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Farmacêutica que pesquisa vacina com Oxford diz esperar primeiros resultados de estudos já em outubro

Por OSASCO RENOVE em 29/06/2020 às 22:38:17

O contrato deve ser assinado mesmo sem os resultados clínicos finais na preven√ß√£o contra o novo coronavírus. O objetivo, diz o ministério, é tentar acelerar a oferta caso os estudos apresentem bons resultados de efic√°cia e seguran√ßa. Segundo Marco Krieger, vice-presidente de inova√ß√Ķes da Fiocruz, caso os estudos tenham os primeiros resultados até outubro, o Brasil poderia ter a vacina j√° no início do primeiro semestre de 2021.

A previs√£o considera um prazo de quatro meses até a importa√ß√£o dos insumos, obten√ß√£o de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria) e início da distribui√ß√£o. "Acreditamos que, no Brasil, ainda no primeiro semestre do ano que vem podemos ter a vacina. Vamos tentar acelerar ao m√°ximo, mas com toda seguran√ßa", diz Krieger.

Inicialmente, o acordo com o Ministério da Saúde e Fiocruz prevê 30,4 milh√Ķes de doses, as quais devem ser entregues pela Astrazeneca em duas etapas: uma em dezembro de 2020 e outra em janeiro de 2021. Caso seja comprovada a seguran√ßa e efic√°cia, o volume, porém, pode ser ampliado para oferta de mais 70 milh√Ķes de doses. Com isso, o total chegaria a 100 milh√Ķes.

Os custos da fase inicial s√£o previstos em US$ 127 milh√Ķes (R$ 695 milh√Ķes), de acordo com o Ministério da Saúde. J√° em uma segunda fase, com possível produ√ß√£o ampliada, o custo estimado é de US$ 2,30 por dose, o que leva a uma estimativa de gastos de US$ 161 milh√Ķes (R$ 870 milh√Ķes). A popula√ß√£o que faz parte do grupo de risco para o novo coronavírus é prevista como prioridade para a vacina√ß√£o caso haja resultado positivo nos testes em humanos, informou no s√°bado o Ministério da Saúde.

A Fiocruz, porém, tem capacidade para produ√ß√£o de vacinas a toda a popula√ß√£o caso haja bons resultados, afirmou nesta segunda a presidente da institui√ß√£o, Nísia Trindade.

A ideia é que a institui√ß√£o inicie com o compartilhamento do conhecimento da produ√ß√£o da vacina e envase de lotes para, em seguida, fazer a produ√ß√£o completa no Brasil.

A avalia√ß√£o de que seria produzir mais do que o previsto é endossada por Maurício Zuma, diretor de Biomanguinhos, laboratório que responder√° pela produ√ß√£o.

"Inicialmente, é para grupos priorit√°rios. Mas se conseguirmos escalonar a produ√ß√£o como estamos planejando, certamente haver√° a possibilidade de distribui√ß√£o para toda a popula√ß√£o brasileira e até de cooperar com ajuda internacional", disse.

Questionada sobre a possibilidade de que a última fase de estudos n√£o aponte efic√°cia, Trindade admite que h√° riscos.

"Estamos confiantes nesse processo, pela an√°lise e pelas boas condi√ß√Ķes da vacina de Oxford. Mas a fase 3 tem que ser concluída para definirmos isso", afirma.

"O que é importante é a incorpora√ß√£o tecnológica. O mundo est√° vivendo cada vez mais epidemias desse tipo de vírus respiratórios, e esse aprendizado vai ser importante para a apropria√ß√£o de uma tecnologia que poder√° ser útil para outras doen√ßas na produ√ß√£o de vacina", completou, sobre o risco de resultado negativo de efic√°cia nos estudos. Para Bernardini, da Astrazeneca, os primeiros estudos mostram que a vacina tem "grande potencial" de efic√°cia e seguran√ßa. Os dados, porém, ainda precisam ser confirmados com a terceira etapa. "Temos um grande potencial de gerar uma defesa usando uma ferramenta do vírus j√° na primeira tentativa de contato do vírus com o nosso organismo."

No Brasil, os testes come√ßaram na última semana, e s√£o conduzidos em conjunto com a Unifesp. Ao todo, 2.000 pessoas devem participar dos estudos no Rio e S√£o Paulo.

Segundo Bernardini, a escolha do país ocorre devido ao crescimento da incidência da Covid-19 por aqui, "o que nos coloca com crescimento propício para demonstrar o desenvolvimento de uma vacina."

"Para desenvolver a vacina, precisamos ter o vírus circulante na popula√ß√£o e isso é o diferencial nesse momento."

Outro ponto foi o contato com pesquisadores brasileiros e a possibilidade de que parte do estudo fosse custeado por institui√ß√Ķes do país.

Fonte: Banda B

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