na mesa”, contou Lindaci em depoimento ao Portal Brasil. Ela produz diversos tipos de alimentos orgânicos, entre frutas e hortaliças.

O Brasil fora do Mapa da Fome

O fortalecimento da agricultura familiar, aliado à execução de programas de inclusão social, como o Bolsa Família e o Pronatec Rural, contribuiu, por exemplo, para que o Brasil fosse retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Recentemente, a agência da ONU apresentou um relatório na qual afirma que o Brasil pode se tornar o principal exportador de alimentos do mundo na próxima década. O documento destaca o papel fundamental da agricultura familiar na produção de alimentos e elogia as políticas públicas do governo federal para o setor.

Fonte:

Portal Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)


,22 de Julho às 11:23

Bactéria faz causador da broca resistir à cafeína, aponta pesquisa Estudo foi publicado em revista c

Cientistas dos Estados Unidos anunciaram terem descoberto o motivo do causador da broca do café ser resistente e atacar o grão de forma tão agressiva. A chave seria uma bactéria presente no intestino do besouro, considerado a praga mais danosa para a cafeicultura, podendo causar até 80% de perdas de produtividade nas lavouras.

Para confirmar a hipótese, os pesquisadores selecionaram insetos que atacam cafezais em pelo menos sete regiões produtoras: Quênia, Indonésia, Índia, Porto Rico, Havaí, Guatemala e México. E se utilizaram de colônias de pelo menos quatro espécies de besouros, onde encontraram pelo menos 14 espécies de bactérias.
De acordo com os estudiosos, a bactéria presente no Hypothenemus hampei, nome científico da praga, anula os efeitos nocivos que a cafeína tem sobre os insetos de um modo geral e permite que o besouro complete seu ciclo de vida sobre grãos de café verde. Os cientistas descobriram que as bactérias não apenas eram resistentes à cafeína como se utilizavam do grão como fonte de carbono e nitrogênio.

O trabalho foi publicado pelo Nature Comunications. Menciona que a broca do café é considerada endêmica na África e que chegou à Indonésia em 1908 e ao Brasil em 1913. “As perdas anuais no Brasil são estimadas entre US$ 185 e US$ 315 milhões”, dizem os responsáveis pelo estudo.


“As consequências socioeconômicas devastadoras têm estimulado uma ampla pesquisa sobre os possíveis métodos de gestão de pragas; no entanto, informações detalhadas sobre alguns aspectos básicos da biologia do inseto, como o metabolismo, são escassas”, afirmam.


,21/07/2015 às 08:40

Gisele Loeblein: a crise grega, o déficit gaúcho e o plano safra

Parecem coisas diferentes e distantes. Durante o anúncio do Plano Safra estadual, no entanto, a crise trazida pelo calote grego, o déficit público gaúcho e os recursos liberados para produtores dividiram espaço.

Se há o reconhecimento de que a manutenção do Plano Safra estadual diante do atual quadro financeiro do Estado é importante, também é verdade que ficou um gostinho de quero mais com relação a alguns pontos do anúncio feito para 2015-2016. Serão R$ 2,8 bilhões, alta de 2,19% em relação ao ano passado.

O maior volume virá do Banrisul (R$ 1,9 bilhão), seguido de BRDE (R$ 500 milhões) e Badesul (R$ 400 milhões). Serão R$ 1,3 bilhão para linhas de investimento e R$ 1,5 bilhão para custeio, com juros que vão de 2,5% a 12%. Não haverá, neste ano, aporte de recursos do Tesouro estadual.



O governador José Ivo Sartori saiu sem falar com a imprensa. No discurso, voltou a repetir que "o Estado já faz muito se não atrapalhar". E tocou no assunto finanças, citando o valor do calote da Grécia para fazer uma comparação:

– Seriam, em reais, R$ 5,4 bilhões, que é o que o Estado terá de déficit no ano de 2015.

O reajuste tímido do Plano Safra diante do aumento dos custos de produção é um dos pontos questionados. Presidente licenciado da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, o deputado estadual Elton Weber (PSB) diz que o percentual não cobre integralmente a alta dos custos dos últimos 12 meses, com variação de 12% a 15%.

– Aportar recursos é importante, agora precisamos saber o que vai para onde – diz Sérgio Miranda, tesoureiro-geral da Fetag-RS, sobre a necessidade de esclarecer quanto será destinado à agricultura familiar.

Coordenadora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-RS), Cleonice Back também cobrou o detalhamento do crédito que será voltado aos pequenos produtores. Outro ponto que frustrou a entidade foi a falta de recursos para o Bolsa Jovem Rural.

ZERO HORA


,20/07/2015 às 08:45

Esmagamento de soja dos EUA tem desempenho recorde em junho


O esmagamento de soja segue surpreendentemente alto nos Estados Unidos, mostram novos números divulgados nesta quarta-feira por analistas e representantes do setor. Uma situação de contraste em relação ao Brasil, onde as indústrias alegam registrar margens negativas para o processamento desde maio.

Conforme operadores da indústria norte-americana, as margens estão positivas nos EUA. E mês passado foi o melhor junho da história em volume de esmagamento de soja no país. A Associação dos Processadores de Sementes Oleaginosas informou em seu relatório mensal que os membros esmagaram 3,88 milhões de toneladas de soja em junho, 20% mais que no sexto mês do ano anterior. O recorde anterior para junho era de 2007 (3,85 milhões de t).

No Brasil e nos EUA, o preço do farelo determina tendências inversas. O produto perde valor no mercado brasileiro, mas registrou alta de 17,6% em junho nas cotações norte-americanas. E as exportações estão fluindo bem, em ritmo só comparado ao de meados de 2009.

10% de aumento
no preço da soja em grão contra 3,3% de queda no preço do farelo estão fazendo com que o Brasil reduza seu processamento, numa tendência inversa à registrada nos Estados Unidos.

AGAZETADOPOVO


,15/07/2015 às 07:57

Projeto incentiva reúso da água e agricultura familiar no interior do Ceará


Famílias da zona rural do Ceará receberão um projeto inovador para aproveitar ao máximo o potencial da água em épocas de seca. Serão implantados em 17 municípios Projetos-Pilotos de Reúso de Água Cinza, com o objetivo de tratar a água utilizada no banho, na lavagem de louça e roupa, para servir à produção de alimentos. O governo do estado enviou à Assembleia Legislativa mensagens que autorizam a liberação dos recursos para a ação, e devem ser votadas nesta semana.

A ação faz parte do projeto São José III, responsável pela implantação de sistemas de abastecimento de água em comunidades da zona rural. As ações terão investimento total de R$ 1,8 milhão e devem beneficiar 85 famílias – cinco em cada município. O agricultor Francisco Antônio Rodrigues, presidente da Associação dos Agricultores do Riacho Verde – distrito de Quixadá, a 169 quilômetros de Fortaleza –, diz que a água, antes desperdiçada, será usada em canteiros de hortaliças, em vez de contaminar o solo e prejudicar os animais domésticos. Segundo ele, "com o reúso da água, isso não vai mais acontecer”.

As famílias do distrito já tiveram contato com a técnica de reúso da água ao visitar duas experiências: em Apodi, no Rio Grande do Norte, e em Iguatu, na região centro-sul do Ceará. Ambas encampadas pelo Projeto Dom Hélder Câmara e pela Universidade Federal do Semiárido, em parceria com outras entidades. Na cidade cearense, fica a unidade demonstrativa do projeto-piloto que, a custos módicos, reaproveita a água dos lavatórios e dos chuveiros. "Há todo um arranjo para a purificação biológica da água e, depois disso, ela passa por análises que verificam se serve para irrigação. O mais bonito disso é reaproveitar o nosso bem mais precioso, visto que enfrentamos uma crise hídrica séria”, explica o coordenador do projeto São José III, Ilo Cavalcante.

Além do reúso da água, outra ação do São José III é a implantação de 47 projetos produtivos em agricultura familiar, apicultura, ovinocaprinocultura e piscicultura, que vão beneficiar 1.448 famílias de 38 municípios. Vão permitir, por exemplo, a construção de novos espaços de trabalho e a compra de máquinas que ajudem nos negócios. A ideia, segundo Cavalcante, é permitir que as famílias produzam mais e melhor.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Ceará (Fetraece), Luiz Carlos Ribeiro, os projetos se somam a outros que contribuem para a convivência com o Semiárido e com a profissionalização da agricultura familiar. Segundo ele, muitas famílias têm consciência dos potenciais econômicos do setor, mas precisam de mais incentivos para alcançá-los.

Luiz Carlos diz que existem ainda os desafios da falta de incentivo e de assistência técnica, e acrescenta que há iniciativas importantes, mas não atendem a todos. A agricultura familiar, esclarece, é hoje a maior atividade com mão de obra economicamente ativa do campo, gerando renda com inclusão social, mas a profissionalização requer que se saiba mais do que simplesmente produzir. "É preciso agregar valor ao produto, com processamento e beneficiamento”, destaca.

O projeto São José III teve inicio em dezembro de 2012 e termina em outubro de 2016. A primeira fase tem investimentos de US$ 150 milhões, sendo US$ 100 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 50 milhões de contrapartida do governo do estado. Os valores destinados às ações de reúso de água e de incentivo à agricultura familiar serão repassados a entidades, como cooperativas e associações selecionadas em chamadas públicas, responsáveis pela execução dos projetos.

Editor Stênio Ribeiro

EBC


,15/07/2015 às 07:57

Projeto incentiva reúso da água e agricultura familiar no interior do Ceará


Famílias da zona rural do Ceará receberão um projeto inovador para aproveitar ao máximo o potencial da água em épocas de seca. Serão implantados em 17 municípios Projetos-Pilotos de Reúso de Água Cinza, com o objetivo de tratar a água utilizada no banho, na lavagem de louça e roupa, para servir à produção de alimentos. O governo do estado enviou à Assembleia Legislativa mensagens que autorizam a liberação dos recursos para a ação, e devem ser votadas nesta semana.

A ação faz parte do projeto São José III, responsável pela implantação de sistemas de abastecimento de água em comunidades da zona rural. As ações terão investimento total de R$ 1,8 milhão e devem beneficiar 85 famílias – cinco em cada município. O agricultor Francisco Antônio Rodrigues, presidente da Associação dos Agricultores do Riacho Verde – distrito de Quixadá, a 169 quilômetros de Fortaleza –, diz que a água, antes desperdiçada, será usada em canteiros de hortaliças, em vez de contaminar o solo e prejudicar os animais domésticos. Segundo ele, "com o reúso da água, isso não vai mais acontecer”.

As famílias do distrito já tiveram contato com a técnica de reúso da água ao visitar duas experiências: em Apodi, no Rio Grande do Norte, e em Iguatu, na região centro-sul do Ceará. Ambas encampadas pelo Projeto Dom Hélder Câmara e pela Universidade Federal do Semiárido, em parceria com outras entidades. Na cidade cearense, fica a unidade demonstrativa do projeto-piloto que, a custos módicos, reaproveita a água dos lavatórios e dos chuveiros. "Há todo um arranjo para a purificação biológica da água e, depois disso, ela passa por análises que verificam se serve para irrigação. O mais bonito disso é reaproveitar o nosso bem mais precioso, visto que enfrentamos uma crise hídrica séria”, explica o coordenador do projeto São José III, Ilo Cavalcante.

Além do reúso da água, outra ação do São José III é a implantação de 47 projetos produtivos em agricultura familiar, apicultura, ovinocaprinocultura e piscicultura, que vão beneficiar 1.448 famílias de 38 municípios. Vão permitir, por exemplo, a construção de novos espaços de trabalho e a compra de máquinas que ajudem nos negócios. A ideia, segundo Cavalcante, é permitir que as famílias produzam mais e melhor.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Ceará (Fetraece), Luiz Carlos Ribeiro, os projetos se somam a outros que contribuem para a convivência com o Semiárido e com a profissionalização da agricultura familiar. Segundo ele, muitas famílias têm consciência dos potenciais econômicos do setor, mas precisam de mais incentivos para alcançá-los.

Luiz Carlos diz que existem ainda os desafios da falta de incentivo e de assistência técnica, e acrescenta que há iniciativas importantes, mas não atendem a todos. A agricultura familiar, esclarece, é hoje a maior atividade com mão de obra economicamente ativa do campo, gerando renda com inclusão social, mas a profissionalização requer que se saiba mais do que simplesmente produzir. "É preciso agregar valor ao produto, com processamento e beneficiamento”, destaca.

O projeto São José III teve inicio em dezembro de 2012 e termina em outubro de 2016. A primeira fase tem investimentos de US$ 150 milhões, sendo US$ 100 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 50 milhões de contrapartida do governo do estado. Os valores destinados às ações de reúso de água e de incentivo à agricultura familiar serão repassados a entidades, como cooperativas e associações selecionadas em chamadas públicas, responsáveis pela execução dos projetos.

Editor Stênio Ribeiro

EBC


,13/07/2015 às 08:40

Contratos da agricultura familiar crescem 9,4%

Os agricultores familiares brasileiros contrataram um total de R$ 23,9 bilhões em crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no período de julho de 2014 a junho de 2015. O programa registrou um aumento de 9,4% em relação à safra 2013/2014. As mulheres contrataram R$ 3,7 bilhões (16,2% do total), em mais de 562 mil contratos (29,6% do total). O número de contratos é 4,5% maior que o da safra anterior.

Reprodução
Foram efetivados quase 1,9 milhão de contratos para acesso às linhas de custeio e investimento do Pronaf, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Com mais de 1,2 milhão de contratos firmados, os agricultores familiares investiram R$ 13,2 bilhões em bens e serviços, como na implantação, ampliação e modernização de infraestrutura das unidades, na melhoria das condições de armazenagem, e na aquisição de meios de transporte e de serviços agropecuários ou não agropecuários.

As operações de custeio somaram R$ 10,7 bilhões em mais de 616 mil contratos. Além de dar conta das despesas do agricultor, os recursos foram usados na aquisição de insumos, na realização de tratos culturais e da colheita, no beneficiamento ou industrialização do produto financiado e na produção de mudas e sementes certificadas e fiscalizadas.

O diretor de Financiamento e Proteção à Produção da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, João Luiz Guadagnin, destaca que a quantidade recorde de contratos pode ser relacionada, por exemplo, à adimplência dos agricultores familiares. “Além disso, a participação dos movimentos sociais, o comportamento dos preços dos produtos, os serviços de assistência técnica e extensão rural, as boas práticas de manejo dos recursos naturais são fatores que fazem a diferença na ampliação dos investimentos da agricultura familiar”, observa.

Novo Plano Safra

Os agricultores familiares terão R$ 28,9 bilhões para financiar a safra 2015/2016. Além do volume recorde de crédito, o Plano prevê medidas que permitem a ampliação da cobertura do seguro agrícola, a expansão dos mercados, a regularização da agroindústria familiar, e a criação de um programa de apoio às cooperativas.

Fonte: Portal Brasil


,09/07/2015 às 07:51

Seminário debaterá atuação dos setores de pesca e agricultura

Um espaço para debater as duas principais atividades que fomentam a economia de Balneário Rincão. Assim promete ser o 2º Seminário de Pesca e Agricultura, que ocorre dia 17, sexta-feira, primeiro dia da 21ª Festa da Tainha, no Rincão Praia Clube.
O evento, organizado pela Secretaria de Pesca, Agricultura e Meio Ambiente, tem como objetivo a discussão de políticas públicas e projetos para os dois setores. “Estaremos juntos dos agricultores e pescadores ressaltando todos os recursos que temos disponíveis para utilizar nas duas áreas e como podemos desenvolvê-las. Precisamos organizar projetos para as duas atividades e, para isso, nossos agricultores e pescadores precisam estar por dentro de todas os encaminhamentos”, ressaltou o secretário da pasta, João Pícollo.
O Seminário, que inicia às 9 horas e terá como debatedor, pela manhã, o superintende Estadual do Ministério Pesca Horst Doering, que falará sobre a atuação do Ministério no município. Às 14 horas é a vez dos técnicos da Epagri orientarem os agricultores sobre a assistência técnica prestada pelo órgão. Em seguida, a palavra fica com o deputado estadual Dirceu Dresch (PT), que abordará as conquistas e desafios da Agricultura Familiar no Brasil e região. O evento é gratuito e aberto ao público.
Informações: Tânia Giusti/Comunicação Balneário Rincão

Engeplus


,07/07/2015 às 07:50

Crédito rural para agricultura empresarial alcançou R$ 139,5 bi de recursos contratados

Entre julho de 2014 a maio deste ano, a contratação de recursos do crédito rural para a agricultura empresarial, destinados às operações de custeio, investimento e comercialização, alcançou R$ 139,5 bilhões. O valor corresponde a 89,4% do total programado para a safra 2014/2015, de R$ 156 bilhões. O montante consta no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) anunciado em maio do ano passado pelo governo federal.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para custeio e comercialização foram programados, para a safra 2014/2015, R$ 111,9 bilhões. Do total, R$ 102 bilhões (91,2%) foram aplicados no período. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões programados, foram contratados R$ 37,4 bilhões, o que corresponde a 84,9% do total.

As contratações para o médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), atingiram R$ 10,5 bilhões em recursos para custeio. Já para operações de investimento, o programa aplicou R$ 4,1 bilhões. Ao todo, o Pronamp conta com R$ 16,105 bilhões para essa última safra.Para o secretário de Política Agrícola do Mapa, André Nassar, esse desempenho mostra a adequação dos recursos previstos no PAP 2014/15, sinalizando que, ao término do ano-safra, o montante disponibilizado será integralmente absorvido pelo setor produtivo.

Entre os programas de investimento, o financiamento destinado ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) contabilizou R$ 10 bilhões, incluídos também o financiamento de unidades de armazenamento para cerealistas. Para o Moderfrota estão programados R$ 3,7 bilhões e, até maio, foram contratados R$ 949 milhões.

O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) respondeu por R$ 2,9 bilhões, de um total disponibilizado de R$ 4,5 bilhões.Para o Moderagro e o Moderinfra foram disponibilizados R$ 500 milhões para cada um deles e investidos R$ 209 milhões e R$ 305,7 milhões, respectivamente.O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e o Procap-Agro têm recursos disponíveis de R$ 2,1 bilhões e R$ 3 bilhões, dos quais aplicados R$ 749 milhões e R$ 1,8 bilhão, respectivamente.

O PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) registra R$ 3,9 bilhões em operações em processo de análise nas instituições financeiras. No programa Inovagro, que conta com R$ 1,7 bilhão, foram aplicados, no período, R$ 1,1 bilhão.A avaliação é realizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Capital News


,04/07/2015 às 08:23

Chineses usam técnicas de agricultura para criar imagens em campos de arroz

Os produtores de arroz na China têm cuidadosamente plantado suas colheitas para criar grandes obras de arte em 3D. Estas peças, à base de plantas, parecem ter sido feitas com tinta spray.

Na realidade, os projetos foram realmente planejados antes da época do plantio, utilizando mudas de arroz que crescem em diferentes alturas e cores.
A cada ano, os produtores de arroz planejam a tarefa de utilizar esses campos locais para crescer com padrões diferentes, de modo que os turistas vão estar inclinados a visitar a província de Liaoning.

CATRACALIVRE


,02/07/2015 às 08:22

Paraíba debate implantação do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento precisa implementar o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) em todos os estados brasileiros, até 2020. A Paraíba realiza nesta quinta-feira (02), um seminário que acontecerá no auditório da Cinep, em Jaguaribe.
A abertura do evento será realizada pelo secretário da SEDAP, Rômulo Montenegro, às 8h30. Em seguida, às 9h, haverá uma palestra sobre o Plano ABC, com Elvison Nunes Ramos, coordenador de implantação do Plano ABC Nacional. O professor e pesquisador da FGV, Felipe Serigat fala, em seguida, sobre ‘Melhores Práticas de Governança mo Plano ABC’. As 10h30, a programação prevê a realização de uma palestra sobre ‘Pesquisas para adaptação de práticas de agricultura de baixo carbono para o semiárido’, proferida pelo pesquisador da Embrapa Algodão, João Henrique Zonta. O seminário será encerrado com uma palestra sobre ‘Linhas de crédito para agricultura ABC’ que será feita por um representante do Banco do Brasil. O secretário de Recursos Hídricos da PB, João Azevedo fará o encerramento do evento.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, que participará do seminário, lembra que o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa foi assumido pelo governo brasileiro durante a Conferência das Partes da Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP-15), em 2009, em Copenhagen (Dinamarca). “Além da redução do desmatamento, o governo se comprometeu a ampliar a eficiência energética pelo uso de biocombustíveis, a oferta de hidrelétricas e fontes alternativas de biomassa, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas, além de expandir a adoção de práticas sustentáveis na agricultura por meio de tecnologias específicas”, destaca Murilo.

Os planos ABC, segundo determinação do MAPA, devem conter o cenário agropecuário das localidades, objetivos, metas, estratégias, áreas prioritárias, quantidade de capacitações a serem realizadas e necessidades e oportunidades de cada região. Além da Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Acre também realizarão seminários de sensibilização sobre a implantação do Plano ABC.

De acordo com Rômulo Montenegro, o seminário tem o objetivo de mostrar aos produtores rurais, associações, entidades representativas do setor agropecuário, órgãos e instituições ligadas ao agronegócio o que é e como funciona o Plano ABC. Os estados do Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Maranhão e Amazonas já estão colocando e prática seus Planos ABC. Os estados do Pará, Rondônia, Ceará, Piauí, Sergipe e Paraná já estão com os planos prontos, aguardando a publicação oficial para que sejam implementados.

Paraíba Total


,30/06/2015 às 08:20

Agricultura empresarial 7 x 1 agricultura familiar

O placar de 7 a 1 não é de boa lembrança para nós, os brasileiros. Pouco melhor teria sido 6,5 a 1, impossível no futebol. A Fifa ainda não inventou o meio gol; meio, só o da trapaça.

Resultado assim quebrado ocorreu no jogo de recursos destinados às chamadas agriculturas “empresarial” e “ familiar”, anunciado nas últimas semanas pela presidente Dilma Rousseff com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, e poucos dias depois com o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias.

No placar dos bilhões de reais deu 187,7 a 28,9. Proporção próxima do que vinha acontecendo nos últimos campeonatos. Tesouro e Fazenda repetem as mesmas arbitragens em que há anos se baseiam.

Aquela coisa “equânime” de subir 20% para um e outro, pequena diferença nas taxas de juros para outro e um, e assim por diante. Nada que fizesse pensar ou desse muito serviço aos nossos tecnocratas.

Mas, certas bondades, nem tão esotéricas assim, sempre acabam oferecidas. Vai que Deus fica anotando tudo lá de cima. Alvíssaras! Não haverá incremento de juros para assentados da reforma agrária; cidades do semiárido em estado de calamidade; e para mulheres até o limite de 12 mil reais.

Só faltava quererem punir Severinos, Carcaças de Cabra e Donas Giudete.

Pensem em dois times de futebol. O Barcelona e o XV de Jaú, por exemplo. É pequena a diferença de idade entre eles. O primeiro, fundado na Catalunha, em 1899; o segundo, na paulista Jaú, de 1924.

O Galo da Comarca, depois de enfrentar graves problemas financeiros e jurídicos (deve impressionantes 110 mil reais à Federação Paulista), desistiu de participar do campeonato da Série A3 e pode vir a fechar as portas.

O Barça, além de outros estádios e vários times, tem o Camp Nou, com capacidade para 100 mil pessoas, perto de 200 mil associados, mais de 40 patrocinadores entre os maiores grupos empresariais do planeta e, na temporada 2013/14, auferiu receita de 1,3 trilhão de reais.

Embora em eventual confronto direto a vantagem catalã será enorme em gols e divisas para a Espanha, cada um guarda sua importância.

Pode ser que o esbagaçado elenco atual do XV não consiga público para preencher 1/3 dos 13 mil lugares do estádio Zezinho Magalhães. Se, no entanto, lá anunciar a presença dos tantos craques brasileiros que o clube revelou, o orgulho jauense lotará o campo do Galo.

Lá estarão Sonny Anderson, que já foi ídolo no Barcelona, o “prezado amigo Afonsinho”, colunista desta CartaCapital, Dino Sani e Edmilson, da seleção brasileira, Sormani (Santos), Ralf e Castán (Corinthians), França (São Paulo).

“E aí, tontão? Cadê a agropecuária, sua obrigação neste site”? Antevejo o comentário. Ainda que tenha prometido o contrário, nada me resta se não usar o defasado Censo Agropecuário (IBGE/2006).

Dos estabelecimentos rurais brasileiros 84% têm características familiares, em áreas médias de 18 hectares (ha). A média nos 16% restantes é de 313 ha. Goleada de 17 a 1, em improvável Barcelona versus XV de Jaú.

Em 2006, campesinos, sertanejos, lavradores brasileiros, inclusive de Jaú, mais de 4,4 milhões de famílias, plantavam mandioca, feijão, milho, café, arroz, trigo e soja, em 18 milhões de hectares (MM/ha). Usavam outros 36 MM/ha para pastar vacas leiteiras e rebanhos vários.

Assim produziram a maior parte da alimentação que chega às mesas brasileiras. Quando você, privilegiado, está recebendo a ração diária que sustenta a possibilidade de alugar sua mais valia, acredite, não está perdendo de 7 a 1.

Os estabelecimentos não familiares, cerca de 800 mil, de que também gosto e acho necessários para o País, apesar de representarem 16% do total, plantam e pastoreiam em 76% da área ocupada. Placar avantajado.

Ninguém precisa alardear seu valoroso trabalho. Eles mesmos o fazem, através de confederações, federações, entidades, porta-vozes de empresas multinacionais e, vez ou outra, uma bancada berrante e caiada.

Como um XV de Jaú sem plantel, os 4,4 milhões de clubes agrários recebem 7 vezes menos recursos do governo. Das multinacionais, quando algo recebem, solidariamente devolvem com calote. Não os julgo. São precários seus aparelhos de educação, saúde, apoio técnico e segurança de comercialização. Vivem da dificuldade de se “habilitar”, quando hábeis já são.

Não estaria na hora de virar esse placar? A agricultura dita empresarial, mesmo sendo Barça, também precisa. Opera com dificuldades de infraestrutura, passa pelos mesmos ciclos entre plantio e colheita, o clima não escolhe lugar para maldades, mas se viram bem e contam com vários trios MSN - Messi, Suarez e Neymar.

Peguem “moleques familiares” com capacidade de virarem o jogo e os treinem. Pode dar empate!

Carta Capital


,26/06/2015 às 08:28

Governo anuncia liberação de R$ 28,9 bilhões para agricultura familiar


O Plano Safra da Agricultura Familiar vem com reforço no crédito e juros mais altos na temporada 2015-2016. A nova edição do programa federal, lançada nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, ofertará R$ 28,9 bilhões.

O valor representa um acréscimo de 20% em relação ao ciclo anterior, que teve R$ 24,1 bilhões. Para o Rio Grande do Sul, a estimativa é de que o produtores gaúchos acessem R$ 7,2 bilhões na próxima safra.

Se houve aumento no volume do crédito, os juros também subiram. O governo estipulou taxas de 0,5% a 5,5% para o acesso a R$ 26 bilhões (Pronaf) — na edição anterior variou de 0,5% a 3,5%. Em outros R$ 2,9 bilhões de financiamentos os juros ficam entre 7,5% (investimento) e 7,75% (custeio).

— As taxas de juros para todas as linhas de crédito do Pronaf permanecem bem inferiores à inflação — destacou a presidente Dilma Rousseff durante o lançamento.

Gisele Loeblein: Pronaf deverá ser atingido pelos ajustes fiscais do Governo

A solenidade no Planalto marcou os 20 anos do Programa Nacional do Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que atingiu seu maior montante de recursos nesta nova edição. O plano foi apresentado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, que citou no discurso o Papa Francisco e sua encíclica que prega uma nova definição de progresso para preservar os recursos do planeta.

Destinado aos pequenos produtores, o Plano Safra da Agricultura Familiar teve altas similares às do seu irmão voltado para agricultura empresarial. O reforço no financiamento para produção familiar seguiu a tendência de mais recursos e juros maiores definida pelo governo para os médios e grandes produtores, que também tiveram aumento de 20% no crédito, que fica em R$ 187,7 bilhões no ciclo 2015-2016.

O Plano Safra da Agricultura Familiar também ampliou o valor do seguro, que quase triplicou o limite da indenização. O novo seguro poderá cobrir até 80% da receita esperada pelo produtor, saltando de R$ 7 mil para R$ 20 mil.

— Triplicamos o limite de indenização por família, o que dá segurança para quem trabalha — disse o ministro Patrus Ananias.

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Outra medida do plano foi o aporte de R$ 236 milhões para assistência técnica aos produtores, que deve atender 230 mil novas famílias no país, com foco na produção agroecológica. Também haverá oferta de assistência para aperfeiçoamento de gestão de mil cooperativas. Para, enfim, tirar do papel a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Dilma indicou o nome do presidente do órgão, Paulo Guilherme Cabral.

