Presidente da Fundação Palmares ironiza Dia da Consciência Negra: "vitimização"

Presidente da Fundação Palmares ironiza Dia da Consciência Negra:

Nomeado presidente da Fundação Palmares em novembro do ano passado, ele chegou a ter sua nomeação suspensa por decisão judicial, mas voltou à presidência em fevereiro deste ano, depois de uma liberação do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em maio, novamente o STJ recusou um pedido de afastamento feito pelo partido Rede Sustentabilidade.

Camargo já buscou diversas vezes minimizar o racismo sofrido por negros no Brasil e chamou movimentos negros de “conjunto de escravos ideológicos. Com frequência, o presidente ataca artistas e personalidades negros.

Desde que assumiu a presidência da Fundação, a instituição Ignora o Dia da Consciência Negra e não realiza nem apoia qualquer evento no município de Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), que historicamente promove uma extensa programação especial em homenagem à data e a Zumbi.

Recentemente, Camargo foi afastado da gestão de pessoal da Fundação Palmares. Na prática, ele está proibido de nomear, exonerar, conceder gratificações aos servidores, contratar funcionários e/ou cancelar contratos com empresas terceirizadas.

A decisão proferida pela Vara do Trabalho atende a um pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), que alegou que Camargo estava promovendo assédio moral e perseguição ideológica contra funcionários da Palmares.

Protestos durante a data

Além das celebrações previstas para comemorar o Dia da Consciência Negra, diversas cidades brasileiras realizam hoje atos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o racismo.

Foram registrados atos nas cidades de São Paulo, Campinas (SP), Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Campo Grande, Florianópolis, Londrina (PR), Belém, Altamira (PA), entre outras.

As marchas foram organizadas por movimentos sociais e sindicais e contam com apoio de partidos de oposição ao presidente. Entre as principais pautas estão críticas ao desmonte de políticas públicas ligadas à população negra pelo governo Bolsonaro e o aumento no preço dos alimentos e do gás.