Fiscalização fecha bingo com cem pessoas no centro de São Paulo

Fiscalização fecha bingo com cem pessoas no centro de São Paulo

 

Eventos estão proibidos em São Paulo como medida para frear as infecções, mortes e internações decorrentes da Covid-19. No no local, os apostadores estavam aglomerados em um ambiente sem ventilação, segundo imagens divulgadas pelo governo João Doria (PSDB), o que contribui para a disseminação do novo coronavírus. A fiscalização não informou se o lugar foi multado.

Na mesma noite de fechamento do bingo, foram inspecionados 26 estabelecimentos comerciais em São Paulo e 16 pessoas acabaram detidas. Entre estes lugares, a polícia encontrou uma festa clandestina, em Guaianazes (zona leste),um bar e uma lanchonete na Aclimação (centro), e uma tabacaria na Água Branca (zona oeste), todos funcionando de forma irregular, fora de horário permitido e com aglomeração de pessoas .

A Polícia Militar afirma ter atuado em 31 ações de apoio à Vigilância Sanitária na capital, no litoral e no interior, entre a noite de sexta (9) e madrugada deste sábado (10). No total, foram feitas 1.671 dispersões e flagrados 392 pontos de aglomeração no estado. Ao menos 114 pessoas acabaram presas, 76 delas eram procuradas pela Justiça.

Em um vídeo divulgado pelo governo, um policial que integra a força-tarefa da fiscalização usa um megafone para pedir a colaboração e calma aos frequentadores de um dos lugares.

A PM já realizou 5,8 mil operações em todo o estado desde o início do toque de restrição das 23h às 5h, iniciado em 26 de fevereiro. No total, 4.900 pessoas foram presas, 3,2 mil delas eram procuradas pela Justiça. No período, o Procon realizou 6,6 mil fiscalizações que resultaram em 405 autuações.

O Comitê de Blitze foi criado em 12 de março para reforçar as fiscalizações para cumprimento das medidas restritivas da fase emergencial da Rede São Paulo para evitar a propagação do novo coronavírus.

O grupo é formado por agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Covisa (Coordenadoria da Vigilância Sanitária) pela Prefeitura de São Paulo. Pelo governo do estado, atuam profissionais da Vigilância Sanitária, Procon e das polícias Civil e Militar.