— A Anater vai ter objetivo de assegurar aos produtores acesso à benefícios e institutos de pesquisa — destacou a presidente.

O governo ainda anunciou que os órgãos federais deverão destinar no mínimo 30% dos recursos para compra de alimentos da agricultura familiar. Ministérios, Forças Armadas, universidades e hospitais estão entre os órgãos que farão estas compras. A estimativa é de que os pequenos produtores acessem um mercado potencial que supera R$ 1,3 bilhão, conforme levantamento dos ministérios do Desenvolvimento Social e Planejamento.

A aquisição será feitas por meio de chamadas públicas. O Ministério da Defesa já realizou compras de produtos da agricultura familiar em 2014 para abastecer os restaurantes dos seus edifícios na Esplanada. Neste segunda-feira, Marinha, Exército, Aeronáutica e Defesa lançam nova chamada pública para aquisição de 1,85 mil toneladas de alimentos.

O Grupo Hospitalar Conceição foi a primeira instituição de saúde do país a realizar este tipo de compra. Universidades também já aderem ao modelo, entre elas as federais de Santa Maria e Pelotas.

* Zero Hora


,24/06/2015 às 08:40

Projetos de agricultura familiar vão receber R$ 13 milhões

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgaram, na última sexta-feira (19), o resultado do segundo edital da chamada pública de 2013, que vai investir cerca de R$ 13 milhões em projetos de organizações da agricultura familiar. Cada projeto receberá entre R$ 50 a R$ 70 mil. Esses são recursos financeiros não reembolsáveis.

Foram selecionados 291 projetos de organizações da agricultura familiar, o que representa 36% do total de inscritos. A região que teve maior número de propostas contempladas foi a Sudeste, com 118, seguida do Nordeste, Sul, Centro Oeste e Norte, cada um com 85, 34, 32 e 22, respectivamente. Entre os selecionados, 16 são projetos de associações ou cooperativas formadas exclusivamente por mulheres e 17 são de organizações orgânicas e agroecológicas.

Os recursos devem ser aplicados em ações como compra de equipamentos e veículos, construções, entre outros. Há projetos que visam a agregação de valor à produção, como a construção de uma padaria em Minas Gerais.

Outras organizações pretendem obter maior eficiência na produção. Exemplo disso é a compra de equipamentos para melhorar a eficiência na aplicação de insumos nos pomares orgânicos, trazendo reflexos positivos na qualidade e quantidade dos produtos, e a ampliação de área irrigada da propriedade.

As associações ou cooperativas de agricultores familiares contempladas já operacionalizaram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) ou a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) e foram habilitadas dentro do limite dos recursos.

Fonte:

Conab


,22/06/2015 às 08:15

Sistema reduz desperdício de água usada na agricultura em até 30%

Um novo sistema que permite evitar o desperdício de água em até 30% no manejo da irrigação é uma nova aposta para economizar na área da agricultura. A tecnologia inclui um sensor que mede a umidade do solo e um equipamento eletrônico sem fio que envia as informações obtidas para um computador, que realiza a análise dos dados ao produtor, explica Sonia M. Zanetti, pesquisadora do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquarax (SP).
A solução, criada pelo Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), em parceria com a empresa de tecnologia Sencer, pode ser aplicada em todas as produções agrícolas, é sustentável e fácil de manusear. Além de ser compatível com diversas plataformas, o sistema é de baixo custo e não precisa de manutenção.
O sensor é uma mistura de óxidos semicondutores e o pó obtido é conformado por prensagem, gerando um elemento poroso. As propriedades elétricas do sensor são alteradas pela presença da água, e assim, é possível medir a umidade pelo monitoramento da resistência elétrica do sensor cerâmico. Quanto mais água estiver presente no solo, maior será a alteração da resistência.
Além da coleta de dados, o aparelho ainda oferece dados climáticos disponíveis, como previsão de tempo, índice de chuva, temperatura, umidade do ar e velocidade e direção do vento. Através da tecnologia, também é possível fazer análises avançadas do solo e plantio com base em históricos de dados, tendências e estatísticas.
O objetivo do sistema é gerar conhecimento ao agricultor que, na maioria das vezes, irriga 30% a mais que o necessário e se torna uma simples solução para o problema. Se as ferramentas forem usadas corretamente, também haverá economia de energia, aumento de produtividade e melhoria na qualidade do cultivo.


G1


,19/06/2015 às 08:24

Ministra diz que agricultura pode contribuir para redução do aquecimento global

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou na quarta-feira (17) que a pasta está negociando, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, a proposta que o Brasil levará à Conferência do Clima de Paris (COP 21).

Segundo a assessoria do Mapa, a ministra falou sobre o papel da agricultura na redução de gases de efeito estufa durante entrevista à imprensa nesta tarde. “Estamos participando de todas as negociações junto com a ministra Izabella Teixeira e só temos coisas boas para mostrar”, afirmou a ministra ao citar o cumprimento da meta de diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado e o sucesso do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono).

Atualmente, as florestas brasileiras sequestram por ano volume de gás carbônico correspondente ao que a indústria nacional emite em dois anos, de acordo com a ministra. “Além disso, o Brasil tem 61% de seus biomas originais preservados. Nós estamos nos empenhando para fazer a coisa certa, com plantio direto e integração lavoura-pecuária, sempre procurando tecnologia e inovação para fazer uma agricultura sustentável”, completou.

Capital News


,17/06/2016 às 08:22

Novo guia da ONU busca prevenir trabalho infantil na agricultura

Um novo guia lançado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, busca prevenir o uso do trabalho infantil na agricultura. O esforço da agência é no sentido de combater um problema que afeta 100 milhões de crianças no mundo.

O "Guia para Monitorar e Avaliar o Trabalho Infantil na Agricultura" tenta preencher brechas de programas de desenvolvimento agrícola que não conseguem medir o impacto do trabalho infantil no setor.

Agricultura Familiar

O diretor da Divisão de Proteção Social da FAO declarou que está aumentando a conscientização sobre a presença de crianças nas plantações de cacau, café e algodão.

Segundo Rob Vos, como resultado, existe mais ação para prevenir o trabalho infantil nessas áreas, mas o problema continua principalmente em plantações familiares que não estão ligadas aos mercados internacionais.

Escolas

O guia de 100 páginas foi desenvolvido pela FAO em parceria com a Universidade Humboldt, de Berlim. O livro explica como tratar o problema do trabalho infantil na agricultura.

O material também promove o uso de boas práticas para prevenir o uso de mão de obra infantil em zonas agrícolas e traz dicas sobre como medir o impacto do trabalho na performance escolar e na saúde das crianças.

EBC


,15/06/2015 às 08:22

Comissão da Agricultura rejeita proteção ao bioma marinho

A proposta de proteção do bioma marinho sofreu uma derrota na última quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou a proposta de criação da chamada Lei do Mar, que instituiria a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar). Além da proteção marinha, o projeto define regras de conservação e uso sustentável dos recursos pesqueiros, o que foi considerado restritivo pelo relator do projeto, deputado Alexandre Baldy (PSDB-GO). O texto determina que as permissões ou autorizações de pesca deveriam ser objeto de monitoramento, avaliação e controle permanentes.

“A instituição da PNCMar [Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro] nos moldes propostos, [...] acarretaria um desequilíbrio, comprometendo a eficiência e a competitividade de setores produtivos como o agropecuário, o pesqueiro e o aquícola”.

De autoria do deputado Sarney Filho (PV-MA), o projeto de lei 6969/13 foi construído por muitas mãos: mais de 100 especialistas contribuíram para a elaboração da lei. O objetivo era criar uma lei abrangente, que garantisse não apenas a conservação do bioma.

“Foi um grande erro [a rejeição do projeto]. Esse projeto não fere, de maneira nenhuma, os interesses do setor produtivo. Aqueles que insistem em antagonizar ambientalismo e produção prestam um grande desserviço ao Brasil”, avaliou Sarney Filho.

No entanto, a derrota na Comissão de Agricultura não significou o fim para a Lei do Mar, que ainda será analisada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada nas duas, a proposta deverá seguir para o plenário.

O ECO


,12/06/2015 às 07:56

Contratações na safra 2014/2015 devem chegar a R$ 3,2 bi

A adesão ao Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) vem crescendo a cada Plano Agrícola e Pecuário (PAP). A expectativa para o PAP 2014/2015, que termina no dia 1º de julho, é de que as contratações cheguem a R$ 3,2 bilhões, segundo técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Os recursos, disponibilizados pelo governo federal, por meio do Mapa, são utilizados pelo produtor rural para a adoção das tecnologias sustentáveis recomendadas pelo ABC, tais como integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iPLF), Florestas Plantadas (FP), Tratamento de Dejetos Animais (TODA), Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD) e plantio direto na palha.
Faltando apenas dois meses para finalizar o ano-safra 2014/2015, o valor contratado até o momento já ultrapassou o montante de recursos utilizados no mesmo período do ano-safra 2013/2014, que chegou a R$ 2 bilhões.
Segundo dados do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (Depros/SDC/Mapa), de julho de 2014 a abril de 2015 já foram investidos R$ 2,9 bilhões, valor próximo da meta a ser alcançada para este ano-safra. No balanço geral do Programa ABC – linha de crédito do Plano ABC - de julho de 2010 a abril de 2015, foram feitos 32,3 mil contratos, totalizando um montante de R$ 10,4 bilhões investidos nas propriedades rurais brasileiras.
O número de contratos firmados no ano-safra 2014/2015 já chega a 6,3 mil, relativos ao período de julho 2014 até abril de 2015. Isso corresponde a um financiamento médio de R$ 467 mil por contrato, de acordo com dados do Depros/SDC.
Técnicas
Até o momento, as principais técnicas do Plano ABC utilizadas pelos produtores rurais foram a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), com 43% do total dos contratos; o Sistema de Plantio Direto (SPD), com 20%; a técnica de Floresta Plantada (FP) - 12,9% - e a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), com 5,9% de adesão contratual.

Para a safra 2015/2016, o Plano Agrícola e Pecuário disponibilizou para o Programa ABC R$ 3 bilhões para financiamento das tecnologias sustentáveis que, além de promover benefícios ambientais, aumentam a produtividade e consequentemente a renda do produtor rural. O prazo para pagamento pode chegar a 15 anos, com carência de 3 anos. Os juros para produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) são de 7,5% ao ano e para os demais agropecuaristas, de 8% ao ano.
Suinocultura
A produção sustentável de suínos visando à baixa emissão de carbono na atmosfera é uma das prioridades do Ministério da Agricultura, em 2015, para o Plano ABC. Por meio de um acordo de cooperação firmado com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), consultores estão trabalhando para colocar em prática o projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono, já que um dos focos do plano é o tratamento de dejetos animais.
Dentro do projeto, os consultores estão analisando modelos e maneiras de economizar carbono na suinocultura. A Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono terá amplitude nacional e potencial impacto na economia de carbono, além de valorizar o manejo sustentável e, consequentemente, a redução de resíduos no meio ambiente.


,10/06/2015 às 07:52

Filha de agricultores, jovem ganha bolsa de estudos em centro da Nasa por inventar tecnologia de irr

Um equipamento e um software que torna mais eficiente a irrigação e consome menos água vão levar a jovem Mariana Vasconcelos para uma temporada de três meses na Singularity University, centro de pesquisa ligado à Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), na Califórnia.

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Filha de produtores rurais de Minas Gerais, Mariana conta que sempre lhe chamou a atenção a dificuldade na gestão da água no campo. E foi testando sensores de alta sensibilidade utilizados na meteorologia que ela desenvolveu um aparelho capaz de, ao cruzar dados de calor, vento, sol e umidade para ajudar a definir a água necessária em cada etapa do cultivo, garantir uma economia de 30% a 50% no consumo de água.

– Um dos desafios foi desenvolver algo resistente a sol, chuva, terra e agroquímicos. Testamos vários cases (caixa que embala a parte eletrônica e os sensores) e criamos um software que transmite as informações em tempo real da lavoura. Assim, o produtor pode acessar os dados por um celular conectado à internet – explica Mariana.

O sistema virou negócio com apoio de três sócios: Anderson Casimiro, Raphael Pizzi e Thales Nicoleti. Um dos diferencias do Agrosmart, detalha Mariana, é que o sistema alerta o produtor até mesmo para o risco de desenvolvimento de doenças ou pragas, identificando à qual delas a plantação está mais exposta.

A administradora de 23 anos diz que sempre gostou de novas tecnologias e, com origem e amigos no campo, resolveu empreender para criar seu negócio e ajudá-los.

O projeto do Agrosmart se consolidou após sete meses de pesquisas e testes. Foi só com os equipamentos já implantados em algumas propriedades que Mariana decidiu inscrever a tecnologia no prêmio Call to Innovation da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), que oferecia como prêmio uma bolsa de estudos no Exterior, ligada à Nasa. Com 500 inscritos, a 5ª edição do prêmio teve como foco destacar a melhor ideia para solucionar a crise da água com o uso de tecnologia.

Como 70% da água doce disponível é usada para irrigação na agricultura e grande parte é desperdiçada, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a invenção de Mariana se sobressaiu e foi o primeiro projeto voltado ao agronegócio a vencer a disputa.

– O aprendizado que ela terá será muito útil para pôr em prática o projeto, que busca resolver uma das piores crises hídricas do Brasil – diz Nathalie Trutmann, diretora de inovação da faculdade paulista.

As primeiras vendas do sistema, já usado em fazendas experimentais, devem ser fechadas neste mês.

– Acredito que vou estar mais preparada para lidar com esse tipo de tecnologia exponencial, o que vai contribuir para a melhora do produto – diz Mariana.

Entenda como funciona o sistema

A tecnologia: feito com sensores que são utilizados na meteorologia, o Agrosmart capta dados do solo, calor, vento e da umidade, entre outros.

O produto: acondicionado em compartimentos, os sensores resistem a intempéries e a defensivos. Interligados, transmitem dados por radiofrequência.

O uso: torres com sensores são instaladas em diferentes pontos, de onde coletam dados e os enviam via internet. O custo depende de itens como topografia e tamanho da área.

O produto: acondicionado em compartimentos, os sensores resistem a intempéries e a defensivos. Interligados, transmitem dados por radiofrequência.

O uso: torres com sensores são instaladas em diferentes pontos, de onde coletam dados e os enviam via internet. O custo depende de itens como topografia e tamanho da área.

Os dados: o sistema manda ao produtor sugestão de onde deve ser aplicada mais ou menos água, entre outros dados úteis em diferentes etapas do cultivo.

Zero Hora


,08/06/2015 às 08:25

Família de agricultores colhe pé de mandioca gigante

Raízes tinham 11,5 Kg e foram cultivadas por quase dois anos


- Nunca vi nada tão grande.

A aposentada Nilce Fochessato Grezele, de 50 anos, relembra com espanto o tamanho de um pé de mandioca colhido pelo marido, em Capinzal, Oeste de SC.

Osnir Antonio Grezler, 50 anos, tirou da terra duas raízes de 10 kg e 11,5 kg com cerca de 1 metro de altura, cada uma. A mulher explica que normalmente os pés não passam de 1,5 kg.

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O agricultor havia plantado as sementes há 2 anos, em um terreno cedido pelo vizinho, o qual ajuda na limpeza de um lote. Quando foram colher o tubérculo, a surpresa:

- Parecia não ter fim. E sem adubo, sem nada" - garante a esposa.

Uma das raízes já foi para a panela da família, a outra foi um presente ao pai de Osnir. O resto foi picado e colocado na geladeira. Nilce avalia que as quatro pessoas que moram na casa poderão se fartar com o alimento por pelo menos um mês: "Vai enjoar". Já a lembrança, registrada em foto, vai virar retrato na parede.

Zero Hora


,04/06/2015 às 08:33

Gisele Loeblein: um Plano Safra sem surpresas e com restrições

Tudo saiu dentro do que vinha sendo sinalizado pelo governo no anúncio do novo Plano Safra. Vieram mais recursos, com taxas de juro maiores.

O valor liberado no ciclo 2015-2016 ficará em R$ 187,7 bilhões, quantia 20% maior do que a do ano passado, como apontava uma fonte do ministério ouvida pela coluna nesta semana.

– Ajuste econômico não se dá apenas com cortes, mas também com investimentos – afirmou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, pouco antes de informar o valor do plano.

Nos bastidores, conta-se que ela teve de travar uma pequena batalha com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que desejava juro na casa de 9,5% a 10%. Kátia bateu pé e conseguiu ficar no patamar de 7,75% para o médio e 8,75% para o grande produtor nas linhas de custeio.

Levy recebeu agradecimento pessoal da colega "pelo gesto de grandeza, humildade e reconhecimento do setor".

Apesar de o setor ter sido poupado das tesouradas que cortaram orçamentos Esplanada afora, representantes do agronegócio avaliam que a situação ficou a meio termo: ao mesmo tempo em que reconhecem a relevância da ampliação de recursos, mostram-se preocupados com as taxas de juro.

Em alguns programas, o juro pesará mais do que em outros. É o caso das linhas voltadas à construção e à ampliação de armazéns, nas quais a taxa quase dobrou, como observa Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agrícolas do Estado.

Outra restrição é em relação ao fato de a maior ampliação de crédito ter ocorrido nos recursos com juro livre. Segundo o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado, Antônio da Luz, nas linhas de custeio com juro controlado, o aumento da oferta foi de 7,5%, importante em ano em que "está tudo sendo cortado". Mas a maior expansão (130%) ocorreu nos recursos com juro livre, lamenta:

– Não competimos com outros setores e, sim, com o produtor americano, que pega crédito a 2%, e com o europeu, subsidiado.

Zero Hora


,01/06/2015 às 08:10

Rússia embarga importação de carne de 10 unidades de frigoríficos brasileiros

O serviço veterinário russo Rosselkhoznadzor vai embargar a importação de produtores de carne de 10 unidades de frigoríficos brasileiros a partir de 9 de junho, informou nesta quarta-feira a agência russa Interfax.

O serviço disse que sua decisão foi tomada depois de um inspeção em unidades brasileiras em março por inspetores russos, segundo a Interfax.

As violações descobertas apresentam um significativo grau de risco, disse o Rosselkhoznadzor em comunicado.

Além disso, a proibição de importação de produtos de duas unidades verificadas foi mantida.

"Com respeito aos produtos de sete unidas, onde foram reveladas irregularidades durante as inspeções, que tinham grau de risco pequeno, o direito de exportar para a Rússia foi mantido com a condição de que as violações seja corrigidas", disse o Rosselkhoznadzor.

O serviço russo enviou às autoridades brasileiras um relato sobre os resultados das inspeções e está aguardando comentários no prazo de dois meses.

Não havia informações disponíveis imediatamente sobre os tipos de carnes afetados e sobre o nome dos frigoríficos brasileiros afetados.

A Rússia foi o segundo maior importador de carne bovina do Brasil em 2014.

Fonte: Reuters


,30/05/2015 às 08:10

Kátia Abreu nega que agricultura seja vilã de crise hídrica

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, negou nesta quarta-feira que o setor esteja contribuindo para a crise hídrica no Brasil e voltou a defender a duplicação das áreas irrigadas, uma medida que vê como alternativa ao desmatamento.
Ela conversou com a BBC Brasil em Bruxelas, segunda parada de um giro de uma semana pela Europa que inclui ainda Genebra, na Suíça, e Londres.
A viagem começou na segunda-feira em Paris, onde participou da 83º Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que reconheceu os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como livres de peste suína clássica.
Em Bruxelas, a ministra se reuniu com os comissários europeus de Agricultura, Phil Hogan, e de Saúde, Vytenis Andriukaitis, para conversar sobre um possível acordo sanitário que o Brasil pretende assinar com a União Europeia, nos moldes do que já tem com a China e a Rússia.
Outro objetivo do encontro foi pressionar a UE a concluir o processo de certificação que autoriza os Estados de Tocantins e Rondônia e o Distrito Federal a exportarem carne de gado ao bloco.
Veja os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Alguns analistas e organizações ambientais apontam a responsabilidade do setor agrícola, o que mais consome água no Brasil, na atual crise hídrica. A senhora acredita que a agricultura também deve participar do esforço de economia para evitar o racionamento nas grandes cidades?
Kátia Abreu - Quando falamos que a agricultura usa maior quantidade de água para executar sua tarefa, estamos falando principalmente de água da chuva. Nossa agricultura é executada em 65 milhões de hectares e só irrigamos no Brasil 5 milhões de hectares vindo dos nossos rios. O restante da grande água que nós usamos é da chuva, quem quiser pode usar. Nós procuramos fazer economia do uso de água através da pesquisa e da inovação. Através de sementes que necessitam cada vez menos água porque são mais resistentes à seca.
BBC Brasil - A senhora disse no começo do mandato que um de seus objetivos é ampliar a área irrigada no Brasil...
Kátia Abreu - O Brasil é o único país do mundo que, de fato, abre mão de terras agricultáveis de alto poder produtivo, em prol da sustentação ambiental, de manter suas florestas, seus biomas. Então, se nós não podemos e não queremos mais desmatar, temos que criar formas, além da inovação e da tecnologia em sementes e insumos, para otimizar o território, para que o mesmo solo tenha pelo menos dois ou três períodos de produção durante o ano. E a irrigação é uma dessas formas. Acreditamos que dobrar essa área irrigada de 5 milhões para 10 milhões de hectares em dez anos podemos fazer com muita tranquilidade.
BBC Brasil - Quais seriam as áreas beneficiadas por essa ampliação?
Kátia Abreu - Estamos fazendo um estudo elegendo alguns critérios para classificar essas áreas. A viabilidade física, a viabilidade da terra. Essa terra é produtiva? Isso quase não é empecilho. Onde tem água se produz quase tudo. A segunda coisa é: temos logística? Temos estrada nesse lugar, armazém, energia? Estamos qualificando esse lugares a partir da infraestrutura. Esse mapeamento deve ficar pronto até o final de julho e o disponibilizaremos para os bancos, para os produtores, mostrando uma radiografia de onde estão as áreas com maior viabilidade para irrigar e começar a produzir na hora, para aproveitar melhor os recursos públicos.
BBC Brasil - Quanto isso poderia custar?
Kátia Abreu - Podemos irrigar hoje por em torno de R$ 900 a R$ 2 mil por hectare, dependendo da distância (com relação à fonte de água). A agricultura irrigada, no Brasil, 90% dela é custo privado. Para o governo brasileiro é um custo muito barato e um ganho muito grande, porque você deixa de desmatar e tira maior aproveitamento do mesmo espaço de chão.
BBC Brasil - Mas a senhora disse há pouco que o Brasil não pode mais desmatar...
Kátia Abreu - A lei brasileira permite que haja desmatamento legal. Em áreas rigorosamente fiscalizadas ainda existe espaço. O que nós combatemos definitivamente é o desmatamento na Amazônia, especialmente na floresta, e o desmatamento ilegal, que não é feito pelos produtores rurais, mas por madeireiros ilegais.
BBC Brasil - Que ritmo de desmatamento legal a senhora acredita que é necessário no Brasil para expandir a produção agrícola?
Kátia Abreu - O que nós temos hoje. Nós nos comprometemos em Copenhague (na COP 15, da ONU, em 2009) a reduzir o desmatamento em 80% até 2020. Praticamente dez anos antes já reduzimos quase isso. Quanto mais, melhor.

BBC Brasil - O ministério da Agricultura acaba de perder quase R$ 1,4 bilhão com o reajuste fiscal. A senhora acha isso justo com um setor responsável por quase um quarto do PIB brasileiro?
Kátia Abreu - Não é questão de justiça, nem de ser vítima. Nós, produtores rurais, não somos excluídos, nem vivemos num mundo à parte. Se o Brasil passa por um ajuste e precisa disso para reiniciar seu crescimento, nós, produtores rurais, não nos recusaremos a participar desse ajuste. O importante é saber que o custeio agrícola não vai faltar. Teremos aumento no plano Safra.
BBC Brasil - De quanto será esse aumento?
Kátia Abreu - Não posso adiantar a presidente da República. Ela vai fazer esse anúncio dia 2 de junho. Temos que aguardar.
BBC Brasil - E como a senhora pretende assimilar o corte no orçamento?
Kátia Abreu - Com tranquilidade. Como toda dona de casa faz quando o marido perde o emprego, ou ela própria. Economizando onde é supérfluo: diárias, passagens aéreas, contratos que possamos prorrogar ou suspender. Temos toda condição de cortar onde precisa ser cortado, que não vá prejudicar a produção agrícola brasileira.
BBC Brasil - As exportações agrícolas brasileiras para a União Europeia começaram a cair a partir de 2012. O que a senhora pretende fazer para ajudar essas exportações a voltarem a crescer?
Kátia Abreu - A expectativa máxima seria o acordo de livre comércio Mercosul-UE. Nós não desistimos desse acordo. Acredito que a vinda da presidente Dilma (Rousseff) à cúpula UE-Celac (América Latina e Caribe), nos dias 10 e 11 de junho, vai ser muito importante para definir a data da abertura das ofertas. Gostaríamos até que fossem abertas nessa ocasião.
Antes disso, gostaríamos muito que a Europa assinasse com o Brasil um acordo sanitário. Do ponto de vista de oportunidades, ele não vai diminuir tarifas, mas os processos (de inspeção e certificação) são harmonizados, então seremos mais ágeis na apresentação de documentos.
Mas, muito mais forte que isso, é uma sinalização que daríamos, tanto para o Brasil quanto para os europeus, de que um passo importante foi dado. Desse acordo sanitário, o próximo passo é um prelisting (que autoriza uma lista de empresas a exportar sem ter que submeter-se a inspeções sanitárias prévias), antes de um acordo de livre comércio. E para isso não temos necessidade de estar presos ao Mercosul.
BBC Brasil - A UE tem valorizado cada vez mais a agricultura orgânica e endurecido as legislações relativas a agrotóxicos e OGMs. A senhora teme que sua posição a favor das OGMs e do uso de agrotóxicos possa ser um freio às exportações brasileiras?
Kátia Abreu - Não se trata de ser a favor ou contra. Eu não condeno esse dois produtos. Sou a favor do que o mercado queira. Se o mercado está com vontade de ter agricultura orgânica, precisamos perguntar se ele está preparado para conceber os preços da agricultura orgânica. Sim? Ótimo. É um nicho de mercado extraordinário, inclusive para a agricultura familiar.
Então nós não temos nenhum preconceito a qualquer tipo de produto que o consumidor queira. Mas se um país quer preço (baixo), aí temos que falar em agroquímicos, em transgênicos.
BBC Brasil - A senhora tem algum plano para incentivar a produção de produtos orgânicos no Brasil?
Kátia Abreu - Não existe plano, porque isso é muito da procura do mercado. Se houver a demanda, o ministério vai fazer seu papel, liberar rapidamente para que as exportações de orgânicos possam acontecer. Se nós tivermos um mercado sustentável e que consiga pagar os preços que custa a agricultura orgânica, temos condições de fazê-lo com muita rapidez.
Temos já muitas associações organizadas no Brasil, produtores fazendo agricultura orgânica com muita sustentabilidade. Encontrar essas pessoas é muito fácil. Se tivermos o mercado, encontraremos. Hoje essa demanda não existe.

BBC Brasil


,28/05/2015 às 08:30

Feira de troca de sementes orgânicas movimenta zona sul da Capital

Quando a sineta toca autorizando o início das trocas, Maria da Glória Silveira dispara em direção à banca de sementes. De uma vez só, ela começa a reunir saquinhos de grãos que, no futuro, irão alimentar sua família: pega um de feijão azuki, outro de açaí juçara, um pé de morango e um punhado da pouco conhecida araruta, erva que gera uma farinha sem glúten, típica na Bahia.

– Calma Maria, tem para todo mundo – grita um agricultor, querendo tranquilizar a vizinha e garantir semente para os demais.

O que explica a ansiedade de Dona Glória é a oportunidade única de receber, de graça, a matéria-prima para plantar um artigo de luxo dos tempos atuais: alimentos orgânicos. Para promover a cultura da agroecologia e estimular o intercâmbio de saberes sobre a terra, uma feira de troca de sementes reuniu agricultores, pesquisadores e autoridades ontem. O cenário foi a Granja Lia, uma propriedade rural situada no Lami, a 40 minutos do centro da Capital.

De chegada, cada visitante precisava fazer o check-in das suas sementes ou mudas. Em uma planilha, técnicos da Emater e integrantes da Secretaria do Desenvolvimento Rural se encarregavam de anotar a procedência de cada uma delas. Ao todo, foram mais de 108 variedades. Para assegurar que é orgânico, a base é a confiança. A maior parte das pessoas se conhece pela proximidade geográfica, por compartilhar o espaço das feiras ou por integrar a Opac-Rama, organismo participativo de certificação.

– Essa troca representa um símbolo da luta pela comida de verdade. Perpetuar o material genético garante que determinadas espécies nunca desaparecem, por que as pessoas não deixarão de plantar – esclarece a engenheira agrônoma do Núcleo de Agroecologia da Secretaria do Desenvolvimento Rural Agda Regina Yatsuda Ikuta.

