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Paciente de 49 anos Ă© submetido em Curitiba à primeira cirurgia de coração com robĂŽ do Sul do paĂ­s

Por OSASCO RENOVE em 24/05/2022 às 11:19:37

De acordo com os médicos do HNSG, esta cardiopatia é chamada de comunicação interatrial, que é uma abertura no órgão e que separa o átrio esquerdo do direito. A operação robótica foi comandada pelos cirurgiões cardiovasculares Vinicius Nicolau Woitowicz, do HNSG, e Robinson Poffo, pioneiro em cirurgia robótica cardíaca no Brasil.

O robô chama Da Vinci e tem quatro braços telecomandados pelo cirurgião. Por meio de uma mesa de controle com visão 3D e alta definição da área cirúrgica, os médicos fizeram pequenas incisões, similares a de uma videolaparoscopia. Com o método, corrigiram o defeito congênito, utilizando um fragmento de pericárdio bovino.

“A realização da primeira cirurgia robótica cardíaca foi um desafio executado com bastante cautela, responsabilidade e treinamento específico”,

afirma Woitowicz.

Se não fosse realizada a correção por operação robótica, a anomalia resultar em hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca. O paciente foi diagnosticado com a doença cardíaca após check-up de rotina. Ele apresentava queixas de cansaço, segundo Woitowicz. “Essa doença, na maioria das vezes, é identificada ainda nos primeiros meses de vida do bebê pelo pediatra. Porém, muitos descobrem somente mais tarde”, diz.

Invasão e trauma cirúrgico bem menor

Devido às condições anatômicas do coração do paciente, não foi possível realizar o tratamento pelo cateterismo cardíaco. Foi tentado de forma não invasiva, por meio de cateter, fechar essa comunicação, mas não foi possível pela questão técnica e anatômica, explica o cardiologista do HNSG, Dr. Alexandre Alessi, que fez o acompanhamento clínico do paciente, pré e pós-cirúrgico.

“Então, esse paciente teria que fazer uma cirurgia de peito aberto, uma cirurgia tradicional do coração, mas, com a robótica, a cirurgia é feita com uma invasão e trauma cirúrgico bem menor”, afirma.

Caso o paciente optasse pela cirurgia aberta, o tempo de recuperação também seria bem maior – de 45 a 60 dias. Com a robótica, a recuperação é de apenas dez dias, explica Alessi.

“Sem dúvida nenhuma a robótica na cardiologia é um avanço na medicina. É passar de procedimentos mais agressivos, que causam processo inflamatório, mais tempo de internamento, risco maior de sangramento, dor maior no pós-operatório ao paciente, para uma situação com menos tempo no hospital, menos sangramento e processo inflamatório, além de ser menos agressivo. Isso porque não há corte no osso externo, os drenos utilizados são de tamanhos menores e as pinças do robô permitem chegar no local da cirurgia com maior precisão.”

Entre as principais cirurgias cardiovasculares realizadas com o robô, estão as cirurgias valvares – principalmente mitral e tricuspide, e a cirurgia de defeito do septo cardíaco.

Os instrumentais com tecnologia avançada auxiliam o cirurgião a realizar procedimentos complexos com mais precisão, flexibilidade, amplitude e controle do que seria possível com técnicas tradicionais.

Avanço para a medicina paranaense

Para o pioneiro Poffo, a realização do procedimento em Curitiba é um avanço para a medicina do Paraná.

“É uma grande esperança e novidade para a população paranaense e do Sul do país contar com a cirurgia robótica na especialidade da cardiologia, que tem como grande objetivo operar o coração sem a abertura do osso do peito. Técnica menos invasiva, segura e eficaz, usada no exterior há mais de uma década, fazendo que o paciente evolua de uma forma muito mais positiva”, afirma Poffo.

Fonte: Banda B

Tags:   Saúde
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