Vacinação de professores deve estar concluída até setembro, prevê coordenadora do programa

Vacinação de professores deve estar concluída até setembro, prevê coordenadora do programa

“Ent√£o esses 3,4 milh√Ķes de trabalhadores da educa√ß√£o provavelmente em junho j√° ser√£o atendidos”, afirmou.
Para os profissionais imunizados com a Coronavac, a primeira dose deve ser aplicada em junho e a segunda, no mês seguinte. Se a imuniza√ß√£o for com a vacina AstraZeneca, que possui um intervalo de 84 dias entre as duas doses, a conclus√£o do processo deve se dar em setembro.

A coordenadora lembrou, porém, que se trata de uma previs√£o. “Porque a gente depende da entrega do produtor”, destacou. “Pode haver vari√°veis que est√£o sendo monitoradas pela secretaria executiva do ministério que podem estar trazendo atrasos ou n√£o nesse cronograma, e essas vari√°veis est√£o sendo trabalhadas para que esses cronogramas sejam cumpridos.”

Autor do requerimento para realiza√ß√£o da audiência pública, o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o cronograma deve ser levado em considera√ß√£o para o retorno às aulas presenciais.

“Todos foram un√Ęnimes em dizer que tem que esperar a vacina√ß√£o dos trabalhadores da educa√ß√£o para o retorno às aulas, é um critério sine qua non [indispens√°vel]. E é preciso respeitar as autonomias de estados e municípios”, disse, defendendo outras premissas para prote√ß√£o dos estudantes, como distanciamento social, higieniza√ß√£o e trabalho híbrido, com aulas presenciais e virtuais.

Ele criticou o projeto, aprovado na C√Ęmara e atualmente na pauta do Senado, que considera aulas presenciais de educa√ß√£o b√°sica e superior como servi√ßos e atividades essenciais, inclusive durante a pandemia, e que cria diretrizes para o retorno às escolas.

O projeto diz que educa√ß√£o b√°sica e superior, da rede pública ou privada de ensino, em formato presencial s√£o reconhecidas como servi√ßos e atividades essenciais, inclusive durante pandemia, emergência e calamidade pública.

Além disso, proíbe a suspens√£o das atividades educacionais em formato presencial, exceto quando as condi√ß√Ķes sanit√°rias de estados e municípios n√£o permitirem, em situa√ß√£o que dever√° estar fundamentada em critérios técnicos e científicos. Nesse caso, a decis√£o dever√° constar em ato do chefe do Executivo estadual ou municipal.

Durante a pandemia de Covid-19, estados e municípios decidiram suspender aulas presenciais para diminuir a dissemina√ß√£o do vírus. Para a oposi√ß√£o, o projeto é uma maneira de for√ßar governadores e prefeitos a retomarem as aulas nessa modalidade, mesmo em caso de agravamento da crise sanit√°ria.

“N√£o pode haver uma imposi√ß√£o nacional de retorno às aulas, como, no final das contas, é esse projeto. Por isso, nossa orienta√ß√£o ao Senado para que ou rejeite, ou fa√ßa essas modifica√ß√Ķes.”

Vitor de Angelo, presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), defendeu a retomada segura das aulas.

“N√£o temos vacinas suficientes para este momento, de modo que pudéssemos vacinar ou j√° ter, quem sabe, vacinado este grupo de profissionais da educa√ß√£o para voltar às aulas o quanto antes. E quando eu digo o quanto antes era no início deste ano letivo”, disse.

Ele ressaltou que a conclus√£o da vacina√ß√£o para trabalhadores da educa√ß√£o só ocorrer√° no nono mês do segundo ano da pandemia. “Ent√£o nós j√° presumimos que as escolas ficar√£o fechadas por um ano e meio. O que é muito tempo, sob qualquer ponto de vista: pedagógico, psicológico, administrativo”, criticou. “Teremos que recuperar esse prejuízo depois.”