Escola de Porto Alegre elimina balas e refrigerantes do cardápio

Presente no encontro, o oecretário municipal de Produção, Indústria e Comércio, Humberto Goulart, disse que prefeitura tem planos de criar mais quatro feiras orgânicas na Capital até 2016 (entre os locais que podem receber as feiras estão a Praça da Matriz e o bairro Auxiliadora).

A variabilidade genética dos alimentos, que em muitos casos é alvo de exploração comercial e disputa econômica, também motiva estudos acadêmicos de pesquisadores como a agrônoma Ingrid Bergman Inchausti de Barros, professora da UFRGS:

– A universidade bebe dessa fonte para descobrir novos conhecimentos, pesquisas e até produtos.

Vindo de Nova Petrópolis, carregado de mudas, o paisagista Toni Backes mal sabia como funcionaria o evento. Ele precisou sair antes da troca acontecer, mas deixou espécies como a pfáffia, o ginseng brasileiro, para serem adquiridas pelos interessados. Atento aos benefícios da planta, o cozinheiro vegano Sérgio Eduardo Costa Santos tratou de fazer a propaganda:

– O chá das raízes é ótimo para fadiga mental, muscular e cura até depressão – explica o chef.

Proprietária do Sítio Capororoca, famoso por disseminar as plantas alimentícias não-convencionais – as Pancs –, Silvana Bohrer se interessou pela muda de Backes. As que ela trouxe foram adquiridas pela Dona Glória, lá do início da matéria, e pelo casal Ana Liv e Mauro Rosito, que plantam jardins de tempero usando jornal como matéria-prima.

O agricultor Salvador Rosa da Silva, conhecido como Seu Dodô, levou ao evento sementes de hibisco. Ao explicar as funções da flor comestível, Dodô mostra que, mais do que sementes, a troca é de conhecimentos:

– O hibisco serve para comer, fazer chá, salada e até geleia. São tantas funcionalidades que me leva a pensar que é uma semente mágica – afirma.

Zero Hora


,26/05/2015 às 08:34

Senado faz enquete sobre projeto de selo transgênico em rótulos de alimentos

É um novo capítulo de um velho debate. A Câmara dos Deputados já aprovou o projeto que, ao contrário da lei vigente, dispensa o símbolo amarelo da transgenia nos rótulos de produtos que contêm matéria-prima geneticamente modificada destinados a consumo humano.

Nas redes sociais, o confronto de ideias ganhou força. “Afinal, se são bons para a saúde, qual o problema de manter o símbolo?”, questionaram alguns. “Qual a necessidade da indicação tão aparente se não há malefícios comprovados?”, rebateram outros, replicando a discussão entre bancadas ambiental e ruralista.

O site do Senado Federal abriu uma enquete sobre o projeto de lei, apresentado pelo deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). Até a noite de segunda-feira, haviam sido registrados 5.509 votos contra e 317 a favor. A consulta popular servirá de substrato para que os senadores saibam se a população apoia ou não a proposta.

Entenda o ponto de vista de quem é contra e quem é a favor dos transgênicos

Há três anos, estudo da Universidade de Caen, na França, demonstrou que camundongos nutridos com alimentos transgênicos sofrem de câncer com mais frequência e morrem antes que os demais. Neste mês, o Massachussetts Institute of Technology (MIT) realizou uma pesquisa que confere ao glifosato — um dos herbicidas mais utilizados na indústria transgênica — a capacidade de causar autismo em 50% das crianças até 2025.

Zero Hora


,11/05/2015 às 08:40

Anúncio do Plano Safra 2015/16 deve ser feito só em junho



O anúncio do Plano Safra 2015/16, que deveria acontecer em 19 de maio, deve ficar para junho. Segundo um auxiliar da presidente Dilma Rousseff, o evento de divulgação deve ocorrer no dia 3 de junho, em cerimônia no Palácio do Planalto.

O anúncio do Plano Safra, que ocorrerá depois do lançamento do programa de investimentos em infraestrutura (no dia 13 ou 14 de maio), faz parte de uma ofensiva do Planalto para emplacar uma agenda positiva, resgatar a popularidade da presidente e reverter o desânimo com a economia brasileira. O governo pretende inclusive fazer uma ampla campanha de comunicação para divulgar o Plano Safra nas redes sociais e na imprensa.

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A oferta de recursos para o Plano Safra 2015/2016 deve chegar a R$ 176 bilhões, volume R$ 20 bilhões maior que o do período anterior. Desse total, o Ministério da Agricultura trabalha para que cerca de R$ 90 bilhões tenham juros subsidiados. A maior parte desse incremento, senão todo, será por meio de crédito com juros livres.

A dificuldade, porém, tem sido o custo do financiamento, mais alto em função da taxa básica de juros (Selic) superior à da última safra e da menor disponibilidade de recursos - cerca de 64% do crédito rural é bancado pela caderneta e pelos depósitos à vista, fontes que têm apresentado queda de captação em 2015.

Há ainda uma disputa em torno da taxa de juros das operações. O governo, para conseguir fazer o ajuste fiscal, precisa reduzir o total de subsídios. O Ministério da Fazenda tem tentado impor um juro de no mínimo 9% ao ano; a Agricultura trabalha para ficar pelo menos em 8,5%.

Enquanto isso, os juros livres têm girado a níveis recordes. Em março, último dado disponível, a taxa média dessas operações estava em 15,79% ao ano, a maior em quatro anos para o mês.


Zero Hora


,30/04/2015 às 08:26

Alto custo de produção deve provocar redução na área plantada de trigo

Produtor de trigo há 25 anos, Carlos Alberto Catapan deixará de plantar o cereal pela primeira vez neste inverno. Com a lembrança da frustração da safra passada e contas a pagar, o agricultor preferiu não arriscar.

— A chance de prejuízo é grande. O custo de produção passa de 50 sacas por hectare — lamenta.

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Com lavoura em Passo Fundo, ele costumava plantar 15 hectares de trigo e 15 de aveia para grão no inverno, deixando 20 hectares para pastagem. Neste ano, resolveu eliminar a área de trigo e substituir por aveia para cobertura de solo.

— Não posso remar contra a maré. Não há incentivo nem garantias — reclama.



Em 2014, Catapan colheu média de 32 sacas por hectare e vendeu a saca por menos de R$ 25. Ao acionar o seguro rural, recebeu menos de 25% do valor investido para custeio. O preço mínimo da saca de 60 kg de trigo, com o reajuste anunciado segunda-feira pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, é de R$ 34,95 na Região Sul (tipo 1, classe pão).

A decisão dele não é isolada. A frustração da safra passada e a alta nos custos de produção agora, em razão da valorização do dólar frente ao real, devem reduzir a área cultivada. A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) estima queda de 20% — mais de 200 mil hectares ficariam em pousio (sem cultivo) ou com aveia para cobertura de solo.

— O produtor está muito descrente com o trigo — afirma o presidente da Fecoagro, Paulo Pires.

O custo de produção maior deve-se à alta do dólar, já que o valor dos principais insumos acompanha a cotação da moeda americana. Para cobrir o gasto maior, o setor reivindicava reajuste de 19% no preço mínimo a partir de 1º de julho, elevando a R$ 665 a tonelada. Mas a reivindicação não foi atendida pelo governo.

Em 2014, a produção de trigo teve queda superior a 50% no Estado e boa parte do que sobrou sequer teve qualidade para moagem. De 1,5 milhão de tonelada colhida em 2014, quase 1 milhão teve de ser exportada para países africanos e asiáticos. Com nível de micotoxina acima do permitido pela lei, o cereal não pôde ser destinado nem para ração animal no mercado interno.

— A perspectiva é muito ruim. Mesmo quem plantar poderá ser obrigado a reduzir tecnologia para fazer frente aos custos — avalia Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Farsul.

Zero Hora


,28/04/2015 às 07:10

Simuladores de máquinas garantem treinamento mais eficiente e barato para plantar e colher

Parece videogame, mas a brincadeira é séria. Mais do que dar a chance de um teste virtual, os simuladores de máquinas se consolidam como meio seguro, eficiente e econômico para treinamento de mão de obra.

A conta é simples. Se o operador bater, a lataria segue intacta. Caso precise de horas para aprender a manobrar, não gasta um pingo de combustível. Seja dia ou noite, faça sol ou chuva, sempre há lavoura pronta para colher. E as vantagens se estendem às empresas, que além do treinamento, já usam o sistema como estratégia de venda.

Especialista em marketing da New Holland, Carlos Schimidt vê a simulação como meio eficiente de mostrar quão fácil é operar equipamentos tão tecnológicos:

— Nada enche mais os olhos do agricultor do que ver a máquina no campo, mas o simulador serve como suporte para treinar.

Zero Hora


,24/04/2015 às 07:45

Exploração ilegal coloca em risco modelo de extrativismo na reserva

Desmatamento, avanço da pecuária, venda ilegal de terras públicas. A Reserva Chico Mendes enfrenta conflitos que colocam em risco o futuro da maior unidade extrativista no país. No Brasil, existem 89 reservas extrativistas, em 17 estados, onde vivem 53 mil famílias.

Um contraste chama a atenção na reserva Chico Mendes. De um lado, o gado. Do outro, conflitos que põem a floresta em risco.

Por lei, a floresta só pode abrigar famílias que vivem do extrativismo. Mas, de uns tempos para cá, a reserva também passou a ser disputada também por pessoas que chegaram de outras regiões do país.

Milton Galvão era motorista em Rondônia. Ele vendeu o caminhão que tinha e comprou uma colocação, de cerca de 400 hectares de mata, na reserva Chico Mendes. A transação é ilegal porque terras de reserva pertencem à União e não podem ser negociadas.

A associação dos moradores da reserva quer desfazer o negócio, mas Galvão resiste. “Eu não vou sair. Eu não vou correr não. Estou morando lá. Me falaram que eu não podia ir para lá, eu vou. Eu só saio se a justiça me mandar”, diz.

Sustentar a família com os recursos da natureza e manter no campo quem dela depende são regras que definem a seleção de quem irá viver na reserva. Não é bem o caso de Rudson Nunes, que é dono de uma colocação. Ele mora em Xapuri e é funcionário municipal. O rapaz toca na banda da Prefeitura.

Pelos cálculos da associação dos moradores, 10% das pessoas que ocupam a reserva, cerca de 200 famílias, estão ilegalmente nas terras da Chico Mendes.

"Na sua maioria são pessoas que não têm o perfil, que têm outra vida. Às vezes, têm terra fora, têm emprego e compraram alguma posse aqui e não conseguem se regularizar. Alguns usam uma espécie do laranja, ou seja, coloca em nome do João, do Raimundo, e quem está comandando essa área seria outra pessoa lá fora", diz Sebastião Aquino, presidente da Associação dos Moradores da Reserva Chico Mendes.

Na região do seringal Nova Esperança é uma das áreas da reserva Chico Mendes onde a floresta foi mais destruída. As famílias que vivem no lugar não têm o extrativismo como atividade principal. São criadores de gado que querem a independência, a separação da reserva.

Oitenta cabeças de gado, 140 hectares de pasto. O assentado Fernando de Oliveira, que é funcionário público do estado, não se reconhece como extrativista. “Não. Castanha, borracha, que seja o óleo da copaíba, que o pessoal usa muito. Isso aí, ninguém”, diz.

Ele é um dos líderes do movimento que tenta separar as terras do seringal da área da reserva. “Não só eu, como todos os moradores dessa reserva, torce para que isso aconteça. Pelo momento de aqui não ter como sobreviver do extrativismo”, diz Oliveira.

Mineiro de Montalvânia, Raniere Rodrigues acabou de comprar 80 hectares de terra pra criar gado. “Hoje, tem 70 cabeças. E pretendo ampliar. Não pretendo abrir mais pasto e sim, futuramente, quem sabe, adquirir de outros vizinhos ou até em outros lugares. Mas a intenção é de continuar a criar e aumentar”, diz.

A casa de madeira é a residência de Luiz Carlos. Na área, ele também cria umas cabecinhas de gado. Mas o negócio dele é um bar que construiu ao lado. “Eu vendo cerveja, refrigerante, pinga. Sou autorizado pela Polícia militar”, diz.

Mas, segundo a lei que regula a utilização de terras federais, é proibida a venda de bebidas alcoólicas dentro de reservas extrativistas. O barzinho de Luiz Carlos funciona há cinco anos.

O ICMBio tem a tarefa de fiscalizar irregularidades em unidades de conservação. Só na Reserva Chico Mendes, que tem quase um milhão de hectares, há apenas quatro fiscais para dar conta de tudo.

No exercício da função o fiscal Flúvio Mascarenhas recebeu ameaças de um pecuarista multado por derrubar a mata pra aumentar o pasto. “O que mais me assustou nessas ameaças foi o momento que ele falou que se eu não rasgasse a papelada, eu seria morto”, conta.

A família de Rodrigo Oliveira Santos, suspeito de ter feito as ameaças, tem mais de mil hectares de terra dentro da reserva. Parte da área foi comprada de antigos moradores. “Uma ameaça direto, não. Eu tive atritos com ele pela questão do que ele fez, mas eu não fiz ameaça de morte a esse cidadão não”, diz.

A Polícia Federal, que investiga a história, tem no inquérito até a gravação da conversa de um telefonema que o pecuarista fez para o fiscal.

O sociólogo Élder Andrade, professor da Universidade Federal do Acre, é um estudioso das unidades extrativistas do Brasil. “O risco de continuidade dessas unidades da forma como foram pensadas hoje é muito maior e o tempo para reverter isso também é muito menor. Acho que o Chico Mendes hoje vive mais atormentado diante desse cenário bastante adverso e não desejado por ele”, diz.

Roberto Vizentin, presidente do ICMBio, órgão que administra as reservas extrativistas do país, reconhece os problemas da Chico Mendes. Mas, acredita que a situação na reserva está melhorando. “Ao mesmo tempo em que estaria feliz, Chico Mendes estaria protestando, criticando, exigindo, cobrando. Mas eu, certamente, tenho a clareza ele estaria satisfeito porque, afinal de contas, encontraria ainda, com todos esses problemas, a maior parte dos seus conterrâneos, dos seus companheiros de luta presentes, resistindo e comemorando o fato de serem detentores hoje de uma porção muito significativa do território brasileiro”, diz.

Globo Rural


,22/04/2015 às 08:53

Pagamento por serviços ambientais voltará a ser discutido no Congresso

O projeto de pagamento por serviços ambientais será retomado e deve ser votado pelo Senado no final do ano, de acordo com o secretário de agricultura e abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim. A proposta encontra-se hoje em fase de apreciação pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados. Segundo o secretário a discussão foi suspensa devido ao período eleitoral do último ano.

Arnaldo Jardim foi relator do PL 792/2007, de autoria do deputado Anselmo de Jesus (PT-RO), e apresentou um substitutivo ao projeto. “Ele foi aprimorado, passou por uma série de comissões e discussões. Fizemos um intensivo debate junto à opinião pública, a todo o setor produtivo, conjunto de entidades ambientais e conseguimos produzir um consenso”, afirma Jardim.

O secretário destaca que há esforços para estabelecer um diálogo com o governo para que não haja problemas na aprovação. “O Ministério do Meio Ambiente está integrado na discussão e sobre o projeto que apresentamos. Montamos uma equipe na Casa Civil para auxiliar nesse processo. É importante que esse debate prossiga, avance no Legislativo, mas sintonizado no diálogo com o Executivo.”

Há um outro projeto que também trata de política nacional de pagamento por serviços ambientais, de autoria do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), o PL 312/2015. O deputado Evair de Melo (PV-ES), designado relator da proposta, defende que tanto o projeto de Anselmo de Jesus quanto o de Rubens Bueno sejam apreciaos de modo unificado. “Agora, iremos retomar a tramitação do PL 792/2007 observando as contribuições positivas que possam ser colhidas em proposições semelhantes em curso no Congresso, como o PL 312/2015. Nossa meta é aprovar a melhor legislação possível até a Conferência Mundial de Clima, em novembro, em Paris (França).”

A proposta
A proposta básica de ambos os textos, tanto da PL 792/2007 quanto da PL312/2015, segundo o deputado Evair de Melo, é construir um mecanismo econômico que contribua para a conservação e recuperação dos recursos naturais e que beneficie àqueles que excederem os limites de conservação legalmente estabelecidos.

O deputado explica que Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma transação de natureza contratual mediante a qual o pagador de serviços ambientais transfere recursos financeiros ou outra forma de remuneração a um provedor desses serviços, que pode ser pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário. Para haver a remuneração é preciso preencher os critérios de elegibilidade, manter, recuperar ou melhorar as condições ambientais de ecossistemas.

Para o parlamentar, o projeto é importantíssimo, mas é preciso ainda definir pontos fundamenais para sua execução. “Precisamos definir questões como as fontes de recursos para o fundo, que precisam ser perenes e substanciais, e para a gestão do fundo, que precisa ter um equilíbrio entre diferentes atores em sua composição.”

A necessidade de estabelecer as fontes de recursos para os pagamentos também é mencionada por Arnaldo Jardim. Como exemplo, cita a cobrança pelo uso da água e o Imposto de Renda ecológico, sobre o qual há um projeto em tramitação no Congresso. “A legislação ambiental brasileira é altamente complexa, mas ainda faltam instrumentos para estimular as boas práticas”, avalia.

O secretário afirma que vários Estados e municípios brasileiros já realizam pagamentos por serviços ambientais. Para ele é preciso assimilar as boas experiências. “O pagamento já existe no país, como no Estado de São Paulo. Nós queremos agora uma legislação nacional que estabeleça regras e que tenha uma condicionante para que isso aconteça.” Ele ainda explica que o PL 792/2007 é abrangente e que não possui contradições com as práticas já existentes. “A legislação é capaz de viver com medidas municipais e estaduais de uma forma tranquila, a maneira como estabelecemos a proposta permite essa composição.”

“O Brasil precisa ter o seu arcabouço legal federal sobre o tema, estabelecendo as diretrizes básicas para novas legislações e trazendo segurança jurídica para as experiências em curso”, diz o deputado Evair de Melo.

Importância

Para o deputado Evair de Melo a compensação por serviços ambientais é uma agenda estratégica para um país como o Brasil. “Somos extremamente ricos em biodiversidade e com economia fortemente dependente do equilíbrio ecológico.” Em sua opinião, os serviços prestados pelos diferentes ecossistemas têm um grande valor econômico. “A inclusão desses serviços e valores em políticas públicas qualificadas pode ajudar as cidades e governos a economizar ou melhor aplicar recursos públicos. Ao mesmo tempo, pode melhorar a qualidade de vida, garantir meios de subsistência da população, gerar empregos e impulsionar a economia.”

O secretário Arnaldo Jardim afirma que a legislação ambiental brasileira deve pensar além das medidas punitivas e multatórias. “Precisamos definir regras que estabeleçam a premiação das boas praticas, que permitam a compensação por espaços atitudes que levem à preservação ambiental ou que prestem um serviço desse tipo a sociedade.”

Revista Globo Rural


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,18/04/2015 às 08:44

Produção de soja cresceu 25,9% em SP, aponta IEA

O Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) é otimista em relação à produtividade esperada para safra de grãos em São Paulo em 2014/2015. Em fevereiro, técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) ´fizeram um levantamento em cada um dos 645 municípios do Estado.

Para a cultura da soja, os números obtidos apresentam crescimento de 5% na área cultivada, com 741,4 mil hectares, e aumento de 25,9% na produção. São esperadas 2,04 milhões toneladas do grão e ganhos de 19,9% de produtividade com 2.751 quilos por hectare.

Os dados preliminares referentes ao milho safrinha apontam pouca variação na comparação com a safra anterior, com recuo de 1,7% na área plantada e aumento de produção de 1,4%. O milho de primeira safra também apresenta perda de área, com -6%, mas a produção estimada é 10,7% maior, com ganho de 17,8% em produtividade.

Já a estimativa de colheita de café beneficiado confirma a expectativa inicial de que a anomalia climática, iniciada em dezembro de 2013, acarretará em redução da produção frente à safra anterior. Os números apontam 3.952.878 de sacas 60 kg contra as 4.594.135 em 2014.

Para a cana-de-açúcar, os dados demonstram que não é apenas a estiagem que afeta a cultura nas principais regiões produtoras. Questões relativas à política econômica também comprometem as perspectivas para o setor, pois os números relativos à área nova na maioria dos Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) registram tendência de queda. Ainda assim, a cultura da cana no estado está estável na área em produção, com aumento de 0,6%, e na produção, com 2,7%. A previsão do volume a ser colhido é de 412 milhões de toneladas.

O levantamento também apresenta a primeira previsão referente à safra agrícola 2014/2015 para a cultura da laranja. Os resultados indicam um volume total produzido para o Estado de São Paulo de 284,38 milhões de caixas de 40,8 kg, 11.603 mil toneladas, número 2,2% inferior do obtido na safra passada. Regiões como Fernandópolis, Ribeirão Preto, Araraquara, Mogi-Mirim e Jaú prevêem volume menor a ser produzido.

Levantamento final da safra das águas 2014/2015
A cultura da batata das águas da safra 2014/15 registrou redução de 14,8% na área cultivada em comparação à safra 2013/2014, consequência das alterações de preços durante o ano. Devido às variações climáticas regionais, a produção teve quedas de 17,3% e de rendimento, com 160,45 mil toneladas colhidas. A produção paulista está concentrada em quatro EDRs, que respondem por 83,3% da área cultivada no Estado: Itapetininga (29,3%), Avaré (27,4%), Itapeva (16,3%) e São João da Boa Vista (10,2%).

As informações finais para o feijão das águas registraram redução de área de 22,1% e produção de 97,1 mil toneladas, -13,8%. Ganhos foram obtidos na produtividade, com 10,6% em relação à 2013/2014. Os resultados podem ser explicados pelas condições climáticas, em que o desenvolvimento da cultura na safra corrente foi menos desfavorável do que a verificada na anterior.

Revista Globo Rural


,14/04/2015 às 17:39

Pecuarista leva bezerro rejeitado pela mãe para a própria casa em Brasília

O Lago Norte, área nobre de Brasília, desde março abriga um morador diferente. Rejeitado pela mãe, o bezerro Guerreiro foi levado pelo pecuarista Ludgero Sant'Anna para sua casa na cidade. Lá, o animal recebe leite na mamadeira e também pasta no jardim da casa. Quem cuida do bichinho são os sobrinhos do criador. "Se ficasse na fazenda em Buritis (MG), ele ia morrer porque não ia ter quem cuidar", contou à Revista Globo Rural.

O exemplar de nelorado tem apenas um mês e convive bem com os outros animais da casa: o poodle Deep House e o gato recém-adotado ainda sem nome. Ele chegou à residência da família após dez dias de nascido. "Três dias depois que ele nasceu o peão percebeu que ele estava sem comer. Levou o bicho para o curral e começou a dar leite, mas sem muita esperança. Achou que não ia vingar. Mas deu certo, e por isso colocamos o nome de Guerreiro", explica Ludgero.

A casa da família tem 30 mil metros quadrados e foi projetada com um mini curral. O espaço grande permite que o cheiro de esterco não incomode os vizinhos. "Até agora não reclamaram. Já tivemos cavalo, vaca, e agora o bezerro", conta o pecuarista. "Dá menos trabalho que cachorro, que não late, mas ele não vigia". O animal é dócil e atende pelo nome.

Após a chegada do novo morador, a família pretende levar uma vaca para Brasília para ter leite fresco pro café da manhã todo dia e também alimentar o bezerro.

Revista Globo Rural


,14/04/2015 às 17:39

Pecuarista leva bezerro rejeitado pela mãe para a própria casa em Brasília

O Lago Norte, área nobre de Brasília, desde março abriga um morador diferente. Rejeitado pela mãe, o bezerro Guerreiro foi levado pelo pecuarista Ludgero Sant'Anna para sua casa na cidade. Lá, o animal recebe leite na mamadeira e também pasta no jardim da casa. Quem cuida do bichinho são os sobrinhos do criador. "Se ficasse na fazenda em Buritis (MG), ele ia morrer porque não ia ter quem cuidar", contou à Revista Globo Rural.

O exemplar de nelorado tem apenas um mês e convive bem com os outros animais da casa: o poodle Deep House e o gato recém-adotado ainda sem nome. Ele chegou à residência da família após dez dias de nascido. "Três dias depois que ele nasceu o peão percebeu que ele estava sem comer. Levou o bicho para o curral e começou a dar leite, mas sem muita esperança. Achou que não ia vingar. Mas deu certo, e por isso colocamos o nome de Guerreiro", explica Ludgero.

A casa da família tem 30 mil metros quadrados e foi projetada com um mini curral. O espaço grande permite que o cheiro de esterco não incomode os vizinhos. "Até agora não reclamaram. Já tivemos cavalo, vaca, e agora o bezerro", conta o pecuarista. "Dá menos trabalho que cachorro, que não late, mas ele não vigia". O animal é dócil e atende pelo nome.

Após a chegada do novo morador, a família pretende levar uma vaca para Brasília para ter leite fresco pro café da manhã todo dia e também alimentar o bezerro.

Revista Globo Rural


,11/04/2015 às 08:52

Chuvas atrasam colheita da soja e comprometem campos de sementes na Bahia

Chuvas diárias estão atrasando significativamente a colheita da soja e comprometendo a oferta de sementes do produto no Oeste baiano. A região, que nesta época do ano passado já tinha concluído os trabalhos de retirada do grão das lavouras, ainda tem cerca de um terço da área ocupada pela oleaginosa por colher, segundo a Aiba, entidade que representa os produtores locais. Além disso, a umidade já comprometeu área equivalente a 500 mil sacas de sementes de soja. A estimativa é do presidente da Associação dos Produtores de Sementes do Oeste da Bahia (Aprosem), Celito Missio. Como ainda há boa parte do terreno a ser colhido, o volume comprometido pode ser maior, disse ele em entrevista à Globo Rural.

Apesar da perspectiva de menor produção de sementes, Missio garante que o volume disponibilizado será suficiente para atender a demanda do Oeste baiano, que planta 1,4 milhão de hectares de soja. Os estados que normalmente importam cultivares da região, no entanto, terão de buscar cultivares em outras fontes. Tocantins, Maranhão, Piauí, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul compõem a lista de clientes dos sementeiros baianos. “As áreas de sementes do Tocantins estão bem, então acredito que podem compensar o problema aqui na Bahia e garantir o abastecimento nesses estados”, diz Missio.

]Em anos de clima regular, a oferta de sementes no Oeste baiano fica em torno de 3 milhões de sacas, segundo a Aprosem. O volume de chuvas deste ano ficou dentro o normal, o problema foi a frequência das precipitações. “Em vez de as máquinas colherem dez horas por dia, colhem duas ou três horas. Chove diariamente”, conta o agricultor e vice-presidente da Aiba, Odacil Ranze.

Apesar dos problemas na hora da colheita, os produtores comemoram os resultados. Nas últimas três safras, a produtividade média das lavouras de soja ficaram abaixo das 50 sacas por hectare, índice que está sendo retomado nesta temporada. No ciclo passado, os rendimentos médios ficaram em pouco mais de 42 sacas por hectare, conforme levantamento da Aiba.

A frustração de resultados não impediu nova expansão da área ocupada pela soja no Oeste. No último ano, o terreno cresceu 11,5%, para 1,42 milhão de hectares, contra 1,27 milhão cultivados na safra 2013/14. Para a safra 2015/16, que começa oficialmente em junho no Brasil, o setor produtivo baiano prevê novo aumento do plantio, com a recuperação de áreas de pastagens degradadas.

*O jornalista viajou a convite da Aiba.

Revista Globo Rural


,10/04/2015 às 08:00

Chuva acima da média atrasa moagem de cana no Centro-Sul

A chuva acima da média histórica em março provocou um atraso de até quatro dias no processamento de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul do Brasil, segundo representantes do setor. Como a maior parte das unidades dá largada à safra apenas na segunda metade de abril, ainda não há impacto sobre as projeções para a safra 2015/2016, iniciada oficialmente no dia 1º, mas o ciclo começa em ritmo mais lento do que o previsto.

"Existe a percepção no mercado de que não haverá disponibilidade de mercadoria na intensidade esperada", disse Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting. Essa avaliação explicaria por que o contrato com vencimento em maio do açúcar negociado na bolsa de Nova York acumula ganhos de 6,5% só neste mês. Em parte, a alta se deve ao fortalecimento do real ante o dólar, mas também por conta do clima adverso à colheita de cana no País.

O sócio-diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, também diz que as chuvas estão atrapalhando e que algumas usinas já mexeram em suas programações, computando o atraso. Até agora, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) não detalhou quantas unidades produtores começaram a nova temporada, mas para os representantes é quase certo que esse número está abaixo das 150 em operação em igual momento de 2014.

Segundo Corrêa, da Archer, há indústrias cujo processamento está sendo afetado pelas chuvas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Mas ele diz que a umidade agora traz menos transtornos do que no meio da temporada. "Se isso (as precipitações) ocorrer em julho, por exemplo, será pior, pois ficará difícil para a usina realocar para o fim da safra a cana que não conseguir processar", afirmou ele, destacando que o meio do ano coincide com o pico de moagem no Centro-Sul.

