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Infec√ß√Ķes pr√©vias podem gerar c√©lulas que combatem o novo coronav√≠rus, diz estudo

Por OSASCO RENOVE em 06/08/2020 às 12:38:20

Nessas amostras, os cientistas encontraram células T que reagem à presen√ßa desses patógenos, como era esperado, mas essas mesmas células s√£o capazes de reagir ao novo coronavírus também, um fenômeno chamado pelos cientistas de reatividade cruzada.

"É como se j√° existissem entre nós pessoas que j√° est√£o vacinadas naturalmente contra o novo coronavírus", diz Ana Maria Caetano de Faria, imunologista do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "A pessoa que j√° possui essa célula pode ter uma infec√ß√£o muito mais branda ou até a ausência de sintomas."

Segundo a imunologista, essa hipótese j√° havia sido cogitada poe especialistas anteriormente, mas essa é a primeira vez que cientistas conseguem demonstrar a possibilidade da reatividade cruzada entre esses vírus.

Quando um vírus entra no corpo, nossas células iniciam um processo de defesa inato, que envolve, entre outras a√ß√Ķes, a elimina√ß√£o de células infectadas por subst√Ęncias tóxicas e a emiss√£o de avisos para que o sistema imunológico adaptativo entre em a√ß√£o.

A imunidade adaptativa é composta por uma grande variedade de células que atuam em diversas frentes ao mesmo tempo para impedir o avan√ßo da infec√ß√£o. As células T recebem uma mensagem com uma pequena descri√ß√£o do invasor, e assim elas orientam a atua√ß√£o para atacar o patógeno.

É como se os mensageiros levassem às células de defesa uma foto do vírus para que elas possam encontr√°-lo e destruí-lo.

A maior parte dos linfócitos T encontrados pelos cientistas que assinam o artigo na Science eram do tipo CD4, também conhecidos como auxiliares. Eles têm a capacidade de estimular outras moléculas para a√ß√£o e produ√ß√£o de subst√Ęncias de defesa.

Entre as células estimuladas pelo CD4 est√£o os linfócitos B, respons√°veis pela fabrica√ß√£o dos anticorpos. Essas células ficam guardadas em um tipo de memória imunológica e s√£o despertadas quando o corpo entra em contato com o mesmo vírus novamente.

Um estudo anterior havia mostrado que as células T específicas para combater o novo coronavírus estavam presentes em 20% a 50% das pessoas que nunca tiveram contato com o Sars-Cov-2.

Com os resultados em m√£os, os pesquisadores cogitaram a possibilidade de que esses linfócitos T estivessem relacionados ao contato prévio com outros coronavírus causadores de gripe comum. Esses outros coronavírus compartilham algumas características do Sars-CoV-2 –s√£o vírus da mesma família.

Freitas alerta que mesmo pessoas que j√° tiveram contato com outros coronavírus podem n√£o ter criado essa imunidade duradoura contra o Sars-CoV-2.

"O sistema imunológico de cada pessoa é muito diferente, depende de fatores relacionados à saúde de cada um. Mas essa pesquisa ajuda a explicar porque algumas pessoas est√£o mais protegidas do que outras", conclui a imunologista.

Publicado primeiro em Banda B ¬Ľ Infec√ß√Ķes prévias podem gerar células que combatem o novo coronavírus, diz estudo

Fonte: Banda B

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