Esse risco, contudo, existe, segundo a F.O. Lichts. A consultoria trabalha com a previsão de 50% a 60% de chance de que o fenômeno El Niño poderá ocorrer entre junho e setembro. A Somar Meteorologia considera a possibilidade de El Niño, mas diz que a manifestação deve ser de fraca intensidade. Caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, o El Niño provoca chuvas acima da média durante o inverno no Hemisfério Sul.

Pelas projeções até agora divulgadas, o processamento de cana em 2015/2016 deve ser maior que o de 571 milhões de toneladas do ciclo passado. A Archer, por exemplo, prevê moagem de 573 milhões de toneladas, mas há outras consultorias que apostam em volume superior a 580 milhões de toneladas. A Unica ainda não divulgou sua estimativa.

Revista Globo Rural


,09/04/2015 às 08:20

Preço do trigo cai enquanto o do pão sobe

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, divulgou hoje um artigo no qual mostra que os preços recebidos pelos produtores de trigo em março ficaram 26% abaixo dos praticados no mesmo mês do ano passado, enquanto o preço médio do pão pago pelos consumidores em Curitiba subiu 2% no período analisado. O preço do pão na capital paranaense em março ficou em R$ 8,10/quilo, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na opinião dos analistas do Deral, o descompasso nas variações de preços mostra a influência limitada do grão nos custos finais do pão vendido no varejo. Para exemplificar, eles citam que o valor recebido pelos produtores paranaenses pelo volume necessário para fabricação de um quilograma de pão foi de R$ 0,58 em março. No mesmo período do ano passado este valor era de R$ 0,77.

Os analistas concluem que se dependesse apenas do trigo paranaense e os outros custos tivessem se mantido, o pão poderia estar R$ 0,19 mais barato, mas os demais custos aumentaram e o trigo paranaense não é a única fonte de matéria prima. Eles lembram que houve aumento no preço do componente de maior peso: a mão de obra. Os trabalhadores que ganham salário mínimo tiveram reajuste de 9%, o que deve ser o principal fator a influenciar o preço final do pão, além da energia que também ficou mais cara, e deve contribuir para o aumento dos custos.

Quanto à origem da matéria prima, os técnicos observam que pelas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) 60% do trigo utilizado no Brasil no ano passado foi importado. No caso do Paraná a situação foi diferente, pois as importações não chegaram a 15% do consumo. “Sendo assim, ainda que o maior custo dos trigos importados influencie os preços do pão, estes têm efeitos mais limitados no Paraná do que no restante do país”, dizem eles.

Em relação às expectativas para este ano, os técnicos comentam que os produtores paranaenses ainda contam com aproximadamente 550 mil toneladas que podem ser adquiridas a menos de R$ 600 a tonelada pela indústria. “Os preços internos do trigo aliviam a pressão inflacionária e a safra seguinte não tem perspectivas de gerar um cenário diferente.”

Os analistas lembram que as cotações nesse período de entressafra reagiram pouco e estão fazendo com que os produtores do Paraná recuem na intenção de plantio. Eles ressaltam que mesmo com a redução de área a produção pode ser recorde em 2015, caso as condições climáticas sejam favoráveis. “Este cenário de maior oferta é possível não só no Paraná, mas também em outras regiões próximas, como Paraguai e Rio Grande do Sul, e com isto poderá haver maior pressão nas cotações no período de safra.” Eles dizem que ainda é cedo para prognósticos da safra 2015, já que a área do Mercosul recém começou a ser plantada e é altamente suscetível às intempéries climáticas.


Revista Globo Rural


,08/04/2015 às 07:53

Juros do Plano Safra podem subir até 2 pontos

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, afirmou nesta terça-feira (7/4), que os juros do Plano Safra podem subir entre um e dois pontos porcentuais este ano. Em audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara, ele disse que essa alta não está fechada ainda, mas se o juro ficar ao redor de 7,5% ao ano a 8,5% ao ano será em nível adequado ao fluxo de caixa do produtor.

Nassar explicou, ainda, que o ministério recebeu de 300 a 400 propostas do setor produtivo para o Plano Safra e que essas informações estão sendo compiladas. "A gente sabe que é muito importante não perder essa injeção de recursos para o Plano Safra. A grande discussão é como aumentar os recursos disponíveis", disse. "Se a safra for financiada a juros muito elevados, criaremos problema para o futuro, como não pagamento", ponderou.

O secretário também comentou sobre as Letras de Crédito Agrícolas (LCA), que serão alvo de mudanças. Segundo ele, está sendo estudada a criação de uma exigibilidade como forma de aumentar o funding do setor. Nassar ainda explicou que os programas Moderfrota, ABC, InovarAgro e Armazenagem são prioridade para o ministério.

Seguro Rural
André Nassar afirmou que, em conversas com o Ministério da Fazenda, as indicações são de que o seguro agrícola e o pagamento das subvenções, valores em atraso desde o ano passado, devem ser quitados até o início do segundo semestre. "O mais alto escalão do Ministério da Agricultura conversou com o mais alto da Fazenda. Não há chances de isso não ser resolvido", afirmou.

"Estamos pressionando. Ligo para a Fazenda três vezes por dia." Nassar afirmou, ainda, que outros ministérios passam por problemas semelhantes para quitar contas de restos a pagar do ano passado.
De acordo com o secretário, o Ministério não deseja que o problema do seguro agrícola se repita no próximo ano e está trabalhando para chegar aos R$ 700 milhões de orçamento para este fim. No entanto, a previsão inicial é de R$ 400 milhões.

No segundo semestre a pasta tentará uma suplementação orçamentária para se alcançar o valor total desejado. Nassar explicou que, pelo decreto orçamentário, a pasta tem um limite de cerca de R$ 544 milhões para pagar despesas discricionárias, mas que isso não comprometeu nenhum programa da pasta, a não ser o seguro.

"Isso não comprometeu nada. É óbvio que o Ministério está fazendo seu planejamento. Até esse momento, o maior comprometimento foi não ter pago as seguradoras", afirmou.

Na sexta-feira ele tem uma reunião com as seguradoras em São Paulo para detalhar a forma como esses valores serão pagos. Há a possibilidade dos recursos serem pagos de maneira parcelada até dezembro.

FenSeg
"Precisamos de posição, se vão pagar ou não o seguro e aí cada um se adequa", afirmou Luiz Roberto Paes Foz, da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que esteve reunido com Nassar nesta terça-feira (7/4). "Tivemos a palavra do secretário, mas queremos uma palavra oficial do governo", ressaltou.

Foz avaliou, ainda, que as seguradoras pequenas estão chegando ao limite financeiro. A dívida do governo já supera o patrimônio delas e algumas estão prestes a chegar a situação de insolvência.

"Dívida do governo com o seguro rural será lançada como prejuízo. Isso é um desastre", relatou.

Revista Globo Rural


,07/04/2015 às 08:10

Expedição Safra prevê 202 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/2015

A Expedição Safra, sondagem técnico-jornalística que percorre 16 Estados, projeta safra 2014/2015 de grãos em 202 milhões de toneladas. O total é 3,6% maior que o período anterior, somando 6,8 milhões de toneladas a mais mesmo com a seca que atingiu o país e preocupou os produtores.

A expectativa positiva é sustentada pelo volume da soja e do milho de verão, que representam 83% da produção nacional de grãos. O número também considera a safra de milho safrinha, em fase final de plantio.

De acordo com os integrantes da expedição, os veranicos impactaram pouco as plantações, sendo considerados "pontuais". "As lavouras mais prejudicadas foram semeadas no início do ciclo, em agosto e setembro. Mesmo neste caso, os danos foram parciais", apuraram as equipes de pesquisa.

Soja
A colheita de soja chega à fase final com estimativa de 94,16 milhões de toneladas, alta de 8,1% em comparação à safra anterior, quando foram colhidas 87,10 milhões de toneladas. Para os técnicos da Expedição, houve aumento da produtividade da oleaginosa por hectare, atingindo em média 3 mil quilos/ha. Destaque para Mato Grosso e Paraná, os dois primeiros do ranking de Estados produtores, que atingiram produtividade de 3,12 mil quilos/ha e 3,29 mil quilos/ha, respectivamente.


Milho
O cereal teve queda de 6,5% na safra de verão, atingindo produção de 31,98 milhões de toneladas ante 34 milhões de toneladas colhidas um ano atrás. A safra de inverno também teve queda, com recuo de 6,1% e colheita de 73 milhões de toneladas.

“A variação na produção de soja e milho reflete os rumos do mercado, que atualmente apresenta melhor rentabilidade para a oleaginosa. Isso também mostra que a produção, no geral, continua crescendo, porém, a taxas mais adequadas e bem equacionadas em relação à demanda”, afirma Luana Gomes, analista de mercado da Expedição Safra.

Destaque gaúcho
O Rio Grande do Sul surpreendeu os integrantes da Expedição. Nesta safra, os resultados do Estado apontam para uma de suas melhores safras de verão. "A soja gaúcha deve atingir 14,99 milhões de toneladas, considerando produtividade média de 2,95 mil kg/ha", informou o relatório. O bom desempenho ajuda a reduzir o impacto das perdas em Estados como Goiás, Piauí, Maranhão e Bahia.

Globo Rural


,06/04/2015 às 07:39

Como plantar cogumelo

Não faz muito tempo, o cogumelo tinha presença restrita a receitas culinárias mais sofisticadas e servidas em ocasiões especiais. Hoje, continua sendo considerado um ingrediente que valoriza o prato, porém, tornou-se mais comum o seu uso nas refeições diárias dos brasileiros. Embora a demanda esteja aquém, o cogumelo tem se popularizado como recheio de pizzas, sanduíches e salgados.

Utilizado como alimento há muitos séculos, no Brasil o cogumelo tem um mercado em desenvolvimento motivado pela divulgação de seu valor nutritivo e medicinal. Também com o barateamento do preço ao longo dos anos, o produto passou a ser mais acessível à população.

O consumo nacional, no entanto, mantém-se bem baixo em comparação ao de países europeus. Enquanto alemães comem perto de 4 quilos de cogumelos por ano, franceses cerca de 2 quilos e italianos 1 quilo e meio, os brasileiros não chegam a 160 gramas. Os números indicam o potencial de crescimento do cultivo do fungo no país, onde também podem ser exploradas opções rentáveis para a atividade.

Um estudo apresentado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), mostra que fungicultores do leste paulista conseguiram alta de 40% nos lucros com a adoção de transferência de tecnologia e estímulos de venda do alimento fresco.

Apesar de ser mais prática a produção de cogumelo em conserva – fácil de conservar e distribuir –, a opção in natura é mais lucrativa, além de ser mais saudável e ecológica. Sem custos com cozimento e conservantes, a cultura de cogumelo fresco ainda exclui a concorrência do alimento cozido importado. No entanto, trata-se de uma versão mais perecível, com prazo de validade de uma semana, em média.

O cogumelo é rico em vitaminas do complexo B, sais minerais e fibras. Com baixo teor de carboidratos, gorduras e colesterol, ainda possui riboflavinas, substância que favorece o metabolismo de gorduras, açúcares e proteínas e é importante para a saúde dos olhos, boca, pele e cabelos. Os antioxidantes presentes na composição do fungo auxiliam o sistema imunológico e são de alta atividade anticancerígena, sobretudo contra o câncer de mama e de próstata.

Em ampliação pelo país, além dos limites do Estado de São Paulo, onde sempre esteve concentrado, o cultivo de cogumelo pode ser realizado em estruturas rústicas e simples ou com uso de alta tecnologia. Cerca de 80% dos fungicultores são pequenos e médios agricultores que fornecem para feiras municipais, supermercados, rotisseries e restaurantes de culinária japonesa e natural.

RAIO X
Substrato: madeira, maravalha, palhada ou feno
Clima: ameno, variando de 12 ºC a 25 ºC
Área mínima: pode ser cultivado em grotas, taperas, salas e galpões
Colheita: o ciclo da cultura vai de 45 a 180 dias
Custo: depende da escala deprodução e do nível tecnológico adotado

Mãos à obra
>>> Início Entre as três atividades na fungicultura, a dos cultivadores é a mais indicada para iniciantes. Nela, o composto (formulação de insumos) é recebido pronto com a semente do cogumelo para o cultivo. A estrutura, como galpão, água e sistema de refrigeração, é condicionada à situação financeira do agricultor. A produção de sementes exige conhecimento técnico avançado e infraestrutura especializada, enquanto a de composto espaço para grandes volumes de matéria-prima.

>>> Tipos Nem todo cogumelo é comestível, não colete-o da natureza, pois pode ser tóxico. De coloração uniforme branca, firme e superfície brilhante úmida, o champignon de paris (A. bisporus) é um dos principais tipos. Comum de ser encontrado no varejo em conserva e em embalagem de plástico ou vidro, está expandindo a produção in natura. Destacam-se também o shiitake (L. edodes), que possui chapéu marrom escuro, de 5 a 12 centímetros de diâmetro e textura macia, e o shimeji (Pleurotus sp), que pode ser de coloração negra, branca ou salmão.

>>> Ambiente Cada tipo de cogumelo, ou mesmo de diferentes linhagens, possui necessidades específicas. Contudo, em geral, gostam de clima ameno e alta umidade. O ideal é que a temperatura mantenha-se entre 12 ºC e 25 ºC.

>>>Plantio O champignon de paris é produzido em palhada pré-compostada e coberta com uma camada de terra. Necessita de refrigeração (temperatura de 15 ºC a 18 ºC) e ambiente sem luz. O shiitake pode ser cultivado em blocos de serragem, que demanda tecnologia especializada, ou em toras com pequenos furos, nos quais o fungo é inoculado e recebe, após seis meses de incubação, um estímulo denominado choque hídrico. O shimeji, que brota em pequenos buquês, é produzido em palhada pasteurizada e/ou esterilizada.

>>>Estrutura O cogumelo pode ser produzido em condições distintas, desde grotas, meio de matas e simples taperas até galpões modernos com automação industrial de alta tecnologia. Quanto mais elevada a tecnologia aplicada, maiores a conversão da matéria-prima (madeira, serragem e palhas) em cogumelos e a rentabilidade do agricultor.

>>>Cuidados A fungicultura necessita de higiene e atenção do agricultor. Como trata-se da produção de fungos, que podem ser parasitados por outros fungos (contaminações) e pragas, não pode se submeter ao risco de um manejo inadequado.

>>>Produção O ciclo do cultivo de cogumelo oscila entre 45 e 180 dias. Enquanto o champignon de paris e o shimeji levam, em média, 90 dias, o shiitake tem incubação finalizada em 120 ou 180 dias, dependendo do método em que ele foi inoculado.

*Daniel Gomes é pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e participa da constituição da Associação Nacional de Produtores de Cogumelo (ANPC), daniel.gomes@apta.sp.gov.br

Onde comprar: em sites na internet, podem ser consultados funghieflora.com.br, para adquirir sementes, e compobras.com.br, fsj.com.br e brasmicel.com.br, para semente e composto

Mais informações: Mírian Yamashita, engenheira agrônoma e produtora de cogumelos shiitake, shimeji, champignon e porto bello em São José dos Pinhais (PR), tels. (41) 9117-4306 e (41)3035-4480

Revista Globo Rural


,06/04/2015 às 07:39

Não faz muito tempo, o cogumelo tinha presença restrita a receitas culinárias mais sofisticadas e servidas em ocasiões especiais. Hoje, continua sendo considerado um ingrediente que valoriza o prato, porém, tornou-se mais comum o seu uso nas refeições diárias dos brasileiros. Embora a demanda esteja aquém, o cogumelo tem se popularizado como recheio de pizzas, sanduíches e salgados.

Utilizado como alimento há muitos séculos, no Brasil o cogumelo tem um mercado em desenvolvimento motivado pela divulgação de seu valor nutritivo e medicinal. Também com o barateamento do preço ao longo dos anos, o produto passou a ser mais acessível à população.

O consumo nacional, no entanto, mantém-se bem baixo em comparação ao de países europeus. Enquanto alemães comem perto de 4 quilos de cogumelos por ano, franceses cerca de 2 quilos e italianos 1 quilo e meio, os brasileiros não chegam a 160 gramas. Os números indicam o potencial de crescimento do cultivo do fungo no país, onde também podem ser exploradas opções rentáveis para a atividade.

Um estudo apresentado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), mostra que fungicultores do leste paulista conseguiram alta de 40% nos lucros com a adoção de transferência de tecnologia e estímulos de venda do alimento fresco.

Apesar de ser mais prática a produção de cogumelo em conserva – fácil de conservar e distribuir –, a opção in natura é mais lucrativa, além de ser mais saudável e ecológica. Sem custos com cozimento e conservantes, a cultura de cogumelo fresco ainda exclui a concorrência do alimento cozido importado. No entanto, trata-se de uma versão mais perecível, com prazo de validade de uma semana, em média.

O cogumelo é rico em vitaminas do complexo B, sais minerais e fibras. Com baixo teor de carboidratos, gorduras e colesterol, ainda possui riboflavinas, substância que favorece o metabolismo de gorduras, açúcares e proteínas e é importante para a saúde dos olhos, boca, pele e cabelos. Os antioxidantes presentes na composição do fungo auxiliam o sistema imunológico e são de alta atividade anticancerígena, sobretudo contra o câncer de mama e de próstata.

Em ampliação pelo país, além dos limites do Estado de São Paulo, onde sempre esteve concentrado, o cultivo de cogumelo pode ser realizado em estruturas rústicas e simples ou com uso de alta tecnologia. Cerca de 80% dos fungicultores são pequenos e médios agricultores que fornecem para feiras municipais, supermercados, rotisseries e restaurantes de culinária japonesa e natural.

RAIO X
Substrato: madeira, maravalha, palhada ou feno
Clima: ameno, variando de 12 ºC a 25 ºC
Área mínima: pode ser cultivado em grotas, taperas, salas e galpões
Colheita: o ciclo da cultura vai de 45 a 180 dias
Custo: depende da escala deprodução e do nível tecnológico adotado

Mãos à obra
>>> Início Entre as três atividades na fungicultura, a dos cultivadores é a mais indicada para iniciantes. Nela, o composto (formulação de insumos) é recebido pronto com a semente do cogumelo para o cultivo. A estrutura, como galpão, água e sistema de refrigeração, é condicionada à situação financeira do agricultor. A produção de sementes exige conhecimento técnico avançado e infraestrutura especializada, enquanto a de composto espaço para grandes volumes de matéria-prima.

>>> Tipos Nem todo cogumelo é comestível, não colete-o da natureza, pois pode ser tóxico. De coloração uniforme branca, firme e superfície brilhante úmida, o champignon de paris (A. bisporus) é um dos principais tipos. Comum de ser encontrado no varejo em conserva e em embalagem de plástico ou vidro, está expandindo a produção in natura. Destacam-se também o shiitake (L. edodes), que possui chapéu marrom escuro, de 5 a 12 centímetros de diâmetro e textura macia, e o shimeji (Pleurotus sp), que pode ser de coloração negra, branca ou salmão.

>>> Ambiente Cada tipo de cogumelo, ou mesmo de diferentes linhagens, possui necessidades específicas. Contudo, em geral, gostam de clima ameno e alta umidade. O ideal é que a temperatura mantenha-se entre 12 ºC e 25 ºC.

>>>Plantio O champignon de paris é produzido em palhada pré-compostada e coberta com uma camada de terra. Necessita de refrigeração (temperatura de 15 ºC a 18 ºC) e ambiente sem luz. O shiitake pode ser cultivado em blocos de serragem, que demanda tecnologia especializada, ou em toras com pequenos furos, nos quais o fungo é inoculado e recebe, após seis meses de incubação, um estímulo denominado choque hídrico. O shimeji, que brota em pequenos buquês, é produzido em palhada pasteurizada e/ou esterilizada.

>>>Estrutura O cogumelo pode ser produzido em condições distintas, desde grotas, meio de matas e simples taperas até galpões modernos com automação industrial de alta tecnologia. Quanto mais elevada a tecnologia aplicada, maiores a conversão da matéria-prima (madeira, serragem e palhas) em cogumelos e a rentabilidade do agricultor.

>>>Cuidados A fungicultura necessita de higiene e atenção do agricultor. Como trata-se da produção de fungos, que podem ser parasitados por outros fungos (contaminações) e pragas, não pode se submeter ao risco de um manejo inadequado.

>>>Produção O ciclo do cultivo de cogumelo oscila entre 45 e 180 dias. Enquanto o champignon de paris e o shimeji levam, em média, 90 dias, o shiitake tem incubação finalizada em 120 ou 180 dias, dependendo do método em que ele foi inoculado.

*Daniel Gomes é pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e participa da constituição da Associação Nacional de Produtores de Cogumelo (ANPC), daniel.gomes@apta.sp.gov.br

Onde comprar: em sites na internet, podem ser consultados funghieflora.com.br, para adquirir sementes, e compobras.com.br, fsj.com.br e brasmicel.com.br, para semente e composto

Mais informações: Mírian Yamashita, engenheira agrônoma e produtora de cogumelos shiitake, shimeji, champignon e porto bello em São José dos Pinhais (PR), tels. (41) 9117-4306 e (41)3035-4480

Revista Globo Rural


,04/04/2015 às 08:27

Brasil deve ter mais soja em menos área em 2015/2016

O Brasil deve registrar crescimento na produção de soja na safra 2015/2016, mesmo com a possibilidade de redução da área a ser plantada no próximo ciclo. A avaliação está em relatório produzido por representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no território brasileiro.

Segundo Clay Hamilton e Nicolas Rubio, que assinam o documento, a área semeada na próxima safra deve ser de 31,1 milhões de hectares. Queda nos preços internacionais da soja e incertezas relacionadas à economia brasileira - com aumentos de taxas de juros - podem influenciar a decisão dos produtores.

“Esses fatores devem frear neste ano um expressivo aumento de área de soja. No entanto, uma contínua adoção de sementes com melhor genética ajudará a produção do Brasil a alcançar um novo recorde”, diz o documento, segundo o qual o volume deve chegar a 94 milhões de toneladas. “Estagnação” do mercado de fertilizantes, como resultado da alta dos custos, deve também impactar na próxima temporada.


Para efeito de comparação, os adidos do USDA estimam que o ciclo 2014/2015 está se encerrando com uma área de 31,4 milhões de hectares e uma produção de 93 milhões de toneladas. Vale destacar, no entanto, que as estimativas estão abaixo do que o próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou oficialmente, de 31,5 milhões de hectares e 94,5 milhões de toneladas produzidas na atual safra e que também são mencionadas no documento.

Exportações
Sobre as exportações de soja do Brasil na safra 2015/2016, os representantes do USDA avaliam que elas serão sustentadas pelo dólar valorizado e por forte demanda da China, principal compradora do grão brasileiro. Para eles, os embarques devem atingir 48 milhões de toneladas, o que seria um crescimento de 4% em relação ao calculado para esta safra, que está em 46 milhões de toneladas, abaixo do oficialmente previsto pelo órgão (47,1 milhões).

“Os desafios para a economia do Brasil estão impactando fortemente na taxa de câmbio. A expectativa é de que a cotação se mantenha acima dos R$ 3 por dólar no restante do ano de 2015”, diz o documento.

Na avaliação dos representantes do governo dos Estados Unidos, a infraestrutura ainda deve ser um dos principais desafios para os produtores de soja brasileiros. Para eles, a rentabilidade do setor ainda será afetada pelas dificuldades de logística no próximo ciclo agrícola.

No entanto, o relatório destaca que alguns investimentos estão sendo feitos nessa área. Lembra, por exemplo, que os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) adotaram melhorias para atender à demanda da agroindústria exportadora. E que os portos de Santarém (PA) e Miritituba (PA) também têm recebido investimentos.

“Contudo, ainda são melhorias graduais e que, quando estiverem operando em plena capacidade vão ampliar a competitividade do Brasil e estimular uma maior produção agrícola”, diz o documento.

Consumo interno
O esmagamento da soja no mercado interno é calculado pelos representantes do USDA em 39,5 milhões de toneladas no ciclo 2015/2016. Para o ciclo atual, o processamento é calculado em 38 milhões de toneladas, pouco acima do divulgado oficialmente pelo Departamento (37,8 milhões de toneladas).

“Não são esperados novos investimentos industriais em 2015/2016, já que existe capacidade ociosa suficiente para atender a um crescimento futuro no esmagamento e na produção de biodiesel”, diz o documento, mencionando uma capacidade instalada de 59 milhões de toneladas no Brasil. “Além disso, investimentos continuam sendo afetados pelas leis de tributação, que desencorajam a economia de escala”, acrescenta.

Os estoques finais da safra 2015/2016 no Brasil, nas estimativas dos representantes do USDA, devem chegar a 12,44 milhões de toneladas de soja.

Globo Rural


,04/04/2015 às 08:27

Brasil deve ter mais soja em menos área em 2015/2016

O Brasil deve registrar crescimento na produção de soja na safra 2015/2016, mesmo com a possibilidade de redução da área a ser plantada no próximo ciclo. A avaliação está em relatório produzido por representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no território brasileiro.

Segundo Clay Hamilton e Nicolas Rubio, que assinam o documento, a área semeada na próxima safra deve ser de 31,1 milhões de hectares. Queda nos preços internacionais da soja e incertezas relacionadas à economia brasileira - com aumentos de taxas de juros - podem influenciar a decisão dos produtores.

“Esses fatores devem frear neste ano um expressivo aumento de área de soja. No entanto, uma contínua adoção de sementes com melhor genética ajudará a produção do Brasil a alcançar um novo recorde”, diz o documento, segundo o qual o volume deve chegar a 94 milhões de toneladas. “Estagnação” do mercado de fertilizantes, como resultado da alta dos custos, deve também impactar na próxima temporada.


Para efeito de comparação, os adidos do USDA estimam que o ciclo 2014/2015 está se encerrando com uma área de 31,4 milhões de hectares e uma produção de 93 milhões de toneladas. Vale destacar, no entanto, que as estimativas estão abaixo do que o próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou oficialmente, de 31,5 milhões de hectares e 94,5 milhões de toneladas produzidas na atual safra e que também são mencionadas no documento.

Exportações
Sobre as exportações de soja do Brasil na safra 2015/2016, os representantes do USDA avaliam que elas serão sustentadas pelo dólar valorizado e por forte demanda da China, principal compradora do grão brasileiro. Para eles, os embarques devem atingir 48 milhões de toneladas, o que seria um crescimento de 4% em relação ao calculado para esta safra, que está em 46 milhões de toneladas, abaixo do oficialmente previsto pelo órgão (47,1 milhões).

“Os desafios para a economia do Brasil estão impactando fortemente na taxa de câmbio. A expectativa é de que a cotação se mantenha acima dos R$ 3 por dólar no restante do ano de 2015”, diz o documento.

Na avaliação dos representantes do governo dos Estados Unidos, a infraestrutura ainda deve ser um dos principais desafios para os produtores de soja brasileiros. Para eles, a rentabilidade do setor ainda será afetada pelas dificuldades de logística no próximo ciclo agrícola.

No entanto, o relatório destaca que alguns investimentos estão sendo feitos nessa área. Lembra, por exemplo, que os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) adotaram melhorias para atender à demanda da agroindústria exportadora. E que os portos de Santarém (PA) e Miritituba (PA) também têm recebido investimentos.

“Contudo, ainda são melhorias graduais e que, quando estiverem operando em plena capacidade vão ampliar a competitividade do Brasil e estimular uma maior produção agrícola”, diz o documento.

Consumo interno
O esmagamento da soja no mercado interno é calculado pelos representantes do USDA em 39,5 milhões de toneladas no ciclo 2015/2016. Para o ciclo atual, o processamento é calculado em 38 milhões de toneladas, pouco acima do divulgado oficialmente pelo Departamento (37,8 milhões de toneladas).

“Não são esperados novos investimentos industriais em 2015/2016, já que existe capacidade ociosa suficiente para atender a um crescimento futuro no esmagamento e na produção de biodiesel”, diz o documento, mencionando uma capacidade instalada de 59 milhões de toneladas no Brasil. “Além disso, investimentos continuam sendo afetados pelas leis de tributação, que desencorajam a economia de escala”, acrescenta.

Os estoques finais da safra 2015/2016 no Brasil, nas estimativas dos representantes do USDA, devem chegar a 12,44 milhões de toneladas de soja.

Globo Rural


,02/04/2015 às 08:06

PR e MT colhem 1 milhão de hectares na semana

Juntos, Paraná e Mato Grosso na última semana realizaram a colheita em nada mais nada menos que 1,02 milhão de hectares de soja, conforme dados compilados por Globo Rural com base nos levantamentos semanais do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do Deral, órgão paranaense ligado à Secretaria de Agricultura local.

O curioso é que o avanço da colheita na semana foi praticamente o mesmo para cada estado. Os produtores mato-grossenses colheram 510 mil hectares e os paranaenses, 509 mil hectares na semana. Isso comprova que os dois gigantes do agronegócio brasileiro estão no mesmo patamar quando o assunto é tecnologia.

O clima também contribuiu para que as máquinas trabalhassem a todo vapor.
Com 87% da área colhida, os produtores paranaenses recuperaram o atraso que vinha sendo registrado desde o início dos trabalhos de retirada dos grãos. Nesta época do ano passado, o indicador de colheita do estado era de 86%. Outros 37,8 mil hectares de milho foram colhidos.


Já Mato Grosso continua com ligeiro atraso na colheita em relação à safra passada. Até o momento, os produtores do Centro-Oeste colheram 94% do terreno cultivado com a oleaginosa, enquanto que em 2014 o índice estava próximo de 96%.

Segunda safra
As plantadeiras com as sementes da segunda safra de milho, colhida durante o inverno, também correm ao lado das colheitadeiras de soja. No caso de Mato Grosso, a semeadura do cereal já foi concluída. No Paraná, ainda restam duas semanas de plantio, caso o ritmo das últimas semanas seja mantido. Até o momento, o estado do Sul colocou as sementes do grão em 86% do solo a ser cultivado com o cereal.

Revista Globo Rural


,31/03/2015 às 08:08

Cana deve melhorar no 2º semestre, prevê a Somar

Produção de cana-de-açúcar deve subir por causa dos "Episódios de chuvas" que aconteceram durante o inverno no Centro-Sul do Brasil. Para o meteorologista Paulo Etchichury, sócio-diretor da Somar Meteorologia, isso acontecerá com a plantação colhida na região durante o segundo semestre.

Ele participa nesta segunda-feira, (30/3), da 3ª Conferência do Agronegócio do Besi Brasil, em São Paulo. "Tivemos um verão melhor do que o do ano passado, não o ideal, mas melhor, com chuvas em dezembro, fevereiro e março, que ajudaram na fase vegetativa da cana", destacou ele.

Conforme Etchichury, as precipitações esperadas para o meio do ano serão decorrentes de um "El Niño fraco". "Não será um El Niño clássico, intenso, será fraco", afirmou ele em referência ao fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico e pela maior ocorrência de chuvas no País durante o inverno.

Revista Globo Rural


,30/03/2015 às 07:57

Perspectiva para 2015 é positiva com crescimento de safra, diz Ocepar

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2014 refletiu a estiagem, mas a perspectiva para 2015 é positiva por conta do aumento de safra previsto, avaliou nesta sexta-feira (27/3) Gilson Martins, assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Segundo ele, um dos destaques neste ano é o câmbio, que pode compensar eventuais perdas de produção em algumas culturas, como a cana-de-açúcar. Além disso, o desempenho da agropecuária em 2015 pode ser beneficiado pela comercialização de parte da safra do ano anterior. "Houve um atraso na comercialização, principalmente aqui no Paraná", comentou.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB da agropecuária subiu 0,4% em 2014 ante 2013. Considerando-se apenas o quarto trimestre do ano passado, houve avanço de 1,2% na mesma base de comparação e de 1,8% em relação aos mesmos três meses de 2013.

Conforme o IBGE, soja (5,8%) e mandioca (8,8%) apresentaram ganhos de produção em 2014, embora tenham apontado perda de produtividade. Já cana-de-açúcar (-6,7%), milho (-2,2%), café (-7,3%) e laranja (-8,8%) foram algumas das culturas que registraram desempenham negativo no ano passado.

Revista Globo Rural


,25/03/2015 às 08:15

Rússia restringe importação de carnes de oito frigoríficos brasileiros

A Rússia restringiu temporariamente as importações de carne suína e bovina de pelo menos oito empresas brasileiras, de acordo com informações do Rosselkhoznadzor, o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária do país. Entre as empresas atingidas estão BRF e JBS, que sofreram restrições em relação às vendas de carne e miúdos de porco. As determinações do órgão russo começaram a valer na última sexta-feira, dia 20.

A BRF está impedida de exportar para o país a partir da unidade em Uberlândia (MG). À reportagem, a companhia disse que a decisão do governo russo não afeta a estratégia comercial da empresa porque ela já havia decidido interromper as vendas de carne suína a partir da unidade de Minas Gerais. "A informação do serviço sanitário russo está em linha com esta decisão da empresa", informou.

A JBS está impedida de exportar carne suína e miúdos a partir da unidade em Ana Rech (RS). No final de fevereiro o governo russo já havia decidido coletar amostras de lotes de carne bovina produzida nas fábricas da JBS em Lins (SP) e em Mozarlândia (GO). Os testes também foram reforçados em relação aos miúdos bovinos produzidos pelo frigorífico da JBS em Vilhena (RO).

As restrições em relação ao comércio de carne e miúdos suínos com a Rússia também atingiram o Frigorizzi (unidade no Rio Grande do Sul), o Natural Pork Alimentos (em Mato Grosso) e o Palmali Industrial (no Paraná). Já o Mondelli (em São Paulo) e o Big Boi (no Paraná) tiveram exportações de carne bovina restringidas. Por sua vez, o Frig Industrial (em Santa Catarina) teve as vendas de intestinos barradas pela Rússia, em decisão que também afetou o Big Boi e o Natural Pork Alimentos.

Sob inspeção
Desde fevereiro, as exportações de carne bovina da Minerva e de miúdos bovinos do Frigol também estão sob fiscalização mais rigorosa pela Rússia. O serviço de vigilância sanitária tem coletado amostras para análise de cada embarque, mas as vendas externas das empresas não foram interrompidas.

JBS
A JBS informou nesta terça-feira que a decisão do governo russo de suspender as importações de carne e miúdos suínos da unidade de Ana Rech (RS) está relacionada a mudanças comerciais estratégicas da companhia. Segundo a assessoria da companhia, a JBS decidiu centralizar suas exportações de carne suína à Rússia em apenas três unidades, que irão dedicar sua produção integral a esse mercado. Uma delas se localiza no Rio Grande do Sul e as demais, em Santa Catarina.

"A medida permitirá uma melhor eficiência operacional e logística, garantindo amplo abastecimento aos clientes do mercado russo", informa a empresa, em nota. A JBS ressalta ainda que a fábrica de Ana Rech já não era utilizada para abastecer o mercado consumidor russo. Com isso, a JBS manterá oito unidades de produção de suínos no Brasil, das quais cinco serão utilizadas para abastecer o mercado doméstico e atender a demanda de outros países importadores.

Globo Rural


,24/03/2015 às 08:17

Agricultores do PR vivem um bom momento com o milho e a soja

Os agricultores do Paraná vivem um bom momento com duas das principais lavouras do estado: a soja e o milho. Neste ano, o milho safrinha foi plantado cheio de expectativa pelos produtores do Paraná. O grão ocupa 1,9 milhão de hectares. Em Cascavel, na região oeste, a área plantada aumentou 16% em relação ao ano passado.

“A gente teve um plantio de soja um pouco mais cedo. A soja saiu um pouquinho mais cedo também, então eu aumentei um pouquinho a área de milho”, fala o produtor rural Elci Dalgallo.

Se no campo, o milho ainda está em desenvolvimento, nas cooperativas o que cresce é o comércio da soja, colhida nas últimas semanas.

Os balcões de negócios estão movimentados. Os agricultores querem aproveitar a alta na cotação do dólar para fazer boas vendas.

Em setembro, no início do plantio, a saca de soja estava sendo vendida, em média, por R$ 55. Agora, com o dólar a mais de R$ 3 está em torno de R$ 60.

“Vendi a R$ 61, vou continuar participando do mercado, atento ao dólar e a bolsa de Chicago”, diz o produtor rural Gilmar Trevellin.

Até agora, 35% da soja colhida já foi comercializada, isso representa um aumento de cerca de 5%, em relação ao mesmo período do ano passado e a tendência é que nos próximos meses haja um forte crescimento na venda do grão.

“O dinheiro do agricultor é soja e soja é dólar, temos que avaliar bem o momento da nossa conduta”, fala o produtor rural Neudi Alceu Mafrin.

Globo Rural


,21/03/2015 às 08:38

TJ proíbe Monsanto de cobrar royalties de Intacta na moega em MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve decisão de liminar que proíbe a Monsanto de cobrar royalties de soja transgênica Intacta RR2 na moega, ou seja, ao dar entrada da produção nos armazéns. O agravo de instrumento interposto pelo Sindicato Rural de Sinop e a decisão - proferida no dia 10 de fevereiro pelo desembargador José Zuquim Nogueira - é válida para todo o Estado. Permite ainda que os produtores salvem as sementes transgênicas para uso próprio.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan, há duas safras, as sementes transgênicas somente eram entregues ao produtores com a condição de que assinassem um Acordo de Licenciamento de Tecnologia. Ele informa que as empresas têm direito de cobrar os royalties na venda das sementes, mas parte desse acordo previa a entrega de cerca de 7,5% da produção comprovadamente transgênica de cada produtor à Monsanto na entrada nos armazéns, após a colheita.
Em nota, a Monsanto afirma que sempre respeita decisões judiciais e que essa decisão liminar, válida somente no estado do Mato Grosso, diz respeito apenas a algumas cláusulas do acordo de licenciamento. “Temos total confiança de que o sistema de remuneração é legal, conforme decisões judiciais anteriores, e tomaremos as medidas legais que forem cabíveis e necessárias para que esse sistema continue a operar plenamente”, informa.
A liminar foi concedida pela justiça em maio de 2014, mas, de acordo com o presidente do sindicato, a empresa continuou condicionando a entrega das sementes à assinatura do contrato no fim do ano passado. “Quando fazíamos o pedido da semente, não estava nada escrito que deveríamos assinar algum documento. Na entrega da semente que vinham com o contrato para assinar”, diz o presidente.
Além disso, ele explica que o teste para ver se a produção era transgênica era feita por amostras, o que na maioria das vezes identificava traços de soja transgênica das tecnologias da Monsanto em soja convencional e transgênicas de outras empresas. “Existem muitos fatores que podem contaminar a soja, como pela contaminação física nas máquinas, secadores, no caminhão ou pela polinização, e ficamos sujeitos a pagar mesmo não tendo transgenia”, afirma Galvan.


A decisão da justiça parece que está sendo cumprida. Conforme ele, as multinacionais têm acatado e não estão cobrando os royalties do pós-plantio. “Não queremos atrito com armazéns, mas se estiverem descumprindo a lei, teremos que tomar providências”, diz.
O advogado do Sindicato Rural, Orlando César Júlio, explica que a ação foi ajuizada em Cuiabá justamente para abranger todos os produtores de Mato Grosso. “Ainda cabe recurso, mas enquanto isso não se pode cobrar os royalties no pós-plantio”, comenta.

Globo Rural


,20/03/2014 às 08:06

Primeira semana do mês já teve mais exportação de soja que fevereiro todo

Exportações atingiram na 1ª semana de março 1,05 milhão de toneladas.
Dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.


As exportações de soja do Brasil atingiram na primeira semana de março 1,05 milhão de toneladas, com uma média de embarques diários de 210 mil toneladas, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (9).

Apenas na primeira semana de março o Brasil já exportou mais do que em todo o mês de fevereiro, quando o escoamento estava em seu início e foi afetado por protestos de caminhoneiros, que reduziram os estoques nos portos exportadores.
As exportações de soja do Brasil no mês passado foram as piores para o mês de fevereiro dos últimos quatro anos, também por influência de um atraso na colheita da oleaginosa.
Entretanto, as exportações diárias no início de março ainda estão abaixo da média dos embarques em igual período de 2014, quando somaram 327,9 mil toneladas, fechando março de 2014 com 6,22 milhões de toneladas.
À medida que mais soja chega aos portos, as exportações brasileiras deverão crescer nos próximos meses.
A fila de navios esperando para carregar soja nos portos brasileiros cresceu 61% em uma semana, mostraram dados divulgados na última sexta-feira (6), em um momento de grande chegada de embarcações para carregar a nova safra brasileira.
O número de navios ancorados nas proximidades de portos brasileiros saltou para 82 na sexta-feira, ante 51 uma semana atrás, enquanto o volume de soja em grãos previsto para ser carregado totaliza 5,17 milhões de toneladas, segundo dados da agência marítima Williams analisados pela Reuters.
O Brasil deverá exportar cerca de 46 milhões de toneladas na temporadas 2014/15, segundo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A soja é o principal produto de exportação do agronegócio do Brasil, um dos líderes globais nas vendas do grão, ao lado dos Estados Unidos.

Globo Rural


,19/03/2015 às 08;40

Milho: produtor teme estiagem e deve repetir área de safrinha em MG

O atraso no plantio da safra verão por conta do clima seco deixa os produtores mineiros cautelosos em relação ao cultivo da safrinha. O analista de Agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Caio Coimbra, informou que a colheita da safra verão ainda está em andamento e já se contabilizam perdas. "Regiões ficaram sem chuvas entre 20 dias (caso do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e sul de Minas) e 30 dias (noroeste e norte de Minas), ocasionando perdas de produção. Em algumas áreas, como em Unaí e Paracatu, a quebra foi de 30%, conforme nos relataram algumas cooperativas e produtores", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "O produtor fica com medo de aumentar a produção na safrinha e vir um longo período de seca novamente."

Minas Gerais, assim como São Paulo e Rio de Janeiro, está em alerta em relação aos níveis dos reservatórios e consumo de água. Fala-se em racionamento a partir de maio, o que pode atingir também o setor agropecuário mineiro. Conforme Coimbra, há previsão de chuvas volumosas no Estado até abril. No período de maio a julho as precipitações escasseiam.

A Faemg estima que o milho safrinha ocupe 224,5 mil hectares no Estado em 2015, área praticamente estável (+0,02%) ante o ano passado. Somando as duas safras, o cereal deve ser semeado em 1,2 milhão de hectares, queda de 4,71% em relação ao ano passado. A redução também pode ser atribuída à expansão da área dedicada à soja no Estado.

Globo Rural


,18/03/2015 às 08:01

Choveu abaixo do necessário em 80% da área cultivada de cana em SP

Estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura de São Paulo aponta que em 80% da área cultivada com cana-de-açúcar no Estado, maior produtor mundial da cultura, as chuvas foram abaixo do necessário para o desenvolvimento da cultura em 2014. O dados mostram ainda que as temperaturas médias máximas foram 5,5% superiores às de 2013 e as médias mínimas 3% maiores entre os períodos.

Com isso, a produção recuou 9,7% na safra 2014/2015, para 401,2 milhões de toneladas, graças à queda de 9,6% na produtividade, já que a área plantada caiu 1,5%. O estudo considera que apenas 20% das regiões produtoras do Estado receberam um volume acumulado de chuvas acima de 1.200 milímetros (mm) em 2014, o mínimo necessário para a cana se desenvolver satisfatoriamente.

Para piorar, as principais regiões produtoras de cana e também as mais atingidas pela estiagem do ao passado, apresentaram quedas expressivas na produtividade. Em Ribeirão Preto o recuo foi de 3%, em Barretos chegou a 2,8% e em Jaboticabal o recuo na produtividade foi de 21,6%. Nessa última região a produtividade para a safra 2014/20015 foi 80 toneladas por hectare, ante 102 t/ha na safra anterior.

Segundo o IEA, até janeiro deste ano as precipitações foram inferiores ao volume esperado para o período. Esse panorama sugere que a safra 2014/2015 ainda poderá sofrer efeitos do clima, mesmo que ocorram chuvas dentro da normalidade no primeiro trimestre de 2015.

Globo Rural


,16/03/2015 às 07:52

Chuva prevista para Sudeste e Sul se intensifica

SUDESTE

Na segunda, dia 16, um sistema de baixa pressão, que se forma no oceano na altura da região Sul, ajuda na formação de instabilidades que provocam chuva já pela manhã no litoral sul paulista. No decorrer do dia, a chuva se espalha para o restante do estado paulista, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No fim do dia, a chuva ganha intensidade no leste de São Paulo, incluindo a região metropolitana. Essa chuva virá acompanhada de descargas elétricas, ventania, risco de alagamentos, deslizamentos de terra e com queda de granizo no sul do estado de São Paulo.

Na terça, dia 17, chove em praticamente todo o estado de São Paulo, Rio de Janeiro, oeste e sul de Minas além do Triângulo Mineiro.

Na quarta, dia 18, a chuva perde intensidade, mas continua concentrada entre o estado de São Paulo, sul e Triângulo Mineiro e Rio de Janeiro. Entre o Espírito Santo e norte de Minas, o tempo continua muito seco e quente. O restante da semana será ainda de tempo instável no Sudeste, a não ser entre o norte de Minas e o Espírito Santo, onde o tempo deve se manter seco e quente.

SUL

Na segunda, áreas de instabilidade mantêm as condições de chuva no Sul do país. A chuva na forma de pancadas deve atingir o centro e leste de Santa Catarina e quase todo o Paraná, a não ser no extremo oeste paranaense, onde a semana começa com tempo seco e quente. Mais uma vez deve chover de maneira mais intensa no leste do Paraná.

Na terça, a chuva diminui na maior parte da região e ocorre de forma bem mais fraca e isolada no leste do Paraná. Ainda faz calor no interior da região, mas entre o leste do Paraná e de Santa Catarina, a nebulosidade e os ventos, que passam a soprar do mar, deixam a temperatura mais amena.

Na quarta, chove de forma menos intensa e mais isolada no litoral norte de Santa Catarina e norte e leste do Paraná. A temperatura ainda sobe em grande parte da região, mas entre o leste de Santa Catarina e do Paraná continua mais amena por conta da grande quantidade de nuvens. A partir da quinta, dia 19, a chuva volta a se espalhar pelo Sul do país e ganha força no fim de semana nos três estados da região.

CENTRO-OESTE

Na segunda, a umidade se mantém sobre a região, e o tempo fica instável, com previsão de chuva já pela manhã na metade sul de Goiás e norte de Mato Grosso. Na parte da tarde, a chuva se mantém nestas áreas e também passam a ocorrer em praticamente todo o Centro-Oeste, mas de forma mais isolada em Mato Grosso do Sul.

Terça com chuva nos três estados do Centro-Oeste. A chuva ganha ainda mais força no centro e sul de Goiás, onde a temperatura deve se manter mais baixa. Em Mato Grosso, chove a qualquer hora do dia e de maneira mais pesada no período da tarde. Em Mato Grosso do Sul, a chuva ainda ocorre de maneira menos intensa e mais isolada, preferencialmente no período da tarde e o calor continua.

A quarta e o restante da semana ainda serão de chuva mais intensa entre Mato Grosso e Goiás e de forma menos expressiva e mais localizada no estado de Mato Grosso do Sul.

NORDESTE

Na segunda, as chuvas se mantém sobre o norte da região, devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical. Há previsão de chuva já pela manhã em São Luiz, Fortaleza e Natal, e no decorrer do dia as instabilidades provocam chuva forte no restante do litoral norte, sendo nessas capitais esperados os maiores acumulados. Chove também no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, porém com menor intensidade e de forma isolada. Tempo seco na metade leste da Bahia, em Sergipe e Alagoas.

Na terça, continua a previsão de chuva forte para o litoral norte da região devido à Zona de Convergência Intertropical. Preferencialmente a partir da tarde, chove no restante do Maranhão, do Piauí e oeste da Bahia. Nas outras áreas nordestinas, o tempo fica firme e ensolarado.

Na quarta, tempo seco no sul e leste da Bahia, em Sergipe, Alagoas, Pernambuco e sul da Paraíba. Nas outras áreas tem previsão para pancadas de chuva, principalmente no litoral norte da região, onde os ventos úmidos do mar facilitam a formação de instabilidades.

NORTE

Na segunda, instabilidades se formam ao longo do dia trazendo chuva a qualquer momento, alternando com períodos de melhoria. As chuvas mais intensas e os acumulados mais elevados são esperados para o sul do Amazonas e litoral do Amapá. As temperaturas ficam elevadas e trazem sensação de abafamento, principalmente na parte da tarde.

Na terça, as instabilidades ganham força em quase toda a região Norte. Chove a qualquer momento do dia alternando com períodos de melhoria do tempo. Destaque para a chuva forte prevista para o final do dia no Amazonas e em Rondônia. Chove forte em todas as capitais, exceto Boa Vista, onde o tempo segue seco e sem chuva.

Na quarta, a exemplo dos dias anteriores, chove forte no Amazonas ao longo do dia. Preferencialmente a partir da tarde, com a umidade e o calor, pancadas de chuva atingem toda a região causando chuva forte em todas as capitais, inclusive em Boa Vista, onde o tempo estava bastante seco.

Canal Rural


,14/03/2015 às 07:22

Gripe aviária nos EUA favoreceria exportador brasileiro

Os analistas do banco ponderam que ainda é prematuro tirar conclusões do impacto de um surto da doença, mas afirmam que, se houver embargo à produção norte-americana, o Brasil tende a ser um substituto natural, já que é o maior país exportador de carne de frango, com participação de 34% no comércio externo do produto, em comparação com 31% dos Estados Unidos.

Os dois países também exportam principalmente para os mesmos mercados, notadamente a China, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos.

– Por isso, se mais mercados pararem temporariamente de importar dos Estados Unidos, eles podem comprar mais do Brasil – escrevem os analistas Luca Cipiccia e João Barrieu, em relatório a clientes.

– Com o adicional apelo da recente desvalorização cambial, a carne brasileira se torna ainda mais competitiva – completam.

Caso esse cenário se consolide, o Goldman Sachs espera que a BRF seja a principal companhia beneficiada, já que é responsável por 38% das exportações brasileiras de frango. Em segundo lugar estaria a JBS, por meio da JBS Foods. No entanto, a companhia da holding J&F deve sofrer impacto negativo por meio da sua divisão de aves nos Estados Unidos, a Pilgrim's Pride Corporation (PPC).

O resultado líquido deste processo tende a ser ruim para o resultado consolidado da JBS, já que a PPC foi responsável por 29% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) em 2014, ante participação de 18% da JBS Foods no resultado.

Ainda assim, o CEO global da JBS, Wesley Batista, afirmou em teleconferência com analistas e investidores que o impacto financeiro não deve ser significativo. Segundo ele, apenas 8% da produção da PPC é exportada e a administração acredita que o México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos neste segmento, não deve embargar a carne norte-americana.

Até o momento, os Estados Unidos confirmaram apenas um caso de gripe aviária no Arkansas, um dos principais Estados produtores de aves do país. A cepa H5N2 do vírus, altamente contagiosa, foi encontrada em uma criação de perus que abriga 40,2 mil animais. O governo isolou o local, a fim de evitar a propagação do vírus.

Canal Rural


,13/03/2015 às 07:59

Governo federal promete assentar 120 mil famílias em 2015

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, disse nesta quinta, dia 12, que o assentamento de 120 mil famílias acampadas está na lista de prioridades da pasta para 2015. O governo pretende usar áreas privadas para cumprir a meta.

Patrus Ananias falou sobre os assentamentos durante a primeira reunião do ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável. Ele disse que o MDA tem dois objetivos principais em 2015. O primeiro é assentar 60 mil famílias acampadas que já estão no cadastro do governo federal, além de identificar outras 60 mil.

O segundo é dar aos assentamentos rurais condições dignas de moradia e oportunidade para a produção de alimentos. Para cumprir a promessa, o ministro pretende usar áreas públicas e desapropriação de terras privadas.

– Vamos trabalhar com as terras públicas, mas também com terras privadas que possam ser, nos termos da lei, desapropriadas ou compradas, sempre respeitando a legislação vigente, mas buscando sempre esse objetivo fundamental pra nós, que é assentarmos em condições digas as famílias acampadas no Brasil – declarou o ministro.

Na ocasião, Patrus Ananis também anunciou Humberto Oliveira como novo secretário de Desenvolvimento Territorial do MDA. Oliveira já ocupou a secretaria em 2008.

Editado por Gisele Neuls

Canal Rural


,12/03/2015 às 08:57

Oferta restrita limita queda do preço do arroz

O avanço da colheita da safra 2014/2015, o estoque adquirido nos dois primeiros meses de 2015 e as queixas quanto ao fraco ritmo de venda de arroz beneficiado aos grandes centros consumidores têm pressionado as cotações.

Segundo pesquisadores do Cepea, com esse cenário, indústrias têm aproveitado para reduzir o preço de compra a cada semana. Por outro lado, orizicultores estão atentos às atividades de colheita e ofertando poucos lotes, seja de arroz da safra 2013/14 ou da nova temporada, negociando somente para “fazer caixa” e cobrir gastos pontuais, o que tem limitado as quedas.

Entre 03 e 10 de março, o Indicador ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% grãos inteiros) registrou ligeiro recuo de 0,25%, fechando a semana a R$ 35,72/sc de 50 kg no dia 10.


,11/03/2015 às 08;30

USDA é mais otimista que Conab sobre soja

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com projeções para a produção de milho e soja no Brasil na safra 2014/2015 possui tendências opostas às apresentadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os norte-americanos mais otimistas que o governo brasileiro em relação à soja e pessimista ante o milho.
O governo norte-americano acredita que o Brasil produzirá em torno de 94,5 milhões de toneladas de soja em 2014/2015, um aumento de 9% em relação à colheita passada e patamar recorde, enquanto a Conab calcula que a produção aumentará 8,3%, chegando a 93,26 milhões de toneladas.

Em relação ao milho, o USDA projeta que sejam colhidas um total de 75 milhões de toneladas na safra 2014/2015, queda de 6,25%, mas inalterado em relação ao seu relatório passado. A Conab, por sua vez, acredita que serão produzidas 78,2 milhões de toneladas, baixa de 2,3%.

O governo norte-americano não ofereceu explicações sobre suas estimativas, enquanto a Conab afirmou que a soja deve se destacar, apesar dos problemas climáticos em janeiro, que influenciaram a expectativa de produtividade no Sudeste, parte do Centro-Oeste e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Sobre o milho, a Conab disse que a primeira safra teve uma redução de 6,1%, o que representa 1,93 milhão de toneladas a menos que a safra anterior, de 31,65 milhões de toneladas.

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou nesta terça, dia 10, sua estimativa para 2015. Segundo a entidade, o país deve colher 57,2 milhões de hectares na safra de grãos, área 1,5% maior do que a colhida em 2014, quando totalizou 56,3 milhões de hectares, mas a safra ainda deve ser recorde, de 199,6 milhões de toneladas.

Arroz, milho e soja, os três principais produtos da safra, somam 91,5% da estimativa da produção e respondem por 85,3% da área a ser colhida. De acordo com o relatório, a soja cresce 3,9% em relação a 2014, enquanto a de arroz diminui 1,8% e a de milho recua 1%. Quanto à produção, é esperado um aumento de 2,6% para o arroz e de 9,8% para a soja, mas deve haver diminuição de 4,2% para o milho.


Canal Rural


,10/03/2015 às 07:50

Ministério da Agricultura deve R$ 390 milhões às seguradoras

O imbróglio envolvendo o seguro rural da safra 2014/2015 continua. Anunciado em 19 de maio de 2014, durante lançamento do Plano Safra, o governo federal prometeu R$ 700 milhões para o pagamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) das safras de inverno e verão. Porém, o Ministério da Agricultura pagou apenas R$ 10 milhões do montante prometido.

A subvenção do seguro rural é uma forma do governo incentivar os produtores rurais a adotarem esse produto. Ao contratar o seguro, o governo federal se compromete a pagar de 40% a 70% do valor da apólice, o chamado prêmio. Porém, o contrato diz que, se a subvenção não for paga, a dívida fica com o agricultor.

Segundo o presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Luiz Foz, dos R$ 400 milhões de subvenção destinados à safra de inverno de 2014, as seguradoras precisam receber R$ 390 milhões. Esse montante já está previsto pelo Mapa e o produtor não corre risco de arcar com esse valor.

A mesma segurança, no entanto, não existe para quem segurou a safra de verão. Cerca de 60 mil apólices estão em aberto, totalizando R$ 300 milhões. O problema acontece por um jogo de empurra que ocorreu no final de 2014. O governo federal não empenhou verba para contemplar o pagamento dessa subvenção e, agora, ninguém sabe como isso será garantido no orçamento de 2015.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, prometeu enviar uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional para destinar esses R$ 300 milhões faltantes. Mas, até agora, a medida não apareceu e o pagamento das apólices corre o risco de sair do bolso do produtor rural.

– O governo vai pagar os R$ 390 milhões (da safra de inverno). Isso nós sabemos, mas estamos apreensivos. Com uma conjuntura de corte de gastos, é difícil prever como será – pondera Foz.

Safra de inverno 2015

O impacto gerado por esse imbróglio já se reflete na safra de inverno de 2015. Segundo a FenSeg, o governo federal não passou para as seguradoras as regras do seguro rural. Sem esse comunicado do governo, as empresas não podem negociar apólices com subvenção, o que torna o seguro mais caro e menos atrativo para os produtores.

– Eu diria que hoje isso (subvenção para safra de inverno) está paralisado. Os bancos não podem oferecer subvenção e o produtor não vai querer arcar com a apólice toda. Já estamos recebendo reclamações de produtores – comenta o economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) Pedro Loyola.

O presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg afirma que, baseado em outros anos, as regras já deveriam ter sido definidas e as seguradoras devidamente comunicadas. Luiz Foz aponta a falta do Orçamento 2015 como um dos motivos para essa demora.

Cobertura das 60 mil apólices

Segundo o representante da FenSeg, as empresas estão cobrindo o seguro dos produtores que possuem apólices sem a subvenção do governo, referente ao imbróglio de R$ 300 milhões.

Foz alerta que a cobertura de riscos está na reta final, assim como a safra, o que pode fazer com que as seguradoras cobrem do agricultor o prêmio não pago pelo governo. Mas ainda não há uma orientação nacional para essa cobrança, pode variar por empresa e região.

Pedro Loyola, da Faep, afirma que até o momento não existem casos de produtores que tiveram que arcar com os custos da apólice no Paraná, Estado com o maior número de contratos do seguro rural. A mesma coisa foi dita por Luiz Foz, da FenSeg.

Procurado pelo Canal Rural, a assessoria do Ministério da Agricultura respondeu apenas que não tem informações sobre como serão liberados os R$ 300 milhões referentes às 60 mil apólices da safra de verão. Não recebemos respostas sobre a previsão de pagamento da dívida de R$ 390 milhões do seguro da safra de inverno para as seguradoras.

Abrangência

Baseado em dados da safra 2013/2014, o seguro rural protegeu 9,6 milhões de hectares, em um total de 101 mil apólices. Isso representa 13,8% do total da área agrícola do país. A importância segurada foi de R$ 16 bilhões.

Programas complementares

Alguns Municípios e Estados oferecem um pagamento complementar da apólice do seguro, metade do que o agricultor deveria pagar. Por exemplo, se a subvenção do governo federal for de 60% do valor do prêmio, o programa complementar arca com 20% e o produtor os outros 20%.

Há programas desse formato em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. As seguradoras garantem que a parte que cabe aos governos estadual e municipal está em dia. A pendência é somente com o governo federal.

Canal Rural


,09/03/2015 às

Mato Grosso do Sul reduz queimadas em 31,6%, mas ainda é o 4º maior do país

O Mato Grosso do Sul teve 2.439 focos de queimadas em 2014, sendo este o menor resultado registrado desde 1998, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Apesar da redução 31,6% em relação aos 3.565 focos registrados em 2013, o Estado ocupa hoje o 4º lugar no ranking nacional de queimadas. Visando orientar os produtores para reduzir ainda mais as queimadas, o Senar-MS vai oferecer uma oficina sobre prevenção de queimadas durante a Dinâmica Agropecuária (Dinapec 2015), entre os dias 11 e 13 de março, na sede da Embrapa Gado Corte.

Na oficina 'Prevenção e controle a incêndios florestais', o instrutor Alberto Ribeiro abordará as principais causas de incêndios, que podem ser naturais ou artificiais.

– Naturais estão relacionadas a incidência de raios, principalmente na primavera e no verão. Já artificiais ocorrem com a ação humana, associada à condição climática, quando temos, por exemplo, estiagem em áreas em torno de cidade e as pessoas jogando algum material que pode originar a queimada, como cigarro acesso – explica Ribeiro.

Para o instrutor, o principal motivo da redução nas queimadas registradas no Estado se deve ao monitoramento realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e dos Recursos Naturais Renováveis, junto ao Inpe, Brigada de Incêndio e empresas particulares. Segundo o levantamento do Inpe, os meses de maior preocupação, com maior incidência de focos, são agosto, setembro e outubro.

– A principal causa do aumento de casos neste intervalo do ano a estiagem, pois devido à baixa umidade, o risco de incêndios é maior – ressalta.

Do dia 1º de janeiro a 04 de março deste ano foram contabilizados 391 focos de fogo em Mato Grosso do Sul.

O instrutor Alberto Ribeiro destaca que os danos causados pelos incêndios florestais vão muito além da destruição da vegetação, pois impactam na fauna, empobrecem o solo, poluem o ar e trazem prejuízos financeiros aos produtores, assim como danos à saúde da população. Ribeiro destaca os cuidados que podem minimizar os prejuízos.

– Uma alternativa é criar os aceiros, ou seja, retirar parte da vegetação nas proximidades da fazenda, impedindo que o incêndio tome maiores proporções – orienta.

Canal Rural


,07/03/2015 às 08:57

Área irrigada com pivô central cresce 32% no Brasil

O Brasil tem quase 18 mil pivôs irrigando uma área de 1,17 milhão de hectares. Nos últimos cinco anos, os pivôs são o método de irrigação que cresce no país. O aumento gira em torno de 50 mil a 80 mil hectares por ano.

Essas informações estão em um estudo inédito feito em parceria entre a Agência Nacional de Aguas (ANA) e a Embrapa. A pesquisa analisou imagens de satélite e concluiu que a área irrigada por pivôs atualmente é 32% maior do que o que foi apontado no Censo Agropecuário de 2006.

Três municípios são os responsáveis pelo maior número de pivôs: Unaí e Paracatu, em Minas Gerais, e Cristalina, em Goiás. E não é por acaso: eles ficam na divisa entre os dois estados, e compartilham as mesmas características.

O aumento da produtividade que o mecanismo oferece é um dos motivos do crescimento do uso. O produtor de milho e soja de Cristalina Josino Antunes, por exemplo, há oito anos irriga 30 hectares de lavoura com um único pivô. Mesmo com os custos, ele não abre mão do equipamento.

– Os resultados são muito bons. Esse ano, por exemplo, nós tivemos aqui um veranico de 25 dias e a irrigação foi determinante para termos uma boa produtividade. Na área de sequeiro tivemos 30% a menos de produtividade – conta o produtor.

Com o estudo, o objetivo do governo federal é utilizar os dados para aprimorar a fiscalização, a capacitação dos produtores e o planejamento do uso de recursos hídricos na agricultura, como explica o especialista em recursos hídricos da ANA, Thiago Fontenelle.

– Os irrigantes têm um alto nível de conhecimento e capacitação com relação à operação de equipamentos. Mas, como em toda área, a gente ainda tem muito a melhorar, principalmente no manejo dessa irrigação, no combate ao desperdício – aponta Fontenelle.

Um dos objetivos do estudo é o cruzamento com cadastros e outorgas de utilização dos recursos hídricos. De acordo com a ANA, isto é importante para o governo poder planejar campanhas de regularização e fiscalização de usuários de água.

Mas o presidente do Sindicato Rural de Cristalina, Alécio Maróstica, diz que os números do levantamento não são confiáveis, pois não levam em consideração que muitos pivôs são itinerantes. Segundo ele, os dados podem prejudicar o agricultor em futuras fiscalizações.

– Nós podemos detectar alguns produtores que falam que têm cinco pivôs e, na realidade, têm apenas um.

Números da irrigação

De acordo com o relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA), a irrigação é a atividade responsável por 72% do consumo de água no Brasil. Segundo o estudo, quatro estados concentram quase 80% da área ocupada por pivôs centrais no País: Minas Gerais (31%), Goiás (18%), Bahia (16%) e São Paulo (14%).

Estes estados contribuem para uma concentração de uso de pivôs nas bacias dos rios São Francisco, Paranaíba, Grande e Paranapanema – cerca de 350 mil, 300 mil, 100 mil e 90 mil hectares respectivamente. Estas regiões ficam em áreas densamente povoadas e com alto índice de industrialização, o que resulta num maior consumo de água. Considerando regiões hidrográficas, a do Paraná concentra quase 530 mil hectares (nela estão as bacias do Paranaíba, Grande e Paranapanema) e a do São Francisco acumula 350 mil ha.

A parceria entre a Ana e a Embrapa vai até o fim deste ano. Agora, os pesquisadores estão realizado o levantamento referente a 2014. O objetivo é fazer um comparativo quantitativo do uso dos pivôs a curto prazo, entre 2013 e 2014. Com os resultados, os principais polos de expansão da irrigação poderão ser monitorados mais amplamente.

Acesse aqui um resumo com os principais números do estudo

E aqui, os dados completos do Levantamento da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil

Editado por Gisele Neuls

Canal Rural


,05/03/2015 às

Quinta será chuvosa na maior parte do país

SUDESTE

Na quinta, dia 5, áreas de instabilidade tropicais, especialmente a Alta da Bolívia, causam chuva sobre o Sudeste. A chuva oscila entre moderado e forte em São Paulo e Minas Gerais, sendo mais intensa entre Franca-SP e Curvelo-MG. Já no Rio de Janeiro e Espírito Santo, o tempo permanece seco e ensolarado. A temperatura mínima oscila entre 18°C e 21°C e a máxima alcança 30°C com exceção do oeste e sul de Minas Gerais, que terão termômetros entre 24°C e 27°C.

Entre 07 e 11 de março, uma nova frente fria chega ao Sudeste, trazendo chuva forte a São Paulo, Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e centro, oeste e sul de Minas Gerais. No litoral paulista deverá chover mais de 150mm, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos de encosta.

SUL

Na quinta, a chegada de uma frente fria ao sul do Rio Grande do Sul organiza um pouco melhor a umidade da Amazônia e causa chuva em boa parte da região Sul. A precipitação vem acompanhada de trovoadas e ventos fortes nos três Estados. Ainda faz calor, com mínima acima dos 21°C no Rio Grande do Sul e na casa dos 18°C em Santa Catarina e Paraná. À tarde, a máxima varia entre 30°C e 33°C nos três Estados da região.

CENTRO-OESTE

Na quinta, sem a frente fria, a chuva entre moderado e forte prossegue sobre todo o Centro-Oeste pela presença da instabilidade Alta da Bolívia. Os maiores acumulados concentram-se sobre o oeste de Goiás e noroeste de Mato Grosso. A temperatura mínima permanece elevada, oscilando entre 21°C e 24°C em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e entre 18°C e 21°C em Goiás e Distrito Federal. À tarde, o calor predomina em boa parte de Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso, com termômetros entre 30°C e 33°C. Já no oeste de Goiás e entre Goiânia e Distrito Federal, o excesso de chuva deixará a temperatura máxima mais baixa.

Entre 07 e 11 de março, a chuva prosseguirá sobre todo o Centro-Oeste, sendo mais intensa no norte e oeste de Mato Grosso, Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul.

NORDESTE

Chove forte no oeste da Paraíba e do Rio Grande do Norte, sul do Ceará, leste do Piauí e no Maranhão. Na Bahia, em Sergipe e no sul do Piauí tempo mais seco e sem previsão de chuva na quinta. Nas demais áreas pancadas de chuva são esperadas.

Entre 07 e 10 de Março a chuva fica concentrada entre o norte da Bahia, centro-oeste do Pernambuco, centro-oeste da Paraíba, sudoeste do Rio Grande do Norte, sul do Ceará, sobre o Piauí e sul do Maranhão. Destaque também para o litoral do Ceará e do Maranhão aonde a chuva vem forte.

NORTE

Na quinta, a chuva ganha força sobre toda a região e chove entre moderado a forte em forma de pancadas. A chuva é mais pontual de madrugada e de manhã e mais abrangente à tarde. Destaque para Macapá e Manaus, onde tem previsão de chuva forte.

Entre 07 e 10 de Março, as chuvas ficam concentradas entre o Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará, norte do Tocantins e litoral do Amapá. Nas demais áreas o tempo fica mais seco, principalmente em Roraima em áreas próximas de Boa Vista. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, principalmente em Roraima e no norte do Pará.

Canal Rural


,03/03/2015 às 07:59

Em meio a protestos, exportação de carne suína do Brasil é a menor em 9 anos

As exportações somaram 22 mil toneladas no mês passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda, dia 2. Esse é o menor volume desde março de 2006, quando foram embarcadas 21,95 mil toneladas.
Houve queda de 7,5% nos embarques em comparação ao mês passado e de 29% ante fevereiro de 2014.

Os protestos de caminhoneiros prejudicaram a movimentação de cargas do setor em cerca de dez dias do mês passado, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) por meio de sua assessoria de imprensa.

Na sexta, dia 27, o presidente da ABPA, Francisco Turra, disse que 60 unidades de abate de frangos e suínos estavam "parando" as atividades, principalmente no Sul do país, devido aos bloqueios, que afetam o transporte do produto até os portos.

O setor agropecuário é um dos mais afetados pelos bloqueios de caminhoneiros.

Canal Rural


,02/03/2015 às 07:44

Diminuem os bloqueios de caminhoneiros nas rodovias federais, diz PRF

A Polícia Rodoviária Federal informou, na noite de ontem, dia 1º, que nenhuma rodovia federal apresentava "interdição total".

De acordo com nota divulgada pela polícia, desde as 18h30min, foram detectados 12 pontos de interdições parciais em dois Estados. “Os pontos de interdição parcial de rodovias federais que ainda persistem estão localizados nos estados de Santa Catarina [10 interdições parciais] e Mato Grosso [duas interdições parciais]”, informou a PRF.

A diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento, disse que o trabalho dos policiais “continua até o restabelecimento completo do transporte de carga, para garantir o abastecimento da população e a normalidade da atividade econômica". De acordo com ela, os policiais rodoviários federais permanecem no monitoramento da rodoviais com o apoio integrado de militares da Força Nacional e das polícias estaduais.

Canal Rural


,27/02/2015 às

Suínos estão sem ração no oeste de Santa Catarina, diz Sindicarne

A pausa nas atividades decorre dos estoques elevados de carne nas câmaras frias das unidades fabris. Como os manifestantes não permitem o transporte do produto final em caminhões, o escoamento da produção para o mercado doméstico e para os portos fica inviabilizado.

O Sindicarne estima que seja realizado o abate diário de 3 milhões de frangos e de 20 mil suínos na região.

O presidente da entidade, Ricardo de Gouvêa, também alerta que as rações para os animais da região acabaram.

– Os animais já não têm mais o que comer. Se o abate é paralisado, isso é um prejuízo, mas o risco maior é o de os animais perderem sua resistência orgânica porque não comem -– disse Gouvêa.

O sindicato afirma que produtores estão alimentando os animais com milho puro, para garantir a sua sobrevivência, já que remessas de farelo de soja e de suplementos não chegam para produzir a ração.

Por conta disso, Gouvêa afirma que é maior o risco de uma doença afetar os criadouros de Santa Catarina.

– Se a enfermidade ocorrer e for de um tipo complicado, podemos ficar de fora do mercado internacional – disse.

– Independentemente do que eles (os caminhoneiros) pedem em seu movimento, as paralisações estão indo de encontro a uma cadeia produtiva da qual eles fazem parte. E eles mesmos podem ser prejudicados lá na frente – completou Gouvêa.

Indústrias interrompem abate de suínos no RS

Os protestos dos caminhoneiros estão prejudicando a indústria de suínos do Rio Grande do Sul, onde diversos trechos de rodovias federais e estaduais estão bloqueados desde segunda-feira, dia 23. A unidade do frigorífico Alibem localizada em Santa Rosa, no norte do Estado, está com as atividades interrompidas desde o início da semana. Outra fábrica, que fica em Santo Ângelo, deve parar nesta quinta-feira, dia 26.

De acordo com o diretor de Operações da Alibem, Juscelino Gonçalves, a indústria tem dificuldade de receber animais para abate, bem como de escoar o produto final. Segundo ele, a situação se agravou nas últimas horas porque as granjas que criam os animais não têm mais ração para alimentá-los.

– Em algumas partes os suínos estão há 35 horas sem comida, porque o estoque de grãos que havia já se foi – disse.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Estado (Acsurs), Valdecir Luis Folador, explicou que a crise se espalha por diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

– Tem suínos que já estão passando fome porque falta ração. Há uma estimativa diária de envio de ração para o campo e, por causa dos bloqueios, nem 30% do previsto está chegando às propriedades. Cada dia que passa a situação piora – afirmou Folador.

A dificuldade de tirar os animais das granjas é outro problema apontado. Como os suínos prontos para o abate permanecem nas propriedades, o desenvolvimento de toda a cadeia sofre atrasos.

Canal Rural


,26/02/2015 às

Produção de leite perdida no Sul

Produtores de leite de Pitanga, no Paraná, realizaram, nesta manhã, uma manifestação diante da perda do produto, já que não há coleta nas propriedades e nem lugar para armazenar. Em grupo, os agricultores atiraram o leite na rua, segurando cartazes em crítica ao escândalo de corrupção na Petrobras. Segundo dados do governo federal, 40 pontos nas rodovias do interior do Estado foram bloqueados. Na terça, dia 24, produtores de Marmeleiro (PR) descartaram mais de 3 mil litros de leite.

A produção não consegue atravessar os caminhoneiros para descarregar nas cooperativas. As Ceasas de Foz do Iguaçu e Cascavel registram baixa na comercialização esta semana e falta de alguns produtos. O Sindicato da Indústria de Leite e Derivados do Paraná determinou a suspensão das atividades nos laticínios. Assim, produtos como leite, queijos e iogurtes deixam de ser processados e distribuídos. Sem a possibilidade de receber o leite, a indústria pode suspender também o pagamento aos produtores.

A situação é semelhante em Santa Catarina. A Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc) divulgou nota alertando que o movimento grevista dos caminhoneiros e transportadores está "aniquilando a agricultura familiar" no oeste do Estado. A federação informa que compreende as razões econômicas que motivaram o movimento, mas afirma que as famílias rurais estão sendo profundamente prejudicadas e muitas terão prejuízos.

Somente no oeste catarinense circulam diariamente 6 milhões de litros de leite, 3 milhões de frangos e 20 mil suínos que formam a base da economia regional. Todo esse fluxo foi interrompido pelos bloqueios.Os frigoríficos estão reduzindo o ritmo de abates de aves e suínos e os laticínios já suspenderam a coleta de leite na região.

Canal Rural


,25/02/2015 às

Tecnologia com sensores economiza até 20% de água na lavoura

Desenvolvida pela empresa brasileira Olearys, a tecnologia Hemisphere Pro funciona através de sensores instalados no solo. A plataforma monitora umidade do ar, temperatura e quantidade de água na lavoura.

Na fazenda do produtor rural Roberto Bergamasso, próxima à cidade de Perdizes, no Triângulo Mineiro, a tecnologia é testada nas lavouras de batata. Os sensores foram instalados há 60 dias e monitoram uma área de 38 hectares. A colheita inicia nesta semana. A expectativa é que a produção ultrapasse 800 sacas por hectare.

– Com esse sistema, temos mais segurança e economizamos – relata o agricultor.

A plataforma é modular e pode ser utilizada em lavouras de soja, milho, café e cana-de-açúcar. No monitoramento de umidade do solo, os sensores avaliam a frequência e a eficiência da irrigação na lavoura.

– Nossos equipamentos ficam instalados no interior das lavouras para trazer a precisão que diferencia uma lavoura de outra. Temos equipamentos dentro da lavoura de batata, de milho e de café. A grande ideia é a coleta microclimática formada pelas diferentes culturas – explica o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Feliz.

A tecnologia fica instalada no meio da plantação e os sensores são enterrados a uma profundidade de 1 metro. A cada 10 centímetros, eles captam informações sobre umidade e quantidade de água no solo que são transmitidas de forma instantânea para os produtores através de uma plataforma online.

>> Contibua com a ação Alerta no Campo - Crise Hídrica enviando relatos, ideias ou imagens no nosso WhatsApp 11-98524-0073 ou na fanpage do Canal Rural.

Diariamente, são emitidos relatórios sobre a umidade do ar, temperatura, possibilidade de chuva e a dinâmica da água no solo. Nas últimas semanas, os sensores detectaram excesso de água nas lavouras e apontaram para possibilidade de doenças e pragas. Precavido, o produtor espera o momento certo para a aplicação dos defensivos.

– Com a umidade que está agora, a raiz não consegue absorver o cloreto, então, com esse aparelho, a gente sabe que tem que esperar o momento certo para fazer a aplicação, e com isso a raiz vai absorver o produtor e o fruto vai engrossar – pontua o produtor.

O aparelho disponibiliza também índices de severidade que mostram condições climáticas favoráveis a ocorrência de pragas. As informações ajudam o produtor a reduzir o consumo de água e o custo de produção nas lavouras.

– Com os níveis de severidade, nós conseguimos fazer as recomendações e tomar as decisões mais técnicas e mais eficientes. Reduzimos o número de aplicações e melhorar a eficiência dessas aplicações. Estamos falando de eficiência técnica e eficiência econômica, que também gera redução de custo para o produtor – destaca o engenheiro agrônomo.

Canal rural


,24/02/2015 às 08:37

Terça de tempo firme no Centro-Oeste e chuva em grande parte do país

Sudeste

Nesta terça, dia 24, áreas de instabilidade avançam pelo Sudeste e as pancadas de chuva voltam a ocorrer preferencialmente na parte da tarde, atingindo o leste de São Paulo, sul, leste e norte de Minas Gerais, oeste e norte do Espírito Santo. Previsão de tempo instável em São Paulo com chuva no fim do dia. Tempo abafado nos 4 Estados, principalmente no oeste paulista e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Já na quarta, dia 25, o dia começa com chuva fraca no sul de Minas Gerais. Durante a tarde, com o calor e a alta umidade pancadas de chuva são esperadas para grande parte de São Paulo, de Minas Gerais, Rio de Janeiro e no norte do Espírito Santo. Tempo firme apenas no extremo oeste e extremo sul de São Paulo, centro-sul do Espírito Santo e centro de Minas Gerais. Entre as Capitais não chove apenas em Vitória. Com os ventos de norte as temperaturas ficam elevadas na parte da tarde trazendo mais uma vez sensação de abafamento.

Sul

O tempo não muda muito e a previsão ainda é de chuva na maior parte do dia nos três Estados, atingindo Curitiba e Florianópolis nesta terça. A chuva desloca-se um pouco mais para norte da Região atingindo principalmente Santa Catarina, sul e leste do Paraná. Tempo seco somente na faixa sul, oeste e Campanha do Rio Grande do Sul e nordeste do Paraná, onde uma massa de ar seco atua e inibe a formação de nuvens carregadas. Temperaturas agradáveis no extremo nordeste do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina.

Na quarta, o dia começa com chuva fraca no leste de Santa Catarina e leste do Paraná. A partir da tarde com a alta umidade e o calor áreas de instabilidade ganham força ainda no leste do Paraná e de Santa Catarina e atingindo o norte e oeste do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre não chove, já em Curitiba tem previsão para chuva intensa. Faz bastante calor sobre o oeste da Região, principalmente no oeste gaúcho.

Centro-Oeste

Na terça, dia 26, a chuva perde força sobre o Centro-Oeste e o tempo fica firme sobre o Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sul e oeste do Mato Grosso. Tem previsão para pancadas de chuva de maneira isolada nas demais áreas da Região. Entre as Capitais chove apenas em Brasília. A Região toda segue com temperaturas altas ao longo do dia.

Na quarta, dia 25, o dia começa com chuva sobre o norte e leste de Goiás e na divisa do Mato Grosso com Rondônia. A partir da tarde com a alta umidade e o calor instabilidades tropicais ganham força sobre Goiás e o centro-norte e leste do Mato Grosso e nordeste do Mato Grosso do Sul, onde tem previsão para pancadas de chuva. Nas demais áreas da Região tempo firme e ensolarado. Chove em Brasília e em Goiânia entre as Capitais do Centro-Oeste. Muito calor na Região, principalmente no sul do Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.

Nordeste

As chuvas ganham um pouco mais de força sobre a Região, principalmente no Maranhão, sul do Piauí, nordeste da Bahia e litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte nesta terça, dia 24. Previsão de chuva forte para Natal, João Pessoa e Fortaleza. Nas demais áreas tem previsão para pancadas de chuva alternando com períodos de melhoria do tempo. Mesmo com a chuva, as temperaturas seguem altas em toda a Região provocando uma sensação de abafamento.

Já na quarta, o tempo fica firme na região central da Bahia. Na maioria das outras áreas nordestinas tem previsão para chuva em forma de pancadas isoladas. O risco é maior de chuva mais intensa no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba devido aos ventos úmidos que vem do mar. Entre as Capitais, os maiores volumes são esperados para Natal e João Pessoa, principalmente na primeira onde a chuva é forte.

Norte

Nesta terça, instabilidades tropicais atingem grande parte da Região, deixando o tempo propício as pancadas de chuva, preferencialmente à tarde. Maiores acumulados são esperados para o leste do Pará, norte do Amapá, noroeste do Amazonas e no Acre. Dentre as Capitais os maiores volumes são esperados para Rio Branco e Porto Velho.

com a umidade da Floresta Amazônica associada ao calor da Região, instabilidades tropicais atuam sobre o Norte, preferencialmente a partir da tarde, trazendo chuva em forma de pancadas na quarta, dia 25. Previsão de chuva forte para o Pará e sul do Amapá. Em Roraima tempo firme.

Canal Rural


,23/02/2015 às 08:23

Farm Bill pode reduzir receita da soja brasileira em US$ 2,5 bilhões, avalia Agroicone

Segundo a consultoria, os subsídios do governo norte-americano podem gerar redução de receitas de exportação da ordem de US$ 2,5 bilhões, ou uma média de US$ 480 milhões por ano, para o setor de soja do Brasil até o fim da vigência da atual legislação no ciclo 2018/2019, especialmente em um cenário de preços internacionais da soja pressionados pela oferta confortável.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de sexta, dia 20, informa que o setor privado está examinando a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos por prejuízos que os subsídios americanos estão gerando às exportações nacionais do grão.

– A gente precisa acompanhar como está sendo essa liberação de subsídios. Por enquanto, não foi publicado nada com relação a quanto de subsídios os EUA já geraram. Só quando a gente souber a quantidade de subsídios é que teremos o real impacto – destacou a pesquisadora-sênior da Agroicone Luciane Bachion.

O governo dos Estados Unidos aprovou em fevereiro de 2014 a atual lei agrícola norte-americana, Farm Bill, que vale para o período de 2014 a 2018. Rodrigo Lima, gerente-geral da Agroicone, destaca que as políticas protecionistas e que causam discriminação no comércio internacional incluídas dentro da nova Farm Bill são questionáveis especialmente em um momento que ressurgem tratativas para retomar a Rodada de Doha.

– Existe espaço para uma discussão séria. Um ponto importante é que se a gente pensar em duas safras com preço baixo e o governo americano inundando os produtores de lá com subsídio, por quantos anos isso acaba gerando efetivamente reflexos? Sobre a decisão de questionar na OMC, argumentos jurídicos existem. Normalmente o setor se mobiliza quando está pressionado – destaca Lima.


Canal Rural


,20/02/2015 às 08:10

Exportação alivia risco de elevado estoque de trigo no Rio Grande do Sul

Especialistas afirmam que o quadro atual só não é pior graças aos negócios firmados com países africanos e asiáticos, principais destinos do trigo "ruim" gaúcho.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2014 o Rio Grande do Sul produziu 1,51 milhão de toneladas de trigo, volume 52% inferior ao da safra anterior. Dois terços deste volume correspondem à matéria prima de baixa qualidade, considerada imprópria para o consumo da indústria panificadora brasileira.

O presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, disse que a expectativa é que a totalidade deste trigo comprometido seja escoada para o exterior. Segundo ele, cerca de 700 mil toneladas já foram embarcadas e outras 300 mil estariam em fase de negociação. O produto está sendo absorvido basicamente por Indonésia, Vietnã e países do norte da África.

– Graças a Deus o Rio Grande do Sul achou este mercado – afirmou.

Jardim acredita que o restante da safra de 2014 (aproximadamente 500 mil toneladas), por ter melhor qualidade, será gradativamente absorvido por moinhos (do Rio Grande do Sul ou de outros Estados) e também por produtores de ração animal.

– O trigo está sendo vendido e o estoque remanescente não terá impacto nos armazéns para a próxima safra – avaliou.

O assistente técnico da Emater-RS Luiz Ataides Jacobsen concorda que o volume de trigo "parado" no Rio Grande do Sul é pequeno e tende a diminuir nas próximas semanas.

– Até a primeira quinzena de março, ainda há uma janela favorável para a exportação de trigo, depois o foco passa a ser a soja – explicou Jacobsen.

Preço

Se o Estado comemora o fato de conseguir comercializar o trigo de má qualidade produzido em 2014, o valor obtido pelo produto não é motivo de alegria. O preço mínimo estabelecido pelo governo federal é de R$ 35 pela saca de 60 quilos, mas o produtor gaúcho não consegue mais do que R$ 25 ou R$ 28 pelo cereal renegado pelo mercado interno.

– Foi o ônus pago pela depreciação de qualidade – disse Jardim, da Farsul.

Segundo ele, os leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), promovidos pela Conab, pouco influenciaram na tentativa de aumentar a remuneração do produtor.

– O trigo (de baixa qualidade) foi vendido com muito pouco auxílio de mecanismo de comercialização. Foi basicamente exportado a preços aquém dos valores no Brasil. No geral, o Pepro atendeu pouco a necessidade do produtor, em virtude da péssima qualidade da safra gaúcha – comentou.

O primeiro leilão realizado em 2015, que ofertou 50 mil toneladas de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul, não teve interesse de arrematantes.

Com a baixa remuneração e a frustração herdada do ano anterior, o setor espera um encolhimento da área destinada ao trigo no Estado. Em 2014, de acordo com a Conab, os agricultores gaúchos plantaram o cereal em 1,14 milhão de hectares. Jacobsen diz que a Emater-RS ainda não tem uma previsão oficial sobre o número deste ano, mas aposta numa redução.

– O sentimento é este – resumiu.

Canal Rural


,20/02/2015 às 07:53

Soja e milho estão em excelente patamar de venda, diz consultoria

De acordo análise da consultoria AGR Brasil, preços podem até escapar dos patamares, mas a média de soja a US$ 4,00 e milho a US$ 10,00 nos contratos para março/2015 em Chicago são considerados uma “excelente oportunidade de venda”. A consultoria acredita que a tendência de pressão de baixa nos preços nos próximos meses só deve ocorrer quando inicia o 'mercado climático' para a safra nos Estados Unidos, a partir de maio. Até lá, a AGR prevê volatilidade.

O USDA anunciou hoje, no fórum Agricultural Outlook, que a área plantada de soja no deve atingir 33,7 milhões de hectares, abaixo dos 33,8 milhões de 2013. Já a projeção para a semeadura de milho sofreu redução de 1,8%, totalizando 36 milhões de toneladas. A redução seria reflexo da queda nos preços. O primeiro anúncio de áreas para a nova safra com base em pesquisa com os produtores será no final de março.

Conexão Chicago

Toda segunda, às 19h, no Rural Notícias, Pedro Dejneka; tira dúvidas enviadas pelo público. Você pode enviar sua pergunta sobre preços e tendências pela fanpage do Canal Rural, pelo whatsapp 11-98524-0073 ou através do Fale Conosco do site. Saiba como obter o relatório diário da AGR Brasil no site da consultoria.

Canal Rural


,19/02/2015 às 09:14

Caminhoneiros protestam contra reajuste de combustíveis na BR-163

Mobilização já é registrada em pontos de Mato Grosso, Paraná e Rondônia; além da BR-163, há protestos na BR-364 e na MT-358


aminhoneiros bloqueiam, desde as 8h desta quarta, dia 18, trechos da BR-163 em diferentes regiões do país. Eles protestam contra o reajuste de combustíveis, que impacta diretamente os valores de frete.

Há registros de paralisação entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, em Capitão Leônidas Marques, no Paraná, e em Vilhena, Rondônia, na BR-364. O protesto é organizado por transportadoras e caminhoneiros. A BR-163 é uma das principais rotas de escoamento da safra de grãos brasileira.

O presidente do Sindicato de Caminhoneiros de Tangará da Serra (MT), Edgar Laurini, informa que, por volta das 12h, cerca de 230 caminhões estavam parados no trecho de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. A previsão é de que até o final da tarde, os municípios de Sorriso e Sinop também sejam fechados, assim como Cuiabá e Rondonópolis, a partir de amanhã. Até sexta, dia 20, a paralisação pretende atingir todo o Estado do Mato Grosso. A BR-364 já está fechada há alguns dias, assim como a MT-358.

Segundo Laurini, todas as cargas são agropecuárias e a movimentação é pacífica. Ele lembra que os trechos da rodovia estão sendo interditados há 11 dias, das 7h às 11h, com passagem liberada para caminhões entre 11h às 12h e uma nova interdição das 12h às 18h. Outra reivindicação do setor é o estado precário das rodovias em Mato Grosso. Em alguns pontos, a distância entre um posto para descanso e outro chega a 200 quilômetros.

BR-364

Em Vilhena (RO), a mobilização acontece desde o dia 4 de fevereiro. Mais de 2 mil caminhões estão parados, em greve, no Estado, mas não há bloqueio nas estradas. Os caminhões que carregam soja (graneleiros) são convidados a parar. O presidente da Cooperativa das Transportadoras de Rondônia, Jorge Roberto, pontua que "tudo sobe, menos o frete".

– O aumento no preço do diesel foi a gota d'água. A carga tributária e a manutenção pesam muito no bolso dos caminhoneiros – destaca.

Segundo ele, há dois anos o valor da tonelada para transportar grãos – referência Sapezal-Porto Velho (980 km - caminhão bitrem de 37 toneladas) – estava R$ 120,00 e o custo era R$ 4,25 por quilômetro rodado. Hoje, o preço está em média R$ 103,00 a tonelada e o custo é de R$ 4,70 por quilômetro rodado. O custo inclui manutenção de veículos, carga tributária e diesel.

Aumento dos combustíveis

As alíquotas de PIS e Cofins subiram R$ 0,22 por litro para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel no dia 1° de fevereiro. A reintrodução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) passa a vigorar em 1° de maio, quando a alíquota de PIS e Cofins terá um recuo na mesma proporção, de forma que o aumento total de tributação para combustíveis seja mantido no valor citado. A Cide foi reduzida no passado para evitar que aumentos de combustíveis pela Petrobras aos distribuidores chegassem na bomba para o consumidor.

Valores mais altos do diesel provocam taxas mais altas de frete, elevando a competitividade do transporte ferroviário ante o rodoviário. O diesel representa cerca de 60% dos custos do frete por rodovias e é o principal combustível utilizado pela agricultura, desde o transporte com calcário e fertilizantes, custo de produção dos produtores, até o transporte dos grãos.

Impacto

Logo que as medidas de reajuste foram anunciadas pelo governo federal, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) calculou que o impacto da cobrança de impostos sobre o preço do diesel poderia gerar um custo de R$ 273,75 milhões para os produtores de soja e milho de Mato Grosso. O frete no Estado, segundo a entidade, deverá ser reajustado em 2,7%.

Com a elevação no preço do diesel, o instituto preveu que o custo total de produção da soja poderia aumentar 0,25%, correspondendo a uma elevação dos gastos dos produtores de R$ 51,1 milhões. Para o milho, a elevação deveria chegar a 0,18%, com impacto de R$ 9,48 milhões.

* Edição de Paula Soprana com apuração de Larissa Pansani, Flávya Pereira e Maria Braga

Canal Rural


,18/02/2015 às 09:20

Soja é usada como biofábrica para produção de proteína contra Aids

O estudo contou com a parceria do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês) e a Universidade de Londres. O resultado inédito foi tema de um artigo publicado na edição 6223 da revista norte-americana Science.

A pesquisa, que começou a ser desenvolvida em 2005, se baseia na introdução da cianovirina, uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano, em sementes de soja geneticamente modificadas para produção em larga escala. O objetivo final é o desenvolvimento de um gel, capaz de eliminar o vírus, para que as mulheres apliquem na vagina antes do relacionamento sexual.

Segundo Elíbio Rech, coordenador dos estudos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e um dos autores do artigo, foram realizados testes com outras biofábricas, como plantas de tabaco (N. tabacum e N. benthamiana), bactéria (E. coli) e levedura (S. cerevisiae).

Entretanto, a única biofábrica que mostrou ser uma opção viável para a produção de cianovirina foi a semente de soja transgênica porque permite que a proteína seja largamente escalonada até a quantidade adequada. Aliado a esse fato está o benefício do baixo custo do investimento requerido na produção da matéria prima para extração da molécula.

Para entender o potencial da soja como fábrica biológica para produção da cianovirina, no resumo do artigo publicado na Science, os cientistas afirmam que "grosso modo, se a soja GM for plantada em uma estufa menor do que um campo de beisebol (97,54 metros) é possível fornecer cianovirina suficiente para proteger uma mulher 365 dias por ano durante 90 anos".

Sementes geneticamente modificadas não serão plantadas no campo

O pesquisador Elíbio Rech faz questão de ressaltar que as sementes geneticamente modificadas não serão plantadas no campo. Elas serão cultivadas em condições controladas de contenção dentro de casas de vegetação ou estufas.

O próximo passo é a produção de sementes de soja em larga escala para isolar a cianovirina e iniciar a fase de estudos pós-clínicos. Durante as próximas fases de desenvolvimento, os cientistas contarão também com a colaboração de cientistas do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul (CSIR – sigla em inglês).

Fábricas biológicas para produção de medicamentos

Rech explica que os efeitos positivos da cianovirina contra a Aids já estavam comprovados desde 2008, a partir de testes realizados com macacos pelo instituto norte-americano. A capacidade natural dessa proteína, extraída da alga azul-verde (Nostoc ellipsosporum), de se ligar a açúcares impedindo a multiplicação do vírus já é conhecida pela comunidade científica mundial há mais de 15 anos.

– O que faltava era descobrir uma forma eficiente e econômica para produzir a proteína em larga escala – completa.

A utilização de plantas, animais e microrganismos geneticamente modificados para produção de medicamentos faz parte de uma plataforma tecnológica com a qual o pesquisador vem trabalhando desde a década de 1990.

– As biofábricas ou fábricas biológicas são capazes de expressar moléculas de alto valor agregado com custos baixos e, por isso, são opções viáveis para produção de insumos, como medicamentos e fibras de interesse da indústria, entre outros – afirma o pesquisador.

Além disso, valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro, já que permitem a agregação de valor a produtos agropecuários, como plantas, animais e microrganismos. Por isso, ele acredita que o cenário no Brasil daqui a dez anos será totalmente influenciado pela biogenética.

O faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e hoje alcança aproximadamente US$ 10 bilhões por ano. Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje representam cerca de 10% dos novos produtos atualmente no mercado.

A expectativa da Embrapa ao investir em pesquisas com biofármacos, como explica Rech, é permitir que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais.

Existem evidências de que a utilização de biofábricas pode reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes. Ele explica que as plantas produzem proteínas geneticamente modificadas, idênticas às originais, com pouco investimento de capital, resultando em produtos seguros para o consumidor.

Além disso, representam um meio mais barato para a produção de medicamentos em larga escala, pois como não estão sujeitas à contaminação, evitam gastos com purificação de organismos que são potenciais causadores de doenças em humanos. Sem falar na facilidade de estocagem e transporte.

Países com altos índices de infestação por Aids terão acesso livre à tecnologia

Além de inovadora, a pesquisa tem um forte componente humanitário. Países em desenvolvimento com altos índices de infestação da Aids, como alguns da África, por exemplo, terão licença de produção e uso interno, livre do pagamento de royalties. Aquele continente continua sendo o mais afetado pela doença, com 1,1 milhão de mortos em 2013, 1,5 milhão de novas infecções e 24,7 milhões de africanos contaminados. África do Sul e Nigéria encabeçam a lista dos países mais afetados.

Na América Latina, com 1,6 milhão de soropositivos em 2014 (60% deles, homens), o país mais preocupante é o Brasil, onde o índice de novos infectados pelo vírus subiu 11% entre 2005 e 2013, tendência contrária aos números globais, que apresentaram queda no mesmo período. Na Ásia, os países que apresentam maior contaminação são Índia e Indonésia, onde as infecções aumentaram 48% desde 2005.

A revista Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, sigla em inglês), é uma das mais prestigiadas de sua categoria, com tiragem semanal de 130 mil exemplares, além das consultas online, o que eleva o número estimado de leitores a um milhão em todo o mundo.

Canal Rural


,16/02/2015 às 09:14

Frigoríficos gaúchos mantêm escala de abates no carnaval

Segundo o levantamento, um terço dos 15 frigoríficos contatados vai continuar abatendo durante o feriado. O aumento da demanda no período é o que vai manter as portas dos abatedouros abertas. Em relação à semana passada, a região Centro-Oriental apresentou aumento no preço pago aos pecuaristas, tanto para machos quanto para fêmeas – 5,10 (R$/kg PV) e 4,60 (R$/kg PV), respectivamente.

Já nas regiões Metropolitana e Nordeste foi anotado recuo nos valores do boi e da vaca. Na região Centro-Ocidental os preços permaneceram estáveis. Quanto aos preços da carne ao consumidor no varejo de Porto Alegre, incluindo três casas de carne e quatro supermercados, ficaram estáveis em relação à semana passada.

Criado em Maio de 2006, o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) é constituído por professores, pesquisadores, alunos de pós-graduação e graduação, vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Canal Rural


,13/02/2015 às

Exportações brasileiras de soja devem crescer no curto prazo

Segundo relatório diário da AGR Brasil, o cenário pode mudar se a demanda chinesa começar a se reduzir, o que levaria a uma queda rápida nos preços. De acordo com análise da consultoria, o país asiático já está abastecido de soja no curto prazo e não deve “entrar de sola no mercado nacional”.

O momento é favorável aos produtores brasileiros, já que o contexto é de prêmios altos e dólar em patamares recordes. As vendas internacionais da oleaginosa seguem em queda e bem abaixo dos dois últimos anos, especialmente em fevereiro. A demanda pela soja americana continua fortíssima e o número de navios que chegam ao Brasil para buscar soja segue abaixo do ano passado.

"Contatos chineses indicam que compradores do país estão bastante cautelosos com a situação logística no Brasil e continuam comprando carregamentos norte-americanos como 'garantia', pelo menos até meados de março", informa a AGR Brasil.

Canal Rural


,12/02/2015 às

Instabilidade do clima e dos preços preocupa produtores em Minas Gerais

Depois do café, produtores de soja e milho do cerrado mineiro enfrentam as perdas com a estiagem. Muitas lavouras foram totalmente perdidas e outras abandonadas. Preocupados com a instabilidade do clima e dos preços, muitos cogitam em não plantar a segunda safra do grão.

A região enfrenta uma das piores secas da história, algumas cidades ficaram mais de 30 dias sem receber chuvas. Em média, as lavouras apresentam perdas de 30%, as mais prejudicadas foram a soja o milho e o feijão. Para agravar a situação o produtor ainda convive com o aumento de 25% no custo de produção.

– O produtor que comprou na véspera do plantio chegou a pagar em torno de R$ 1.880 a tonelada do adubo. No caso do milho, o mesmo adubo que usa no plantio teve essa alteração de câmbio e cobertura que a gente usa teve um aumento de bem expressivo, em torno de 27% por tonelada – diz o consultor de mercado Fabrício Andrade.

A seca atrasou o plantio da safra de verão e comprometeu a "janela" da segunda safra. Segundo Andrade em muitas áreas o cultivo do grão não deve ocorrer.

– Essa janela de safrinha é limitada para a nossa região até dia 25 de fevereiro, posteriormente nós temos até 15 de março para o plantio do sorgo ou girassol. Se estender disso, só vai ser possível finalizar com o trigo, que requer menos água do que essas lavouras anteriores – explica.

Preocupados com a possibilidade de futuras perdas, muitos produtores cogitam em não cultivar novas áreas.

– A gente não sabe até onde o bolso aguenta, mas a situação é muito crítica em função do clima nos últimos meses – diz o produtor rural, Valdenir Cassemiro Barbosa.

Canal Rural


,11/02/2015 às

Exportação de frango cai 9,8% em janeiro, aponta ABPA

O volume de carne de frango exportada pelo Brasil apresentou queda de 9,8% em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2014, para 277,7 mil toneladas. A receita cambial no período registrou diminuição de 14,3%, para US$ 494,5 milhões.

O levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgado nesta terça, dia 10, mostra o bom desempenho dos embarques para China, África do Sul e Emirados Árabes Unidos foram determinantes para diminuir o saldo negativo do desempenho das exportações de carne de frango no mês passado.

Em janeiro, a China importou 18,9 mil toneladas, desempenho 16,3% superior em relação ao primeiro mês do ano passado. Para a África do Sul, foram 16,3 mil toneladas, crescimento de 32,3% na mesma comparação. Emirados Árabes Unidos, que é o quarto maior importador de carne de frango do Brasil, aumentou em 11,3% seus embarques, totalizando 22,9 mil toneladas.

O presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, informa que outros mercados de menor expressão nos volumes dos embarques também contribuíram para o cenário.

– Iêmen, Catar, Jordânia, Iraque e Omã são alguns exemplos de países do Oriente Médio que, assim como os Emirados, ampliaram suas importações – destaca.

O vice-presidente de Aves da ABPA, Ricardo Santin, comenta que a habilitação de cinco novas plantas exportadoras de carne de frango para a China continua a influenciar o desempenho positivo naquele mercado. Segundo ele, a demanda chinesa tende a ser crescente e a expectativa é habilitar mais oito plantas.

Dentre os grandes importadores, houve quedas de 19,4% na Arábia Saudita (total de 48,6 mil toneladas em janeiro), de 37,8% em Hong Kong (19 mil toneladas) e de 22% na União Europeia (28,1 mil toneladas).

A Rússia comprou 80,5% mais em janeiro ante mesmo mês de 2014, mas houve queda de 33% na comparação com dezembro passado. Ao todo, foram 4,8 mil toneladas embarcadas em janeiro. Conforme Santin, a autorização de novas plantas para exportações à Rússia aconteceram somente em agosto do ano passado. Ou seja, o resultado de janeiro de 2014 ainda não foi influenciado por estas habilitações.

Produtos e regiões

Os cortes de frango são o principal produto exportado, com 158 mil toneladas embarcadas em janeiro, volume 4,5% inferior ao registrado no primeiro mês do ano passado. Em seguida, vieram frango inteiro, com 89,4 mil toneladas (-14,4%), carnes salgadas, com 12,7 mil toneladas (-28,5%), industrializados, com 10,9 mil toneladas (-9,7%) e enchidos/embutidos, com 6,7 mil toneladas (-17,5%).

Desconsiderando os números referentes a enchidos, o Oriente Médio foi o maior importador do produto brasileiro no mês, com 106,4 mil toneladas, desempenho 4,2% inferior ao registrado em janeiro de 2014. Na segunda posição, os embarques para a Ásia alcançaram 79,7 mil toneladas (-13,7%). Para a África, terceiro maior importador, foram embarcadas 37,4 mil toneladas (+0,5%). A União Europeia, no quarto lugar, importou 28,1 mil toneladas (-22%). Os países das Américas, com 11,7 mil toneladas (-30,2), da Europa extra União Europeia, com 7,3 mil toneladas (+23,8%) e da Oceania, com 192 toneladas (+42,9%) completam a lista.

Canal Rural


,10/02/2015 às

África do Sul quer comprar carne bovina de Santa Catarina

África do Sul está interessada em comprar carne bovina com osso de Santa Catarina. A manifestação foi feita formalmente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que a transmitiu à Secretaria de Agricultura e Pesca e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc).

– Estamos capitalizando o bônus que representa o status de área livre de aftosa sem vacinação – festejou o presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo.

De fato, por ser reconhecida como área livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Santa Catarina é a única unidade da federação que tem condições sanitárias e institucionais para abastecer o mercado sul-africano com carne bovina, como já faz com as carnes suínas e de aves para todos os continentes.

Líder nacional na avicultura e na suinocultura, o Estado não é exatamente um grande produtor de bovinos, mas, se as negociações forem efetivamente fechadas como espera a Faesc, a carne bovina produzida em território catarinense – e somente esta – poderá ser exportada. Para abastecer a demanda interna, visto que não é autossuficiente, o Estado aumentará as compras de outras regiões brasileiras.

– Vamos vender a carne catarinense para o exterior e obter divisas, ao mesmo tempo em que compraremos carne nacional para nosso consumo – explica Pedrozo.

Essa equação dinamizará a economia catarinense e aumentará a renda dos produtores rurais e de toda a cadeia produtiva.

Atualmente, o rebanho bovino catarinense total é de 4,2 milhões de cabeças, sendo 85% de gado leiteiro e 15% de gado de corte. Cerca de 600 mil cabeças de gado são abatidas por ano para nutrição humana. A produção interna é de 132,5 mil toneladas de carne, o que representa pouco menos da metade do consumo. Outras 138 mil toneladas são importadas de outras unidades da federação. Pela ordem de importância, os maiores fornecedores são Mato Grosso do Sul, Acre, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rondônia, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Pará.

O presidente da Faesc acredita que, a se confirmar um cenário de bons negócios com a África do Sul, o setor produtivo catarinense poderia exportar até 50% da produção local, o que significaria abater e transformar em cortes com osso 200 mil cabeças.

Essa nova realidade exigirá investimentos e adaptações nas plantas industriais. Apenas quatro frigoríficos de bovinos têm serviço de inspeção federal (SIF) e 40 têm inspeção estadual (SIE).

Pedrozo realça que um dos efeitos periféricos da venda de carne bovina no exterior será a melhoria da remuneração dos atores de todas as cadeias produtivas de proteína animal (criadores frigoríficos, distribuidores etc), pois a oferta doméstica diminuirá e o produto se valorizará.

Canal Rural


,09/02/2015 às

Colheita do arroz é aberta no Rio Grande do Sul

O evento reuniu autoridades da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), além de lideranças políticas, no Parque de Exposições do Sindicato Rural do município.

A estimativa para este ano é que a colheita do arroz chegue a 8,17 milhões de toneladas, conforme o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa 0,7% de incremento em relação à safra anterior. A área total cultivada no Rio Grande do Sul é de 1,11 milhão de hectares, de acordo com Irga. E a produtividade esperada é de 7,3 mil quilos por hectare. Atualmente, os gaúchos produzem 65% do arroz cultivado em todo o país.

– Quero dizer que, apesar de tudo, estamos fazendo nossa parte, produzindo. A concentração agora é na colheita, na secagem, na armazenagem, para buscar a comercialização – disse o presidente do Sindicato Rural de Tapes, Juarez Petry.

Custo de produção

O aumento dos custos de produção é uma das principais preocupações dos produtores arrozeiros gaúchos. Os custos totais por hectare e por saca foram analisados em um estudo encomendado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Veja a reportagem completa sobre a pesquisa no box.

– Realmente o custo de produção de R$ 40 foi apurado em novembro de 2014. Após as eleições, sofremos impactos da Economia, eu te diria que o custo não é mais R$ 39, R$ 40, tu pode colocar mais 10% – garantiu Petry.

Comercialização

Conforme números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as exportações do grão em dezembro de 2014 foram as maiores do ano-safra, chegando a um volume de 177,98 mil toneladas, puxadas por uma expressiva venda realizada para o Iraque.

Henrique Dornelles, presidente da Federarroz, explica que já existia pelo setor a preocupação da elevação nos embarques. Entretanto, o dirigente acredita que ainda existem gargalos na comercialização. Um dos exemplos é o retorno das relações comerciais dos Estados Unidos com Cuba depois de quase meio século de bloqueio econômico. Os cubanos são responsáveis por 10% das compras do arroz brasileiro. Os preços do produto norte-americano de qualidade similar ao brasileiro estão mais de US$ 50 por tonelada menores e o frete médio dos Estados Unidos para Cuba é mais de 60% inferior ao do Brasil para o país da América Central.

Outro problema de acordo com Dornelles é que a Costa Rica aumentou o imposto sobre transações, especialmente do arroz, mas que os Estados Unidos ficaram de fora da tributação.

– Enquanto o arroz norte-americano entra com taxa zero, nosso arroz precisa pagar 20%. São coisas que gostaríamos de externar com o objetivo de sensibilizar o governo federal de que a gente precisa tomar um outro rumo nas negociações internacionais – esclarece.

Segundo Dornelles, mercados em potencial para o Brasil, como Oriente Médio e América Central, precisam ser acessados pelo governo.

Canal Rural


,07/02/2015 às 08:56

Alta do dólar impulsiona preços na BM&F e saca de milho para março/15 chega a R$ 29,58

O aumento registrado em pregões futuros da BM&F é resultado da valorização que o dólar sofreu na última semana – a moeda americana sustentou-se perto das máximas dos últimos 10 anos, cotada a R$ 2,74 na quinta, reflexo da tensão diante da possibilidade de a Grécia deixar a zona do euro e a sucessão na Petrobras. Nesse cenário, os preços de comercialização para o mercado físico subiram para se igualar ao mercado de exportação e possibilitar a competitividade do produto.

Na visão do editor-chefe da consultoria Safras & Mercado, Dylan Della Pasqua, e do analista Ênio Fernandes, a tendência é de nova elevação nas cotações, já que existe pressão de alta sobre o dólar. A relação com o câmbio afeta diretamente a bolsa brasileira e alguns produtores têm segurado o cereal à espera de um aumento ainda maior. A área plantada do milho segunda safra dependerá da colheita da soja – se não houver atrasos e o clima for favorável, a semeadura da safrinha deve começar dentro do calendário, no mês de abril em grandes partes da regiões.

Segundo informações da Safras & Mercado, a saca de 60 quilos no Rio Grande do Sul registra hoje uma média de R$ 24,50 a R$ 25,00; no Paraná, de R$ 23,00 a R$ 24,00; em Campinas, de R$ 28,50 a R$ 29,00 e em Mato Grosso, de R$ 18,50 a R$ 19,00.

G20: Produção mundial deve bater novo recorde

A produção mundial de milho em 2014/2015 deverá totalizar 1,02 bilhão de toneladas, contra 1,01 bilhão do ano anterior. A estimativa faz parte do relatório de fevereiro do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (Amis), órgão do G-20 que divulga dados de oferta e demanda das principais commodities globais. A entidade indica que os estoques finais deverão ficar em 208 milhões de toneladas, contra 212 milhões de novembro e 176 milhões do ano anterior.

Segundo o Amis, a produção deverá superar o recorde anterior, obtido em 2013. O incremento nas produções dos Estados Unidos, da União Europeia e da África do Sul deverá ser responsável pela maior produção de milho da história. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta produção global de 988 milhões de toneladas e estoques finais de 189 milhões/ton. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 992 milhões de toneladas e estoques de 194 milhões de toneladas.

CANAL RURAL


,05/02/2015 às 08:20

Lagarta falsa-medideira ataca lavouras de soja no Paraná

– Algumas vezes os produtores e mesmo os técnicos acabaram não se atendo à lagarta falsa-medideira – aponta Luiz Giovanni Piovezana, agrônomo e diretor técnico da Lavoura Turim Insumos e Cereais, revenda que também presta consultoria a produtores.

Regiões que fizeram aplicação preventiva contra a falsa-medideira não enfrentam ataque tão severo.

– Já o produtor que perdeu o “timing”, antes do fechamento da linha, e talvez não tenha conseguido fazer (controle) ou não tenha colocado um produto fisiológico, esse produtor está com um problema sério. Temos regiões em que o pessoal usou todo tipo de inseticida do mercado e não está conseguindo controlar – disse Piovezana.

Além de a lagarta já estar em um tamanho grande, o estágio em que a soja está atualmente na região de Pato Branco (PR), em torno de 1 metro a 1,1 metro de altura, dificulta a aplicação do ativo na parte debaixo da planta, onde a lagarta se esconde para fugir das horas de sol mais forte.
Piovezana explica que, para conter o avanço da praga, agricultores têm aplicado produto durante o dia todo, o que não é indicado.

– O melhor horário é nas horas mais frescas do dia. Para a lagarta, não é você jogar um monte de produto, mas sim quanto de ativo vai atingi-la.

Soja precoce

Apesar do ataque, o agrônomo salienta que produtores da região têm obtido boas produtividades com a soja precoce, que já começou a ser colhida. Na região, foram observados rendimentos de 62 a 83 sacas por hectare, dependendo das variedades utilizadas e da região onde foram semeadas.
A média para a soja precoce no entorno de Pato Branco é de 54 a 58 sacas por hectare. Para a soja plantada mais tarde, as plantas ainda não estão em ponto de colheita, mas a expectativa dos produtores é obter 75 sacas por hectare, ante média de 50 a 55 sacas por hectare.

– O clima está perfeito para encerrar - disse o produtor César Luiz Spaniol, que cultiva 150 hectares de soja no sudoeste do Estado, destacando a chuva e o calor.

Ele já começou a colher a soja precoce, obtendo produtividades de 80 sacas por hectare, em comparação com 66 sacas a 70 sacas por hectare um ano antes. Para a soja plantada mais tarde, ele espera uma repetição das produtividades da precoce e avalia que o ataque de falsa-medideira está sob controle em suas propriedades.

Canal Rural


,03/02/2015 às 08:55

Preço médio da saca de soja cai 17% em Mato Grosso do Sul em janeiro

O preço médio da saca de 60 quilos de soja em Mato Grosso do Sul já acumula uma queda de 17% no mês de janeiro. Levantamento realizado pelo Agrodebate com base em dados de corretoras de grãos e levando em conta as principais praças de comercialização da oleaginosa no estado, aponta que a saca começou o ano (dia 2 de janeiro), sendo cotada em média a R$ 60,07 e atingiu nesta sexta-feira (dia 30), o valor médio de R$ 50,13.

Na pesquisa, foram levantadas as oscilações de preço da soja durante este mês em Caarapó, Campo Grande, Chapadão do Sul, Dourados, Maracaju, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia. O trabalho apontou que no início do mês a cotação mais alta do grão foi registrada em Dourados, com R$ 61 e a mais baixa em São Gabriel do Oeste, com R$ 59,90. Já neste fim de mês, a praça que contabilizou o maior valor para a saca foi novamente Dourados, com R$ 51, enquanto que o menor foi apontado em São Gabriel do Oeste e Sidrolândia, com R$ 49.

Na circular do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (Siga) divulgada nesta semana, os técnicos já tinham identificado a oscilação para menor dos preços da oleaginosa no estado e creditaram essa queda nas cotações a expectativa de safra recorde do grão nos Estados Unidos e na América do Sul e ainda a retração na taxa de câmbio, influenciada pelo cenário econômico internacional e as novas medidas fiscais anunciadas pelo governo brasileiro.


,31/01/2015 às

Seca persiste em áreas de café

O primeiro mês do ano está chegando ao fim com estiagem em quase todas as áreas produtoras de café, à exceção é o Estado do Paraná, onde choveu bem.

Na região Sudeste, a estiagem atinge as plantações de café no Espírito Santo e em Minas Gerais. No Espírito Santo, maior produtor de café robusta, a última estiagem severa foi há 38 anos. Existem estimativas de perdas de até 15%. O sul de Minas Gerais, principal região produtora da variedade arábica do Brasil, poderá produzir 20% menos em 2015 comparado a 2014.

Produtores rurais avaliam que, mesmo que chova o volume esperado até março, o período de granação, o desenvolvimento dos grãos, já está comprometido.

Confira como ficam os volumes de chuva até o fim de janeiro nas áreas produtoras de café.

Paraná

São esperados grandes acumulados de chuva para o Paraná. Nas áreas que fazem divisa com o sul de São Paulo, os acumulados de chuva podem chegar a aproximadamente 150 milímetros. No leste e no interior do Estado, os acumulados ficam entre 80 mm e 100 mm, enquanto nas outras áreas os acumulados variam entre 60 mm e 80 mm. Nos primeiros 10 dias de fevereiro são esperados temporais, que podem prejudicar as atividades de campo.

São Paulo

Uma nova frente fria pode provocar volumes fortes de chuva para o centro-sul de São Paulo. Os acumulados na região podem ultrapassar os 100 mm. Nas demais áreas do Estado, de maneira geral, os acumulados variam entre 40 mm e 60 mm. A disponibilidade de água no solo está entre 35% e 45%, na maior parte do Estado. Com a pouca chuva prevista para os próximos dias e o calor, será necessário o uso de irrigação.

Minas Gerais

As chuvas ocorrem de forma isolada sobre o Estado mineiro e estão associadas ao calor e à alta umidade. A aproximação de uma frente fria reforça estas instabilidades e provocam chuva mais volumosa no sul e na Zona da Mata mineira; nestas áreas, os acumulados de chuva variam entre 40 mm e 60 mm, com picos que podem atingir até 80 mm em alguns municípios que fazem divisa com o Rio de Janeiro. Nas outras áreas do Estado, de maneira geral, os acumulados de chuva ficam entre 20 mm e 30 mm.

Bahia

O interior da Bahia segue sob a influência de um ar mais seco, que dificulta a formação de nuvens e mantém o tempo firme. No oeste e na faixa leste, a chuva ocorre de forma isolada e está associada ao calor e à alta umidade. Nestas áreas, os acumulados de chuva variam entre 10 mm e 20 mm. Devido à pouca chuva prevista para os próximos dias, os agricultores devem fazer uso de irrigação.

Espírito Santo

As chuvas mais significativas ocorrem no centro-sul do Estado. A região acumula entre 10 mm e 20 mm, enquanto nas outras áreas do Espírito Santo, o tempo seco predomina.

Canal Rural


,27/01/2015 às 08:35

Seca em Minas Gerais e no Espírito Santo

A passagem de uma frente fria nesse último fim de semana provocou chuva em vários pontos das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Com isso, as perdas que vinham ocorrendo em várias culturas começam a ser paralisadas.



Porém, a chuva não atingiu todas as localidades dessas regiões, e por isso em algumas áreas produtoras a situação ainda é crítica.

Historicamente, os meses de dezembro e janeiro são aqueles que registram o maior volume de chuva em Minas Gerais. No entanto, essa situação mudou: janeiro ainda não terminou, mas os meteorologistas adiantam que vai ser praticamente impossível atingir os índices pluviométricos médios, para a maioria dos municípios.

Choveu em algumas regiões de Minas Gerais nos últimos dias, mas foram precipitações fracas, incapazes de diminuir o problema da estiagem que castiga o Estado e deixa o nível de reservatórios de água em situação preocupante. A chuva, que ainda não é muito generalizada,
voltou às regiões oeste e sul do Estado, produtor de café, milho, batatas e hortaliças. No norte, permanece seco. A chuva praticamente não chegou, o que tem dificultado o desenvolvimento das culturas do milho, soja, feijão e também as pastagens.

Para esta semana, a frente fria deve subir e chegar ao norte do Estado, mas em forma de pancadas.Vários municípios já decretaram estado de emergência.

A seca na região Sudeste também atinge as plantações de café do Espírito Santo. A última estiagem severa foi há 38 anos. A falta de chuva diminuiu a safra e vai aumentar o preço do produto. O Estado é o maior produtor da variedade de café robusta do país.

Muitos produtores investiram na irrigação, mas enfrentam problemas, porque os reservatórios estão baixos e em algumas propriedades já estão secos. De acordo com o Sindicato Rural de Jaguaré (ES), as perdas já são uma realidade.

– Por aqui, por enquanto, só chuva de verão e de forma muito irregular. Nos reunimos semana passada e fizemos um levantamento, estamos com uma quebra de até 30% – calcula o Sindicato.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já estima uma safra menor. Prevê uma quebra de 10% a 14%. Por isso, o preço do café deve aumentar.

No Espírito Santo, a chuva deve chegar de forma mais generalizada a partir da primeira semana de fevereiro.

Canal Rural


,24/01/2015 às 08:50

Fim de semana será de tempo abafado na maior parte do país

Confira a previsão completa para todas as regiões do país.

SUDESTE

No sábado, dia 24, áreas de instabilidades persistem sobre o Sudeste, com exceção do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. As temperaturas voltam a subir em todas as áreas, aumentando a sensação de calor.

No domingo, dia 25, o tempo fica instável sobre grande parte da região, com exceção do norte de Minas Gerais e centro-norte do Espírito Santo. Estas instabilidades estão associadas a uma frente fria sobre o mar que ajuda a organizar umidade da Amazônia sobre grande parte do Sudeste. O tempo fica abafado em grande parte da região, principalmente sobre o oeste de São Paulo, norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

SUL

No sábado, o dia começa com predomínio de sol na maior parte da região, o que permite a rápida elevação das temperaturas. Ao longo do dia, áreas de instabilidade trazem chuvas isoladas no leste e sul do Paraná, Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas da região o tempo fica ensolarado.

No domingo, instabilidades atingem o Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. A chuva vem em forma de pancadas no decorrer do dia. Os maiores volumes são esperados para a faixa leste do Paraná devido aos ventos úmidos que sopram do mar. Nas demais áreas da região o tempo fica aberto e ensolarado. O dia fica abafado em todo o Sul, principalmente no oeste da região, onde os valores superam os 30ºC.

CENTRO-OESTE

No sábado, as chuvas se espalham pelo Centro-Oeste em forma de pancadas com baixo acumulado. Os maiores volumes ainda são esperados para o norte do Mato Grosso. As temperaturas seguem altas em toda a região, principalmente sobre o oeste do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso.

No domingo, as instabilidades tropicais continuam sobre a região e as chuvas vêm em forma de pancadas isoladas que podem ter intensidade forte em alguns pontos, principalmente sobre o norte do Mato Grosso. O dia novamente fica quente e abafado em toda a região, em especial o oeste do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso.

NORDESTE

No sábado, o tempo segue instável, mas a chuva é mais intensa no litoral norte da região. Continua chovendo no interior do Maranhão e do Piauí e áreas instabilidade também atingem o oeste da Bahia. A temperatura fica elevada em toda a região, principalmente na faixa leste do Pernambuco e da Paraíba, região sul do Ceará e norte do Piauí.

No domingo, o tempo fica instável sobre o Maranhão, Piauí, oeste e norte da Bahia. Nas demais áreas do Nordeste o tempo fica firme. As temperaturas ficam elevadas em toda a região e os maiores valores são esperados para o sertão nordestino.

NORTE

No sábado, ainda tem previsão de chuva um pouco mais intensa pelo Amazonas, como na faixa oeste do Estado, mas chove também nas outras áreas da região na forma de pancadas isoladas.

No domingo, o tempo fica instável sobre toda a região devido ao calor e alta umidade. Pancadas de chuva são esperadas preferencialmente a partir da tarde. Os maiores volumes são esperados desde a faixa central do Amazonas até o norte de Rondônia.

Canal Rural


,23/01/2015 às 09:00

Venda da safra 2014/2015 de café já soma 75% da produção nacional

A comercialização da safra 2014/2015 de café arábica alcança de 70% a 75% da produção nacional, até meados deste mês. A safra foi colhida entre maio e setembro de 2014.

Na mesma época do ano passado, cerca de 60% da safra 2013/2014 havia sido vendida. O ritmo mais rápido dos negócios pode ser atribuído à recuperação dos preços do café em 2014 e à diminuição do volume colhido, em virtude principalmente da estiagem nas regiões produtoras. As informações são do Centro de Estudo Avançado em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base em dados coletados com colaboradores (agentes de mercado).

O analista de mercado do Cepea, Renato Garcia Ribeiro, informa que os produtores aproveitaram os bons preços em vários momentos do segundo semestre do ano passado para recuperar parte das perdas de 2013. Ele explica que o dólar mais valorizado também favoreceu as exportações e, com isso, o interesse dos compradores.

No Cerrado mineiro, as vendas da temporada 2014/2015 já correspondem a aproximadamente 65% de toda a produção, em média 10 pontos porcentuais acima do ano anterior. Na Zona da Mata mineira e no noroeste do Paraná, a comercialização alcança cerca de 85%. No Sul de Minas e em Garça (SP), as vendas são estimadas em 80% do total.

Na Mogiana paulista, a parcela comercializada está ao redor de 70%. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a região tem problemas quanto ao padrão dos lotes, já que as lavouras sofreram bastante com a seca do início de 2014, período de desenvolvimento dos grãos. Com menos café de qualidade disponível, os negócios locais estão retraídos.

Segundo a Conab, a produção total de café (arábica e robusta) na temporada 2014/15 foi de 45,34 milhões de sacas e a 2015/2016, deve oscilar entre 44,11 milhões e 46,61 milhões de sacas, o que representaria redução de até 2,7% ou aumento de até 2,8% em relação à safra anterior, que já foi reduzida pela seca.

Nas principais regiões produtoras de robusta (Espírito Santo e Rondônia), o volume vendido também é expressivo. Em Rondônia, o total comercializado da safra 2014/2015 já é de 95%. Na região capixaba, as vendas se limitam a 60%, com destaque para as exportações.

Canal Rural


,22/01/2015 às 08:10

Aumento do diesel deve gerar custo de R$ 273,7 milhões em Mato Grosso

Na semana passada, o governo federal começou a anunciar um pacote de quatro medidas fiscais que elevam a tributação e encarecem o custo do crédito, com o objetivo de elevar a arrecadação tributária do país. Dentre as ações, está a volta da cobrança da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento de PIS/Confins sobre a gasolina e o diesel. A alta nos impostos para o litro da gasolina será de R$ 0,22 e para o diesel de R$ 0,15 a partir do dia 1º de fevereiro.

O diesel é o principal combustível utilizado pela agricultura, desde o transporte com calcário e fertilizantes, custo de produção dos produtores, até o transporte dos grãos. De acordo com a elevação esperada de R$ 0,15 sobre o preço do diesel nas bombas do Estado a partir de fevereiro, o valor do frete em Mato Grosso poderá ser reajustado em 2,7%, considerando-se os preços atuais do diesel. Conforme o Imea, no transporte de fertilizantes e calcário o impacto no valor total a ser gasto poderá resultar em R$ 36,16 milhões.

Com a elevação no preço do diesel, o custo total de produção da soja pode aumentar 0,25%, correspondendo a uma elevação dos gastos dos produtores de R$ 51,10 milhões. Para o milho, a elevação pode chegar a 0,18%, com impacto de R$ 9,48 milhões. Isto representa na produção destes grãos um total de R$ 60,58 milhões, que os produtores poderão desembolsar neste novo cenário.

Após a colheita, é feito o escoamento da safra por meio do transporte rodoviário até os portos, e nesta fase o custo com o frete poderá ser 2,7% maior, assim como no custo inicial com os insumos. Isto pode gerar um impacto em torno de R$ 177 milhões sobre os custos com o transporte, com reflexo sobre os produtores.

Levando em consideração os três impactos, antes da produção, na produção e no escoamento dos grãos, o impacto total do acréscimo no valor do diesel pode atingir R$ 273,75 milhões. O maior impacto é observado no custo com o transporte dos grãos, representando 65% do total e, em contrapartida, o menor impacto aparece nos custos com transporte de fertilizantes e calcário, representando 13% do custo total.

O Imea conclui a pesquisa afirmando que com a grande importância do diesel nas operações agrícolas, o acréscimo de R$ 0,15 sobre o preço pode gerar um grande impacto sobre a cadeia de soja e milho em Mato Grosso. Como o produtor está no centro da cadeia, grande parte destes custos devem ser pagos pelos produtores, pois os gastos com as operações agrícolas devem se elevar, assim como o custo com o transporte rodoviário de fertilizantes e corretivos e dos grãos, sobre o setor.

Canal Rural


,21/01/2015 às

Dilma veta emenda de Heinze contra emplacamento

A Presidente Dilma Rousseff vetou a emenda 66/2014 à Medida Provisória 656, de autoria do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS), que previa o fim da exigência de emplacamento de tratores e máquinas agrícolas. O veto foi publicado nesta terça, dia 20, no Diário Oficial da União (DOU).

A emenda já havia sido aprovada no Congresso, na Câmara e no Senado. O texto propunha que tratores agrícolas fossem sujeitos ao registro caso transitem em vias públicas, à exceção de vias rurais; mas que fiquem dispensados do licenciamento, sob a justificativa de que o setor rural brasileiro “já é fortemente onerado” e que demais despesas teriam a função de aumentar a arrecadação e os custos de produção dos alimentos.

O veto foi justificado pela afirmação de que a emenda retoma um “mecanismo similar ao vetado anteriormente”. Conforme o DOU, “o Poder Executivo reapresentará sua proposta sobre o tema, que simultaneamente assegura a simplificação das exigências legais para a circulação de maquinário agrícola em vias públicas e garante a segurança do tráfego nessas vias”.

O Congresso Nacional tem prazo de 30 dias, a partir de fevereiro, para analisar a decisão. Serão necessários, pelo menos, votos de 257 deputados e de 41 senadores para derrubar o veto.

A exigência de emplacamento está adiada até o final de 2016, pela Resolução 513 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Canal Rural


,20/01/2015 às 09:30

Moradores de áreas rurais podem fazer a pré-matrícula no Pronatec Campo

A população da zona rural já pode fazer a pré-matrícula para os cursos ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Campo. Aproximadamente 35 mil vagas estão abertas para 116 cursos em todo o país.

Os interessados devem procurar as delegacias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os sindicatos dos Trabalhadores Rurais, as secretarias de Agricultura ou órgão similar que presta assistência técnica e extensão rural para saber os cursos ofertados na região, verificar a disponibilidade de vaga e fazer a pré-matrícula. A confirmação da inscrição ocorrerá nas unidades de ensino, a partir de março.

Segundo o MDA, os cursos mais procurados são o de agricultor familiar, horticultor orgânico, agricultor orgânico, agente de desenvolvimento cooperativista, bovinocultor de leite, avicultor, fruticultor, auxiliar de agropecuária, piscicultor e preparador de doces e conservas.

Cada pessoa pode fazer até três cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) por ano e um curso técnico. Os cursos FIC servem para a qualificação profissional, dão certificado de formação e têm carga horária mínima de 160 horas. Os cursos técnicos também dão diploma e têm duração mínima de um ano, além da carga horária prevista para o estágio profissional supervisionado.

Se sobrar vagas, as turmas serão abertas para inscrição online e qualquer pessoa poderá se inscrever nas vagas remanescentes pelo portal do Pronatec, dez dias antes do início do curso.

De acordo com informações do MDA, entre 2012 e 2014 mais de 27 mil matrículas foram feitas para 175 cursos do Pronatec Campo, formando cerca de 1,5 mil turmas. A metodologia do programa intercala um período de convivência na sala de aula com outro no campo.

MidiaMax


,20/01/2015 às 09:30

Moradores de áreas rurais podem fazer a pré-matrícula no Pronatec Campo

A população da zona rural já pode fazer a pré-matrícula para os cursos ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Campo. Aproximadamente 35 mil vagas estão abertas para 116 cursos em todo o país.

Os interessados devem procurar as delegacias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os sindicatos dos Trabalhadores Rurais, as secretarias de Agricultura ou órgão similar que presta assistência técnica e extensão rural para saber os cursos ofertados na região, verificar a disponibilidade de vaga e fazer a pré-matrícula. A confirmação da inscrição ocorrerá nas unidades de ensino, a partir de março.

Segundo o MDA, os cursos mais procurados são o de agricultor familiar, horticultor orgânico, agricultor orgânico, agente de desenvolvimento cooperativista, bovinocultor de leite, avicultor, fruticultor, auxiliar de agropecuária, piscicultor e preparador de doces e conservas.

Cada pessoa pode fazer até três cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) por ano e um curso técnico. Os cursos FIC servem para a qualificação profissional, dão certificado de formação e têm carga horária mínima de 160 horas. Os cursos técnicos também dão diploma e têm duração mínima de um ano, além da carga horária prevista para o estágio profissional supervisionado.

Se sobrar vagas, as turmas serão abertas para inscrição online e qualquer pessoa poderá se inscrever nas vagas remanescentes pelo portal do Pronatec, dez dias antes do início do curso.

De acordo com informações do MDA, entre 2012 e 2014 mais de 27 mil matrículas foram feitas para 175 cursos do Pronatec Campo, formando cerca de 1,5 mil turmas. A metodologia do programa intercala um período de convivência na sala de aula com outro no campo.

MidiaMax


,17/01/2015 às 08:10

Farsul se reúne com Kátia Abreu para discutir endividamento

O presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, informa que a entidade já tem uma reunião marcada para a próxima segunda, dia 19, com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, para discutir o assunto. A expectativa é de que seja feito um anúncio com medidas de apoio.

– Estamos entusiasmados com a reunião porque ela terá, no início, os subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Trigo, que elaboramos na CNA com todos os elos da cadeia, com o objetivo de atingirmos 10 milhões de toneladas em quatro anos, atendendo a 80% da demanda nacional – afirma Jardim.

A produção do cereal foi afetada no Estado devido à alta incidência de chuvas, gerando ausência de renda e endividamento com os bancos. Um dos primeiros vencimentos da dívida está marcado para o dia 25 de janeiro. A safra de trigo está sendo comercializada com baixa qualidade e preços abaixo da média. Na região de Ijuí (RS), a saca destinada a exportação é vendida por R$ 18,00, R$ 19,00, e a saca vendida internamente está cotada a R$ 24,00. O financiamento agrícola feito no início da safra visava uma média de R$ 33,45 por saca no Estado.

Canal Rural


,16/01/2015 às 08:35

Algodão tem preços altos no início de 2015

Apesar da expectativa de desaceleração da procura do mercado interno, os vendedores devem ganhar com exportação, que está em alta e oferece remuneração melhor.

Segundo o Cepea, dezembro foi o oitavo mês seguido para os vendedores, que receberam US$ 0,7545 por libra-peso ou R$ 1,9932 por libra-peso no mês, ao passo que a média para pagamento em oito dias foi de US$ 0,6277 ou R$ 1,6576. Na média de 2014, o preço médio pago para vendas à vista foi de US$ 0,8035 por libra-peso, enquanto para exportação foi de US$ 0,8219 por libra-peso.

Os cotonicultores, por sua vez, estão retraídos, aguardando preços maiores, especialmente para lotes de boa qualidade. Além disso, muitos estão voltados para a colheita de soja ou semeio do algodão.

Canal Rural


,15/01/2015 às

Colheita da soja é feita sob escolta policial no Paraguai

A colheita da soja está sendo feita sob escolta policial no Paraguai. De acordo com fontes do Canal Rural, 40 propriedades obtiveram uma ordem judicial para receber proteção policial durante os trabalhos de colheita.

O motivo é um conflito com os carperos, como são chamados os sem-terra naquele país. A imprensa paraguaia relata que até 15 pessoas ficaram feridas, todos sem-terra. Pelo menos cinco estariam em estado grave, mas não foi possível confirmar esta informação até o momento. Até a tarde desta quarta, dia 14, ninguém havia sido preso.

De acordo com o jornal paraguaio Extra, o veículo do advogado que atende aos produtores, Rolando Cáceres Salvioni, foi alvejado pelos sem-terra, que teriam disparado também contra colheitadeiras. Outro jornal do país, Vanguardia, Milciades Brizuela, uma produtora de 61 anos que ocupa um dos imóveis desapropriados, inciou uma greve de fome

O conflito acontece na colônia Santa Lucía, distrito de Ytakyry. Em março de 2014 o Instituto Nacional de Desarrollo Rural y de la Tierra (Indert) desapropriou cerca de três mil hectares neste distrito para assentar famílias vindas de Ñacunday, distrito que foi palco de violentos conflitos entre paraguaios e brasiguaios em 2012.

O assentamento dos carperos, de acordo com informações do Indert, começou no ano passado com a construção de uma agrovila de 400 casas, em cerca de 500 hectares. O objetivo é, a partir da estruturação da agrovila, fazer de Santa Lucía uma colônia modelo de pequenos produtores.

Mas, em dezembro, os proprietários conseguiram uma liminar da Justiça de Ytakyry revertendo a desapropriação. O Indert alega que a decisão da juíza Eresmilda Román é “duvidosa”, pois os documentos apresentados são considerados inválidos pelo governo.

O conflito desta semana é resultado desta disputa judicial. De acordo com as fontes ouvidas pelo Canal Rural, o governo paraguaio levou os carperos de Ñacunday para Santa Lucía sem se importar com o que aconteceria nem com paraguaios, nem com brasiguaios.

Nesta quarta, o presidente do Instituto Nacional de Desarrollo Rural y de la Tierra (Indert), Justo Cárdenas, lamentou a violência.

– Lamentamos muito e estamos empenhados em garantir a segurança das pessoas que residem lugar. Rechaçamos enfática e categoricamente a violência em todas as suas formas. Ao mesmo tempo, o governo ratifica o indiscutível respeito à propriedade privada – disse Cárdenas.

Os distritos de Ytakyry e Ñacunday estão no Departamento Alto Paraná, distante cerca de 100 quilômetros da fronteira com o Brasil, na altura de Guaíra (PR). Em Santa Lucía, a produção soja é estimada em 12 mil toneladas por ano. A região foi colonizada por produtores brasileiros há três décadas.

Csnal Rural


,13/01/2015 às

Vendas de etanol pelo Centro-Sul atingem 2,25 bilhões de litros no mês de dezembro

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul em dezembro atingiram 2,25 bilhões de litros, segundo a da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Volume foi recorde para o ano de 2014 e representou crescimento de 12,81% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

Do total comercializado no último mês, 158,26 milhões de litros foram direcionados ao mercado externo e 2,09 bilhões comercializados domesticamente.

Especificamente em relação ao volume de etanol hidratado comercializado ao mercado doméstico, este, pela primeira vez na safra 2014/2015, alcançou 1,29 bilhão de litros em um único mês. Este valor de dezembro é 13,78% maior que a quantidade vendida no mesmo mês de 2013.

O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, ressalta que o volume recorde de etanol hidratado comercializado em dezembro confirmou a expectativa de vendas mais elevadas no final do ano.

– Os proprietários de veículos e motocicletas flex, com ajuda da campanha realizada pela Unica, começaram a perceber que, além das vantagens ambientais e sociais, o hidratado nesse momento também é economicamente vantajoso em relação à gasolina na maior parte do mercado consumidor – concluiu.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de janeiro, as vendas de etanol alcançaram 18,48 bilhões de litros. Deste montante, 1,15 bilhão de litros foram exportados e 17,36 bilhões de litros vendidos domesticamente.

Produção e moagem

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras do Centro-sul totalizou 3,62 milhões de toneladas na segunda quinzena de dezembro, com uma produção de 117,89 mil toneladas de açúcar e 209,35 milhões de litros de etanol (75,09 milhões de etanol anidro e 134,26 milhões de hidratado).

Com isso, a moagem acumulada desde o início da safra até 1º de janeiro alcançou 567,81 milhões de toneladas – queda de 4,57% em relação aos 595 milhões de toneladas processadas até a mesma data da safra 2013/2014.

A produção acumulada de açúcar alcançou 31,94 milhões de toneladas e, a de etanol, 25,89 bilhões de litros, sendo 10,87 bilhões de litros de etanol anidro e 15,01 bilhões de litros de hidratado.

Segundo Padua, a safra 2014/2015 está praticamente encerrada no Centro-Sul do país, pois apenas 16 unidades produtoras continuaram processando cana após o dia primeiro de janeiro.

– Conforme havíamos estimado, trata-se de uma safra menor em termos de processamento de cana-de-açúcar e com produção mais alcooleira no comparativo com 2013/2014 – acrescentou.

Canal Rural


,12/01/2015 às

IBGE: derivados de soja, carnes ficaram mais caros na porta da fábrica

Os itens foram os destaques nas duas atividades que mais influenciaram a alta de 1,16% no IPP do mês: alimentos e refino de petróleo e produtos de álcool.

- Os alimentos tinham passado um tempo fora das maiores influências do indicador mensal e agora vêm voltando - apontou Cristiano Santos, técnico da Coordenação de Indústria do IBGE.

Em novembro, os preços do setor de alimentos aumentaram 1,45% em relação a outubro, maior resultado desde setembro de 2013 (1,55%). A atividade contribuiu com 0,29 ponto porcentual para o IPP do mês. As principais altas foram de tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração de óleo de soja; carnes de bovinos frescas ou refrigeradas; e carnes de bovinos congeladas. Já o leite esterelizado / Longa Vida deu uma trégua, com queda de preço em novembro.

Na atividade de refino de petróleo e produtos de álcool, a alta foi de 1,80% em novembro, um impacto de 0,20 ponto porcentual sobre o IPP. Ficaram mais caros o álcool etílico, a gasolina e o óleo diesel. No mesmo mês, a Petrobras anunciou um reajuste nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. Já o querosene de aviação teve queda, acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional.

- No caso do álcool, tem a questão sazonal, porque está em entressafra, e também o fato de o mercado de açúcar estar mais interessante do que o de álcool. O produtor tem essa opção de fazer um produto da cadeia de alimentos ou um produto da cadeia de combustíveis - explicou Santos.

Canal Rural


,10/01/2015 às

Taiwan confirma caso de gripe aviária em granja

O Conselho de Agricultura local afirmou que, na quarta-feira, dia 7, foi encontrada a cepa H5N2 do vírus em uma amostra de ovos da granja. Esta é uma variedade menos infecciosa da gripe aviária e acredita-se que não é transmitida a humanos.

O órgão anunciou também que irá intensificar a coleta de amostras de granjas próximas.

A cepa H5N2 é diferente da H7N9, que infectou humanos e matou pelo menos duas pessoas em Xangai em 2013. À época, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sustentou que não há nenhuma evidência de transmissão do vírus entre humanos.

Canal Rural


,08/01/2015 às 08:20

Cutrale e Safra concluem compra de ações da Chiquita

No total, 84,46% das ações da Chiquita foram adquiridas. Os demais termos e condições envolvendo o negócio não foram alterados.

A Cutrale e o Safra já haviam prorrogado o prazo para aquisição duas vezes. No dia 23 de dezembro, prazo anterior, a aceitação somava 82,24% dos papéis em circulação.

No final de outubro, Cutrale, Safra e Chiquita fecharam acordo definitivo para a compra da companhia de bananas pelas empresas brasileiras. A oferta, de US$ 14,50 por ação, avalia a empresa norte-americana em US$ 742 milhões.

Canal Rural


,07/01/2015 às 08:35

Conab: Subvenção demandou R$ 630 milhões em 2014

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) liberou aos produtores rurais em 2014 recursos da ordem de R$ 630 milhões, por meio de subvenções para venda e escoamento de produtos cujo preço de mercado estava abaixo do mínimo estabelecido pelo governo federal.

Um dos mecanismos de apoio mais utilizados foram os leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), que contemplaram 905,2 mil toneladas de algodão, 4,8 mil t de borracha, 18,8 mil t em caixas de laranja, 5,8 milhões t de milho em grão e 794,8 mil t de trigo, informa a Conab.

Ainda por meio de leilões, a Conab vendeu 557,6 mil t de arroz em casca, 831 t de milho em grão e 2,8 mil t de sisal bruto dos estoques públicos. A Conab explica que o sisal foi oferecido ao mercado, atendendo solicitações de cooperativas do Estado da Bahia, que enfrentaram desequilíbrio de oferta e preços. O total arrecadado com estes produtos foi de R$ 406,1 milhões.

Com relação às compras, a Conab adquiriu 48,9 mil t de milho em grão, por R$ 39,6 milhões, para suprir o Programa Vendas em Balcão, que socorreu pequenos criadores e agroindústrias do Nordeste durante o período crítico da seca que atingiu a região.

Canal Rural


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